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Bicicletas Elétricas

Conheça a bicicleta elétrica mais leve do mundo


De acordo com o Guinness World Records, o protótipo da bicicleta elétrica mais leve do mundo pesa 6,872 kg e foi alcançado por Dennis Freiburg (Alemanha) em Dortmund, Alemanha, em 3 de dezembro de 2019. Dennis é engenheiro mecânico e estava, impressionantemente, estudando por seu doutorado em Dortmund enquanto desenvolvia esse projeto. A construção da bicicleta começou em outubro de 2018, levando pouco mais de um ano para ser concluída. 
Bicicleta elétrica mais leve que convencionais
Para efeito de comparação, a Specialized Turbo Creo, um dos modelos de linha mais leves do mercado, pesa 12,2 kg. Praticamente o dobro do protótipo alemão. O peso é tão baixo que trata-se do mínimo permitido em competições pela UCI para bicicletas convencionais.
A bicicleta recordista é alimentada por um motor no movimento central feito especialmente para o modelo. Trata-se de uma pedelec, que fornece um “empurrão” para as pedadelas, além disso, o motor pode ser ligado ou desativado durante o pedal.

Embora o recorde tenha sido alcançado no final do ano passado, parece ter sido pouco divulgado desde então.

 

 

Publicidade de bicicleta elétrica é proibida na França

Depois de ser veiculado sem problemas na Alemanha e noa Holanda, o comercial da fabricante de elétricas Van Moof foi proibido pela órgão que regula a publicidade na França. A justificativa é direta: “cria um clima de ansiedade” por supostamente atacar a indústria automobilística.

A peça de publicidade mostra imagens de congestionamentos sobrepostas em cima de um automóvel superesportivo. O veículo derrete aos poucos e se transforma em uma piscina de metal líquido que renasce como uma bicicleta elétrica.

Tem muita chaminé, poluição e congestionamento. Por isso as autoridades francesas exigem que o comercial seja modificado. A Van Moof fez o óbvio, se recusou a modificar o filme publicitário. A alegação é bem direta, poluição gerada pelos carros é algo que a população das cidades tem de lidar todos os dias.

 

Otimismo: bicicletas dominam as ruas nos países que saem da quarentena

Pandemia é oportunidade para se investir na bicicleta

Os exemplos e os números do exterior mostram que a bicicleta cumpre um papel fundamental durante o período de isolamento e na saída da quarentena. Vendas em alta já são realidade na Europa e nos EUA. Com o Brasil em compasso de espera e no centro do aumento de casos de covid-19, o momento ainda não é favorável. Enquanto o poder público reage a pandemia, quem precisa se deslocar, já usa mais a bicicleta e quem a promove já se manifesta por cidades mais pedaláveis. Mais ciclovias interessam até quem não pedala. Vale até fazer como em Nova Iorque e pedir ao prefeito que a cidade seja mais como Paris.

Os benefícios do ciclismo indoor

O ciclismo indoor e as endorfinas que o exercício produz são um rotina para muitos repleta de benefícios. A pandemia trouxe mais adeptos para a prática que, sem o vento no rosto, pedalam sem sair do lugar. Mas os pedais em rolo ou bicicletas estacionárias são também oportunidade para solidariedade

No Brasil lojistas se preparam para enfrentar a crise

A expectativa geral para o varejo é da pior queda de faturamento da história com uma desarticulação das cadeias de comércio. Nesse contexto, as vendas online são uma busca pela sobrevivência, com um aumento de 209% durante a pandemia. Para fortalecer o setor de bicicletas, que tem chances de aumentar muito seu faturamento pós-quarentena, a Aliança Bike preparou um curso em parceria com o Sebrae para que lojistas de bicicleta enfrentem a crise e possam sair dela.

França e Alemanha dão a volta por cima

A primavera no Hemisfério Norte é normalmente o período de aumento de vendas nas bicicletarias. Mas com todo o comércio fechado, o estoque ficou parado e a saída do confinamento marcou um boom de vendas na Alemanha. Mas não foi apenas o clima primaveril que despertou o desejo de compra, os efeitos da pandemia também se fizeram sentir. A população passou a procurar o melhor veículo para manter-se fisicamente ativa e escapar do confinamento no transporte público. Na França, o “vale manutenção do governo” já é responsável por tirar a poeira de uma frota parada que ganha já ganha as ruas.

Reino Unido tem explosão de vendas de bicicletas

Uma grande rede de varejo de bicicletas no Reino Unido divulgou números para encher de otimismo qualquer lojista. No comparativo com o abril do ano passado, as vendas de bicicletas de entrada (a partir de £500 ou R$ 3.300) cresceram 677% no último mês. Investimentos pesados do governo, com vale compras de £50 (R$ 330) certamente tem sua parcela nos resultados positivos do mercado. Mas o esforço de lojistas para se manterem abertos e o apoio da população aos pequenos também é um fator chave.

Nos EUA, lista de espera

O crescimento de vendas de bicicletas nos EUA chega a gerar lista de espera para compra. E o aquecimento do mercado vai além. Um exemplo é a Schwinn que resolveu lançar um novo modelo urbano, marcando os 125 anos da marca e que será vendido apenas através do site da Walmart. Outro destaque no mercado norte-americano são as infantis. Com 82% das famílias confiantes para colocar as crianças ao ar livre, as vendas desses modelos e acessórios para carregar crianças também estão em alta. O mercado já aposta na venda direta ao consumidor para aproveitar o impulso de compras.

Manter o ar limpo significa nos livrarmos dos carros

Os benefícios imediatos da redução de carros nas ruas já são sentidos com a queda nos poluentes no ar. A melhoria transitória já indica que sair da pandemia e voltar aos níveis de utilização de carros de antes é um caminho que não é nem saudável e muito menos sustentável. É preciso aproveitar o momento em que as cidades estão um pouco menos carro cêntricas e buscar novas políticas públicas. Estamos em uma encruzilhada e é preciso escolher a bicicleta, os índices de poluição em uma Londres cada vez mais pedalável são apenas um dos exemplos. Felizmente, ao menos no Reino Unido, um terço dos motoristas pode deixar seus carros de lado em favor das bicicletas. Uma população menos exposta a poluição seria apenas um dos benefícios.

Ciclistas de app nos EUA querem mais ciclovias

Uma extensa pesquisa conduzida em São Francisco nos EUA abordou as incertezas nas ruas e nos ganhos que esses profissionais sofrem. Tal como a maioria dos ciclistas, entregadores de aplicativo por lá tem de lidar com a agressividade no trânsito e defendem a expansão das ciclovias. Some-se a isso a relação de trabalho com os aplicativos, sem garantias. São em sua maioria homens, imigrantes e que dependem de alguma forma de auxílio do governo. A precariedade nos ganhos e o pedalar pelo sustento aproximam os ciclistas da Califórnia dos de São Paulo. Os exemplos de ações para o pós-pandemia é a melhor resposta para melhorar a condição de trabalho dos entregadores.

Correios testam novo modelo de bicicleta

Entregas em bicicleta pelos Correios são uma tradição de longa data. A agilidade dos carteiros ciclistas sempre foi um fator de aumento na produtividade nas entregas. Para os desafios de hoje, a empresa vem testando novas soluções em ciclologística. A mais recente é um modelo urbano com três marchas no cubo e suspensão dianteira. O novo modelo vai circular pelas ruas de Minas Gerais, mas outros centros de distribuição também devem receber novidades.

Como as elétricas podem resolver nossos problemas de mobilidade

As vendas já estão crescendo, com medidas de incentivo ao uso, as bicicletas elétricas podem ser também uma opção capaz de trazer grandes impactos na redução de emissões. Um estudo no Reino Unido apontou um potencial para reduzir a metade as emissões do setor de transportes com a adoção em larga escala das elétricas em substituição aos carros. Dentro das cidades elas são perfeitas para deslizar pelo trânsito. Mas uma surpresa no estudo é que muitas das oportunidades para fazer a troca estão nas zonas rurais e subúrbios, onde as distâncias são mais longas e um empurrão do motor ajuda o ciclista a ir mais longe. 

Strava quer mais assinantes para se manter

Maior rede social para para praticantes de atividades físicas a Strava tem 7,5 milhões de usuários cadastrados apenas no Brasil. Para garantir a sustentabilidade financeira do negócio, a plataforma volta seus esforços para aumentar sua base de assinantes pagos. A principal mudança está na cobrança para ter acesso a tabela de classificação de segmentos, os famosos KOMs, ficam restritos aos assinantes.

Empresas investem na sustentabilidade

A fabricante de componentes Chris King foi a primeira empresa do mercado de bicicletas a receber a certificação do Sistema B. O selo atesta a sustentabilidade social e ambiental da empresa. A fabricante não está sozinha na busca da construção de novos modelos econômicos. Outro exemplo é a VAAST que também busca a certificação com empresa B e para isso, retirou todo plástico em todas as suas embalagens. Já a canadense Bjorn Bikes, que nasceu focada na sustentabilidade, lançou manoplas feitas de borracha reciclada.

Ruas para pessoas são a chave para retomada econômica

Nos EUA, a NACTO, que reúne os técnicos de transporte do país, lançou um documento especial sobre como as cidades podem combater o covid-19. O manual traz uma abordagem prática de soluções para ampliar o espaço público para as pessoas e diminuir o contato e o contágio. A iniciativa está inserida no contexto de favorecimento do comércio local como componente da retomada econômica que precisará acontecer no pós-pandemia. Ciclovias que atraem mais pessoas para o comércio, mais espaços para restaurantes colocarem suas mesas ao ar livre e até mesmo permissão para comércio de rua.

Quando leis que obrigam capacete dão errado

O estado de Nova Gales do Sul, na Austrália, exige que ciclistas utilizem o capacete desde 1991. Mas uma mudança na legislação de trânsito em 2016 trouxe duas grandes mudanças. Motoristas deveriam respeitar uma distância mínima ao ultrapassar ciclistas e a multa para quem pedalar sem capacete aumentou em quase 350%. A multa hoje está em AUD 344 (R$ 1.220), um valor muito maior do que o que deve pagar um motorista que invade uma ciclovia (AUD 191 – R$ 677). Um estudo mapeou que entre 2016 e 2019 foram 17.560 multas emitidas contra ciclistas sem capacete e 95 contra motoristas que não respeitam a distância ao ultrapassar uma bicicleta. A disparidade dá a dimensão do quanto a lei não tem como foco a proteção a quem pedala.

Impactos da pandemia no esporte ainda incertos

Tendo o avanço da pandemia no Brasil como exemplo, o Comitê Olímpico Internacional cita o risco de que as Olimpíadas, adiadas para 2021, podem ser canceladas, mesmo com uma vacina. Por agora, as equipes de ciclismo tentam voltar aos treinos e competições, um pouco em segredo, mas também com redução de riscos. Um dos riscos não antecipados vem da Colômbia, com os grandes nomes do país podendo ficar de fora do Tour de France caso a proibição de vôos para a Europa siga em vigor. Enquanto isso no Brasil, times de futebol ainda esperaram a pandemia passar e já lutam para voltar aos treinos e retomar os campeonatos.

Isenção pra quem é do Simples Nacional, pequenos negócios vão salvar a economia e ciclofaixas temporárias em SP

Entidades se unem por ciclofaixas emergenciais em SP

A Organização Mundial da Saúde recomenda, grandes cidades ao redor do mundo já adotaram e ativistas em São Paulo querem que a prefeitura implemente. Trata-se da “solução bicicleta”, ciclofaixas temporárias para o fluxo seguro de ciclistas e que evitam as aglomerações sem gerar congestionamentos e poluição. A resposta do secretário municipal de transportes é de que tem “receio em implementar as ciclovias temporárias sem estudo”, mas disse que faria campanha de incentivo para uso da bicicleta como meio de transporte durante a pandemia. Os números, no entanto, mostram que só falta mais infraestrutura. Os contadores fixos nas ciclovias revelam aumento de 29% no fluxo de ciclistas na Vergueiro (com 132,7% de crescimento nos fins de semana). Já na Faria Lima, houve uma queda durante a semana, diante do fechamento dos escritórios no eixo cicloviário mais movimentado da cidade, mas um crescimento de 9,4% nos fins de semana. A população paulistana precisa apenas de mais infraestrutura segura para ser palco do “boom ciclístico” que se alastra pelo mundo.

