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João Lacerda

Conheça a bicicleta elétrica mais leve do mundo


De acordo com o Guinness World Records, o protótipo da bicicleta elétrica mais leve do mundo pesa 6,872 kg e foi alcançado por Dennis Freiburg (Alemanha) em Dortmund, Alemanha, em 3 de dezembro de 2019. Dennis é engenheiro mecânico e estava, impressionantemente, estudando por seu doutorado em Dortmund enquanto desenvolvia esse projeto. A construção da bicicleta começou em outubro de 2018, levando pouco mais de um ano para ser concluída. 
Bicicleta elétrica mais leve que convencionais
Para efeito de comparação, a Specialized Turbo Creo, um dos modelos de linha mais leves do mercado, pesa 12,2 kg. Praticamente o dobro do protótipo alemão. O peso é tão baixo que trata-se do mínimo permitido em competições pela UCI para bicicletas convencionais.
A bicicleta recordista é alimentada por um motor no movimento central feito especialmente para o modelo. Trata-se de uma pedelec, que fornece um “empurrão” para as pedadelas, além disso, o motor pode ser ligado ou desativado durante o pedal.

Embora o recorde tenha sido alcançado no final do ano passado, parece ter sido pouco divulgado desde então.

 

 

Como o Reino Unido subsidia o conserto de bicicletas

O vale conserto de bicicletas no Reino Unido está finalmente disponível para o público, chamado de Fix your Bike Voucher, concede a população um subsídio de £ 50, referente ao custo de reparo de uma bicicleta.

Os recursos vêm do fundo de economia de energia (Energy Saving Trust), que é responsável tanto pelo cadastro das empresas de manutenção, quanto dos usuários beneficiados. Somente quem estiver cadastrado tem acesso ao benefício. 

Como funciona o Fix Your Bike Voucher

Os vouchers só podem ser usados em oficinas de bicicletas ou mecânicos registrados para o esquema na Inglaterra, e até dois vouchers podem ser solicitados por família.

  • Encontre um mecânico de bicicletas registrado através do mapa de lojas e mecânicos participantes no site de cadastro;
  • Solicite um voucher de £ 50 no site do Energy Saving Trust;
  • Leve a bicicleta até o local escolhido para consertar, usando o voucher para cobrir até 50 libras do custo total dos reparos necessários;
  • Desfrute o prazer de pedalar novamente.

Reino Unido tem mais de 16 milhões de bicicletas paradas

Colocar mais bicicletas nas ruas é o plano do governo do Reino Unido. São bilhões de libras para infraestrutura e o vale conserto compõe essa cifra. Para o lançamento do programa, foram disponibilizados 50.000 vales (ou 2,5 milhões de libras). Certamente não irá dar conta da demanda.

Estimatimativas apontam que o Reino Unido tem cerca de 16 milhões de bicicletas encostadas. São veículos que com uma manutenção básica poderiam voltar a circular nas ruas, desafogar o transporte público e ajudar a população a cumprir as regras de isolamento social e manter-se saudável.

Desde que foi aberto cadastro para que o público peça um dos vales conserto de bicicleta, o site está instável. Algo que deixa clara a demanda latente.

A volta do ciclismo no Europa

Aos poucos as provas de ciclismo voltam a acontecer na Europa. Já aconteceu Mini Copa do mundo de MTB na Suíça, vencida justamente pelo suíço Nino Schurter, claro. Afinal o nosso Henrique Avancini tem de lidar com a extinção de calendário no Brasil e a impossibilidade de viajar para a Europa. 

Em 01 de agosto tem o World Tour com a clássica Strade Bianche na Itália e o Giro já definiu sua largada na Sicília. Tem ainda o Tour da Polônia que vai acontecer de “portas fechadas”, já que nem jornalistas poderão acompanhar.

A maior mudança no entanto é para os atletas, o protocolo agora envolve testes constantes para atletas e, claro, o medo de contágio. O documento de orientação oficial da UCI busca envolver os atletas numa “bolha”, com o pelotão sempre isolado de pessoas sem testes negativos confirmados.

