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Esporte/Ciclismo

A volta do ciclismo no Europa

Aos poucos as provas de ciclismo voltam a acontecer na Europa. Já aconteceu Mini Copa do mundo de MTB na Suíça, vencida justamente pelo suíço Nino Schurter, claro. Afinal o nosso Henrique Avancini tem de lidar com a extinção de calendário no Brasil e a impossibilidade de viajar para a Europa. 

Em 01 de agosto tem o World Tour com a clássica Strade Bianche na Itália e o Giro já definiu sua largada na Sicília. Tem ainda o Tour da Polônia que vai acontecer de “portas fechadas”, já que nem jornalistas poderão acompanhar.

A maior mudança no entanto é para os atletas, o protocolo agora envolve testes constantes para atletas e, claro, o medo de contágio. O documento de orientação oficial da UCI busca envolver os atletas numa “bolha”, com o pelotão sempre isolado de pessoas sem testes negativos confirmados.

Na Espanha as mudanças já foram postas a prova, e falharam. Três equipes ficaram de fora da corrida feminina Emakumeen Nafarroako Klasikoa 2020. O motivo foram os atrasos nos resultados de testes.

 

Temos mudanças importantes para anunciar, confira

A grande novidade da semana é que essa será a nossa última edição da BicicletaNews por e-mail. Mas o motivo é nobre, iremos ampliar a cobertura pelo Whatsapp no (+55 11 97114-0140), e teremos as edições semanais em vídeo. Então para ficar a par das informações mais importantes do mercado de bicicleta no mundo, se inscreva no canal da Aliança Bike no YouTube.

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Buscas por bicicleta aumentam durante a pandemia

O Google Trends, que monitora os assuntos e termos mais buscados, registrou um aumento geral de quase 100% no interesse de pesquisa por bicicleta desde o começo do período de quarentena no Brasil. Os números foram puxados por quem demonstrou interesse em rolos de treino (+550%), spinning (+300%), bicicleta ergométrica (+170%) e treinamento (+150%). Nas buscas específicas, vale destacar o crescimento no interesse por bicicletas infantis aro 16 (+150%). Em relação ao interesse por bicicletas elétricas, ele baixou abruptamente com o começo do confinamento e vem crescendo desde então. No Reino Unido, quem se antecipou ao interesse nas buscas por bicicletas elétricas e formou estoque hoje aproveita a demanda ultra aquecida. Tudo isso enquanto o mercado britânico contrata mecânicos para atender ao crescimento da clientela. 

Tembici capta R$ 239 milhões para expandir e eletrificar a frota

Startup brasileira de bicicletas compartilhadas captou US$ 47 milhões (R$ 239 milhões) em sua segunda rodada de investimentos. Os recursos serão utilizados para implementar o serviço de bicicletas elétricas, aumentar a frota das convencionais e promover melhorias tecnológicas. A rodada contou com os fundos Valor Capital Group (Buser, CargoX), Redpoint eventures (Letz, Rappi), IFC. Todos se somam a Joá Investimentos, que já compõe o quadro societário da empresa desde 2017.

Cabify faz planos de oferecer bicicletas elétricas na Espanha

O relaxamento da quarentena na Espanha se traduziu em demanda aquecida pelo uso da bicicleta. Para atender a demanda e ter mais gente pedalando, a prefeitura de Madrid abriu uma chamada para operação de 4.800 bicicletas elétricas compartilhadas. Para entrar no jogo, a Cabify, que já opera carros por aplicativo, patinetes e motos compartilhadas (estas sob a marca Movo), vazou um guia de design que já incorpora bicicletas elétricas. Vale lembrar que o movimento vem na sequência da saída da Uber do mercado de bicicletas com a venda da divisão Jump e destruição de milhares de elétricas.

Lisboa é mais um exemplo em favor da bicicleta

Até 2021, a capital de Portugal pretende chegar a 200 quilômetros de malha cicloviária, mais do que o dobro de seus acanhados 65 quilômetros atuais. A criação de uma rede estruturante vem acompanhada de um investimento em ruas de lazer e também no subsídio para a compra de bicicletas. Ao todo, a administração local de Lisboa irá investir 3 milhões de euros, ou quase 17 milhões de reais, para subsidiar até 50% do valor de compra de bicicletas. Um programa  feito em parceria com as lojas de bicicleta de Lisboa que quiserem aderir à iniciativa. Os planos em Portugal fazem parte da iniciativa europeia para a recuperação da pandemia. Com incentivos para a construção de mais ciclovias e para compra e manutenção de bicicletas por todo o continente.

Caminhos para a Europa abraçar a bicicleta

As recomendações da Federação Europeia de Ciclismo (ECF) são simples e bastante direta. É preciso apoiar os discursos em favor da bicicleta com verbas. A revolução em favor da bicicleta na Europa precisa cumprir cinco diretrizes. O primeiro envolve 95 mil quilômetros de pistas adaptadas para a bicicleta, um investimento de 8 bilhões de euros. Dentro das cidades, é preciso adotar velocidades de 30 quilômetros por hora em todas as vias. Outro ponto a ser trabalhado, são os subsídios para compra de bicicletas elétricas e cargueiras, investimento de cinco bilhões de euros. O plano se expande com metas para o aumento da importância da ciclologística nas cidades. Por fim, a ECF recomenda ainda um plano de incentivos econômicos ao cicloturismo. Medidas simples e capazes de transformar para sempre e para melhor as cidades européias e ainda contribuir na reconstrução econômica. 

Uso da bicicleta triplica no Reino Unido

Oficialmente fora do bloco econômico europeu, o Reino Unido não ficou para trás nos incentivos ao uso da bicicleta. Em Londres, por exemplo, o plano é garantir que as ruas que ficaram vazias durante o confinamento sejam devolvidas para as pessoas e não voltem mais a ficar lotadas de carros. A vontade da população de evitar o transporte público já tem números concretos, um aumento de 300% no uso da bicicleta. O poder público tem feito sua parte com a construção de ciclofaixas temporárias em grandes avenidas. A novidade é que a população londrina aprova que a rede permanente para as bicicletas se torne permanente.

Bicicleta elétrica é o novo álcool gel nos EUA

Com a população fugindo do transporte público e dos carros de aplicativo, a demanda por bicicletas elétricas já superou a oferta. Grandes varejistas (Walmart e Amazon) já estão com estoques zerados e até mesmo pequenas marcas têm fila de espera. A forma como as elétricas iriam mudar as cidades nos próximos 10 anos parece ter se concentrado no período de saída da quarentena. 

Fred promove bicicleta para quem gosta de futebol

O jogador Fred, com passagens na seleção e nos grandes clubes mineiros, vai voltar a jogar pelo Fluminense. O destaque está em como ele percorreu a distância entre Belo Horizonte e o Rio de Janeiro. Com o apoio da Sense Bikes e Strava, o jogador fez parte do pedal de 600 quilômetros pela Estrada Real em uma MTB elétrica. Houve quem criticasse a escolha por um modelo assistido, mas é preciso reconhecer que a parceria com um atleta do futebol ajudou a expandir o interesse pelas marcas apoiadoras para além do mundo do ciclismo. A campanha do jogador para arrecadar cestas básicas segue, mesmo após a chegada ao Rio.

Impactos da pandemia ainda muito negativos

Pesquisa da Federação Mundial de Produtos Esportivos mostrou que a bicicleta ainda é exceção no mercado. No geral, como é esperado, a indústria do esporte e lazer prevê impactos negativos sustentados. O sopro de esperança ficou por conta da recuperação parcial da cadeia de fornecedores na Europa e no sul da Ásia. São os indicadores de que o mercado caminha, aos poucos, para a recuperação.

Teste comprova maior eficiência de capacetes antirrotacionais

Uma seguradora sueca testou 27 modelos de capacete de ciclistas. Os resultados comprovam um teste anterior feito nos EUA. Modelos que protegem contra a rotação são os mais seguros. O melhor resultado ficou com o Hövding 3, o capacete invisível teve um resultado 76% melhor que a média. Os outros modelos mais bem avaliados se mostraram entre 37% e 23% melhores que o resultado médio em termos de absorção de impacto. No geral, parece haver uma correlação direta entre qualidade e preço, já que os mais caros geralmente são os que apresentam os melhores números.

Entidades se unem contra impunidade no trânsito

Circula no Congresso Nacional uma pauta bomba para quem promove a segurança nas ruas brasileiras. Apelidado de PL da Morte, o projeto de lei 3.267/2019 pode ser posto em votação a qualquer momento. O texto da lei traz embutido um enorme retrocesso na punição aos motoristas infratores, amplia dos atuais 20 pontos para 40 pontos o limite para suspensão da carteira de habilitação. Além disso, também está previsto o aumento da validade da CNH de 5 para dez anos e a realização de exames médicos por qualquer clínica médica, não apenas as que fazem parte do cadastro oficial do DENATRAN. Com pedestres e ciclistas como as grandes vítimas de motoristas infratores, relaxar a punição é certamente uma ameaça para quem anda a pé ou pedala no Brasil.

Marcas se posicionam na luta antirracista

No Brasil e no mundo, a bicicleta está muito associada a uma elite de atletas brancos e ricos. E são justamente eles que mais transmitem a imagem das marcas para o público. Com os protestos nos EUA, a indústria da bicicleta deu um primeiro passo em reconhecer a importância da diversidade. Muitas marcas abraçaram os protestos antirracistas sob a bandeira de “vidas negras importam”. A Specialized foi uma das grandes que resumiu a questão com uma postagem simples em que dizia: “somos parte do problema”. A Trek também defendeu grandes mudanças. Outras marcas menores e de equipamentos esportivos também emprestaram sua visibilidade para o combate ao racismo. No Brasil o movimento ainda não ecoa, nem através das representações locais das duas grandes, nem tão pouco através da Caloi/Cannondale.