A explosão no uso da bicicleta nos EUA durante a pandemia

Lojistas ao redor dos EUA têm visto uma explosão de demanda sem precedentes. Desde o começo da pandemia as vendas e o uso da bicicleta têm crescido para transporte e lazer. E as respostas do poder público são para acolher e promover o melhor meio de transporte individual. Nova Iorque é apenas um dos exemplos com aumento de 67% no uso das bicicletas compartilhadas durante a pandemia. Além disso, a bicicleta é também é a saída para que a cidade não viva um “apocalipse motorizado” com o já presente aumento no uso do carro. Um plano para a quarentena, na vida e nas cidades, é como aprender a pedalar. Lições para a vida. As soluções já circulam por aí, de Nova Iorque às compartilhadas de baixo custo em Queimados no Rio de Janeiro.

Como está sendo a saída do confinamento na Europa

No Reino Unido um terço da população concorda que adotar a bicicleta e deixar o carro de lado é o melhor a se fazer. Na prática, a Europa sobe na bicicleta para sair do confinamento com uma lista cada vez mais longa de cidades que apoiam ciclistas com novas ciclovias. Em meio a diversas regras, Portugal é um exemplo do aumento nas vendas de bicicleta e na Espanha a realidade é de pressão para ruas para pessoas. Ao mesmo tempo, lojistas espanhóis só podem abrir lojas com até 400 metros quadrados o que força as grandes redes a se adaptar.

Estudo aponta baixo risco para atividades ao ar livre

Um estudo preliminar com 1.245 casos de contágio por coronavírus concluiu que somente em duas oportunidades a pessoa foi infectada realizando atividades ao ar livre. O levantamento é boa notícia para quem pedala e caminha, já que aponta um baixo grau de risco para quem se mantém ativo e ao ar livre. O estudo está ainda no estágio de revisão por pares e utilizou os dados de monitoramento de celulares.

 

Pequenos negócios  locais e a sobrevivência da economia

Uma cidade no interior do estado de Illinois nos EUA foi palco de um protesto inusitado pela reabertura do comércio. Depois de uma caminhada convocada pelo Facebook e onde foram proibidas suásticas e referências raciais, o grupo se dirigiu para a frente de uma loja de bicicletas. Como bicicletarias são serviço essencial, a loja, de propriedade do prefeito, estava aberta. A resposta do prefeito lojista foi um “desconto especial para pessoas no protesto”. Ninguém quis entrar para conferir. Por mais que o setor de bicicletas esteja em uma posição privilegiada, a pandemia tem trazido impactos sérios para o comércio local, em especial para os pequenos. Nos EUA, foram criados fundos específicos para aliviar os impactos econômicos negativos e construir um modelo mais igualitário e democrático no futuro.

Financiamento de bicicletas cresce no Reino Unido

Os pedidos de financiamento para compra de bicicletas no Reino Unido alcançaram um recorde de £60 milhões (R$ 420 milhões) e ao que tudo indica a tendência é que tal modalidade siga crescendo. As lojas ainda viram um aumento no fluxo de dinheiro vivo e boas vendas no segmento abaixo de £500 (R$ 3.500). Os impactos da pandemia no varejo de bicicletas no Brasil estão refletidos na recente pesquisa de mercado conduzida pela Aliança Bike.

Taipei Cycle Show abre suas portas com realidade virtual

Com o cancelamento oficial do evento, a Taipei Cycle Show, maior feira mundial do mercado de bicicleta, lançou sua edição digital. É possível encomendar peças de diversos fornecedores por um site exclusivo. Além disso, os ganhadores do prêmio de inovação em design contam com um pavilhão inteiro em 3D, com tour virtual e demonstração dos produtos em realidade virtual. 

Itália vai dar bônus para incentivar uso da bicicleta

Com bônus de até 500 euros (R$ 3.133) na aquisição de bicicletas, a Itália quer incentivar seu próprio boom de ciclistas. O valor pode representar até 60% do total da bicicleta ou qualquer veículo “não poluente”, bicicletas elétricas, patinetes e similares inclusos. A iniciativa nacional já tem um equivalente local antigo. Em Bari, capital da Apúlia, ciclistas recebem um bônus entre 100 e 200 euros na compra e mais 25 centavos por quilômetro pedalado ao trabalho, até o limite de 400 euros por mês. Programa similar já foi aprovado na cidade de São Paulo e agora espera regulamentação do prefeito

Pilotos de avião enciumados com prioridade da bicicleta

Entre especialistas já existe um consenso de que mudanças nas ruas são uma grande necessidade para a recuperação econômica de Londres. O chefe do serviço público de saúde do Reino Unido (o SUS de lá) é mais uma voz em favor das bicicletas. Mas existem também os que são contra. A associação britânica de pilotos, preocupada com os 23 mil empregos do setor aéreo, lançou uma nota o diz que “(…) os pilotos britânicos ficaram absolutamente horrorizados e francamente furiosos” com o plano do governo de investir  £2 bilhões (R$ 14 bilhões) na mobilidade a pé e em bicicleta, enquanto o setor aéreo “morre diante dos olhos de todos.” Já no Brasil, os bilhões estão indo para o setor aéreo, por hora R$ 4 bilhões através de um pacote de ajuda do BNDES.

Como Oslo zerou as mortes de pedestres e ciclistas no trânsito

A edição de maio da revista do Instituto de Engenheiros de Transporte (Institute of Transportation Engineers – ITE) foi inteiramente dedicada à segurança viária. O maior destaque está na reportagem sobre como Oslo, a capital da Noruega, conseguiu chegar a zero mortes de ciclistas e pedestres no trânsito e como é possível a outras cidades seguirem o modelo. Em resumo, desde 2015 o governo local tem encarado a preservação da vida como prioridade e adotado uma série de medidas para reduzir a velocidade (e o potencial de matar) dos veículos motorizados e ao mesmo tempo abrir espaços para pedestres e ciclistas.

 

Irlanda do Norte legaliza bicicletas elétricas

Uma legislação antiquada impunha uma série de dificuldades e custos para quem quisesse ter uma bicicleta elétrica na Irlanda do Norte. Até 13 de maio de 2020 elas eram equiparadas aos ciclomotores e deveriam ser registradas, emplacadas e pagar um seguro obrigatório, um custo extra de £290 (R$ 2.041) na comparação com uma bicicleta convencional. As regras atuais passam a ser idênticas às do resto do Reino Unido e da Europa, sem obrigação de licenciamento e seguro para bicicletas de pedal assistido e potência de 250w, com mais restrições para os veículos mais potentes. A regulação europeia, no entanto, segue bastante complexa e repleta de interseções desastrosas com motocicletas com motor a combustão.

Planos de transporte precisam incluir cargueiras elétricas

A recuperação econômica pós-pandemia irá necessariamente precisar do apoio da ciclologística e mudanças já estão em curso. Cidades e empresas no Reino Unido assumiram o compromisso de continuar a expandir o uso de bicicletas de carga para o último quilômetro. No continente europeu, a Giant fez um parceria com uma desenvolvedora holandesa de bicicletas elétricas para um modelo feito sob medida para entregar pizzas para a Domino’s. Já nos EUA, Portland abriu consulta pública para seu plano de transportes de carga. Ao mesmo tempo, em Miami a DHL testa entregas com cargueiras elétricas.

Holandesa VanMoof recebe investimento de €12,5 milhões

Fabricante de bicicletas elétricas de alto padrão, a holandesa VanMoof conseguiu fazer o sua maior captação de investimento até hoje. São €12,5 milhões (R$ 78,41 milhões) para financiar a expansão internacional da marca. O crescimento de 184% nas vendas no Reino Unido certamente são um fator de entusiasmo para investidores.

A elétrica urbana mais leve até agora

Os mais otimistas definem o novo lançamento da linha urbana da Specialized como o “Santo Graal das bicicletas elétricas”, um modelo leve e com autonomia de 130 quilômetros. A Turbo Vado SL pesa 14,9 kg, o que é cerca de 40% mais leve do uma “e-bike normal”, a combinação de boa autonomia e baixo peso. A concorrente Trek lançou também seu modelo urbano, com quadro rebaixado e um perfil mais focado no conforto e menos na performance.

Batalha entre apps e restaurantes

Para sobreviverem sem as vendas no salão, restaurantes tem ficado dependentes das entregas. A vitrine virtual torna-se valiosa e as taxas dos aplicativos aumentam, apertando mais os restaurantes. Essa é a realidade brasileira, que conta também com concorrentes que chegam ao mercado deixando de lados as taxas em favor de planos de assinatura. Já nos EUA algumas cidades impuseram limite de até 15% nas taxas dos aplicativos de entrega, já que chegam a cobrar 30% de comissão dos restaurantes. Outra iniciativa partiu dos indivíduos, que têm buscado deixar de lado a conveniência da compra por aplicativo e feito pedidos diretos. O mercado de entregas ainda irá passar por muitas revoluções.

Strava lança desafio para arrecadar doações

Manter-se ativo durante a pandemia já é um desafio. Para incentivar as pessoas a se movimentarem, o Strava convidou usuários a praticarem no mínimo 5 horas de atividades durante um mês, o esforço se transforma em doações para o Instituto Horas da Vida que oferece atendimento médico para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Quem quiser transformar suas pedaladas virtuais em caridade tem uma série de opções de como promover desafios ciclísticos dentro de casa e ajudar organizações sem fins lucrativos.

Trump quer pressionar empresas a saírem da China

A guerra tarifária dos EUA contra a China havia arrefecido por conta da pandemia, mas uma recente declaração do presidente Donald Trump fez ressurgir o conflito. Trump acenou com um possível aumento de impostos para quem não produzir dentro dos EUA. A medida é uma forma de pressionar as empresas a fecharem suas linhas de produção na China. Em tempos de recessão, novas barreiras comerciais são o oposto do que se recomenda como forma de sair da crise.

PL quer isenção de impostos para empresas do simples

Projeto de lei em tramitação no Senado quer instituir o “Financiamento Simplificado Especial Temporário – FSET“. A medida visa dar alívio temporário de impostos para as micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. Outra linha de ação legislativa no Senado é o alívio para consumidores inadimplentes, medida pouco ortodoxa que pode acabar por favorecer maus pagadores. O “modelo chinês” de enfrentamento da crise tem como ponto em comum com o Brasil o alívio tributário e empréstimos subsidiados. Por hora o retrato brasileiro das medidas de apoio é de dificuldades para quem precisa de ajuda.

Derrotas na Justiça inibem novas ações na pandemia

Quem tem recorrido a justiça em busca de algum alívio de prazos no pagamento de impostos tem baixa taxa de sucesso. Tanto que o número de ações baixou com o avanço da pandemia. Por ora, batalhas contra o ICMS tem até mesmo o potencial de inviabilizar a arrecadação no estado de São Paulo. O caminho mais frutífero é contar com a boa vontade dos governos. A Prefeitura do Rio de Janeiro é mais um exemplo de ente federativo que buscou premiar com descontos os bons pagadores de impostos.

Produção de bicicletas em Manaus despenca em abril

Os números da produção de bicicletas na Zona Franca de Manaus mostram uma queda brusca no volume de produção. As 10.071 produzidas em abril representam uma queda de 81,4% no comparativo com março de 2020 (54.115 unidades), que representou ainda retração de 86,7% no comparativo com abril de 2019 (75.680 unidades). O esforço das empresas do pólo é de minimizar as dificuldades de caixa e dos parceiros no varejo.

Resultados positivos no exterior

A indústria de bicicleta no mundo tem apresentado resultados positivos. A Dorel Sports (controladora das marcas Cannondale e também da Caloi) enxerga um crescimento nos negócios com um aumento no número de ciclistas. A pequena inglesa Brompton viu suas vendas crescerem cinco vezes durante o lockdown. Outro exemplo é a Swytch, que fabrica kits de conversão para elétricas, a empresa tem uma lista de espera de 100.000 pessoas por conta do aumento de demanda.

Acesso a parques em bicicleta no Brasil e nos EUA

Como forma de ampliar o público dos parques nacionais, uma consulta pública nos EUA quer debater o acesso mais amplo para ciclistas em bicicletas elétricas. O debate está centrado na equivalência entre pedelecs e bicicletas convencionais. Já no Brasil, o Parque Nacional de Sete Cidades no Piauí abriu edital para locação de bicicletas aos frequentadores. Trata-se de uma área de 6.221,48 hectares e perímetro de 36 Km abertos para pesquisa e turismo ecológico.