Na Espanha as mudanças já foram postas a prova, e falharam. Três equipes ficaram de fora da corrida feminina Emakumeen Nafarroako Klasikoa 2020. O motivo foram os atrasos nos resultados de testes.

 

Governo altera normas de produção de bicicletas em Manaus

O Governo Federal fez alterações no processo produtivo básico (PPB) de bicicletas na Zona Franca de Manaus. O novo texto foi publicado na Portaria Interministerial 35, de 16 de julho de 2020.

As mudanças giram em torno dos percentuais de processos que podem ser feitos em outras regiões do país. Mudam desde os limites para soldagem de quadros de alumínio, garfos e a inclusão da fabricação de peças plásticas por meio de impressão 3D. Confira o comparativo do que mudou:

  • O percentual de realização de soldagem de quadros de liga de alumínio que pode ser efetuada em outras regiões do país passou de 50% para 30%;
  • Foram alterados os percentuais de dispensa das etapas de (i) fabricação do garfo, guidão e aros das rodas e (ii) pintura completa do quadro e garfo, condicionada ao percentual de aplicação em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I), para os componentes abaixo:
    • Garfos com suspensão: de 90% para 100%; e
    • Garfos rígidos produzidos exclusivamente a partir de ligas de alumínio, fibra de carbono, titânio ou cromoli: de 6% para 20%;
  • Caso o percentual de dispensa para garfos rígidos produzidos exclusivamente a partir de ligas de alumínio, fibra de carbono, titânio ou cromoli fosse ultrapassado, a Empresa ficava obrigada a compensar a diferença residual em relação ao percentual máximo estabelecido, em unidades produzidas, até 31 de dezembro do ano subsequente. A Portaria anterior definia que a diferença residual não poderia exceder a 3% e a nova Portaria eliminou esse percentual;  
  • Já para aros das rodas produzidas exclusivamente a partir de ligas de alumínio ou de fibra de carbono, o percentual de não excedência da diferença residual, mencionada acima, passou de 1% para 3%;
  • Os investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I) continuam sendo aplicados mediante programa prioritário instituído pelo Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia ou formulação e execução de projetos que objetivem a geração de produtos, suas partes e peças ou processos inovadores, bem como o desenho industrial de novos produtos. Entretanto agora devem ser aplicados em conformidade ao disposto no art. 2º do Decreto nº 5.798, de 7 de junho de 2006 e não mais em conformidade ao disposto na Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004 e no Decreto nº 9.283, de 7 de fevereiro de 2018;
  • Foi incluído no conceito de fabricação qualquer outro processo de conformação (impressão 3D) de peças plásticas, no que tange a fabricação dos (i) componentes de bicicleta sem câmbio listados no art. 6º, I e dos (ii) garfos, guidões e aros.

Publicidade de bicicleta elétrica é proibida na França

Depois de ser veiculado sem problemas na Alemanha e noa Holanda, o comercial da fabricante de elétricas Van Moof foi proibido pela órgão que regula a publicidade na França. A justificativa é direta: “cria um clima de ansiedade” por supostamente atacar a indústria automobilística.

A peça de publicidade mostra imagens de congestionamentos sobrepostas em cima de um automóvel superesportivo. O veículo derrete aos poucos e se transforma em uma piscina de metal líquido que renasce como uma bicicleta elétrica.

Tem muita chaminé, poluição e congestionamento. Por isso as autoridades francesas exigem que o comercial seja modificado. A Van Moof fez o óbvio, se recusou a modificar o filme publicitário. A alegação é bem direta, poluição gerada pelos carros é algo que a população das cidades tem de lidar todos os dias.

 

Temos mudanças importantes para anunciar, confira

A grande novidade da semana é que essa será a nossa última edição da BicicletaNews por e-mail. Mas o motivo é nobre, iremos ampliar a cobertura pelo Whatsapp no (+55 11 97114-0140), e teremos as edições semanais em vídeo. Então para ficar a par das informações mais importantes do mercado de bicicleta no mundo, se inscreva no canal da Aliança Bike no YouTube.