Indústria se une a ONU pelo transporte sustentável

A Associação Mundial da Indústria da Bicicleta (WIBA) irá participar da construção do documento a ser redigido pela Organização das Nações Unidas a ser apresentado em 2021. O esforço é feito em preparação para o High-level Meeting sobre Transporte, Saúde e Meio Ambiente, previsto para acontecer em Viena em 2021. O primeiro rascunho do documento será discutido em novembro deste ano e a redação final servirá de base para as políticas públicas de transporte no mundo todo. Incorporar a indústria da bicicleta nas discussões globais sobre transporte é um passo importante na construção de uma agenda global do transporte sustentável que envolva a bicicleta.

Morre a lenda do MTB Erivan de Lima

Depois de 2 anos lutando contra o câncer, Erivan de Lima morreu aos 55 anos, nesta quinta (4). Nascido em Natal, RN e radicado em Campos de Jordão, Erivan usou da sua experiência no ciclismo olímpico e competições internacionais para liderar a popularização e profissionalização do MTB brasileiro nos anos 1990.

CBC divulga calendário para o que resta de 2020

Ainda em caráter provisório, a Confederação Brasileira de Ciclismo divulgou uma nova atualização do seu calendário de provas. Por ora, as provas confirmadas começam pelo MTB a partir de agosto. Também com datas confirmadas, XCO, BMX e ciclismo de pista. As provas de estrada e downhill seguem aguardando confirmação ou apenas com datas previstas.

Otimismo: bicicletas dominam as ruas nos países que saem da quarentena

Pandemia é oportunidade para se investir na bicicleta

Os exemplos e os números do exterior mostram que a bicicleta cumpre um papel fundamental durante o período de isolamento e na saída da quarentena. Vendas em alta já são realidade na Europa e nos EUA. Com o Brasil em compasso de espera e no centro do aumento de casos de covid-19, o momento ainda não é favorável. Enquanto o poder público reage a pandemia, quem precisa se deslocar, já usa mais a bicicleta e quem a promove já se manifesta por cidades mais pedaláveis. Mais ciclovias interessam até quem não pedala. Vale até fazer como em Nova Iorque e pedir ao prefeito que a cidade seja mais como Paris.

Os benefícios do ciclismo indoor

O ciclismo indoor e as endorfinas que o exercício produz são um rotina para muitos repleta de benefícios. A pandemia trouxe mais adeptos para a prática que, sem o vento no rosto, pedalam sem sair do lugar. Mas os pedais em rolo ou bicicletas estacionárias são também oportunidade para solidariedade

No Brasil lojistas se preparam para enfrentar a crise

A expectativa geral para o varejo é da pior queda de faturamento da história com uma desarticulação das cadeias de comércio. Nesse contexto, as vendas online são uma busca pela sobrevivência, com um aumento de 209% durante a pandemia. Para fortalecer o setor de bicicletas, que tem chances de aumentar muito seu faturamento pós-quarentena, a Aliança Bike preparou um curso em parceria com o Sebrae para que lojistas de bicicleta enfrentem a crise e possam sair dela.

França e Alemanha dão a volta por cima

A primavera no Hemisfério Norte é normalmente o período de aumento de vendas nas bicicletarias. Mas com todo o comércio fechado, o estoque ficou parado e a saída do confinamento marcou um boom de vendas na Alemanha. Mas não foi apenas o clima primaveril que despertou o desejo de compra, os efeitos da pandemia também se fizeram sentir. A população passou a procurar o melhor veículo para manter-se fisicamente ativa e escapar do confinamento no transporte público. Na França, o “vale manutenção do governo” já é responsável por tirar a poeira de uma frota parada que ganha já ganha as ruas.

Reino Unido tem explosão de vendas de bicicletas

Uma grande rede de varejo de bicicletas no Reino Unido divulgou números para encher de otimismo qualquer lojista. No comparativo com o abril do ano passado, as vendas de bicicletas de entrada (a partir de £500 ou R$ 3.300) cresceram 677% no último mês. Investimentos pesados do governo, com vale compras de £50 (R$ 330) certamente tem sua parcela nos resultados positivos do mercado. Mas o esforço de lojistas para se manterem abertos e o apoio da população aos pequenos também é um fator chave.

Nos EUA, lista de espera

O crescimento de vendas de bicicletas nos EUA chega a gerar lista de espera para compra. E o aquecimento do mercado vai além. Um exemplo é a Schwinn que resolveu lançar um novo modelo urbano, marcando os 125 anos da marca e que será vendido apenas através do site da Walmart. Outro destaque no mercado norte-americano são as infantis. Com 82% das famílias confiantes para colocar as crianças ao ar livre, as vendas desses modelos e acessórios para carregar crianças também estão em alta. O mercado já aposta na venda direta ao consumidor para aproveitar o impulso de compras.

Manter o ar limpo significa nos livrarmos dos carros

Os benefícios imediatos da redução de carros nas ruas já são sentidos com a queda nos poluentes no ar. A melhoria transitória já indica que sair da pandemia e voltar aos níveis de utilização de carros de antes é um caminho que não é nem saudável e muito menos sustentável. É preciso aproveitar o momento em que as cidades estão um pouco menos carro cêntricas e buscar novas políticas públicas. Estamos em uma encruzilhada e é preciso escolher a bicicleta, os índices de poluição em uma Londres cada vez mais pedalável são apenas um dos exemplos. Felizmente, ao menos no Reino Unido, um terço dos motoristas pode deixar seus carros de lado em favor das bicicletas. Uma população menos exposta a poluição seria apenas um dos benefícios.

Ciclistas de app nos EUA querem mais ciclovias

Uma extensa pesquisa conduzida em São Francisco nos EUA abordou as incertezas nas ruas e nos ganhos que esses profissionais sofrem. Tal como a maioria dos ciclistas, entregadores de aplicativo por lá tem de lidar com a agressividade no trânsito e defendem a expansão das ciclovias. Some-se a isso a relação de trabalho com os aplicativos, sem garantias. São em sua maioria homens, imigrantes e que dependem de alguma forma de auxílio do governo. A precariedade nos ganhos e o pedalar pelo sustento aproximam os ciclistas da Califórnia dos de São Paulo. Os exemplos de ações para o pós-pandemia é a melhor resposta para melhorar a condição de trabalho dos entregadores.

Correios testam novo modelo de bicicleta

Entregas em bicicleta pelos Correios são uma tradição de longa data. A agilidade dos carteiros ciclistas sempre foi um fator de aumento na produtividade nas entregas. Para os desafios de hoje, a empresa vem testando novas soluções em ciclologística. A mais recente é um modelo urbano com três marchas no cubo e suspensão dianteira. O novo modelo vai circular pelas ruas de Minas Gerais, mas outros centros de distribuição também devem receber novidades.

Como as elétricas podem resolver nossos problemas de mobilidade

As vendas já estão crescendo, com medidas de incentivo ao uso, as bicicletas elétricas podem ser também uma opção capaz de trazer grandes impactos na redução de emissões. Um estudo no Reino Unido apontou um potencial para reduzir a metade as emissões do setor de transportes com a adoção em larga escala das elétricas em substituição aos carros. Dentro das cidades elas são perfeitas para deslizar pelo trânsito. Mas uma surpresa no estudo é que muitas das oportunidades para fazer a troca estão nas zonas rurais e subúrbios, onde as distâncias são mais longas e um empurrão do motor ajuda o ciclista a ir mais longe. 

Strava quer mais assinantes para se manter

Maior rede social para para praticantes de atividades físicas a Strava tem 7,5 milhões de usuários cadastrados apenas no Brasil. Para garantir a sustentabilidade financeira do negócio, a plataforma volta seus esforços para aumentar sua base de assinantes pagos. A principal mudança está na cobrança para ter acesso a tabela de classificação de segmentos, os famosos KOMs, ficam restritos aos assinantes.

Empresas investem na sustentabilidade

A fabricante de componentes Chris King foi a primeira empresa do mercado de bicicletas a receber a certificação do Sistema B. O selo atesta a sustentabilidade social e ambiental da empresa. A fabricante não está sozinha na busca da construção de novos modelos econômicos. Outro exemplo é a VAAST que também busca a certificação com empresa B e para isso, retirou todo plástico em todas as suas embalagens. Já a canadense Bjorn Bikes, que nasceu focada na sustentabilidade, lançou manoplas feitas de borracha reciclada.

Ruas para pessoas são a chave para retomada econômica

Nos EUA, a NACTO, que reúne os técnicos de transporte do país, lançou um documento especial sobre como as cidades podem combater o covid-19. O manual traz uma abordagem prática de soluções para ampliar o espaço público para as pessoas e diminuir o contato e o contágio. A iniciativa está inserida no contexto de favorecimento do comércio local como componente da retomada econômica que precisará acontecer no pós-pandemia. Ciclovias que atraem mais pessoas para o comércio, mais espaços para restaurantes colocarem suas mesas ao ar livre e até mesmo permissão para comércio de rua.