Atualizações no MTB e na pontuação para Olimpíadas

Após o adiamento por conta da pandemia, a Copa do Mundo de MTB XCO tem um novo calendário que começa em setembro e se estende até novembro. Quatro etapas ficaram de fora por conta da pandemia  Losinj (Croácia), Fort William (Grã Bretanha), Vallnord Pal Arinsal (Andorra) e Mont-Sainte-Anne (Canadá). No Brasil, o CIMTB teve troca nas etapas, Taubaté (SP) passou para o lugar de Petrópolis (RJ). De volta para o calendário internacional, também foram anunciadas mudanças na pontuação olímpica. Nada muda no ciclismo de estrada e de pista, mas foram feitas adaptações no BMX e MTB, com provas realizadas até 2021 podendo contar pontos.

Vietnam terá primeira prova pós-pandemia

O Vietnam será palco da primeira prova de ciclismo pós-pandemia no mundo. As 18 etapas terão transmissão ao vivo através do Facebook e Youtube. O espanhol Javier Sardá será o defensor do título. A prova é acima de tudo um alento para quem ainda teme não poder competir este ano.

Astana e CCC são as grandes equipes na berlinda

Um novo time do WorldTour pode estar para nascer no Reino Unido, mas a realidade é dura com as equipes que tentam sobreviver no presente. O Ineos Group, que dá nome a equipe britânica multicampeã com Chris Froome está negociando um empréstimo bilionário. Já a CCC, empresa polonesa de calçados, já anunciou que não vai renovar o patrocínio com a equipe que leva seu nome. O drama se soma ao corte de salários na equipe. A Astana (que também é a capital do Cazaquistão) tem de lidar com a recessão no seu país sede, provas canceladas e baixa no preço do petróleo. Basta lembrar da dependência da commodity para a economia cazaque, cujo governo patrocina a equipe. Nem a vitória no Giro d’Italia virtual trouxe grande alento.

Lance Armstrong promete contar sua verdade 

Novo documentário com estreia prevista para 24 de maio de 2020 na ESPN abre espaço para que Lance Armstrong conte a sua verdade. O material promocional é direto, o multicampeão dos títulos cassados afirma com todas as letras: “não vou mentir para você”.

Cidades e a pandemia – Edição especial Bicicleta News

Mais bicicletas e ruas completas

De Ålborg na Dinamarca a York na Inglaterra, de Adelaide a Viena, cidades ao redor do mundo têm expandido os espaços para pedestres e ciclistas como resposta à pandemia de coronavírus. Um esforço colaborativo de mapeamento, coordenado pela Universidade da Carolina do Norte nos EUA, já catalogou mais de 370 cidades com alguma política em favor das pessoas. As iniciativas estão inseridas na mudança de hábito que já começa a surgir no “novo normal” que a pandemia trouxe consigo. Para evitar as contagiosas aglomerações, a resposta comum é agir de forma rápida e eficiente para ampliar o espaço público para as pessoas a pé ou em bicicleta. Calçadas mais largas e mais pistas seguras para ciclistas. A paisagem sonora das cidades já mudou e o momento agora é de garantir que um maior número de pessoas tenha infraestrutura adequada.

Cidades defendem novo modelo econômico

O grupo C40, que reúne as maiores cidades do mundo, lançou um manifesto sobre a recuperação econômica pós-pandemia. No documento, assinado por Curitiba, Salvador, São Paulo e diversas outras grandes cidades do mundo, os prefeitos firmam o compromisso de que não voltaremos agir como sempre agimos. Mais do que uma crise de saúde pública, a pandemia é também um crise econômica e social. Com uma população que chega a 750 milhões, as cidades signatárias estão unidas ao redor de alguns preceitos básicos. Ação climática, equidade e resiliência. Em resumo: “A recuperação, acima de tudo, deve ser orientada pela adesão à saúde pública e ao conhecimento científico, a fim de garantir a segurança de quem mora em nossas cidades”.

Nos EUA as ruas lentas e completas

Calçadas lotadas e carros parados na rua se tornaram parte da paisagem de Nova Iorque. As grandes e largas avenidas de Manhattan agora repleta de espaços livres em que bicicletas circulam livremente mostram que a maior cidade norte-americana já descobriu a fórmula para ser mais habitável. Tudo passa pela redistribuição do espaço público. Quando a cidade voltar a vida, caminhões de entrega irão circular em maior número, o desafio é sobre como redistribuir o espaço, abrindo as ruas para as pessoas onde antes ficavam apenas carros estacionados. Na Flórida, por exemplo, calçadas mais largas avançam sobre as ruas e garantem espaços abertos para restaurantes. Ao mesmo tempo, as reduções temporárias de velocidade nas vias se tornam definitivas. Resta ainda uma lição aprendida, o plano de recuperação da indústria automobilística de 2009 foi um erro que não pode se repetir. Outro desafio futuro é garantir que a expansão dos espaços públicos para as pessoas não se torne apenas uma iniciativa comercial e deixe de servir as comunidades mais vulneráveis.

Era de Ouro para a bicicleta no Reino Unido

Um plano de £2 bilhões (R$ 14,3 bi) é o tamanho do compromisso do governo do Reino Unido na promoção ao uso da bicicleta. A aposta do primeiro ministro Boris Johnson é que o futuro pós-pandemia será uma “Era de Ouro” para ciclistas. Ciclofaixas temporárias já estão sendo implementadas. Em Londres, por exemplo, a expectativa é que o uso da bicicleta aumente em dez vezes. Para os britânicos em geral a melhoria dos indicadores de qualidade de vida é prioridade em relação a recuperação econômica.

 

Varejo da bicicleta inova e cresce no mundo

Como comprovou a pesquisa da Aliança Bike, bicicletarias no Brasil não fizeram home-office e venderam muito rolo de treino durante isolamento. Mas além da adequação do portfólio de produtos, lojistas em outras partes também têm investido em outras estratégias. Para atrair a clientela, a rede britânica Halfords oferece check up gratuito em 32 itens, o alvo são cerca de 32 milhões de bicicletas encostadas e prontas para ganhar as ruas. Na América do Norte, os impactos nas lojas são variáveis, com vendas de produtos para manutenção em casa e até mesmo aumento de vendas de bicicletas. Na Espanha, os números são impressionantes: a Associação de Marcas de Bicicleta divulgou aumento de 400% nas buscas por bicicletas urbanas e um crescimento de 200% nas vendas.

A lenta reabertura do comércio na Europa

Com o enfraquecimento da pandemia, o comércio está sendo aos poucos reaberto na Europa. Desde o começo de maio, parte do comércio em Portugal vem reabrindo as portas. O uso de máscaras nos prédios e no transporte público será obrigatório e as restrições do que pode abrir irá se flexibilizar ao longo do mês de maio. Na Espanha o comércio está reabrindo também, mas com hora marcada e limite de clientes. Na Itália a abertura das lojas só vai acontecer a partir de 18 de maio.

Os patinetes elétricos vão sobreviver ao coronavírus?

Longe das ruas do mundo desde o começo da quarentena, os patinetes elétricos podem ser mais uma vítima da pandemia. A transferência do controle da JUMP, divisão de patinetes e bicicletas da Uber, para a concorrente Lime é apenas o indicador mais recente de que o modelo de negócio das startups parece longe de se consolidar. Mesmo com a crescente demanda por viagens individuais pós-confinamento, o horizonte para as empresas de patinetes não é dos melhores. A esperança está no verão do hemisfério norte, que traz um pico de usuários. Já no Reino Unido, os investimentos em infraestrutura cicloviária podem finalmente liberar o uso de patinetes elétricos no país.

Gravel elétrica faz sentido?

Situadas em algum lugar entre uma MTB e uma Speed, as gravel ficam nesse lugar fluido. Mas com o crescimento de mercado das elétricas e das gravel, uma e-gravel seria inevitável e elas vieram. Mas elas tem um grande ponto de atenção, são mais pesadas e capazes de ir mais rápido. Nesse cenário, o mais sensato a fazer é colocar os pneus mais largos que elas são capazes de ter.

Empresa une ciclologística e tecnologia

Bicicletas cargueiras são um símbolo de resiliência, capazes de levar grandes pesos e volumes por um custo muito baixo, prestam serviço essencial para comunidades menos assistidas. Os benefícios para as cidades também se traduzem em modelos de negócio inovadores. Prova disso é o crescimento da startup de carga e passageiros em bicicleta “Pedal me“. Operando em Londres, com uma frota de cargueiras, a empresa Pedal me diversificou seus serviços com uma plataforma exclusiva para compras de supermercado. Através de um app próprio, é possível unir consumidores e mercados de bairro. Um serviço especialmente útil, principalmente se levarmos em conta que tem gente no Brasil que faz a compra do mês e espera que um ciclista com uma mochila de isopor seja capaz de levar os produtos.

Ciclismo virtual, esporte e videogame

As plataformas digitais de ciclismo, além da melhor (ou única) alternativa para pedalar durante a quarentena, tem buscado também se consolidar como um esporte a ser assistido. O mais recente evento foi o Tour for All, reuniu atletas de elite pedalando de casa e buscando levantar recursos para a organização Médicos Sem Fronteiras. A vitória da Astana no Giro d’Italia Virtual foi o outro destaque no ciclismo que se compete sem sair de casa.

O risco de aumento de impostos para arcar com a pandemia

Em diagnóstico compartilhado com o mercado, economista chefe do banco Itaú afirmou que será necessário um aumento temporário de impostos para pagar a crise. No radar, diminuição de incentivos, mas a oportunidade também está posta para melhorias. A primeira delas é diminuir o peso dos impostos sobre o consumo e equacionar melhor o modelo de tributação e federalismo.

Incentivos fiscais em debate em estados e municípios 

Brasil afora, as políticas de impostos têm variado muito durante essa pandemia. No Rio de Janeiro, por exemplo, empresas têm sido obrigadas a repassar parte de incentivos fiscais para um fundo emergencial. Na esfera dos municípios, o debate está totalmente aberto. Enquanto um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional pode ajudar municípios no combate ao covid-19, prefeitos que concederem benefícios ou isenções podem ser punidos.

Ações de empresas de bicicleta sobem nas bolsas

O compromisso de investimentos em mobilidade ativa no Reino Unido gerou valorização das ações de empresas de bicicleta. De Londres a Tóquio, as bolsas foram testemunha do crescimento da bicicleta. A esperança geral é que o grande aumento de demanda durante a quarentena possa continuar a crescer com o relaxamento do isolamento. No entanto, de maneira geral, os resultados ainda não são consistentes ao redor do mercado, com o balanço das empresas divulgados até agora trazendo grandes variações de resultados.

Mavic em custódia judicial na França

Com mais de 100 anos de história, a Mavic, fabricante francesa de rodas e acessórios, foi colocada em custódia judicial. A medida veio como resposta ao imbróglio sobre quem afinal é dono da empresa depois de uma série de negociações e transferência de controle. A decisão do Tribunal Comercial definiu que a Salomon será responsável pela prestação de contas da Mavic ao longo dos próximos seis meses.

Pressão por mais transportes ativos na saída do confinamento

A Associação de Bicicletas do Reino Unido (BA), entidade que representa o mercado, divulgou um documento pedindo ações ousadas em favor da bicicleta. As medidas envolvem zerar impostos sobre bens e serviços para as bicicletas (VAT) e a construção de ciclovias para evitar os congestionamentos no pós-confinamento. Nos EUA, entidades se uniram para pressionar o Congresso a acelerar os investimentos em transportes ativos. O cenário norte-americano tem muito a melhorar, desde mais verbas até mesmo incluir a bicicleta nas auto-escolas.

Plano de Mobilidade Ativa em consulta pública no DF

O governo do Distrito Federal (GDF) abriu consulta pública para que a população possa conhecer e contribuir com o Plano de Mobilidade Ativa do DF (PMA-DF). O documento irá orientar investimentos e atende a legislação federal e local que obriga sua construção conjunta com a sociedade. As contribuições ficam abertas para a população entre 11 de maio e 9 de junho.

UCI teme pela sobrevivência das equipes

O novo calendário da UCI é “super ambicioso” e “superlotado” e mesmo assim sem garantias de que não pode mudar novamente de acordo com os impactos da pandemia. A visão geral segue de que um eventual cancelamento do Tour de France seria um desastre, dada a dependência das grandes equipes da Volta da França. Mas a insegurança vai além do calendário, o temor geral é de que nem todos os times sobrevivam até o fim da temporada.