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Buscas por bicicleta aumentam durante a pandemia

O Google Trends, que monitora os assuntos e termos mais buscados, registrou um aumento geral de quase 100% no interesse de pesquisa por bicicleta desde o começo do período de quarentena no Brasil. Os números foram puxados por quem demonstrou interesse em rolos de treino (+550%), spinning (+300%), bicicleta ergométrica (+170%) e treinamento (+150%). Nas buscas específicas, vale destacar o crescimento no interesse por bicicletas infantis aro 16 (+150%). Em relação ao interesse por bicicletas elétricas, ele baixou abruptamente com o começo do confinamento e vem crescendo desde então. No Reino Unido, quem se antecipou ao interesse nas buscas por bicicletas elétricas e formou estoque hoje aproveita a demanda ultra aquecida. Tudo isso enquanto o mercado britânico contrata mecânicos para atender ao crescimento da clientela. 

Tembici capta R$ 239 milhões para expandir e eletrificar a frota

Startup brasileira de bicicletas compartilhadas captou US$ 47 milhões (R$ 239 milhões) em sua segunda rodada de investimentos. Os recursos serão utilizados para implementar o serviço de bicicletas elétricas, aumentar a frota das convencionais e promover melhorias tecnológicas. A rodada contou com os fundos Valor Capital Group (Buser, CargoX), Redpoint eventures (Letz, Rappi), IFC. Todos se somam a Joá Investimentos, que já compõe o quadro societário da empresa desde 2017.

Cabify faz planos de oferecer bicicletas elétricas na Espanha

O relaxamento da quarentena na Espanha se traduziu em demanda aquecida pelo uso da bicicleta. Para atender a demanda e ter mais gente pedalando, a prefeitura de Madrid abriu uma chamada para operação de 4.800 bicicletas elétricas compartilhadas. Para entrar no jogo, a Cabify, que já opera carros por aplicativo, patinetes e motos compartilhadas (estas sob a marca Movo), vazou um guia de design que já incorpora bicicletas elétricas. Vale lembrar que o movimento vem na sequência da saída da Uber do mercado de bicicletas com a venda da divisão Jump e destruição de milhares de elétricas.

Lisboa é mais um exemplo em favor da bicicleta

Até 2021, a capital de Portugal pretende chegar a 200 quilômetros de malha cicloviária, mais do que o dobro de seus acanhados 65 quilômetros atuais. A criação de uma rede estruturante vem acompanhada de um investimento em ruas de lazer e também no subsídio para a compra de bicicletas. Ao todo, a administração local de Lisboa irá investir 3 milhões de euros, ou quase 17 milhões de reais, para subsidiar até 50% do valor de compra de bicicletas. Um programa  feito em parceria com as lojas de bicicleta de Lisboa que quiserem aderir à iniciativa. Os planos em Portugal fazem parte da iniciativa europeia para a recuperação da pandemia. Com incentivos para a construção de mais ciclovias e para compra e manutenção de bicicletas por todo o continente.

Caminhos para a Europa abraçar a bicicleta

As recomendações da Federação Europeia de Ciclismo (ECF) são simples e bastante direta. É preciso apoiar os discursos em favor da bicicleta com verbas. A revolução em favor da bicicleta na Europa precisa cumprir cinco diretrizes. O primeiro envolve 95 mil quilômetros de pistas adaptadas para a bicicleta, um investimento de 8 bilhões de euros. Dentro das cidades, é preciso adotar velocidades de 30 quilômetros por hora em todas as vias. Outro ponto a ser trabalhado, são os subsídios para compra de bicicletas elétricas e cargueiras, investimento de cinco bilhões de euros. O plano se expande com metas para o aumento da importância da ciclologística nas cidades. Por fim, a ECF recomenda ainda um plano de incentivos econômicos ao cicloturismo. Medidas simples e capazes de transformar para sempre e para melhor as cidades européias e ainda contribuir na reconstrução econômica. 

Uso da bicicleta triplica no Reino Unido

Oficialmente fora do bloco econômico europeu, o Reino Unido não ficou para trás nos incentivos ao uso da bicicleta. Em Londres, por exemplo, o plano é garantir que as ruas que ficaram vazias durante o confinamento sejam devolvidas para as pessoas e não voltem mais a ficar lotadas de carros. A vontade da população de evitar o transporte público já tem números concretos, um aumento de 300% no uso da bicicleta. O poder público tem feito sua parte com a construção de ciclofaixas temporárias em grandes avenidas. A novidade é que a população londrina aprova que a rede permanente para as bicicletas se torne permanente.