Quando leis que obrigam capacete dão errado

O estado de Nova Gales do Sul, na Austrália, exige que ciclistas utilizem o capacete desde 1991. Mas uma mudança na legislação de trânsito em 2016 trouxe duas grandes mudanças. Motoristas deveriam respeitar uma distância mínima ao ultrapassar ciclistas e a multa para quem pedalar sem capacete aumentou em quase 350%. A multa hoje está em AUD 344 (R$ 1.220), um valor muito maior do que o que deve pagar um motorista que invade uma ciclovia (AUD 191 – R$ 677). Um estudo mapeou que entre 2016 e 2019 foram 17.560 multas emitidas contra ciclistas sem capacete e 95 contra motoristas que não respeitam a distância ao ultrapassar uma bicicleta. A disparidade dá a dimensão do quanto a lei não tem como foco a proteção a quem pedala.

Impactos da pandemia no esporte ainda incertos

Tendo o avanço da pandemia no Brasil como exemplo, o Comitê Olímpico Internacional cita o risco de que as Olimpíadas, adiadas para 2021, podem ser canceladas, mesmo com uma vacina. Por agora, as equipes de ciclismo tentam voltar aos treinos e competições, um pouco em segredo, mas também com redução de riscos. Um dos riscos não antecipados vem da Colômbia, com os grandes nomes do país podendo ficar de fora do Tour de France caso a proibição de vôos para a Europa siga em vigor. Enquanto isso no Brasil, times de futebol ainda esperaram a pandemia passar e já lutam para voltar aos treinos e retomar os campeonatos.

Isenção pra quem é do Simples Nacional, pequenos negócios vão salvar a economia e ciclofaixas temporárias em SP

Entidades se unem por ciclofaixas emergenciais em SP

A Organização Mundial da Saúde recomenda, grandes cidades ao redor do mundo já adotaram e ativistas em São Paulo querem que a prefeitura implemente. Trata-se da “solução bicicleta”, ciclofaixas temporárias para o fluxo seguro de ciclistas e que evitam as aglomerações sem gerar congestionamentos e poluição. A resposta do secretário municipal de transportes é de que tem “receio em implementar as ciclovias temporárias sem estudo”, mas disse que faria campanha de incentivo para uso da bicicleta como meio de transporte durante a pandemia. Os números, no entanto, mostram que só falta mais infraestrutura. Os contadores fixos nas ciclovias revelam aumento de 29% no fluxo de ciclistas na Vergueiro (com 132,7% de crescimento nos fins de semana). Já na Faria Lima, houve uma queda durante a semana, diante do fechamento dos escritórios no eixo cicloviário mais movimentado da cidade, mas um crescimento de 9,4% nos fins de semana. A população paulistana precisa apenas de mais infraestrutura segura para ser palco do “boom ciclístico” que se alastra pelo mundo.

A explosão no uso da bicicleta nos EUA durante a pandemia

Lojistas ao redor dos EUA têm visto uma explosão de demanda sem precedentes. Desde o começo da pandemia as vendas e o uso da bicicleta têm crescido para transporte e lazer. E as respostas do poder público são para acolher e promover o melhor meio de transporte individual. Nova Iorque é apenas um dos exemplos com aumento de 67% no uso das bicicletas compartilhadas durante a pandemia. Além disso, a bicicleta é também é a saída para que a cidade não viva um “apocalipse motorizado” com o já presente aumento no uso do carro. Um plano para a quarentena, na vida e nas cidades, é como aprender a pedalar. Lições para a vida. As soluções já circulam por aí, de Nova Iorque às compartilhadas de baixo custo em Queimados no Rio de Janeiro.

Como está sendo a saída do confinamento na Europa

No Reino Unido um terço da população concorda que adotar a bicicleta e deixar o carro de lado é o melhor a se fazer. Na prática, a Europa sobe na bicicleta para sair do confinamento com uma lista cada vez mais longa de cidades que apoiam ciclistas com novas ciclovias. Em meio a diversas regras, Portugal é um exemplo do aumento nas vendas de bicicleta e na Espanha a realidade é de pressão para ruas para pessoas. Ao mesmo tempo, lojistas espanhóis só podem abrir lojas com até 400 metros quadrados o que força as grandes redes a se adaptar.

Estudo aponta baixo risco para atividades ao ar livre

Um estudo preliminar com 1.245 casos de contágio por coronavírus concluiu que somente em duas oportunidades a pessoa foi infectada realizando atividades ao ar livre. O levantamento é boa notícia para quem pedala e caminha, já que aponta um baixo grau de risco para quem se mantém ativo e ao ar livre. O estudo está ainda no estágio de revisão por pares e utilizou os dados de monitoramento de celulares.

 

Pequenos negócios  locais e a sobrevivência da economia

Uma cidade no interior do estado de Illinois nos EUA foi palco de um protesto inusitado pela reabertura do comércio. Depois de uma caminhada convocada pelo Facebook e onde foram proibidas suásticas e referências raciais, o grupo se dirigiu para a frente de uma loja de bicicletas. Como bicicletarias são serviço essencial, a loja, de propriedade do prefeito, estava aberta. A resposta do prefeito lojista foi um “desconto especial para pessoas no protesto”. Ninguém quis entrar para conferir. Por mais que o setor de bicicletas esteja em uma posição privilegiada, a pandemia tem trazido impactos sérios para o comércio local, em especial para os pequenos. Nos EUA, foram criados fundos específicos para aliviar os impactos econômicos negativos e construir um modelo mais igualitário e democrático no futuro.

Financiamento de bicicletas cresce no Reino Unido

Os pedidos de financiamento para compra de bicicletas no Reino Unido alcançaram um recorde de £60 milhões (R$ 420 milhões) e ao que tudo indica a tendência é que tal modalidade siga crescendo. As lojas ainda viram um aumento no fluxo de dinheiro vivo e boas vendas no segmento abaixo de £500 (R$ 3.500). Os impactos da pandemia no varejo de bicicletas no Brasil estão refletidos na recente pesquisa de mercado conduzida pela Aliança Bike.

Taipei Cycle Show abre suas portas com realidade virtual

Com o cancelamento oficial do evento, a Taipei Cycle Show, maior feira mundial do mercado de bicicleta, lançou sua edição digital. É possível encomendar peças de diversos fornecedores por um site exclusivo. Além disso, os ganhadores do prêmio de inovação em design contam com um pavilhão inteiro em 3D, com tour virtual e demonstração dos produtos em realidade virtual. 

Itália vai dar bônus para incentivar uso da bicicleta

Com bônus de até 500 euros (R$ 3.133) na aquisição de bicicletas, a Itália quer incentivar seu próprio boom de ciclistas. O valor pode representar até 60% do total da bicicleta ou qualquer veículo “não poluente”, bicicletas elétricas, patinetes e similares inclusos. A iniciativa nacional já tem um equivalente local antigo. Em Bari, capital da Apúlia, ciclistas recebem um bônus entre 100 e 200 euros na compra e mais 25 centavos por quilômetro pedalado ao trabalho, até o limite de 400 euros por mês. Programa similar já foi aprovado na cidade de São Paulo e agora espera regulamentação do prefeito

Pilotos de avião enciumados com prioridade da bicicleta

Entre especialistas já existe um consenso de que mudanças nas ruas são uma grande necessidade para a recuperação econômica de Londres. O chefe do serviço público de saúde do Reino Unido (o SUS de lá) é mais uma voz em favor das bicicletas. Mas existem também os que são contra. A associação britânica de pilotos, preocupada com os 23 mil empregos do setor aéreo, lançou uma nota o diz que “(…) os pilotos britânicos ficaram absolutamente horrorizados e francamente furiosos” com o plano do governo de investir  £2 bilhões (R$ 14 bilhões) na mobilidade a pé e em bicicleta, enquanto o setor aéreo “morre diante dos olhos de todos.” Já no Brasil, os bilhões estão indo para o setor aéreo, por hora R$ 4 bilhões através de um pacote de ajuda do BNDES.

Como Oslo zerou as mortes de pedestres e ciclistas no trânsito

A edição de maio da revista do Instituto de Engenheiros de Transporte (Institute of Transportation Engineers – ITE) foi inteiramente dedicada à segurança viária. O maior destaque está na reportagem sobre como Oslo, a capital da Noruega, conseguiu chegar a zero mortes de ciclistas e pedestres no trânsito e como é possível a outras cidades seguirem o modelo. Em resumo, desde 2015 o governo local tem encarado a preservação da vida como prioridade e adotado uma série de medidas para reduzir a velocidade (e o potencial de matar) dos veículos motorizados e ao mesmo tempo abrir espaços para pedestres e ciclistas.

 

Irlanda do Norte legaliza bicicletas elétricas

Uma legislação antiquada impunha uma série de dificuldades e custos para quem quisesse ter uma bicicleta elétrica na Irlanda do Norte. Até 13 de maio de 2020 elas eram equiparadas aos ciclomotores e deveriam ser registradas, emplacadas e pagar um seguro obrigatório, um custo extra de £290 (R$ 2.041) na comparação com uma bicicleta convencional. As regras atuais passam a ser idênticas às do resto do Reino Unido e da Europa, sem obrigação de licenciamento e seguro para bicicletas de pedal assistido e potência de 250w, com mais restrições para os veículos mais potentes. A regulação europeia, no entanto, segue bastante complexa e repleta de interseções desastrosas com motocicletas com motor a combustão.

Planos de transporte precisam incluir cargueiras elétricas

A recuperação econômica pós-pandemia irá necessariamente precisar do apoio da ciclologística e mudanças já estão em curso. Cidades e empresas no Reino Unido assumiram o compromisso de continuar a expandir o uso de bicicletas de carga para o último quilômetro. No continente europeu, a Giant fez um parceria com uma desenvolvedora holandesa de bicicletas elétricas para um modelo feito sob medida para entregar pizzas para a Domino’s. Já nos EUA, Portland abriu consulta pública para seu plano de transportes de carga. Ao mesmo tempo, em Miami a DHL testa entregas com cargueiras elétricas.