Orientações da OMS acerca de eventos esportivos

Para orientar o planejamento de entidades esportivas e empresas que organizam eventos em geral, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou uma série de recomendações sobre como agir antes e durante os eventos. O documento chama a atenção para os fatores a serem verificados para mitigação dos riscos de contágio. Um exemplo de esporte que está testando uma reabertura lenta e gradual está o BMX nos EUA, que tem liberado a prática e as competições em alguns estados.

Varejo, indústria e esporte se adaptam em um mundo que sai pedalando da quarentena

Lições do Recife com mais bicicletas e pessoas nas ruas

As análises do futuro das cidades apontam uma fuga do transporte público na saída da quarentena. Nesse cenário, se destaca a importância do melhor meio individual de transporte. De Berlim a Bogotá, cidades ao redor do mundo estão investindo na bicicleta como solução. Cali é outro exemplo colombiano do uso da bicicleta para a retomada pós-coronavírus. No Brasil, Recife tem aproveitado o momento de isolamento social para tirar rotas cicloviárias do papel. Serão três novos caminhos para ciclistas até o fim de maio. Já nos EUA, ruas mais calmas são um benefício duplamente positivo, restringem a circulação desnecessária de carros e abrem espaços para as pessoas respirarem. Portland, Oakland e Nova Iorque são apenas alguns dos exemplos.

É preciso garantir um legado para a bicicleta

Ciclofaixas provisórias são uma excelente solução para o enfrentamento da pandemia.  E os ciclistas em Curitiba pedem as suas. Os benefícios para a sociedade são claros e valem a pena para o poder público. O Reino Unido também é palco para esse tipo de ativismo. Na Escócia, por exemplo, o uso da bicicleta dobrou de maneira espontânea e o governo se comprometeu a investir £10 milhões (R$ 70 milhões) em infraestrutura para os transportes ativos, com alargamento de calçadas e ciclofaixas. O desafio é garantir que as políticas de curto prazo gerem benefícios para depois que a quarentena acabar.

A tandem do distanciamento social

Um fabricante de quadros personalizados resolveu propor a tandem do futuro. Trata-se de uma bicicleta de dois lugares com absurdos 4,3 metros de comprimento. Bastante anti-prática e com uma aparência quase assustadora, a bicicleta é a representação visual perfeita das regras de distanciamento entre as pessoas que precisará ser respeitada quando o confinamento for suspenso. Nas palavras de seu criador é um projeto que envolveu o uso preciso de uma esmerilhadeira angular, soldagem ao acaso e confiança na esperança e boas intenções como elementos estruturais.

Queda de faturamento e aumento em serviços

O retrato do varejo de bicicleta feito pela Aliança Bike apontou queda de mais de 50% no faturamento e grande aumento na procura por serviços de manutenção e venda de rolos para treino. Foram 161 entrevistas em 17 estados brasileiros. De forma geral, a classificação das oficinas de bicicleta como serviços essenciais garantiu que a maioria das participantes na pesquisa permanecessem abertas (86%). Houve quem viu aumento na demanda (57,7%) em alguns produtos ou serviços: a venda de rolos de treinamento cresceu 250%, assim como a procura por revisões de bicicleta (24%) e a venda de bicicletas inteiras (20%). Para sobreviver ao período de confinamento, com o qual a maioria concorda (64%), a quarentena foi utilizada para organização interna e férias coletivas. Um sentimento geral prevalece, 82% dos entrevistados acreditam que o comércio de bicicletas já pode voltar a funcionar.

Venda direta e outras adaptações do mercado

Lojistas no Reino Unido que investiram no apoio aos trabalhadores essenciais têm surfado bem o crescimento na demanda. Mas uma gama enorme de soluções têm sido pensadas e implementadas como um todo. Novas lojas online, como a Selle Italia na Espanha. Entregas grátis no B2B (Business-to-business) por parte da Magura, que também passou a fabricar visores para profissionais da saúde, o que também foi feito pela fabricante de óculos Tifosi. Mas a grande tendência está mesmo em novas formas de distribuição. A empresa de suplementos OTE Sports é mais uma a fazer a transição para a distribuição direta para lojistas. Uma estratégia mais ampla tem sido feita pela Specialized na Europa, com venda omnicanal de seus produtos, tudo com apoio dos revendedores da marca. O fundador da marca norte-americana está otimista com as possibilidades para o futuro, como mais consumidores procurando a bicicleta assim que as medidas de quarentena forem relaxadas ao redor do mundo.

Adiamentos de feiras na Europa

No Brasil, o Encontro de Negócios Cyclomagazine e Bike Brasil de 2020 aconteceu logo antes das medidas de quarentena. Já o Shimano Fest, realizado tradicionalmente em agosto, foi transferido para dezembro. Na Europa, o London Bike Show 2020 foi cancelado e a próxima edição será em março de 2021. Já a maior feira do setor, a Eurobike, está marcada para setembro com um tamanho bem menor sem teste de produtos e tão pouco um dia para o público em geral. Adaptações em tempos de pandemia.

A França vai sair do confinamento pedalando

Com o fim do confinamento anunciado para 11 de maio, a França está em uma corrida contra o tempo. O plano é garantir que a maior parte dos franceses possa voltar a trabalhar e que as oportunidade de contágio pelo novo coronavírus sejam as menores possíveis. Para conciliar as duas necessidades todas as esferas de governo estão empenhadas em incentivar o uso da bicicleta, o melhor meio de transporte urbano e que garante o necessário distanciamento entre seus usuários. O plano é amplo, com vale e €50 (R$ 302) para consertos de bicicletas, abertura de ruas para as pessoas e expansão da malha cicloviária. Só em Paris a meta são 650 quilômetros. Londres é outra metrópole que já se prepara para o pós-pandemia, o entendimento por lá e de que 8 milhões de viagens diárias a menos terão de ser feitas no transporte público, para diminuir a superlotação. A solução também irá passar pela bicicleta. Infelizmente a pressão de ciclistas no Brasil, em especial em São Paulo, ainda não mobilizou o poder público.

Mulheres contam a transformação ciclística de Bogotá

Bogotá, capital e maior cidade da Colômbia, é um exemplo de planejamento cicloviário. O mais recente resultado positivo são os 35 quilômetros de ciclofaixas temporárias para os deslocamentos essenciais durante a pandemia. Mas a cidade ainda está longe de ser o paraíso urbano para todas as pessoas interessadas em pedalar. A agressividade no trânsito, uma cultura machista de opressão às mulheres são problemas cotidianos para todas que pedalam. Felizmente uma prefeita com o entendimento claro do papel da bicicleta em favor da vida das pessoas tem feito a cidade melhor para ciclistas e por extensão, para toda a população.

Pandemia fará da bicicleta e do caminhar o novo normal

As cidades que começam a se reabrir para a vida pós-confinamento têm na bicicleta um traço em comum. Com a prevista fuga de passageiros do transporte público, governantes precisam ser criativos na elaboração de alternativas. Na China as bicicletas públicas já voltam a povoar a paisagem, um exemplo de como o futuro urbano demanda pedaladas rumo às necessárias mudanças. O momento é agora para que o mercado da bicicletas e ciclistas pressionem para garantir cidades mais cicláveis na saída da quarentena.

Crescimentos e perdas no primeiro trimestre

O primeiro trimestre para a indústria global de bicicletas já sentiu os primeiros efeitos da pandemia. Os impactos no setor foram, no entanto, variáveis. A Garmin teve resultados positivos, puxados pelas vendas de equipamentos de treino inteligentes. Já a Shimano apresentou queda de 15,4% nas vendas e de 26,1% nas receitas. Outra grande do setor, a Thule apresentou resultados sólidos e prevê crescimento sustentado.

Os impactos da pandemia no mercado esportivo mundial

A pandemia deixou até agora um grande rastro de interrupções na cadeia produtiva com a diminuição nos pedidos e falta de insumos e trabalhadores. É esse o retrato de uma pesquisa feita pela WFSGI (Federação Mundial da Indústria de Produtos Esportivos). Os impactos, no entanto, foram sentidos de maneira bem distintas ao redor do planeta. A maior parte das interrupções na cadeia de produção estão localizadas no extremo oriente, enquanto a América Latina como um todo viu uma redução na movimentação de apenas 10% até agora. Por aqui, a queda de pedidos foi menor do que em outras partes, 30%, contra até 90% de diminuição na Europa e América do Norte. Apesar dos impactos negativos no presente, quando se chega nas perspectivas para o futuro, a visão é bastante positiva. A esperança de 70% dos entrevistados na pesquisa é que os produtos amigos do meio ambiente sejam a grande tendência para depois da pandemia.

Indústria brasileira em geral mergulhada na incerteza

A indústria brasileira como um todo luta para sobreviver à pandemia. Em São Paulo, 63% delas só tem caixa para honrar seus compromissos por mais um mês. Já no Pólo Industrial de Manaus, que não chegou a ficar totalmente paralisado, cerca de 50 mil trabalhadores voltaram ao trabalho. A retomada das atividades acontece em meio ao colapso funerário e sanitário na capital do Amazonas.

Os riscos de falta de baterias pode atingir as bicicletas

Com a importância da China na cadeia de baterias para veículos elétricos, o mercado tem se preparado para uma queda de 10% na produção. O resultado negativo é previsto por conta do processo de recuperação econômica nas regiões produtoras chinesas, fortemente afetadas pela pandemia. A previsão de crescimento de vendas de bicicletas elétricas torna o cenário ainda incerto, some-se a isso o domínio chinês do mercado global de baterias. Até 2029, 88 das 115 superfábricas de baterias previstas para serem construídas estão em território chinês.

Cidades ajustam cobrança de impostos

Impostos federais tiveram seu pagamento postergado e alguns setores contaram com descontos. Mas na esfera municipal as regras ainda variam enormemente. Juiz de Fora, no interior de Minas Gerais, aprovou projeto de lei que suspende cobrança de juros e multas dos impostos municipais. Já Goiânia brigou na justiça, e obteve decisão favorável, para que uma empresa honrasse seus compromisso com o fisco da cidade.

Bancos estão avessos a empréstimos

O governo aliviou a tributação sobre os lucros de bancos em meio a pandemia, mas o horizonte não é nada favorável. Mesmo com resultados positivos e lucros, a situação atual é  prenúncio de um futuro sombrio. O movimento geral do setor é de se prepararem para o calote, foram R$ 21,7 bilhões separados para esse fim.

Áustria e Alemanha subsidiam cargueiras

Pensar local e de maneira sustentável é a grande lição que a pandemia nos ensina. Cidades ao redor do mundo têm buscado caminhos de promover soluções inteligentes. Na Alemanha e na Áustria, um levantamento apontou que já são mais de 60 governos locais que subsidiam a compra de bicicletas cargueiras para indivíduos e empresas. Com fundos que variam de alguns milhares, até quase 2 milhões de euros, cidades e estados arcam com o custo de aquisição de bicicletas cargueiras. Benefício para as pessoas, as cidades e fortalecimento de um mercado de ciclologística ainda em consolidação.

Ciclismo virtual até sem rolo inteligente

Com participação de equipes do WorldTour e amadores pedalando a distância de um Tour de France direto da sala de casa, o mundo virtual é o “ciclismo possível” dessa quarentena. Mas os rolos inteligentes, mesmo custando mais de R$ 5.000 no mercado nacional, estão com uma lista de espera de meses. Então quem quer dar umas pedaladas virtuais com amigos ou em competições precisa improvisar. É possível até fazer o próprio rolo de garrafa pet, mas não precisa tanto. A combinação de bicicleta ergométrica ou rolo simples e medidor de cadência já permite a qualquer ciclista entrar no mundo virtual.

Calendário de ciclismo brasileiro adiado novamente

O agravamento da pandemia de covid-19 no Brasil fez com que a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) determinasse um novo adiamento no calendário de provas. O calendário nacional, que estava suspenso até 30 de abril, agora ficará pausado até 01 de agosto.

UCI divulga atualização de datas

O novo calendário do WorldTour para 2020 começa com a Strade Bianche na Toscana. A largada feminina e masculina acontece em 01 de agosto. Uma grande novidade é uma edição feminina do Paris-Roubaix. Mesmo a divulgação de novas datas ainda não tirou o calendário das incertezas. O Tour de France segue “complicado“, com o risco de ser uma edição de “portas fechadas”, o que certamente não impediria multidões de ao menos tentar assistir. De concreto nas grandes voltas irão se concentrar em um espaço curto de tempo, com o Giro d’Italia e a Vuelta a España se sobrepondo. Além do calendário UCI ainda sem garantias, as Olimpíadas em 2021 também podem estar na berlinda se não houver uma vacina para o novo coronavírus antes da cerimônia de abertura.