Bicicleta elétrica é o novo álcool gel nos EUA

Com a população fugindo do transporte público e dos carros de aplicativo, a demanda por bicicletas elétricas já superou a oferta. Grandes varejistas (Walmart e Amazon) já estão com estoques zerados e até mesmo pequenas marcas têm fila de espera. A forma como as elétricas iriam mudar as cidades nos próximos 10 anos parece ter se concentrado no período de saída da quarentena. 

Fred promove bicicleta para quem gosta de futebol

O jogador Fred, com passagens na seleção e nos grandes clubes mineiros, vai voltar a jogar pelo Fluminense. O destaque está em como ele percorreu a distância entre Belo Horizonte e o Rio de Janeiro. Com o apoio da Sense Bikes e Strava, o jogador fez parte do pedal de 600 quilômetros pela Estrada Real em uma MTB elétrica. Houve quem criticasse a escolha por um modelo assistido, mas é preciso reconhecer que a parceria com um atleta do futebol ajudou a expandir o interesse pelas marcas apoiadoras para além do mundo do ciclismo. A campanha do jogador para arrecadar cestas básicas segue, mesmo após a chegada ao Rio.

Impactos da pandemia ainda muito negativos

Pesquisa da Federação Mundial de Produtos Esportivos mostrou que a bicicleta ainda é exceção no mercado. No geral, como é esperado, a indústria do esporte e lazer prevê impactos negativos sustentados. O sopro de esperança ficou por conta da recuperação parcial da cadeia de fornecedores na Europa e no sul da Ásia. São os indicadores de que o mercado caminha, aos poucos, para a recuperação.

Teste comprova maior eficiência de capacetes antirrotacionais

Uma seguradora sueca testou 27 modelos de capacete de ciclistas. Os resultados comprovam um teste anterior feito nos EUA. Modelos que protegem contra a rotação são os mais seguros. O melhor resultado ficou com o Hövding 3, o capacete invisível teve um resultado 76% melhor que a média. Os outros modelos mais bem avaliados se mostraram entre 37% e 23% melhores que o resultado médio em termos de absorção de impacto. No geral, parece haver uma correlação direta entre qualidade e preço, já que os mais caros geralmente são os que apresentam os melhores números.

Entidades se unem contra impunidade no trânsito

Circula no Congresso Nacional uma pauta bomba para quem promove a segurança nas ruas brasileiras. Apelidado de PL da Morte, o projeto de lei 3.267/2019 pode ser posto em votação a qualquer momento. O texto da lei traz embutido um enorme retrocesso na punição aos motoristas infratores, amplia dos atuais 20 pontos para 40 pontos o limite para suspensão da carteira de habilitação. Além disso, também está previsto o aumento da validade da CNH de 5 para dez anos e a realização de exames médicos por qualquer clínica médica, não apenas as que fazem parte do cadastro oficial do DENATRAN. Com pedestres e ciclistas como as grandes vítimas de motoristas infratores, relaxar a punição é certamente uma ameaça para quem anda a pé ou pedala no Brasil.

Marcas se posicionam na luta antirracista

No Brasil e no mundo, a bicicleta está muito associada a uma elite de atletas brancos e ricos. E são justamente eles que mais transmitem a imagem das marcas para o público. Com os protestos nos EUA, a indústria da bicicleta deu um primeiro passo em reconhecer a importância da diversidade. Muitas marcas abraçaram os protestos antirracistas sob a bandeira de “vidas negras importam”. A Specialized foi uma das grandes que resumiu a questão com uma postagem simples em que dizia: “somos parte do problema”. A Trek também defendeu grandes mudanças. Outras marcas menores e de equipamentos esportivos também emprestaram sua visibilidade para o combate ao racismo. No Brasil o movimento ainda não ecoa, nem através das representações locais das duas grandes, nem tão pouco através da Caloi/Cannondale.