Holandesa VanMoof recebe investimento de €12,5 milhões

Fabricante de bicicletas elétricas de alto padrão, a holandesa VanMoof conseguiu fazer o sua maior captação de investimento até hoje. São €12,5 milhões (R$ 78,41 milhões) para financiar a expansão internacional da marca. O crescimento de 184% nas vendas no Reino Unido certamente são um fator de entusiasmo para investidores.

A elétrica urbana mais leve até agora

Os mais otimistas definem o novo lançamento da linha urbana da Specialized como o “Santo Graal das bicicletas elétricas”, um modelo leve e com autonomia de 130 quilômetros. A Turbo Vado SL pesa 14,9 kg, o que é cerca de 40% mais leve do uma “e-bike normal”, a combinação de boa autonomia e baixo peso. A concorrente Trek lançou também seu modelo urbano, com quadro rebaixado e um perfil mais focado no conforto e menos na performance.

Batalha entre apps e restaurantes

Para sobreviverem sem as vendas no salão, restaurantes tem ficado dependentes das entregas. A vitrine virtual torna-se valiosa e as taxas dos aplicativos aumentam, apertando mais os restaurantes. Essa é a realidade brasileira, que conta também com concorrentes que chegam ao mercado deixando de lados as taxas em favor de planos de assinatura. Já nos EUA algumas cidades impuseram limite de até 15% nas taxas dos aplicativos de entrega, já que chegam a cobrar 30% de comissão dos restaurantes. Outra iniciativa partiu dos indivíduos, que têm buscado deixar de lado a conveniência da compra por aplicativo e feito pedidos diretos. O mercado de entregas ainda irá passar por muitas revoluções.

Strava lança desafio para arrecadar doações

Manter-se ativo durante a pandemia já é um desafio. Para incentivar as pessoas a se movimentarem, o Strava convidou usuários a praticarem no mínimo 5 horas de atividades durante um mês, o esforço se transforma em doações para o Instituto Horas da Vida que oferece atendimento médico para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Quem quiser transformar suas pedaladas virtuais em caridade tem uma série de opções de como promover desafios ciclísticos dentro de casa e ajudar organizações sem fins lucrativos.

Trump quer pressionar empresas a saírem da China

A guerra tarifária dos EUA contra a China havia arrefecido por conta da pandemia, mas uma recente declaração do presidente Donald Trump fez ressurgir o conflito. Trump acenou com um possível aumento de impostos para quem não produzir dentro dos EUA. A medida é uma forma de pressionar as empresas a fecharem suas linhas de produção na China. Em tempos de recessão, novas barreiras comerciais são o oposto do que se recomenda como forma de sair da crise.

PL quer isenção de impostos para empresas do simples

Projeto de lei em tramitação no Senado quer instituir o “Financiamento Simplificado Especial Temporário – FSET“. A medida visa dar alívio temporário de impostos para as micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. Outra linha de ação legislativa no Senado é o alívio para consumidores inadimplentes, medida pouco ortodoxa que pode acabar por favorecer maus pagadores. O “modelo chinês” de enfrentamento da crise tem como ponto em comum com o Brasil o alívio tributário e empréstimos subsidiados. Por hora o retrato brasileiro das medidas de apoio é de dificuldades para quem precisa de ajuda.

Derrotas na Justiça inibem novas ações na pandemia

Quem tem recorrido a justiça em busca de algum alívio de prazos no pagamento de impostos tem baixa taxa de sucesso. Tanto que o número de ações baixou com o avanço da pandemia. Por ora, batalhas contra o ICMS tem até mesmo o potencial de inviabilizar a arrecadação no estado de São Paulo. O caminho mais frutífero é contar com a boa vontade dos governos. A Prefeitura do Rio de Janeiro é mais um exemplo de ente federativo que buscou premiar com descontos os bons pagadores de impostos.

Produção de bicicletas em Manaus despenca em abril

Os números da produção de bicicletas na Zona Franca de Manaus mostram uma queda brusca no volume de produção. As 10.071 produzidas em abril representam uma queda de 81,4% no comparativo com março de 2020 (54.115 unidades), que representou ainda retração de 86,7% no comparativo com abril de 2019 (75.680 unidades). O esforço das empresas do pólo é de minimizar as dificuldades de caixa e dos parceiros no varejo.

Resultados positivos no exterior

A indústria de bicicleta no mundo tem apresentado resultados positivos. A Dorel Sports (controladora das marcas Cannondale e também da Caloi) enxerga um crescimento nos negócios com um aumento no número de ciclistas. A pequena inglesa Brompton viu suas vendas crescerem cinco vezes durante o lockdown. Outro exemplo é a Swytch, que fabrica kits de conversão para elétricas, a empresa tem uma lista de espera de 100.000 pessoas por conta do aumento de demanda.

Acesso a parques em bicicleta no Brasil e nos EUA

Como forma de ampliar o público dos parques nacionais, uma consulta pública nos EUA quer debater o acesso mais amplo para ciclistas em bicicletas elétricas. O debate está centrado na equivalência entre pedelecs e bicicletas convencionais. Já no Brasil, o Parque Nacional de Sete Cidades no Piauí abriu edital para locação de bicicletas aos frequentadores. Trata-se de uma área de 6.221,48 hectares e perímetro de 36 Km abertos para pesquisa e turismo ecológico.

Atualizações no MTB e na pontuação para Olimpíadas

Após o adiamento por conta da pandemia, a Copa do Mundo de MTB XCO tem um novo calendário que começa em setembro e se estende até novembro. Quatro etapas ficaram de fora por conta da pandemia  Losinj (Croácia), Fort William (Grã Bretanha), Vallnord Pal Arinsal (Andorra) e Mont-Sainte-Anne (Canadá). No Brasil, o CIMTB teve troca nas etapas, Taubaté (SP) passou para o lugar de Petrópolis (RJ). De volta para o calendário internacional, também foram anunciadas mudanças na pontuação olímpica. Nada muda no ciclismo de estrada e de pista, mas foram feitas adaptações no BMX e MTB, com provas realizadas até 2021 podendo contar pontos.

Vietnam terá primeira prova pós-pandemia

O Vietnam será palco da primeira prova de ciclismo pós-pandemia no mundo. As 18 etapas terão transmissão ao vivo através do Facebook e Youtube. O espanhol Javier Sardá será o defensor do título. A prova é acima de tudo um alento para quem ainda teme não poder competir este ano.

Astana e CCC são as grandes equipes na berlinda

Um novo time do WorldTour pode estar para nascer no Reino Unido, mas a realidade é dura com as equipes que tentam sobreviver no presente. O Ineos Group, que dá nome a equipe britânica multicampeã com Chris Froome está negociando um empréstimo bilionário. Já a CCC, empresa polonesa de calçados, já anunciou que não vai renovar o patrocínio com a equipe que leva seu nome. O drama se soma ao corte de salários na equipe. A Astana (que também é a capital do Cazaquistão) tem de lidar com a recessão no seu país sede, provas canceladas e baixa no preço do petróleo. Basta lembrar da dependência da commodity para a economia cazaque, cujo governo patrocina a equipe. Nem a vitória no Giro d’Italia virtual trouxe grande alento.

Lance Armstrong promete contar sua verdade 

Novo documentário com estreia prevista para 24 de maio de 2020 na ESPN abre espaço para que Lance Armstrong conte a sua verdade. O material promocional é direto, o multicampeão dos títulos cassados afirma com todas as letras: “não vou mentir para você”.

Cidades e a pandemia – Edição especial Bicicleta News

Mais bicicletas e ruas completas

De Ålborg na Dinamarca a York na Inglaterra, de Adelaide a Viena, cidades ao redor do mundo têm expandido os espaços para pedestres e ciclistas como resposta à pandemia de coronavírus. Um esforço colaborativo de mapeamento, coordenado pela Universidade da Carolina do Norte nos EUA, já catalogou mais de 370 cidades com alguma política em favor das pessoas. As iniciativas estão inseridas na mudança de hábito que já começa a surgir no “novo normal” que a pandemia trouxe consigo. Para evitar as contagiosas aglomerações, a resposta comum é agir de forma rápida e eficiente para ampliar o espaço público para as pessoas a pé ou em bicicleta. Calçadas mais largas e mais pistas seguras para ciclistas. A paisagem sonora das cidades já mudou e o momento agora é de garantir que um maior número de pessoas tenha infraestrutura adequada.

Cidades defendem novo modelo econômico

O grupo C40, que reúne as maiores cidades do mundo, lançou um manifesto sobre a recuperação econômica pós-pandemia. No documento, assinado por Curitiba, Salvador, São Paulo e diversas outras grandes cidades do mundo, os prefeitos firmam o compromisso de que não voltaremos agir como sempre agimos. Mais do que uma crise de saúde pública, a pandemia é também um crise econômica e social. Com uma população que chega a 750 milhões, as cidades signatárias estão unidas ao redor de alguns preceitos básicos. Ação climática, equidade e resiliência. Em resumo: “A recuperação, acima de tudo, deve ser orientada pela adesão à saúde pública e ao conhecimento científico, a fim de garantir a segurança de quem mora em nossas cidades”.