A luta de atletas pela sobrevivência das equipes

Enquanto as equipes lidam com o desafio de manter seus atletas competitivos, o próprio modelo de negócio do ciclismo começa a ser questionado. A dependência do Tour de France fez com que David Brailsford, chefe da equipe Ineos, levantasse a voz. Os cortes de salários e fuga de patrocinadores são certamente indicativo de crise. Mas isso não impediu John Lelangue, da Lotto-Soudal, de apostar que a maneira de funcionar das grandes equipes nos últimos 50 anos pode continuar a mesma. Enquanto isso, longe dos holofotes do WorldTour, a união caracteriza as categorias menos prestigiadas. Ciclistas paralímpicos da seleção espanhola se uniram para puxar uma campanha de arrecadação de fundos para compra de material para combater o coronavírus. Já as atletas da equipe feminina Bigla-Katusha investiram suas forças em uma campanha de financiamento coletivo para manter a equipe viva, já que os patrocinadores não irão seguir apoiando as atletas.

O desafio da quarentena para amadores e profissionais

Com um calendário incerto, a primeira consequência é uma quebra na rotina de treinos. Mas a verdade é que a preparação psicológica sempre foi um componente fundamental para atletas. Henrique Avancini, nosso grande nome no MTB, falou sobre os fatores psicológicos e  também lista documentários e séries para assistir. Nino Schurter, grande rival de Avancini, tem seu treino de força para buscar estar mais preparado, rápido e forte. Sejam profissionais ou amadores, o desafio dos atletas para se manterem ativos é grande.

Aumento de vendas de bicicletas e cidades melhores podem vir no pós-pandemia

OMS recomenda bicicletas durante a pandemia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) endossou a importância da bicicleta para quem precisa se deslocar pelas cidades em um busca de prevenir ou desacelerar o contágio pelo novo coronavírus. As orientações vêm de diversas fontes são mais um motivo para que as administrações municipais expandam a malha cicloviária, provisoriamente e de maneira definitiva quando a pandemia arrefecer.

Redução de velocidade nas ruas se espalha pela Europa

A atual pandemia de coronavírus está ajudando muitos países a aplicar o melhor tratamento para diminuir as mortes e ferimentos no trânsito. Por todo o continente europeu medidas de redução dos limites de velocidade têm sido adotadas. Desde uma redução geral em 10 km/h na Polônia até os 20 km/h nas ruas de Bruxelas. Velocidades menores significam menos mortes no trânsito, além de menos feridos que demandam leitos hospitalares.

Uma visão de futuro na mobilidade pós pandemia

A necessidade de distanciamento social deixou ainda mais claro que as cidades precisam serem repartidas de maneira mais justa e que privilegie as pessoas. O ambiente urbano sempre foi o mais afetado por epidemias anteriores e o atual contexto levanta com ainda mais clareza a necessidade de retomada das ruas por pedestres e bicicletas. Cidades ao redor do mundo já aprenderam a lição que o coronavírus nos deu e estão preparando um plano de choque para construir uma nova mobilidade. Nova Iorque é apenas um dos exemplos que ajudam a contar a história de que ruas mais seguras para pessoas são uma demanda atemporal.

Os impactos do coronavírus nas bicicletarias brasileiras

A convite da Aliança Bike, um grupo de lojistas se reuniu em uma live para contar suas experiências e expectativas para o futuro após um mês de lojas fechadas. Além do bate-papo, foram divulgados em primeira mão os resultados da pesquisa Impactos da crise do coronavírus para as lojas de bicicletas.

Bicicletas são o novo papel higiênico

Por ora a demanda é mesmo por consertos nas bicicletas, em especial para atender aos entregadores. Na Austrália, onde a pandemia já arrefeceu, o desejo das pessoas por exercícios físicos transformou a bicicleta no novo papel higiênico, com um grande aumento de vendas. São as compras corona de quem busca estar mais ativo. Mas estudos também têm mostrado que os britânicos têm feito compras locais enquanto ainda permanecem em quarentena.

Os destaques em inovação da Taipei Cycle Show

Mesmo sem uma edição presencial, a Taipei Cycle manteve sua premiação para os produtos mais inovadores. Destaque para as inovações em elétricas, freios, inclusive uma versão hidráulica a disco voltada para bicicletas cargueiras. Teve ainda um pneu ecológico a base de dente-de-leão e uma bicicleta ergométrica perfeita para as plataformas de treino e competição online.

IBGE cria nova classificação industrial para elétricas

Com auxílio da Aliança Bike, o IBGE irá mapear a produção de bicicletas elétricas em sua Pesquisa Industrial Anual. O levantamento será possível por conta da criação de um código PRODLIST próprio para as elétricas e que já vale a partir de 2020. A classificação terá equivalência com a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e Classificação Central de Produtos (CCP) das Nações Unidas. Trata-se de uma importante iniciativa na produção de dados para o setor e um reconhecimento de que as bicicletas elétricas merecem tratamento próprio, mais próximas das convencionais e cada vez mais distantes das motocicletas.

Qual o papel das super pedelecs?

As “speed pedelecs”, ou elétricas classe 3, são veículos com motores de até 750 w com uma assistência capaz de levar os ciclistas a velocidades de até 45 km/h. Com regras que variam de acordo com cada país, essas super pedelecs são vistas por muitos como inseguras para as ciclovias e trilhas compartilhadas com outras bicicletas e pedestres. Como regra geral, são veículos que fazem mais sucesso quanto mais flexível é a legislação local em relação ao seu uso. No Brasil, motores a partir de 351 watts já são classificadas como ciclomotores e precisam estar emplacadas e requerem habilitação especial dos condutores. Dentre as vantagens que seus defensores trazem é que as velocidades maiores fazem das pedelecs mais potentes concorrentes melhores do uso do automóvel, capazes de cumprir longas jornadas de maneira mais rápida e limpa.

Resumo das alterações no pagamento de impostos

Março de 2020 teve a pior arrecadação de impostos em 10 anos e a baixa na atividade econômica ainda deve forçar o governo a aliviar a cobrança das empresas. Ao que tudo indica, as batalhas direto na justiça não são um bom caminho, em SC desembargador negou pedido de uma empresa para postergar impostos. O que já está valendo é que todos os impostos pagos por meio de DAS foram postergados, tributos com vencimento em abril, maio e junho, foram adiados para outubro, novembro e dezembro. A medida na prática irá gerar dois boletos em um mesmo mês. Como a tributação brasileira está centrada no consumo, a perda de arrecadação do governo precisar ser compensada por outras fontes, aumentar impostos está fora de cogitação, restará ao governo se desfazer da poupança pública para ajudar os mais vulneráveis.

Europa lidera transformação urbana em favor da bicicleta

No pós-quarentena, Paris irá investir 300 milhões de euros em ciclovias e ciclofaixas. O novo plano de mobilidade da capital francesa irá começar com rotas cicloviárias temporárias em trajetos paralelos as maiores linhas de metrô da cidade, na superfície, naturalmente. O funcionamento dessas estruturas irá acontecer logo que as medidas de confinamento forem relaxadas a partir de 11 de maio. Em Milão as bicicletas também serão uma resposta para atender a necessidade de deslocamentos pós-quarentena. Na cidade italiana a ambição também é adotar a bicicleta como parte do plano audacioso de diminuir o uso do automóvel particular. No Brasil, a bicicleta como política pública durante e após a pandemia ainda não é realidade. Em um bom momento para expandir ciclofaixas temporárias, Ribeirão Pires, cidade na Região Metropolitana de São Paulo, suspendeu a ciclofaixa de lazer aos domingos e feriados, e segue sem oferecer qualquer alternativa para os deslocamentos essenciais durante a semana. Outro exemplo do que não fazer é a suspensão de cobrança de estacionamento nas ruas, que tem acontecido em diversas cidades do ABC paulista.

Ativistas pressionam por mais ciclovias

Quem promove a bicicleta segue firme no propósito de incentivar que mais pessoas pedalem. Uma das atitudes é pressionar por soluções rápidas e baratas, como foi feito em Portland nos EUA. Em São Paulo a pressão é para que a prefeitura mantenha os planos e expansão da malha cicloviária, promessa anterior a pandemia, mas que também ofereça respostas rápidas para quem ainda precisa circular.

Prêmio reconhece iniciativas em favor da bicicleta

Pelo sétimo ano consecutivo, a Associação Transporte Ativo premiou as melhores iniciativas na promoção ao uso da bicicleta no Brasil. Para a edição de 2020 foram 267 propostas inscritas que foram avaliadas por uma comissão julgadora composta por 16 pessoas. As categorias foram: ação educativa, levantamento de dados e empreendedorismo. Em todas foi escolhida uma iniciativa vencedora e duas menções honrosas. A pesquisa de Perfil dos ciclistas entregadores de aplicativo, conduzida pela Aliança Bike, foi a vencedora na categoria levantamento de dados.

Marcas se voltam para EPIs para profissionais de saúde

Os exemplos de adaptação de marcas aos novos tempos da pandemia continuam. A fabricante taiwanesa Tern fez uma parceria com uma fabricante de caixas acrílicas de proteção de médicos. Fabricantes de capacetes se uniram e formaram a Goggle for Docs (óculos para doutores), uma iniciativa de destinar óculos de proteção de ski para uso médico.

Cicloturismo representa sustentabilidade para o futuro

O mundo certamente será outro depois que a pandemia passar. Muito afetada pelas restrições de viagens, a indústria do turismo certamente é uma que terá de se reinventar. Desbravar o mundo pedalando é uma aventura que certamente irá se expandir no futuro em que o baixo custo financeiro e o baixo impacto ambiental precisarão seguir juntos. Resta adaptar nossas estradas para a bicicleta.

Governos estaduais e Senado buscam auxiliar empresas

Iniciativas estaduais têm buscado amparar as empresas durante a atual crise sanitária. No Rio de Janeiro foi sancionada lei que facilita concessão de crédito e incentivos fiscais a empresas fluminenses. Já em Mato Grosso, foram prorrogadas “obrigações acessórias”, como por exemplo o pagamento do IPVA 2020 e do ICMS das empresas optantes pelo Simples. Na esfera federal, foi posta em votação e aprovado texto do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) para o desenvolvimento e fortalecimento dos pequenos negócios. Na prática, serão concedidos R$ 10,9 bilhões de crédito a serem pagos sob juros de 3,75% ao ano.

Polícia nos EUA lança força tarefa antifurto de bicicletas

O registro de bicicletas é uma das soluções para ajudar a diminuir os furtos. Uma parceria entre um aplicativo de registro, uma fabricante de trancas em U e a polícia visa proteger as bicicletas de ladrões. O programa é simples, ciclistas se cadastram no aplicativo e se apresentam na delegacia. Os 50 primeiros ganham uma tranca de aço e ainda podem testar como é fácil cortar o cabo dos modelos mais simples de tranca.

A gameficação do ciclismo e o sucesso de amadores

Em tempos de pandemia, o ciclismo virtual se tornou realidade e trazem a bicicleta para o mundo dos videogames. Uma curiosidade é que, mesmo com todo o treinamento e preparo, atletas profissionais muitas vezes não tem o mesmo rendimento que amadores nas simulações. A conclusão parece bastante óbvia, a gameficação do ciclismo indoor criou um novo esporte. Abre-se assim uma novo horizonte de possibilidades, com treinamento remoto de atletas. Outra interseção possível entre as plataformas digitais e o mundo real é para ajudar a descobrir novos talentos, algo que já está sendo feito pela equipe British Cycling.


Contratos ameaçados e outras riscos para o ciclismo

Um orçamento mais enxuto em 2021 é uma certeza para as grandes equipes do ciclismo mundial. Mas a situação é ainda mais dramática com a iminente fuga de patrocinadores, são cerca de 200 atletas de elite com contratos que se encerram ao final de 2020 e sem perspectivas de renovação. O horizonte geral é de ameaça de quebradeira. Um exemplo é a CCC Team que irá perder o apoio do banco polonês que dá nome à equipe. Outro exemplo é a suíça Bigla-Katusha, o esquadrão feminino já ficou sem os repasses da Katusha (fabricante de vestuário) em março e a Bigla (fabricante de móveis) também pediu para retirar o apoio. A situação no Brasil está longe de ser animadora, o único alívio oficial por enquanto veio da aprovação no Congresso da inclusão de profissionais do esporte em auxílio emergencial de R$ 600.