Indústria se une a ONU pelo transporte sustentável

A Associação Mundial da Indústria da Bicicleta (WIBA) irá participar da construção do documento a ser redigido pela Organização das Nações Unidas a ser apresentado em 2021. O esforço é feito em preparação para o High-level Meeting sobre Transporte, Saúde e Meio Ambiente, previsto para acontecer em Viena em 2021. O primeiro rascunho do documento será discutido em novembro deste ano e a redação final servirá de base para as políticas públicas de transporte no mundo todo. Incorporar a indústria da bicicleta nas discussões globais sobre transporte é um passo importante na construção de uma agenda global do transporte sustentável que envolva a bicicleta.

Morre a lenda do MTB Erivan de Lima

Depois de 2 anos lutando contra o câncer, Erivan de Lima morreu aos 55 anos, nesta quinta (4). Nascido em Natal, RN e radicado em Campos de Jordão, Erivan usou da sua experiência no ciclismo olímpico e competições internacionais para liderar a popularização e profissionalização do MTB brasileiro nos anos 1990.

CBC divulga calendário para o que resta de 2020

Ainda em caráter provisório, a Confederação Brasileira de Ciclismo divulgou uma nova atualização do seu calendário de provas. Por ora, as provas confirmadas começam pelo MTB a partir de agosto. Também com datas confirmadas, XCO, BMX e ciclismo de pista. As provas de estrada e downhill seguem aguardando confirmação ou apenas com datas previstas.

Riscos para recompor estoques, segurança na reabertura das lojas e mais

Bicicleta na recuperação econômica européia

Entidades que promovem a bicicleta na Europa querem acelerar a aprovação de um pacote econômico pós-quarentena que inclua a bicicleta, um Green Deal Europeu. Trata-se de uma versão européia atualizada, e verde, do New Deal, programa de recuperação econômica dos EUA no pós crise de 1929. O momento atual na Europa só permite se pensar em uma retomada com sustentabilidade. Por hora ainda faltam aprovações oficiais, mas serão 20 bilhões de euros para a investimentos em mobilidade nos países membros. Pela primeira vez a bicicleta está incluída, desde o início, no planejamento financeiro ao lado dos outros meios de transporte.

França triplica investimento na bicicleta na saída da quarentena

O plano nacional francês de incentivo emergencial a bicicleta era de 20 milhões de euros e aumentou 60 milhões. A consolidação do incentivo para que a população francesa saia da quarentena pedalando. Dentre as medidas do governo, a de maior destaque é o “vale manutenção”. São 50 euros para serem gastos em oficinas devar bicicleta, benefício que até agora já foi utilizado por mais de 62 mil franceses.

Saúde mental é motivo para pedalar na quarentena

No Reino Unido, cerca de 87% dos ciclistas tem na bicicleta um grande apoio para manter a saúde mental. A mesma pesquisa aponta ainda que 35% dos entrevistados admitiram dificuldades em manterem um bom estado mental. Além disso, para manterem-se ativos, 46% dos ciclistas usam ou pretendem pedalar dentro de casa, no rolo ou na ergométrica. Ainda entre os destaques, 91% pretende incentivar o uso da bicicleta por amigos e familiares e 57% pretender fazer um pedal épico assim que a quarentena acabar.

O desafio de balancear segurança e reaberturamob

Com a flexibilização da quarentena em andamento no Brasil e no mundo, o caminho para a reabertura gradual certamente irá pedir adaptações. Lojistas precisam estar atentos aos decretos locais de segurança e ao distanciamento entre consumidores e funcionários. Trata-se de uma excelente oportunidade para um atendimento mais exclusivo, com a loja funcionando nos moldes de uma butique. O treinamento da equipe para o pós-confinamento é também fundamental, quem gerencia uma loja irá precisar investir nos talentos dos seus funcionários e garantir um espaço para que cada profissional possa atingir seu potencial máximo.

Mercado da bicicleta se engaja na luta antirracista

Os protestos antirracistas nos EUA incentivaram diversas empresas de bicicleta a se posicionarem em solidariedade. Mesmo com lojas no meio da convulsão social, teve lojista que criticou a preocupação maior com vitrines do que com as reivindicações de quem protestava. 