Nos EUA as ruas lentas e completas

Calçadas lotadas e carros parados na rua se tornaram parte da paisagem de Nova Iorque. As grandes e largas avenidas de Manhattan agora repleta de espaços livres em que bicicletas circulam livremente mostram que a maior cidade norte-americana já descobriu a fórmula para ser mais habitável. Tudo passa pela redistribuição do espaço público. Quando a cidade voltar a vida, caminhões de entrega irão circular em maior número, o desafio é sobre como redistribuir o espaço, abrindo as ruas para as pessoas onde antes ficavam apenas carros estacionados. Na Flórida, por exemplo, calçadas mais largas avançam sobre as ruas e garantem espaços abertos para restaurantes. Ao mesmo tempo, as reduções temporárias de velocidade nas vias se tornam definitivas. Resta ainda uma lição aprendida, o plano de recuperação da indústria automobilística de 2009 foi um erro que não pode se repetir. Outro desafio futuro é garantir que a expansão dos espaços públicos para as pessoas não se torne apenas uma iniciativa comercial e deixe de servir as comunidades mais vulneráveis.

Era de Ouro para a bicicleta no Reino Unido

Um plano de £2 bilhões (R$ 14,3 bi) é o tamanho do compromisso do governo do Reino Unido na promoção ao uso da bicicleta. A aposta do primeiro ministro Boris Johnson é que o futuro pós-pandemia será uma “Era de Ouro” para ciclistas. Ciclofaixas temporárias já estão sendo implementadas. Em Londres, por exemplo, a expectativa é que o uso da bicicleta aumente em dez vezes. Para os britânicos em geral a melhoria dos indicadores de qualidade de vida é prioridade em relação a recuperação econômica.

 

Varejo da bicicleta inova e cresce no mundo

Como comprovou a pesquisa da Aliança Bike, bicicletarias no Brasil não fizeram home-office e venderam muito rolo de treino durante isolamento. Mas além da adequação do portfólio de produtos, lojistas em outras partes também têm investido em outras estratégias. Para atrair a clientela, a rede britânica Halfords oferece check up gratuito em 32 itens, o alvo são cerca de 32 milhões de bicicletas encostadas e prontas para ganhar as ruas. Na América do Norte, os impactos nas lojas são variáveis, com vendas de produtos para manutenção em casa e até mesmo aumento de vendas de bicicletas. Na Espanha, os números são impressionantes: a Associação de Marcas de Bicicleta divulgou aumento de 400% nas buscas por bicicletas urbanas e um crescimento de 200% nas vendas.

A lenta reabertura do comércio na Europa

Com o enfraquecimento da pandemia, o comércio está sendo aos poucos reaberto na Europa. Desde o começo de maio, parte do comércio em Portugal vem reabrindo as portas. O uso de máscaras nos prédios e no transporte público será obrigatório e as restrições do que pode abrir irá se flexibilizar ao longo do mês de maio. Na Espanha o comércio está reabrindo também, mas com hora marcada e limite de clientes. Na Itália a abertura das lojas só vai acontecer a partir de 18 de maio.

Os patinetes elétricos vão sobreviver ao coronavírus?

Longe das ruas do mundo desde o começo da quarentena, os patinetes elétricos podem ser mais uma vítima da pandemia. A transferência do controle da JUMP, divisão de patinetes e bicicletas da Uber, para a concorrente Lime é apenas o indicador mais recente de que o modelo de negócio das startups parece longe de se consolidar. Mesmo com a crescente demanda por viagens individuais pós-confinamento, o horizonte para as empresas de patinetes não é dos melhores. A esperança está no verão do hemisfério norte, que traz um pico de usuários. Já no Reino Unido, os investimentos em infraestrutura cicloviária podem finalmente liberar o uso de patinetes elétricos no país.

Gravel elétrica faz sentido?

Situadas em algum lugar entre uma MTB e uma Speed, as gravel ficam nesse lugar fluido. Mas com o crescimento de mercado das elétricas e das gravel, uma e-gravel seria inevitável e elas vieram. Mas elas tem um grande ponto de atenção, são mais pesadas e capazes de ir mais rápido. Nesse cenário, o mais sensato a fazer é colocar os pneus mais largos que elas são capazes de ter.

Empresa une ciclologística e tecnologia

Bicicletas cargueiras são um símbolo de resiliência, capazes de levar grandes pesos e volumes por um custo muito baixo, prestam serviço essencial para comunidades menos assistidas. Os benefícios para as cidades também se traduzem em modelos de negócio inovadores. Prova disso é o crescimento da startup de carga e passageiros em bicicleta “Pedal me“. Operando em Londres, com uma frota de cargueiras, a empresa Pedal me diversificou seus serviços com uma plataforma exclusiva para compras de supermercado. Através de um app próprio, é possível unir consumidores e mercados de bairro. Um serviço especialmente útil, principalmente se levarmos em conta que tem gente no Brasil que faz a compra do mês e espera que um ciclista com uma mochila de isopor seja capaz de levar os produtos.

Ciclismo virtual, esporte e videogame

As plataformas digitais de ciclismo, além da melhor (ou única) alternativa para pedalar durante a quarentena, tem buscado também se consolidar como um esporte a ser assistido. O mais recente evento foi o Tour for All, reuniu atletas de elite pedalando de casa e buscando levantar recursos para a organização Médicos Sem Fronteiras. A vitória da Astana no Giro d’Italia Virtual foi o outro destaque no ciclismo que se compete sem sair de casa.

O risco de aumento de impostos para arcar com a pandemia

Em diagnóstico compartilhado com o mercado, economista chefe do banco Itaú afirmou que será necessário um aumento temporário de impostos para pagar a crise. No radar, diminuição de incentivos, mas a oportunidade também está posta para melhorias. A primeira delas é diminuir o peso dos impostos sobre o consumo e equacionar melhor o modelo de tributação e federalismo.

Incentivos fiscais em debate em estados e municípios 

Brasil afora, as políticas de impostos têm variado muito durante essa pandemia. No Rio de Janeiro, por exemplo, empresas têm sido obrigadas a repassar parte de incentivos fiscais para um fundo emergencial. Na esfera dos municípios, o debate está totalmente aberto. Enquanto um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional pode ajudar municípios no combate ao covid-19, prefeitos que concederem benefícios ou isenções podem ser punidos.

Ações de empresas de bicicleta sobem nas bolsas

O compromisso de investimentos em mobilidade ativa no Reino Unido gerou valorização das ações de empresas de bicicleta. De Londres a Tóquio, as bolsas foram testemunha do crescimento da bicicleta. A esperança geral é que o grande aumento de demanda durante a quarentena possa continuar a crescer com o relaxamento do isolamento. No entanto, de maneira geral, os resultados ainda não são consistentes ao redor do mercado, com o balanço das empresas divulgados até agora trazendo grandes variações de resultados.

Mavic em custódia judicial na França

Com mais de 100 anos de história, a Mavic, fabricante francesa de rodas e acessórios, foi colocada em custódia judicial. A medida veio como resposta ao imbróglio sobre quem afinal é dono da empresa depois de uma série de negociações e transferência de controle. A decisão do Tribunal Comercial definiu que a Salomon será responsável pela prestação de contas da Mavic ao longo dos próximos seis meses.

Pressão por mais transportes ativos na saída do confinamento

A Associação de Bicicletas do Reino Unido (BA), entidade que representa o mercado, divulgou um documento pedindo ações ousadas em favor da bicicleta. As medidas envolvem zerar impostos sobre bens e serviços para as bicicletas (VAT) e a construção de ciclovias para evitar os congestionamentos no pós-confinamento. Nos EUA, entidades se uniram para pressionar o Congresso a acelerar os investimentos em transportes ativos. O cenário norte-americano tem muito a melhorar, desde mais verbas até mesmo incluir a bicicleta nas auto-escolas.

Plano de Mobilidade Ativa em consulta pública no DF

O governo do Distrito Federal (GDF) abriu consulta pública para que a população possa conhecer e contribuir com o Plano de Mobilidade Ativa do DF (PMA-DF). O documento irá orientar investimentos e atende a legislação federal e local que obriga sua construção conjunta com a sociedade. As contribuições ficam abertas para a população entre 11 de maio e 9 de junho.

UCI teme pela sobrevivência das equipes

O novo calendário da UCI é “super ambicioso” e “superlotado” e mesmo assim sem garantias de que não pode mudar novamente de acordo com os impactos da pandemia. A visão geral segue de que um eventual cancelamento do Tour de France seria um desastre, dada a dependência das grandes equipes da Volta da França. Mas a insegurança vai além do calendário, o temor geral é de que nem todos os times sobrevivam até o fim da temporada.

Orientações da OMS acerca de eventos esportivos

Para orientar o planejamento de entidades esportivas e empresas que organizam eventos em geral, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou uma série de recomendações sobre como agir antes e durante os eventos. O documento chama a atenção para os fatores a serem verificados para mitigação dos riscos de contágio. Um exemplo de esporte que está testando uma reabertura lenta e gradual está o BMX nos EUA, que tem liberado a prática e as competições em alguns estados.

Varejo, indústria e esporte se adaptam em um mundo que sai pedalando da quarentena

Lições do Recife com mais bicicletas e pessoas nas ruas

As análises do futuro das cidades apontam uma fuga do transporte público na saída da quarentena. Nesse cenário, se destaca a importância do melhor meio individual de transporte. De Berlim a Bogotá, cidades ao redor do mundo estão investindo na bicicleta como solução. Cali é outro exemplo colombiano do uso da bicicleta para a retomada pós-coronavírus. No Brasil, Recife tem aproveitado o momento de isolamento social para tirar rotas cicloviárias do papel. Serão três novos caminhos para ciclistas até o fim de maio. Já nos EUA, ruas mais calmas são um benefício duplamente positivo, restringem a circulação desnecessária de carros e abrem espaços para as pessoas respirarem. Portland, Oakland e Nova Iorque são apenas alguns dos exemplos.