Treinos vão ser liberados na Europa

Os atletas francesas primeiro avisaram que não iriam participar do Tour caso não pudessem treinar ao ar livre o quanto antes. O relaxamento da quarentena na França, Itália e Espanha foi uma primeira boa notícia. Mesmo liberados a ganharem as estradas francesas para treinos a partir de 11 de maio os ciclistas ainda têm muitas preocupações pela frente. A principal delas é que o ministro da saúde francês foi bem claro ao declarar que o cancelamento do Tour 2020 “não será o fim do mundo”. A afirmação vem na esteira da preocupação de especialistas com os grandes riscos à saúde pública de se realizar uma grande volta. Para os atletas o calendário apertado, com as grandes provas com duração normal não faz sentido, mas a realização das corridas é a única garantia de sobrevivência do esporte.

Fernando Alonso conta seu fracasso no ciclismo

Não foi fácil e não foi barato, assim o ex-piloto de F1, Fernando Alonso, resumiu sua tentativa de entrar no mundo do ciclismo. A aventura começou em 2013 com os planos de assumir a Euskatel, que acabou saindo do WorldTour. Alonso voltou mais uma vez a sonhar com sua própria equipe no ano seguinte, com o apoio dos Emirados Árabes Unidos no valor de um compromisso de 100 milhões de euros. Mais uma vez os planos fracassaram e os Emirados acabaram por apoiar uma equipe que já fazia parte do WorldTour. Atualmente a presença da Fórmula 1 no ciclismo de ponta está restrita a parcerias e patrocínios.

Ciclismo virtual se consolida, enquanto cidades mudam para melhor

Pesquisa mapeia impactos da pandemia

Um questionário curto irá mapear os impactos da pandemia do novo coronavírus no setor de bicicleta. Os dados irão contribuir para que a Aliança Bike possa fazer uma análise profunda do cenário e demandar ações concretas do poder público. Os formulários para respostas estarão abertos até o dia 24 de Abril (sexta-feira).

Pandemia transforma, para melhor, as ruas das cidades

Tem vereador no Mato Grosso do Sul que aproveitou o período da crise do coronavírus para pedir remoção de ciclofaixa, mas o contexto mundial é bem diferente. A cidade de Bruxelas, na Bélgica, implementou uma zona de prioridade para pedestres e ciclistas com limite de velocidade de 20 km/h. Milão já anunciou um plano ambicioso para reduzir o uso do carro particular depois da quarentena. O maior exemplo, no entanto, vem mesmo do Reino Unido. Por lá, Londres já deu mais espaço nas ruas para pedestres e ciclistas e ativistas têm pressionado por mais. O plano é que sejam abertas ciclofaixas temporárias para quem precisa se deslocar e garantir que as ruas se tornem cada vez mais das pessoas quando a crise passar.

Calçadas mais largas e ruas para brincar

O trânsito de veículos motorizados voltou no tempo, no Reino Unido ficou igual ao ano de 1955. O espaço livre foi a deixa para que pesquisadores começassem a defender que as ruas de bairro possam ser utilizadas pelas crianças para brincar. A medida encontra eco em outras partes. Nos EUA moradores têm alargado calçadas e o poder público também investe na abertura de ruas exclusivas para pedestres e ciclistas. São maneiras de garantir um melhor uso da cidade pelas pessoas, com acesso ao lazer e distanciamento físico. Uma oportunidade capaz de construir um futuro mais verde após a covid-19.

Alemanha já reabre bicicletarias

Com o pico da curva no passado, a Alemanha já ensaia uma volta a uma nova normalidade. Parte de um grande plano nacional, a reabertura gradual do comércio já começou e as bicicletarias estão na lista de estabelecimentos permitidos. De toda forma, a realidade européia ainda segue similar à brasileira, com apenas os serviços em bicicleta permitidos. No Brasil, regras mais brandas para o confinamento só devem começar em maio, de acordo com o plano do governo do estado de São Paulo.

Produção de bicicletas na Zona Franca recua em março

A crise sanitária no Amazonas por conta do coronavírus já é a mais grave no país. Nesse cenário, a primeira consequência para o mercado já foi sentida com o recuo da produção de bicicletas em março. Os impactos futuros ainda não foram estimados, mas a produção tem sido retomada aos poucos, inclusive com conversão de linhas para fabricação nacional de respiradores.

Indústria europeia retoma lentamente a produção

A espanhola Orbea e a holandesa Gazelle são as pioneiras na retomada da produção na indústria de bicicletas. Com medidas de segurança contra o contágio implementadas, a produção vem para atender a demanda crescente. Destaque para o sistema de entrega da Gazelle, que conta com o apoio de lojistas locais para garantir a montagem. Outra saída adotada está na adequação da produção, trocando as roupas de ciclismo por vestimentas hospitalares.

Mudanças na Carf deve beneficiar grandes empresas

Uma mudança nas regras do julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) deve beneficiar grandes empresas. O Carf é o órgão do governo federal responsável pelo julgamento das multas aplicadas pela Receita. A partir de agora, acaba o voto de desempate e sempre que uma decisão colegiada terminar empatada a decisão irá beneficiar o contribuinte. A nova regra colocou em lados opostos servidores e advogados tributaristas. Enquanto quem trabalha na fiscalização acredita que as grandes empresas irão ficar virtualmente isentas do pagamento impostos, advogados acreditam que distorções nas multas serão corrigidas.

Imposto sobre doação em debate

A filantropia no Brasil representa cerca de R$ 4 bilhões em doações por ano, um mercado que sentiu o impacto da recessão entre 2014-16 e que volta agora com força para enfrentar a pandemia. Um dos impedimentos para que mais doações sejam feitas está na questão tributária. As regras no Brasil estabelecem que produtos e valores doados precisam pagar impostos. Uma saída provisória para o problema foi feita no Rio de Janeiro, por meio de um decreto que isenta as doações de impostos.

PL quer dólar de 2019 para imposto de importação

Com o dólar acima dos R$ 5, um novo projeto de lei visa beneficiar importadores. A proposta prevê que, para efeito de cálculo do imposto de importação, seja usada a cotação do dólar de 31 de dezembro de 2019. A medida visa diminuir os impactos da crise do covid-19 e terá prazo máximo de 12 meses. O custo estimado para o governo seria de cerca de R$ 12 bilhões em perdas com arrecadação.

MP que extinguiu DPVAT é extinta

A Medida Provisória (MP) publicada pelo governo federal que extinguiu o DPVAT (Danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre) perdeu validade. Na prática, o seguro volta a ser obrigatório e quem não pagou a taxa esse ano deve pagar. Como a extinção estava em debate na justiça, as indenizações continuaram a ser pagar normalmente.

Incidência política em meio a pandemia

O governo espanhol já tem trabalhado para promover a bicicleta para depois da quarentena. A visão é bem clara, pedalar é a maneira de se mover mais segura para manter o distanciamento de outras pessoas. Mas outros países enfrentam desafios distintos. Nos EUA, organizadores de eventos de triathlon e ciclismo pedem diretamente ao Congresso um pacote de apoio para o setor. Para além do suporte para lidar com a crise no presente, também é preciso pensar nos estímulos quando a situação melhorar e em rever as restrições de circulação impostas aos ciclistas em alguns estados durante a quarentena. Para um presente e um futuro urbano melhores, cresce o apoio para medidas de transformação urbana.

Mercado de elétricas deve seguir em crescimento

A dimensão dos impactos da pandemia no mercado mundial de bicicletas ainda não está clara. Mesmo assim, as últimas previsões específicas do mercado de elétricas seguem otimistas. Com números agregados para pedelecs, ciclomotores e motocicletas, um estudo recente prevê um valor de mercado estimado em US$ 36 bilhões (R$ 192 bi) até 2026. Trata-se de um crescimento relevante comparado aos US$ 16,88 bilhões (R$ 90,04 bi) de 2018.

Ativistas pedem que motoristas reduzam a velocidade

Com ruas livres, a velocidade se tornou um problema ainda maior. Para relembrar motoristas sobre a importância de ir devagar, entidades têm feito campanhas de conscientização. As iniciativas, por hora, são apenas pedidos, mas certamente mereceriam o status de políticas públicas. Para saber mais sobre a pandemia e a mobilidade em bicicleta, a União de Ciclistas do Brasil tem atualizado periodicamente seu observatório com notícias sobre o tema.

Mercado de software de logística deve dobrar até 2026

Com o crescimento do e-commerce e da demanda por entregas expressas, o mercado de software para o último quilômetro espera um crescimento expressivo para os próximos seis anos. A expansão maior deve se concentrar nos serviços em nuvem que possibilitem a gestão de entregas sem uma infraestrutura própria dentro da empresa de delivery. Em números, o mercado global desse tipo de serviço deve passar de US$ 5,382 milhões em 2018 para US$ 10,789 milhões até 2026.

Mesmo com resistência, ciclismo virtual se consolida

Com a população mundial isolada em casa, os atletas têm se voltado para os rolos de treino. Peter Sagan é um dos profissionais que ainda resiste ao virtual e Rohan Dennis chegou a excluir postagens em redes sociais depois de fugir do confinamento. Mas o Giro d’Italia Virtual é mais um dos indicadores que o ciclismo e a tecnologia estão vivendo um momento de consolidação. Em parceria com a Zwift, líder na simulação de pedaladas, Geraint Thomas conseguiu arrecadar 360 mil euros para o combate ao coronavírus em uma pedalada de 1220 quilômetros.

Tour em agosto, Vuelta em setembro e Giro em outubro

A UCI prorrogou o prazo de suspensão de provas. Todos os eventos ficam suspensos até 1 de julho e o calendário do WorldTour até 1 de agosto. O calendário completo, com as provas femininas, só deve ser anunciado em maio. Nas Grandes Voltas, alguma insatisfação com um Giro mais curto em outubro e patrocínio da Bianchi. A Volta da Espanha também deve ser abreviada e ficou para setembro, com o risco de intercalar com o Giro. O maior objetivo sempre foi evitar a catástrofe de um cancelamento do Tour de France, prova maior do WorldTour. A visão geral era de colapso de todo o setor com a fuga de patrocinadores e quebra de equipes.

Calendário brasileiro adiado mais uma vez

Alinhada a UCI, a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) também prorrogou o adiamento de todo o calendário nacional de provas. A medida garante que as competições possam ser reagendadas ou canceladas sem prejuízos para os organizadores. Em relação ao triathlon, o Ironman 70.3 Rio de Janeiro foi cancelado.

Impactos do coronavírus no mercado de bicicletas e nas políticas públicas

Bicicleta News perguntou a várias empresas brasileiras como elas estão lidando com os impactos da pandemia de coronavírus. A maior mudança é no esquema de trabalho, com muitos funcionários trabalhando de casa e redução do movimento nas lojas. A alta do dólar segue sendo o principal entrave.  No geral, o clima é de atenção e com certo otimismo de que os impactos no Brasil serão menores que no restante do mundo.

Track Bikes

A empresa ainda não sentiu grandes impactos em suas vendas ou na linha de produção. O principal efeito da pandemia até agora, de acordo com o diretor comercial e de importação David Kamkhagi, foi o trabalho de conscientização e prevenção feito com os funcionários. A empresa ainda estuda dar férias coletivas a todos os funcionários assim que o governo determinar um possível isolamento.

Carbono Zero Bike Courrier

Os ciclistas da Carbono Zero seguem nas ruas fazendo entregas. O movimento, segundo Leonardo Lorentz, sócio e gestor da empresa, registrou um leve aumento nos últimos dias. “Para meu espanto, houve crescimento de maneira geral”, explica ele. Os funcionários do escritório estão trabalhando em casa desde a última segunda-feira. Para segurança dos ciclistas e clientes, a Carbono eliminou uma etapa do processo de entrega: a assinatura do recibo, feita na tela do computador do biker.

Trek Brasil

Na Trek Brasil todos os funcionários do escritório estão trabalhando em home office desde a terça-feira (17/03) e a empresa não teve nenhum problema com atrasos nas entregas ou falta de mercadoria. O único impacto sentido foi a alta do dólar. “Desde o final de fevereiro até agora a oscilação foi cerca de 10%, não podemos repassar aumento neste momento”, explica Luis Felipe Praça, diretor da empresa. “É difícil fazer qualquer leitura deste período, pois é algo que nunca vivemos. Nosso foco agora é o apoio ao lojista, que em muitos casos representa o elo mais frágil da cadeia produtiva.”