 

Pandemia pode, talvez, mudar a mobilidade no Brasil

Os planos começam a ganhar forma no papel para que cidades brasileiras se tornem melhores para quem pedala. Segue em discussão a regulamentação do Plano Bicicleta Brasil (PBB), capitaneada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) em parceria com a União de Ciclistas do Brasil (UCB). Enquanto isso, Curitiba é exemplo de cidade que faz planos, com restrições ao estacionamento de carros e ciclofaixas temporárias prometidas. Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro e a Câmara de Vereadores de São Paulo também buscam puxar a promoção ao uso da bicicleta. Por hora, nada de concreto, mas são planos factíveis e positivos para as cidades.

Bicicletas da Uber vão parar no ferro velho

Definida como “a melhor bicicleta elétrica compartilhada jamais produzida”, milhares de modelos da JUMP foram mandados para reciclagem. A destruição acontece depois que a empresa, divisão de bicicletas da Uber, foi repassada para a Lime. A justificativa para “reciclar responsavelmente” bicicletas em um momento de demanda aquecida, foi porque os modelos têm tantas tecnologias proprietárias que a recarga e manutenção não são possíveis para o consumidor final.

É possível jogar videogame e treinar ao mesmo tempo

Bicicleta e videogame estão definitivamente mais próximos durante a pandemia. Por pura curtição, um grupo de programadores desenvolveu uma modificação para que seja treinar dentro do jogo Grand Theft Auto (GTA). A força nos pedais impulsiona o personagem no jogo, maneiras inusitadas de tornar a pedalada em casa mais divertida.

Estoques podem ficar prejudicados no hemisfério sul

Com a demanda aquecida por conta da saída do confinamento e do verão no hemisfério, o mercado de bicicletas ao sul do Equador pode sofrer um pouco mais. A dificuldade está justamente em estabelecer a prioridade em quem vai poder repor seus estoques primeiro. Com muitos mercados ainda fechados e as dificuldades logísticas em alta, o desafio é grande. Um exemplo das disputas que podem estar a caminho é o crescimento do envio de bicicletas elétricas por frete aéreo para o Reino Unido, tudo para manter abastecido o mercado.

 

Shimano comenta resultados do primeiro trimestre

Os resultados globais da Shimano foram negativos no primeiro trimestre do ano, retração de 15,4% nas vendas no comparativo com 2019 e queda de 26,1% na receita operacional. O fechamento forçado das fábricas na Malásia e Singapura também foram um resultado negativo. Mesmo assim, a retomada das atividades econômicas e os incentivos para o uso da bicicleta na Europa são fonte de otimismo. Muitos pedidos a serem atendidos, em especial nos componentes para bicicletas de transporte urbano, elétricas e MTBs de baixo e médio preço.

 

9 de julho cancelada e L’Étape Brasil muda data

Tal como o Tour de France, o L’Étape Brasil teve de adequar seu calendário aos tempos de pandemia. A nova data passa a ser 29 de novembro de 2020. Menos sorte teve a tradicional prova 9 de julho, a antecipação do feriado estadual e as incertezas sobre a reabertura forçaramch o cancelamento da edição deste ano da prova. Na terra, a Brasil Ride mantém seu calendário e busca atrair mais inscritos isentando profissionais da saúde de qualquer taxa.

 

Otimismo: bicicletas dominam as ruas nos países que saem da quarentena

Pandemia é oportunidade para se investir na bicicleta

Os exemplos e os números do exterior mostram que a bicicleta cumpre um papel fundamental durante o período de isolamento e na saída da quarentena. Vendas em alta já são realidade na Europa e nos EUA. Com o Brasil em compasso de espera e no centro do aumento de casos de covid-19, o momento ainda não é favorável. Enquanto o poder público reage a pandemia, quem precisa se deslocar, já usa mais a bicicleta e quem a promove já se manifesta por cidades mais pedaláveis. Mais ciclovias interessam até quem não pedala. Vale até fazer como em Nova Iorque e pedir ao prefeito que a cidade seja mais como Paris.