É preciso garantir um legado para a bicicleta

Ciclofaixas provisórias são uma excelente solução para o enfrentamento da pandemia.  E os ciclistas em Curitiba pedem as suas. Os benefícios para a sociedade são claros e valem a pena para o poder público. O Reino Unido também é palco para esse tipo de ativismo. Na Escócia, por exemplo, o uso da bicicleta dobrou de maneira espontânea e o governo se comprometeu a investir £10 milhões (R$ 70 milhões) em infraestrutura para os transportes ativos, com alargamento de calçadas e ciclofaixas. O desafio é garantir que as políticas de curto prazo gerem benefícios para depois que a quarentena acabar.

A tandem do distanciamento social

Um fabricante de quadros personalizados resolveu propor a tandem do futuro. Trata-se de uma bicicleta de dois lugares com absurdos 4,3 metros de comprimento. Bastante anti-prática e com uma aparência quase assustadora, a bicicleta é a representação visual perfeita das regras de distanciamento entre as pessoas que precisará ser respeitada quando o confinamento for suspenso. Nas palavras de seu criador é um projeto que envolveu o uso preciso de uma esmerilhadeira angular, soldagem ao acaso e confiança na esperança e boas intenções como elementos estruturais.

Queda de faturamento e aumento em serviços

O retrato do varejo de bicicleta feito pela Aliança Bike apontou queda de mais de 50% no faturamento e grande aumento na procura por serviços de manutenção e venda de rolos para treino. Foram 161 entrevistas em 17 estados brasileiros. De forma geral, a classificação das oficinas de bicicleta como serviços essenciais garantiu que a maioria das participantes na pesquisa permanecessem abertas (86%). Houve quem viu aumento na demanda (57,7%) em alguns produtos ou serviços: a venda de rolos de treinamento cresceu 250%, assim como a procura por revisões de bicicleta (24%) e a venda de bicicletas inteiras (20%). Para sobreviver ao período de confinamento, com o qual a maioria concorda (64%), a quarentena foi utilizada para organização interna e férias coletivas. Um sentimento geral prevalece, 82% dos entrevistados acreditam que o comércio de bicicletas já pode voltar a funcionar.

Venda direta e outras adaptações do mercado

Lojistas no Reino Unido que investiram no apoio aos trabalhadores essenciais têm surfado bem o crescimento na demanda. Mas uma gama enorme de soluções têm sido pensadas e implementadas como um todo. Novas lojas online, como a Selle Italia na Espanha. Entregas grátis no B2B (Business-to-business) por parte da Magura, que também passou a fabricar visores para profissionais da saúde, o que também foi feito pela fabricante de óculos Tifosi. Mas a grande tendência está mesmo em novas formas de distribuição. A empresa de suplementos OTE Sports é mais uma a fazer a transição para a distribuição direta para lojistas. Uma estratégia mais ampla tem sido feita pela Specialized na Europa, com venda omnicanal de seus produtos, tudo com apoio dos revendedores da marca. O fundador da marca norte-americana está otimista com as possibilidades para o futuro, como mais consumidores procurando a bicicleta assim que as medidas de quarentena forem relaxadas ao redor do mundo.

Adiamentos de feiras na Europa

No Brasil, o Encontro de Negócios Cyclomagazine e Bike Brasil de 2020 aconteceu logo antes das medidas de quarentena. Já o Shimano Fest, realizado tradicionalmente em agosto, foi transferido para dezembro. Na Europa, o London Bike Show 2020 foi cancelado e a próxima edição será em março de 2021. Já a maior feira do setor, a Eurobike, está marcada para setembro com um tamanho bem menor sem teste de produtos e tão pouco um dia para o público em geral. Adaptações em tempos de pandemia.

A França vai sair do confinamento pedalando

Com o fim do confinamento anunciado para 11 de maio, a França está em uma corrida contra o tempo. O plano é garantir que a maior parte dos franceses possa voltar a trabalhar e que as oportunidade de contágio pelo novo coronavírus sejam as menores possíveis. Para conciliar as duas necessidades todas as esferas de governo estão empenhadas em incentivar o uso da bicicleta, o melhor meio de transporte urbano e que garante o necessário distanciamento entre seus usuários. O plano é amplo, com vale e €50 (R$ 302) para consertos de bicicletas, abertura de ruas para as pessoas e expansão da malha cicloviária. Só em Paris a meta são 650 quilômetros. Londres é outra metrópole que já se prepara para o pós-pandemia, o entendimento por lá e de que 8 milhões de viagens diárias a menos terão de ser feitas no transporte público, para diminuir a superlotação. A solução também irá passar pela bicicleta. Infelizmente a pressão de ciclistas no Brasil, em especial em São Paulo, ainda não mobilizou o poder público.

Mulheres contam a transformação ciclística de Bogotá

Bogotá, capital e maior cidade da Colômbia, é um exemplo de planejamento cicloviário. O mais recente resultado positivo são os 35 quilômetros de ciclofaixas temporárias para os deslocamentos essenciais durante a pandemia. Mas a cidade ainda está longe de ser o paraíso urbano para todas as pessoas interessadas em pedalar. A agressividade no trânsito, uma cultura machista de opressão às mulheres são problemas cotidianos para todas que pedalam. Felizmente uma prefeita com o entendimento claro do papel da bicicleta em favor da vida das pessoas tem feito a cidade melhor para ciclistas e por extensão, para toda a população.

Pandemia fará da bicicleta e do caminhar o novo normal

As cidades que começam a se reabrir para a vida pós-confinamento têm na bicicleta um traço em comum. Com a prevista fuga de passageiros do transporte público, governantes precisam ser criativos na elaboração de alternativas. Na China as bicicletas públicas já voltam a povoar a paisagem, um exemplo de como o futuro urbano demanda pedaladas rumo às necessárias mudanças. O momento é agora para que o mercado da bicicletas e ciclistas pressionem para garantir cidades mais cicláveis na saída da quarentena.

Crescimentos e perdas no primeiro trimestre

O primeiro trimestre para a indústria global de bicicletas já sentiu os primeiros efeitos da pandemia. Os impactos no setor foram, no entanto, variáveis. A Garmin teve resultados positivos, puxados pelas vendas de equipamentos de treino inteligentes. Já a Shimano apresentou queda de 15,4% nas vendas e de 26,1% nas receitas. Outra grande do setor, a Thule apresentou resultados sólidos e prevê crescimento sustentado.

Os impactos da pandemia no mercado esportivo mundial

A pandemia deixou até agora um grande rastro de interrupções na cadeia produtiva com a diminuição nos pedidos e falta de insumos e trabalhadores. É esse o retrato de uma pesquisa feita pela WFSGI (Federação Mundial da Indústria de Produtos Esportivos). Os impactos, no entanto, foram sentidos de maneira bem distintas ao redor do planeta. A maior parte das interrupções na cadeia de produção estão localizadas no extremo oriente, enquanto a América Latina como um todo viu uma redução na movimentação de apenas 10% até agora. Por aqui, a queda de pedidos foi menor do que em outras partes, 30%, contra até 90% de diminuição na Europa e América do Norte. Apesar dos impactos negativos no presente, quando se chega nas perspectivas para o futuro, a visão é bastante positiva. A esperança de 70% dos entrevistados na pesquisa é que os produtos amigos do meio ambiente sejam a grande tendência para depois da pandemia.

Indústria brasileira em geral mergulhada na incerteza

A indústria brasileira como um todo luta para sobreviver à pandemia. Em São Paulo, 63% delas só tem caixa para honrar seus compromissos por mais um mês. Já no Pólo Industrial de Manaus, que não chegou a ficar totalmente paralisado, cerca de 50 mil trabalhadores voltaram ao trabalho. A retomada das atividades acontece em meio ao colapso funerário e sanitário na capital do Amazonas.

Os riscos de falta de baterias pode atingir as bicicletas

Com a importância da China na cadeia de baterias para veículos elétricos, o mercado tem se preparado para uma queda de 10% na produção. O resultado negativo é previsto por conta do processo de recuperação econômica nas regiões produtoras chinesas, fortemente afetadas pela pandemia. A previsão de crescimento de vendas de bicicletas elétricas torna o cenário ainda incerto, some-se a isso o domínio chinês do mercado global de baterias. Até 2029, 88 das 115 superfábricas de baterias previstas para serem construídas estão em território chinês.

Cidades ajustam cobrança de impostos

Impostos federais tiveram seu pagamento postergado e alguns setores contaram com descontos. Mas na esfera municipal as regras ainda variam enormemente. Juiz de Fora, no interior de Minas Gerais, aprovou projeto de lei que suspende cobrança de juros e multas dos impostos municipais. Já Goiânia brigou na justiça, e obteve decisão favorável, para que uma empresa honrasse seus compromisso com o fisco da cidade.

Bancos estão avessos a empréstimos

O governo aliviou a tributação sobre os lucros de bancos em meio a pandemia, mas o horizonte não é nada favorável. Mesmo com resultados positivos e lucros, a situação atual é  prenúncio de um futuro sombrio. O movimento geral do setor é de se prepararem para o calote, foram R$ 21,7 bilhões separados para esse fim.