Pedal Urbano

A queda sentida nas vendas nos primeiros dias desta semana foi de 40%. O fornecimento e estoque de peças segue sem problemas. Os funcionários estão sendo estimulados a irem trabalhar de bicicleta para evitar o transporte público e também a lavar as mãos seis vezes ao dia e após cada atendimento. “Estamos estudando a possibilidade de dar férias coletivas aos funcionários, mas há vários entraves, como a necessidade de aviso prévio de férias e também não temos caixa suficiente para fechar as portas e seguir pagando impostos e fornecedores”, diz Gustavo Astolphi, diretor da loja.

LEV Bicicletas Elétricas

“Já sentimos uma queda expressiva de fluxo nas nossas lojas físicas e a desaceleração das vendas em um mês onde tivemos a melhor primeira quinzena do ano no número de bikes vendidas”, diz Rodrigo Affonso, sócio da LEV Bicicletas Elétricas. Mas isso não significa desânimo. A empresa não prevê falhas no abastecimento do estoque e estão esperançosos que a crise vai se reverter logo e o plano de expansão será retomado. Funcionários e clientes estão sendo estimulados a usarem a bicicleta como meio de transporte, e também a usar o serviço “leva e traz” em caso de necessidade de assistência técnica.

Proparts

Para proteger os funcionários, a empresa criou escalas diferentes de horários para evitar o uso transporte público em horários de pico e todos aqueles que podem, já estão trabalhando de casa. A Proparts não sentiu impacto nos embarques, apenas com a alta do dólar. “Tenho a impressão de que o mercado brasileiro irá sofrer menos que os outros mercados, pois imagino que as pessoas irão continuar pedalando”, diz Marcelo Maciel. “Para combater a insegurança e não deixar o medo ganhar espaço, precisamos criar um senso de comunidade e de confiança entre as pessoas.”

Grupo JPP

Para Rodrigo Coelho Pinto, diretor da área internacional do Grupo JPP, a oscilação do dólar é o maior impacto para os atacadistas, que não conseguem segurar o preço por muito tempo. “É possível que teremos de reajustar os valores seguindo a alta do dólar, cujo aumento já está em 20%. Ainda estamos nos primeiros dias da epidemia no Brasil, mas já é possível sentir que as vendas saíram um pouco da normalidade”, diz ele. “Nosso estoque segue normal, especialmente porque a maior parte dos nossos fornecedores da China já voltou a operar.” Segundo ele, é um período a se observar e não se deixar levar pelo pessimismo.

Como lojistas lidam com o coronavírus ao redor do mundo

O Brasil já está na rota da pandemia de coronavírus, os casos tem crescido de maneira exponencial e quarentena e medidas de restrição de circulação já estão em curso. Um olhar atento para outros países ajuda a pensar em rumos para garantir que a saúde esteja em primeiro lugar, mas sem desconsiderar que pequenos lojistas em especial estão com sua saúde financeira em risco também. É importante pensar em como reduzir riscos para  funcionários. Na Holanda, por exemplo, lojas de bicicleta são espaços fundamentais para o bom funcionamento da vida das pessoas. Justamente por isso, por lá bicicletarias seguem abertas enquanto os cafés que vendem maconha e sex shops foram fechados. Como todo crise, existem também oportunidades, um lojista nos EUA aproveitou que a bicicleta é veículo individual e fez uma campanha com outdoors incentivando as pedaladas. Já o Reino Unido anunciou que vai reduzir imposto de propriedade (equivalente ao IPTU no Brasil) para pequenos negócios.

Preocupação e queda de ações já afetam grupos globais

Com a lucratividade em queda, o grupo Accell sofreu um forte impacto nas suas ações, que se somou ao cenário negativo em tempos de pandemia do coronavírus. Com sede na Holanda e forte presença européia com marcas como Batavus, Raleigh, Nishiki e outras, a Accell viu sua receita cair de € 20,8 milhões (R$ 114 milhões) em 2018 para apenas € 2,8 milhões (R$ 15 milhões) em 2019. Já a canadense Dorel, que tem marcas em diversos segmentos além da bicicleta e controla também Caloi, Cannondale e outras, manteve a trajetória de aumento das receitas e diminuição dos prejuízos. As receitas totais do grupo ficaram em US$ 2,63 bilhões (R$ 13,596 bilhões) em 2019, comparados com US$ 2,62 bilhões (R$ 13,544 bilhões) em 2018. Já o prejuízo líquido baixou de US$ 444,3 milhões (R$ 2,3 bilhões) para 10,5 milhões (R$ 54,2 milhões) no ano passado. A preocupação em relação a interrupção no fluxo de produtos da Ásia no entanto já está no radar.

Coronavírus já impacta produção de bicicletas em Manaus

A Zona Franca de Manaus (ZFM) como um todo sofreu primeiro os impactos do coronavírus por conta dos insumos que pararam de chegar da China. Já foram anunciadas férias coletivas e se fala até mesmo em colapso econômico. O setor de bicicletas da ZFM já apresentou uma queda nas vendas por conta do esfriamento da demanda no Brasil por conta da temporada de chuvas mais intensa, a perspectiva para o futuro agora é de adequar os planos de produção para a diminuição de demanda que deve vir e, ao mesmo tempo, garantir que haja estoque dos insumos vindos da Ásia.

Cidades promovem bicicleta contra coronavírus

Com a ordem de quarenta mandatória pairando sobre Nova Iorque, a recomendação, antes do aumento exponencial de casos, era de pedalar para evitar o transporte público. Foi justamente isso que a população fez, por lá aumentou o uso da bicicleta e diminuiu a quantidade de pessoas nos trens. No Reino Unido, os ciclistas estão mobilizados para que o uso da bicicleta continue a ser permitido em tempos de pandemia. O que mais falta em todos os lugares no entanto é a infraestrutura segura para que mais pessoas adotem a bicicleta. Bogotá, capital da Colômbia, inovou e implantou quilômetros de ciclofaixas temporárias para que as pessoas possam se locomover em segurança, minimizando o risco de contágio. No Brasil, o prefeito Bruno Covas de São Paulo poderia se inspirar em seu equivalente novaiorquino e incentivar o uso da bicicleta, mas para isso é preciso garantir melhorias na infraestrutura para ciclistas. De maneira concreta, podemos contar com as bicicletas compartilhadas, e no Brasil teve até operador que fez promoção.

Ciclistas formam rede de apoio em meio a pandemia

Ciclistas de Portland nos EUA montaram uma rede voluntária de apoio para realizar entregas para pessoas que estão de quarentena. É apenas uma das saídas para pedalar pela pandemia, ainda que as recomendações de isolamento social e higiene pessoal sigam sempre válidas. Pedalar é uma forma de proteger o corpo contra infecções e isso vale para todos os momentos.

Como ciclistas podem se manter a salvo do coronavírus

Até que a circulação de pessoas volte a acontecer normalmente, ficar em casa sem pedalar será um desafio para a força de vontade, como contam os ciclistas italianos. Na Espanha quem sai para treinar é mandado para casa pela polícia, mesmo que o ciclismo seja um esporte muitas vezes solitário, as restrições foram aplicadas. Mas para quem não é atleta de alto rendimento, uma pequena pausa, ou o ciclismo indoor é um recolhimento necessário. Afinal, os benefícios do uso da bicicleta para a saúde são duradouros e a probabilidade de desenvolver doenças crônicas superam quaisquer riscos que a bicicleta pode trazer. Além disso, quem faz exercícios regularmente em geral está fora dos grupos de risco.

UCI cancela todos os eventos do calendário internacional

Para preservar atletas e garantir que não sejam prejudicados, a União Ciclista Internacional (UCI) fez um pedido para que o Comitê Olímpico Internacional suspenda as classificatórias para Tóquio 2020, retroativamente a partir de 03 de março, das provas que ainda tem vagas em aberto. A medida garante que haja uma disputa justa pelas vagas restantes, já que os impactos em competições ainda variam muito de acordo com cada país. Em meio a tudo isso, ainda pairam dúvidas em relação a realização dos Jogos Olímpicos. Até que tudo se resolva, os atletas estão firmes nos treinamentos internos.

Mercado alemão vê aumento de receitas com elétricas

O aumento da participação de mercado na venda de elétricas é apontado como grande responsável pelo crescimento do faturamento da cadeia da bicicleta na Alemanha. Estima-se que os modelos com pedal assistido representem cerca de 31,5% do mercado total de bicicletas. Em número de unidades totais, convencionais mais elétricas, foram 4,31 milhões de unidades vendidas em 2019. O valor médio ficou em 982 euros (R$ 5.400) por bicicleta, crescimento de 30% no ano. Já o faturamento total do mercado ficou em € 4,23 bilhões, expansão de 34%.

Super pedelecs crescem apesar de restrições

As bicicletas com pedal assistido e capazes de ultrapassar os 45 km/h são comumente chamadas de “super pedelecs”. Ainda há controvérsia em como lidar essas máquinas. Na Espanha elas são tratadas como ciclomotores e precisam de emplacamento. Já na Holanda, dispositivos especiais de segurança viária estão sendo testados para limitar suas velocidades. A iniciativa faz parte do esforço para que mais funcionários pedalem até o aeroporto de Schiphol, maior do país e para garantir a segurança dos demais ciclistas no caminho, foram instalados semáforos para diminuir a velocidade das super pedelecs. Enquanto isso, a fabricante alemã Riese & Müller tem estratégias especiais para promover suas elétricas, todas com versões mais velozes, a aposta é vendê-las para quem tem trajetos mais longos a cumprir e quer pedalar.

Elétricas mudam perfil de ladrões de bicicleta na Holanda

O furto de bicicletas na Holanda é comum, sem espaço para guardá-las em casa, muitos holandeses precisam investir mais em trancas do que na própria bicicleta. Mesmo assim o mercado ilegal existe e se mantém com o risco permanente de que uma bicicleta menos bem trancada acabe caindo na mão de ladrões. Mas a popularização das elétricas, muito mais caras que as tradicionais, tem mudado o perfil dos furtos. Agora, ao invés do oportunismo, surge o mercado de furto por encomenda, ou para atender a demanda. Em 2019 foram 420 mil elétricas vendidas (uma fatia de 40% do mercado). Já os furtos, foram de 3.800, aumento de 38% no comparativo com 2018.

Parcerias com a indústria automobilística em cheque

Modelo de estrada da Mercedes-AMG pode ser mais uma das parcerias sem futuro da indústria automotiva com bicicletas. Essa é a conclusão depois de um mergulho mais profundo da equipe de F1 da fabricante de carros e uma marca de bicicletas. A história é mais um exemplo de um protótipo bonito, com um certo alarde durante o lançamento e que acaba nunca chegando ao mercado. A BMW tem também seu exemplo recente para dar, com uma colaboração com uma marca italiana de estradeiras.

Ativistas em Paris colocam a bicicleta nas eleições locais

Em uma grande articulação, a organização de cicloativistas locais Paris en Selle (Paris no selim) conseguiu reunir as seis principais candidaturas ao executivo da capital francesa em um debate. O tema, claro, o futuro das cidades e a importância da bicicleta. Duas iniciativas do grupo de ativistas foram inclusive incorporadas ao plano de governo da atual prefeita, Anne Hidalgo, que concorre à reeleição.

Cidade holandesa investe para ser ainda melhor

Utrecht é uma potência no uso urbano da bicicleta, mesmo para os padrões holandeses. E a cidade quer ser mais ainda uma referência. Uma área subutilizada de 24 hectares (ou 240 mil metros quadrados) no centro da cidade irá se tornar um grande bairro exclusivo para pessoas. Um oásis aberto para pedestres e bicicletas e com todo o apoio logístico para garantir que as mais de seis mil moradias sejam um exemplo de qualidade de vida. As restrições de circulação de veículos motorizados será feita sem perder as garantias de acesso a serviços públicos, comércio, emprego e lazer.

Scott lança “Tinder do selim”

A marca de acessórios Syncros, que pertence a Scott, lançou uma iniciativa que busca achar o selim perfeito para cada tipo de ciclista. Inspirada no Tinder, a ferramenta faz uma análise de perfil de consumidores e encontra o modelo mais adequado. A campanha de lançamento contou com a participação dos atletas patrocinados pela marca.