Os benefícios do ciclismo indoor

O ciclismo indoor e as endorfinas que o exercício produz são um rotina para muitos repleta de benefícios. A pandemia trouxe mais adeptos para a prática que, sem o vento no rosto, pedalam sem sair do lugar. Mas os pedais em rolo ou bicicletas estacionárias são também oportunidade para solidariedade

No Brasil lojistas se preparam para enfrentar a crise

A expectativa geral para o varejo é da pior queda de faturamento da história com uma desarticulação das cadeias de comércio. Nesse contexto, as vendas online são uma busca pela sobrevivência, com um aumento de 209% durante a pandemia. Para fortalecer o setor de bicicletas, que tem chances de aumentar muito seu faturamento pós-quarentena, a Aliança Bike preparou um curso em parceria com o Sebrae para que lojistas de bicicleta enfrentem a crise e possam sair dela.

França e Alemanha dão a volta por cima

A primavera no Hemisfério Norte é normalmente o período de aumento de vendas nas bicicletarias. Mas com todo o comércio fechado, o estoque ficou parado e a saída do confinamento marcou um boom de vendas na Alemanha. Mas não foi apenas o clima primaveril que despertou o desejo de compra, os efeitos da pandemia também se fizeram sentir. A população passou a procurar o melhor veículo para manter-se fisicamente ativa e escapar do confinamento no transporte público. Na França, o “vale manutenção do governo” já é responsável por tirar a poeira de uma frota parada que ganha já ganha as ruas.

Reino Unido tem explosão de vendas de bicicletas

Uma grande rede de varejo de bicicletas no Reino Unido divulgou números para encher de otimismo qualquer lojista. No comparativo com o abril do ano passado, as vendas de bicicletas de entrada (a partir de £500 ou R$ 3.300) cresceram 677% no último mês. Investimentos pesados do governo, com vale compras de £50 (R$ 330) certamente tem sua parcela nos resultados positivos do mercado. Mas o esforço de lojistas para se manterem abertos e o apoio da população aos pequenos também é um fator chave.

Nos EUA, lista de espera

O crescimento de vendas de bicicletas nos EUA chega a gerar lista de espera para compra. E o aquecimento do mercado vai além. Um exemplo é a Schwinn que resolveu lançar um novo modelo urbano, marcando os 125 anos da marca e que será vendido apenas através do site da Walmart. Outro destaque no mercado norte-americano são as infantis. Com 82% das famílias confiantes para colocar as crianças ao ar livre, as vendas desses modelos e acessórios para carregar crianças também estão em alta. O mercado já aposta na venda direta ao consumidor para aproveitar o impulso de compras.

Manter o ar limpo significa nos livrarmos dos carros

Os benefícios imediatos da redução de carros nas ruas já são sentidos com a queda nos poluentes no ar. A melhoria transitória já indica que sair da pandemia e voltar aos níveis de utilização de carros de antes é um caminho que não é nem saudável e muito menos sustentável. É preciso aproveitar o momento em que as cidades estão um pouco menos carro cêntricas e buscar novas políticas públicas. Estamos em uma encruzilhada e é preciso escolher a bicicleta, os índices de poluição em uma Londres cada vez mais pedalável são apenas um dos exemplos. Felizmente, ao menos no Reino Unido, um terço dos motoristas pode deixar seus carros de lado em favor das bicicletas. Uma população menos exposta a poluição seria apenas um dos benefícios.

Ciclistas de app nos EUA querem mais ciclovias

Uma extensa pesquisa conduzida em São Francisco nos EUA abordou as incertezas nas ruas e nos ganhos que esses profissionais sofrem. Tal como a maioria dos ciclistas, entregadores de aplicativo por lá tem de lidar com a agressividade no trânsito e defendem a expansão das ciclovias. Some-se a isso a relação de trabalho com os aplicativos, sem garantias. São em sua maioria homens, imigrantes e que dependem de alguma forma de auxílio do governo. A precariedade nos ganhos e o pedalar pelo sustento aproximam os ciclistas da Califórnia dos de São Paulo. Os exemplos de ações para o pós-pandemia é a melhor resposta para melhorar a condição de trabalho dos entregadores.