Áustria e Alemanha subsidiam cargueiras

Pensar local e de maneira sustentável é a grande lição que a pandemia nos ensina. Cidades ao redor do mundo têm buscado caminhos de promover soluções inteligentes. Na Alemanha e na Áustria, um levantamento apontou que já são mais de 60 governos locais que subsidiam a compra de bicicletas cargueiras para indivíduos e empresas. Com fundos que variam de alguns milhares, até quase 2 milhões de euros, cidades e estados arcam com o custo de aquisição de bicicletas cargueiras. Benefício para as pessoas, as cidades e fortalecimento de um mercado de ciclologística ainda em consolidação.

Ciclismo virtual até sem rolo inteligente

Com participação de equipes do WorldTour e amadores pedalando a distância de um Tour de France direto da sala de casa, o mundo virtual é o “ciclismo possível” dessa quarentena. Mas os rolos inteligentes, mesmo custando mais de R$ 5.000 no mercado nacional, estão com uma lista de espera de meses. Então quem quer dar umas pedaladas virtuais com amigos ou em competições precisa improvisar. É possível até fazer o próprio rolo de garrafa pet, mas não precisa tanto. A combinação de bicicleta ergométrica ou rolo simples e medidor de cadência já permite a qualquer ciclista entrar no mundo virtual.

Calendário de ciclismo brasileiro adiado novamente

O agravamento da pandemia de covid-19 no Brasil fez com que a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) determinasse um novo adiamento no calendário de provas. O calendário nacional, que estava suspenso até 30 de abril, agora ficará pausado até 01 de agosto.

UCI divulga atualização de datas

O novo calendário do WorldTour para 2020 começa com a Strade Bianche na Toscana. A largada feminina e masculina acontece em 01 de agosto. Uma grande novidade é uma edição feminina do Paris-Roubaix. Mesmo a divulgação de novas datas ainda não tirou o calendário das incertezas. O Tour de France segue “complicado“, com o risco de ser uma edição de “portas fechadas”, o que certamente não impediria multidões de ao menos tentar assistir. De concreto nas grandes voltas irão se concentrar em um espaço curto de tempo, com o Giro d’Italia e a Vuelta a España se sobrepondo. Além do calendário UCI ainda sem garantias, as Olimpíadas em 2021 também podem estar na berlinda se não houver uma vacina para o novo coronavírus antes da cerimônia de abertura.

A luta de atletas pela sobrevivência das equipes

Enquanto as equipes lidam com o desafio de manter seus atletas competitivos, o próprio modelo de negócio do ciclismo começa a ser questionado. A dependência do Tour de France fez com que David Brailsford, chefe da equipe Ineos, levantasse a voz. Os cortes de salários e fuga de patrocinadores são certamente indicativo de crise. Mas isso não impediu John Lelangue, da Lotto-Soudal, de apostar que a maneira de funcionar das grandes equipes nos últimos 50 anos pode continuar a mesma. Enquanto isso, longe dos holofotes do WorldTour, a união caracteriza as categorias menos prestigiadas. Ciclistas paralímpicos da seleção espanhola se uniram para puxar uma campanha de arrecadação de fundos para compra de material para combater o coronavírus. Já as atletas da equipe feminina Bigla-Katusha investiram suas forças em uma campanha de financiamento coletivo para manter a equipe viva, já que os patrocinadores não irão seguir apoiando as atletas.

O desafio da quarentena para amadores e profissionais

Com um calendário incerto, a primeira consequência é uma quebra na rotina de treinos. Mas a verdade é que a preparação psicológica sempre foi um componente fundamental para atletas. Henrique Avancini, nosso grande nome no MTB, falou sobre os fatores psicológicos e  também lista documentários e séries para assistir. Nino Schurter, grande rival de Avancini, tem seu treino de força para buscar estar mais preparado, rápido e forte. Sejam profissionais ou amadores, o desafio dos atletas para se manterem ativos é grande.

Aumento de vendas de bicicletas e cidades melhores podem vir no pós-pandemia

OMS recomenda bicicletas durante a pandemia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) endossou a importância da bicicleta para quem precisa se deslocar pelas cidades em um busca de prevenir ou desacelerar o contágio pelo novo coronavírus. As orientações vêm de diversas fontes são mais um motivo para que as administrações municipais expandam a malha cicloviária, provisoriamente e de maneira definitiva quando a pandemia arrefecer.

Redução de velocidade nas ruas se espalha pela Europa

A atual pandemia de coronavírus está ajudando muitos países a aplicar o melhor tratamento para diminuir as mortes e ferimentos no trânsito. Por todo o continente europeu medidas de redução dos limites de velocidade têm sido adotadas. Desde uma redução geral em 10 km/h na Polônia até os 20 km/h nas ruas de Bruxelas. Velocidades menores significam menos mortes no trânsito, além de menos feridos que demandam leitos hospitalares.

Uma visão de futuro na mobilidade pós pandemia

A necessidade de distanciamento social deixou ainda mais claro que as cidades precisam serem repartidas de maneira mais justa e que privilegie as pessoas. O ambiente urbano sempre foi o mais afetado por epidemias anteriores e o atual contexto levanta com ainda mais clareza a necessidade de retomada das ruas por pedestres e bicicletas. Cidades ao redor do mundo já aprenderam a lição que o coronavírus nos deu e estão preparando um plano de choque para construir uma nova mobilidade. Nova Iorque é apenas um dos exemplos que ajudam a contar a história de que ruas mais seguras para pessoas são uma demanda atemporal.

Os impactos do coronavírus nas bicicletarias brasileiras

A convite da Aliança Bike, um grupo de lojistas se reuniu em uma live para contar suas experiências e expectativas para o futuro após um mês de lojas fechadas. Além do bate-papo, foram divulgados em primeira mão os resultados da pesquisa Impactos da crise do coronavírus para as lojas de bicicletas.

Bicicletas são o novo papel higiênico

Por ora a demanda é mesmo por consertos nas bicicletas, em especial para atender aos entregadores. Na Austrália, onde a pandemia já arrefeceu, o desejo das pessoas por exercícios físicos transformou a bicicleta no novo papel higiênico, com um grande aumento de vendas. São as compras corona de quem busca estar mais ativo. Mas estudos também têm mostrado que os britânicos têm feito compras locais enquanto ainda permanecem em quarentena.

Os destaques em inovação da Taipei Cycle Show

Mesmo sem uma edição presencial, a Taipei Cycle manteve sua premiação para os produtos mais inovadores. Destaque para as inovações em elétricas, freios, inclusive uma versão hidráulica a disco voltada para bicicletas cargueiras. Teve ainda um pneu ecológico a base de dente-de-leão e uma bicicleta ergométrica perfeita para as plataformas de treino e competição online.

IBGE cria nova classificação industrial para elétricas

Com auxílio da Aliança Bike, o IBGE irá mapear a produção de bicicletas elétricas em sua Pesquisa Industrial Anual. O levantamento será possível por conta da criação de um código PRODLIST próprio para as elétricas e que já vale a partir de 2020. A classificação terá equivalência com a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e Classificação Central de Produtos (CCP) das Nações Unidas. Trata-se de uma importante iniciativa na produção de dados para o setor e um reconhecimento de que as bicicletas elétricas merecem tratamento próprio, mais próximas das convencionais e cada vez mais distantes das motocicletas.

Qual o papel das super pedelecs?

As “speed pedelecs”, ou elétricas classe 3, são veículos com motores de até 750 w com uma assistência capaz de levar os ciclistas a velocidades de até 45 km/h. Com regras que variam de acordo com cada país, essas super pedelecs são vistas por muitos como inseguras para as ciclovias e trilhas compartilhadas com outras bicicletas e pedestres. Como regra geral, são veículos que fazem mais sucesso quanto mais flexível é a legislação local em relação ao seu uso. No Brasil, motores a partir de 351 watts já são classificadas como ciclomotores e precisam estar emplacadas e requerem habilitação especial dos condutores. Dentre as vantagens que seus defensores trazem é que as velocidades maiores fazem das pedelecs mais potentes concorrentes melhores do uso do automóvel, capazes de cumprir longas jornadas de maneira mais rápida e limpa.

Resumo das alterações no pagamento de impostos

Março de 2020 teve a pior arrecadação de impostos em 10 anos e a baixa na atividade econômica ainda deve forçar o governo a aliviar a cobrança das empresas. Ao que tudo indica, as batalhas direto na justiça não são um bom caminho, em SC desembargador negou pedido de uma empresa para postergar impostos. O que já está valendo é que todos os impostos pagos por meio de DAS foram postergados, tributos com vencimento em abril, maio e junho, foram adiados para outubro, novembro e dezembro. A medida na prática irá gerar dois boletos em um mesmo mês. Como a tributação brasileira está centrada no consumo, a perda de arrecadação do governo precisar ser compensada por outras fontes, aumentar impostos está fora de cogitação, restará ao governo se desfazer da poupança pública para ajudar os mais vulneráveis.