Ford apresenta tecnologia antiportadas em ciclistas

Levar uma portada enquanto pedala nas ruas é o pesadelo de qualquer ciclista. Para garantir que motoristas e passageiros de automóveis não machuquem ciclistas, a Ford apresentou na Europa uma nova tecnologia para evitar portadas. O “alerta de abertura de porta” emite sinais visuais e sonoros para quem está dentro e fora do veículo quando um ciclista se aproxima. A novidade utiliza sistemas já implementados nos carros da marca para detecção de pontos cegos e frenagem automática, incorporando a função de impedir a abertura total das portas.

Comparativo completo de plataformas indoor

O confinamento, voluntário ou obrigatório, por conta do coronavírus é mais uma oportunidade para a popularização do ciclismo indoor. O concurso especial para o mês das mulheres ganha outro contexto com a propagação do coronavírus nos EUA. Por lá, marcas já promovem um sorteio válido para o mundo todo de seus produtos. Uma boa idéia diante da maratona de treinamento interno que se anuncia. E para os homens e quem mais não pode ou não quer participar do sorteio, vale conferir um comparativo de plataformas de ciclismo indoor, algumas delas com distribuição no Brasil.

Multa para quem tunar bicicleta elétrica, conquistas femininas e novidades na indústria nacional

França vai punir quem tunar bicicleta elétrica

Uma nova lei em vigor desde o começo de 2020 na França estabelece penas graves para quem tunar os sistemas de transmissão de bicicletas elétricas. Revendedores, importadores e consumidores que modificarem as características originais das pedelecs estão sujeitos a uma multa de 30 mil euros (R$ 157 mil) e até dois anos de prisão. A regra vale para veículos com velocidade máxima de fábrica de até 25 km/h ou até 45 km/h. Dito de outra maneira, a nova legislação define que pedelecs tunadas deixam de ser bicicletas se forem modificadas, cancelando garantias do fabricante e tornando seu condutor um infrator, que também fica sujeito a perder a habilitação por até 3 anos. O combate a prática do tuning tem sido uma preocupação de fabricantes e também de outros governos nacionais. A grande brecha na legislação francesa é que a fiscalização deve mesmo ficar a cargo do policiamento de trânsito nas ruas.

Produção de elétricas na Europa cresceu 100% em um ano

Pouco mais de um ano depois do ínicio das sanções antidumping contra a China, os países da União Europeia aumentaram em 100% a produção doméstica de bicicletas elétricas. As 1,3-1,4 milhão de 2017 tornaram-se 2,3-2,4 milhões em 2019. Enquanto isso, as importações chinesas baixaram, foram 800 mil bicicletas ao longo de todo ano de 2018 para  54.643 no primeiro semestre de 2019, queda de 91%. A previsão do mercado é que a produção local na Europa aumente e alcance um patamar de 7 ou 8 milhões de unidades produzidas anualmente até 2025. Mas nem só a indústria local se beneficiou do antidumping contra a China, as importações de Taiwan também cresceram bastante.

Opinião: As elétricas são um risco para pedestres?

A absolvição do homem inglês que matou uma mulher enquanto conduzia um ciclomotor elétrico acendeu a discussão sobre a segurança de bicicletas elétricas em geral. A lei inglesa define que veículos capazes de atingir velocidades superiores a 25 km/h são classificados como motocicletas, o que era o caso do condutor responsável pelo que se convencionou chamar de “a primeira morte causada por uma e-bike no Reino Unido”. Ele estava a pelo menos 45 km/h em uma via cujo limite era de 32 km/h. Quem promove a bicicleta na terra da Rainha já tem a clareza da importância das bicicletas eletroassistidas para o futuro da mobilidade urbana, com a ressalva de que é importante que elas garantam o aumento da distância percorrida por quem pedala, não da velocidade.

Novidades do mercado brasileiro

Um feira de brinquedos em São Paulo foi o palco escolhido pela Nathor para apresentar a linha 2020 de bicicletas triciclos e capacetes infantis. As grandes novidades vem na linha de bicicletas de equilíbrio, com mudanças no desenho das aro 12″ e uma nova opção com aro 14″. Já a fabricante Absolute apresenta sua linha completa de transmissão para bicicletas, o foco é o custo benefício, com os preços ficando em 50% do cobrado por fabricantes tradicionais. Por fim, a TSW anunciou que seus quadros passam a ter garantia vitalícia contra defeitos de fabricação, a única restrição é que o benefício se aplica somente ao primeiro comprador, que precisa se cadastrar no site da empresa.

Dia das Mulheres é oportunidade para discutir paridade

A maior participação das mulheres na sociedade ao longo das últimas décadas mudou até mesmo nossas cidades. Mas por hora, alguns espaços ainda são majoritariamente masculinos, a indústria da bicicleta é um deles. Muita gente tem se preocupado em como trazer mais mulheres para trabalhar no mercado, um grande exemplo de inclusão é a SRAM que estabeleceu metas de paridade de gênero em iniciativas no esporte e comunidades, mas também dentro da empresa.

Perspectivas femininas sobre o uso urbano da bicicleta

Oito de março é sempre uma oportunidade de reflexão, com destaque especial para como as mulheres lidam com as cidades, a mobilidade e bicicletas. Estudo lançado em Bogotá esmiuçou como os padrões de deslocamento delas são distintos. Mudam as distâncias, os destinos, o tempo nos deslocamentos. Mas o que sempre chama muito a atenção é o percentual de mulheres ciclistas nas ruas. Na capital colombiana elas são apenas 21% do total, em São Paulo esse número está próximo dos 12%. Mas é preciso deixar bem claro, bicicleta é coisa de mulher, ferramenta de emancipação e de acesso a cidade. Resta garantir, a elas também, o direito de pedalar e um exemplo é a campanha londrina de incentivo, afinal por lá elas são apenas 13% das pessoas que pedalam.

Investimentos e planos no Rio, SP e Espírito Santo

A Terceira Ponte, importante obra rodoviária que conecta Vitória a Vila Velha no Espírito Santo, vai passar por obras de expansão. Os planos de mais espaço para os carros são antigos e a pressão dos cicloativistas sempre foi grande para que fosse incluída uma ciclovia. Agora, o governo do ES lançou o edital para uma grande obra cicloviária na ponte. Serão mais de 3km de pista exclusiva, uma obra de mais de R$ 170 milhões e que ainda terá no seu escopo o aumento da capacidade dos carros, com mais pistas e uma mureta mais estreita. Enquanto isso no Rio de Janeiro, a problemática ciclovia Tim Maia será reconstruída. Já na capital paulista, campus da USP agora tem bicicletas compartilhadas e prefeitura de São Paulo estuda investir em ciclovias dentro da universidade.

O futuro do transporte urbano é tridimensional?

Uma parceria da Airbus com um escritório de arquitetura pretende pesquisar como a popularização do transporte por drone pode mudar a paisagem das cidades. Todo o conceito está centrado em “vertiport”, portos verticais semelhantes a helipontos que se integram ao restante da cidade e conecta infraestruturas. É antiga solução complexa para o problema complicado da mobilidade urbana. Cabe a reflexão e a inspiração de olhar para soluções simples e menos vistosas. Respeitar a máxima de consertar as calçadas das cidades antes de fazer pesados investimentos em túneis da Tesla ou drones.

Menina faz vaquinha para representar o Brasil no BMX

Com apenas 5 anos, Manuela Ramos soma 3 anos pedalando e já acumula títulos no BMX, um vice campeonato e um campeonato brasileiro de bicicross na categoria até 8 anos. O desafio agora é representar o Brasil no Pan-Americano em Lima no Peru. Para garantir a viagem da pequena atleta, a família de Manuela organizou uma vaquinha virtual.

O que representa um Tour de France feminino

Nos últimos anos, as mulheres brasileiras se descobriram como um grupo que merece a atenção por parte das marcas e ganharam visibilidade e representatividade no esporte. Trata-se de um movimento mundial de valorização da importância da participação feminina, desde a pressão por uma cobertura mais bem embasada do esporte até a chance de um Tour de France (de verdade) com participação das atletas, um movimento que tem se ensaiado e que agora pode se tornar realidade.

Interesse pelo triathlon nos EUA está voltando

Em sua sexta edição, o levantamento de confiança conduzido pela Triathlon Business International nos Estados Unidos mostra que o otimismo voltou. A confiança do setor aumenta com consumidores retomando o interesse nas compras. Com indícios de que os anos apagados do passado ficaram para trás, o desafio central ainda está na lucratividade.

Coronavírus abala ainda mais o ciclismo profissional

Com a Itália imersa na epidemia do coronavírus, março não terá a prova Milão – San Remo nem a Strade Bianche. Com a importância indiscutível dos cancelamentos para tentar minimizar a propagação do vírus, o desafio passa a ser encontrar novas datas para as provas. Apesar da preocupação geral e até de ameaças de punição para as equipes que abandonarem provas por conta da epidemia, os atletas certamente preferem cancelamentos ao isolamento forçado e quarenta, como aconteceu nos Emirados Árabes.

Dia do consumidor é oportunidade no semestre

Dados nacionais da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico apontam crescimento de apenas 1,85% em janeiro de 2020, em relação a dezembro de 2019. Os números mostram ainda expansão de 34,16% no comparativo com o mesmo mês de 2019 e um acumulado de 49.02% em 12 meses. Fevereiro foi um mês de leve crescimento para o comércio paulista, de acordo com os dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Crescimento geral de 2,2% com aumento de 2,8% nas vendas a prazo e 1,6% nas vendas à vista. Enquanto a qualidade do emprego e aumento na renda não chegam para alavancar o varejo, lojistas usam as oportunidades que têm a mão. Para o primeiro semestre a oportunidade da vez é o mês do consumidor, celebrado em março e que funciona para alavancar promoções.

Coronavírus adia feira de bicicletas artesanais nos EUA

A Handmade Bike Show reúne o mercado de fabricantes artesanais de bicicletas nos EUA e estava marcada para acontecer entre 20 e 22 de março. Por preocupações com o coronavírus e notícias de restrição de viagens, a organização da feira optou por postergar a data para 21-23 de agosto, com todas as perdas e inconveniências que isso implica.

O processo de falência da canadense Louis Garneau

Todo ciclista já passou por um tombo e foi assim que o ex-atleta canadense Louis Garneau definiu a falência da marca de roupas que leva seu nome. Dentre os motivos para que a empresa chegasse na insolvência está o fechamento das portas de alguns de seus clientes mais importantes. Mas nem só de problemas na ponta do varejo se faz um processo de falência. Garneau também insistiu na fabricação local de diversos produtos, com os altos custos que isso representa. Resta guardar a lição e esperar pelo desenlace do imbróglio de 32 milhões de dólares canadenses (R$ 110 milhões), total da dívida a ser paga.

Avança PL da criação do selo empresa amiga da bicicleta

Foi aprovado na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados, o projeto de lei (PL) que institui o selo “Empresa Amiga da Bicicleta” para quem incentivar seus funcionários a pedalarem ao trabalho. A iniciativa visa reconhecer quem incentiva de maneira permanente o uso da bicicleta. O controle será feito por meio de um cadastro no Ministério do Meio Ambiente. O PL tramita em caráter conclusivo e vai agora para a Comissão de Constituição e Justiça.

Cidadãos ajudam no combate a crimes de trânsito

No geral a tecnologia e o levantamento de dados são usados como corretivo para buscar diminuir a ocorrência de mortes e feridos no trânsito. Locais com mais mortes passam por intervenção e a vida segue, mas existem caminhos alternativos capazes de salvar ainda mais vidas. A popularização do uso de câmeras no painel de carros e também afixadas em bicicletas pode ter consequências positivas para a segurança viária. Desde que a polícia do Reino Unido passou a aceitar denúncias feitas pela população através do uso de câmeras, aumentou a punição aos infratores. Um único ciclista foi responsável por informar 213 condutas perigosas, destas 133 resultaram em sanções. Foram 22 condutores encaminhados para cursos de reciclagem, 23 multados e outros 25 mandados para um tribunal.

Um medidor de potência de 6 dólares

Uma empresa de tecnologia dinamarquesa conseguiu chegar a uma solução tecnológica que pode popularizar imensamente os medidores de potência. A Sensitivus Gauge ApS alega ser capaz de fornecer aos fabricantes de sistemas de transmissão toda a tecnologia para que elas incorporem medidores de potência no pedivela a um preço muito baixo. Desde de 2016 na busca por desenvolver um medidor barato, a empresa estima que os materiais para fabricação do produto devem custar US$ 6 (R$ 27), com o custo total chegando em apenas US$ 10 (R$ 46).