Correios testam novo modelo de bicicleta

Entregas em bicicleta pelos Correios são uma tradição de longa data. A agilidade dos carteiros ciclistas sempre foi um fator de aumento na produtividade nas entregas. Para os desafios de hoje, a empresa vem testando novas soluções em ciclologística. A mais recente é um modelo urbano com três marchas no cubo e suspensão dianteira. O novo modelo vai circular pelas ruas de Minas Gerais, mas outros centros de distribuição também devem receber novidades.

Como as elétricas podem resolver nossos problemas de mobilidade

As vendas já estão crescendo, com medidas de incentivo ao uso, as bicicletas elétricas podem ser também uma opção capaz de trazer grandes impactos na redução de emissões. Um estudo no Reino Unido apontou um potencial para reduzir a metade as emissões do setor de transportes com a adoção em larga escala das elétricas em substituição aos carros. Dentro das cidades elas são perfeitas para deslizar pelo trânsito. Mas uma surpresa no estudo é que muitas das oportunidades para fazer a troca estão nas zonas rurais e subúrbios, onde as distâncias são mais longas e um empurrão do motor ajuda o ciclista a ir mais longe. 

Strava quer mais assinantes para se manter

Maior rede social para para praticantes de atividades físicas a Strava tem 7,5 milhões de usuários cadastrados apenas no Brasil. Para garantir a sustentabilidade financeira do negócio, a plataforma volta seus esforços para aumentar sua base de assinantes pagos. A principal mudança está na cobrança para ter acesso a tabela de classificação de segmentos, os famosos KOMs, ficam restritos aos assinantes.

Empresas investem na sustentabilidade

A fabricante de componentes Chris King foi a primeira empresa do mercado de bicicletas a receber a certificação do Sistema B. O selo atesta a sustentabilidade social e ambiental da empresa. A fabricante não está sozinha na busca da construção de novos modelos econômicos. Outro exemplo é a VAAST que também busca a certificação com empresa B e para isso, retirou todo plástico em todas as suas embalagens. Já a canadense Bjorn Bikes, que nasceu focada na sustentabilidade, lançou manoplas feitas de borracha reciclada.

Ruas para pessoas são a chave para retomada econômica

Nos EUA, a NACTO, que reúne os técnicos de transporte do país, lançou um documento especial sobre como as cidades podem combater o covid-19. O manual traz uma abordagem prática de soluções para ampliar o espaço público para as pessoas e diminuir o contato e o contágio. A iniciativa está inserida no contexto de favorecimento do comércio local como componente da retomada econômica que precisará acontecer no pós-pandemia. Ciclovias que atraem mais pessoas para o comércio, mais espaços para restaurantes colocarem suas mesas ao ar livre e até mesmo permissão para comércio de rua.

Quando leis que obrigam capacete dão errado

O estado de Nova Gales do Sul, na Austrália, exige que ciclistas utilizem o capacete desde 1991. Mas uma mudança na legislação de trânsito em 2016 trouxe duas grandes mudanças. Motoristas deveriam respeitar uma distância mínima ao ultrapassar ciclistas e a multa para quem pedalar sem capacete aumentou em quase 350%. A multa hoje está em AUD 344 (R$ 1.220), um valor muito maior do que o que deve pagar um motorista que invade uma ciclovia (AUD 191 – R$ 677). Um estudo mapeou que entre 2016 e 2019 foram 17.560 multas emitidas contra ciclistas sem capacete e 95 contra motoristas que não respeitam a distância ao ultrapassar uma bicicleta. A disparidade dá a dimensão do quanto a lei não tem como foco a proteção a quem pedala.

Impactos da pandemia no esporte ainda incertos

Tendo o avanço da pandemia no Brasil como exemplo, o Comitê Olímpico Internacional cita o risco de que as Olimpíadas, adiadas para 2021, podem ser canceladas, mesmo com uma vacina. Por agora, as equipes de ciclismo tentam voltar aos treinos e competições, um pouco em segredo, mas também com redução de riscos. Um dos riscos não antecipados vem da Colômbia, com os grandes nomes do país podendo ficar de fora do Tour de France caso a proibição de vôos para a Europa siga em vigor. Enquanto isso no Brasil, times de futebol ainda esperaram a pandemia passar e já lutam para voltar aos treinos e retomar os campeonatos.