Europa lidera transformação urbana em favor da bicicleta

No pós-quarentena, Paris irá investir 300 milhões de euros em ciclovias e ciclofaixas. O novo plano de mobilidade da capital francesa irá começar com rotas cicloviárias temporárias em trajetos paralelos as maiores linhas de metrô da cidade, na superfície, naturalmente. O funcionamento dessas estruturas irá acontecer logo que as medidas de confinamento forem relaxadas a partir de 11 de maio. Em Milão as bicicletas também serão uma resposta para atender a necessidade de deslocamentos pós-quarentena. Na cidade italiana a ambição também é adotar a bicicleta como parte do plano audacioso de diminuir o uso do automóvel particular. No Brasil, a bicicleta como política pública durante e após a pandemia ainda não é realidade. Em um bom momento para expandir ciclofaixas temporárias, Ribeirão Pires, cidade na Região Metropolitana de São Paulo, suspendeu a ciclofaixa de lazer aos domingos e feriados, e segue sem oferecer qualquer alternativa para os deslocamentos essenciais durante a semana. Outro exemplo do que não fazer é a suspensão de cobrança de estacionamento nas ruas, que tem acontecido em diversas cidades do ABC paulista.

Ativistas pressionam por mais ciclovias

Quem promove a bicicleta segue firme no propósito de incentivar que mais pessoas pedalem. Uma das atitudes é pressionar por soluções rápidas e baratas, como foi feito em Portland nos EUA. Em São Paulo a pressão é para que a prefeitura mantenha os planos e expansão da malha cicloviária, promessa anterior a pandemia, mas que também ofereça respostas rápidas para quem ainda precisa circular.

Prêmio reconhece iniciativas em favor da bicicleta

Pelo sétimo ano consecutivo, a Associação Transporte Ativo premiou as melhores iniciativas na promoção ao uso da bicicleta no Brasil. Para a edição de 2020 foram 267 propostas inscritas que foram avaliadas por uma comissão julgadora composta por 16 pessoas. As categorias foram: ação educativa, levantamento de dados e empreendedorismo. Em todas foi escolhida uma iniciativa vencedora e duas menções honrosas. A pesquisa de Perfil dos ciclistas entregadores de aplicativo, conduzida pela Aliança Bike, foi a vencedora na categoria levantamento de dados.

Marcas se voltam para EPIs para profissionais de saúde

Os exemplos de adaptação de marcas aos novos tempos da pandemia continuam. A fabricante taiwanesa Tern fez uma parceria com uma fabricante de caixas acrílicas de proteção de médicos. Fabricantes de capacetes se uniram e formaram a Goggle for Docs (óculos para doutores), uma iniciativa de destinar óculos de proteção de ski para uso médico.

Cicloturismo representa sustentabilidade para o futuro

O mundo certamente será outro depois que a pandemia passar. Muito afetada pelas restrições de viagens, a indústria do turismo certamente é uma que terá de se reinventar. Desbravar o mundo pedalando é uma aventura que certamente irá se expandir no futuro em que o baixo custo financeiro e o baixo impacto ambiental precisarão seguir juntos. Resta adaptar nossas estradas para a bicicleta.

Governos estaduais e Senado buscam auxiliar empresas

Iniciativas estaduais têm buscado amparar as empresas durante a atual crise sanitária. No Rio de Janeiro foi sancionada lei que facilita concessão de crédito e incentivos fiscais a empresas fluminenses. Já em Mato Grosso, foram prorrogadas “obrigações acessórias”, como por exemplo o pagamento do IPVA 2020 e do ICMS das empresas optantes pelo Simples. Na esfera federal, foi posta em votação e aprovado texto do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) para o desenvolvimento e fortalecimento dos pequenos negócios. Na prática, serão concedidos R$ 10,9 bilhões de crédito a serem pagos sob juros de 3,75% ao ano.

Polícia nos EUA lança força tarefa antifurto de bicicletas

O registro de bicicletas é uma das soluções para ajudar a diminuir os furtos. Uma parceria entre um aplicativo de registro, uma fabricante de trancas em U e a polícia visa proteger as bicicletas de ladrões. O programa é simples, ciclistas se cadastram no aplicativo e se apresentam na delegacia. Os 50 primeiros ganham uma tranca de aço e ainda podem testar como é fácil cortar o cabo dos modelos mais simples de tranca.

A gameficação do ciclismo e o sucesso de amadores

Em tempos de pandemia, o ciclismo virtual se tornou realidade e trazem a bicicleta para o mundo dos videogames. Uma curiosidade é que, mesmo com todo o treinamento e preparo, atletas profissionais muitas vezes não tem o mesmo rendimento que amadores nas simulações. A conclusão parece bastante óbvia, a gameficação do ciclismo indoor criou um novo esporte. Abre-se assim uma novo horizonte de possibilidades, com treinamento remoto de atletas. Outra interseção possível entre as plataformas digitais e o mundo real é para ajudar a descobrir novos talentos, algo que já está sendo feito pela equipe British Cycling.


Contratos ameaçados e outras riscos para o ciclismo

Um orçamento mais enxuto em 2021 é uma certeza para as grandes equipes do ciclismo mundial. Mas a situação é ainda mais dramática com a iminente fuga de patrocinadores, são cerca de 200 atletas de elite com contratos que se encerram ao final de 2020 e sem perspectivas de renovação. O horizonte geral é de ameaça de quebradeira. Um exemplo é a CCC Team que irá perder o apoio do banco polonês que dá nome à equipe. Outro exemplo é a suíça Bigla-Katusha, o esquadrão feminino já ficou sem os repasses da Katusha (fabricante de vestuário) em março e a Bigla (fabricante de móveis) também pediu para retirar o apoio. A situação no Brasil está longe de ser animadora, o único alívio oficial por enquanto veio da aprovação no Congresso da inclusão de profissionais do esporte em auxílio emergencial de R$ 600.

Treinos vão ser liberados na Europa

Os atletas francesas primeiro avisaram que não iriam participar do Tour caso não pudessem treinar ao ar livre o quanto antes. O relaxamento da quarentena na França, Itália e Espanha foi uma primeira boa notícia. Mesmo liberados a ganharem as estradas francesas para treinos a partir de 11 de maio os ciclistas ainda têm muitas preocupações pela frente. A principal delas é que o ministro da saúde francês foi bem claro ao declarar que o cancelamento do Tour 2020 “não será o fim do mundo”. A afirmação vem na esteira da preocupação de especialistas com os grandes riscos à saúde pública de se realizar uma grande volta. Para os atletas o calendário apertado, com as grandes provas com duração normal não faz sentido, mas a realização das corridas é a única garantia de sobrevivência do esporte.

Fernando Alonso conta seu fracasso no ciclismo

Não foi fácil e não foi barato, assim o ex-piloto de F1, Fernando Alonso, resumiu sua tentativa de entrar no mundo do ciclismo. A aventura começou em 2013 com os planos de assumir a Euskatel, que acabou saindo do WorldTour. Alonso voltou mais uma vez a sonhar com sua própria equipe no ano seguinte, com o apoio dos Emirados Árabes Unidos no valor de um compromisso de 100 milhões de euros. Mais uma vez os planos fracassaram e os Emirados acabaram por apoiar uma equipe que já fazia parte do WorldTour. Atualmente a presença da Fórmula 1 no ciclismo de ponta está restrita a parcerias e patrocínios.

Ciclismo virtual se consolida, enquanto cidades mudam para melhor

Pesquisa mapeia impactos da pandemia

Um questionário curto irá mapear os impactos da pandemia do novo coronavírus no setor de bicicleta. Os dados irão contribuir para que a Aliança Bike possa fazer uma análise profunda do cenário e demandar ações concretas do poder público. Os formulários para respostas estarão abertos até o dia 24 de Abril (sexta-feira).

Pandemia transforma, para melhor, as ruas das cidades

Tem vereador no Mato Grosso do Sul que aproveitou o período da crise do coronavírus para pedir remoção de ciclofaixa, mas o contexto mundial é bem diferente. A cidade de Bruxelas, na Bélgica, implementou uma zona de prioridade para pedestres e ciclistas com limite de velocidade de 20 km/h. Milão já anunciou um plano ambicioso para reduzir o uso do carro particular depois da quarentena. O maior exemplo, no entanto, vem mesmo do Reino Unido. Por lá, Londres já deu mais espaço nas ruas para pedestres e ciclistas e ativistas têm pressionado por mais. O plano é que sejam abertas ciclofaixas temporárias para quem precisa se deslocar e garantir que as ruas se tornem cada vez mais das pessoas quando a crise passar.

Calçadas mais largas e ruas para brincar

O trânsito de veículos motorizados voltou no tempo, no Reino Unido ficou igual ao ano de 1955. O espaço livre foi a deixa para que pesquisadores começassem a defender que as ruas de bairro possam ser utilizadas pelas crianças para brincar. A medida encontra eco em outras partes. Nos EUA moradores têm alargado calçadas e o poder público também investe na abertura de ruas exclusivas para pedestres e ciclistas. São maneiras de garantir um melhor uso da cidade pelas pessoas, com acesso ao lazer e distanciamento físico. Uma oportunidade capaz de construir um futuro mais verde após a covid-19.

Alemanha já reabre bicicletarias

Com o pico da curva no passado, a Alemanha já ensaia uma volta a uma nova normalidade. Parte de um grande plano nacional, a reabertura gradual do comércio já começou e as bicicletarias estão na lista de estabelecimentos permitidos. De toda forma, a realidade européia ainda segue similar à brasileira, com apenas os serviços em bicicleta permitidos. No Brasil, regras mais brandas para o confinamento só devem começar em maio, de acordo com o plano do governo do estado de São Paulo.

Produção de bicicletas na Zona Franca recua em março

A crise sanitária no Amazonas por conta do coronavírus já é a mais grave no país. Nesse cenário, a primeira consequência para o mercado já foi sentida com o recuo da produção de bicicletas em março. Os impactos futuros ainda não foram estimados, mas a produção tem sido retomada aos poucos, inclusive com conversão de linhas para fabricação nacional de respiradores.

Indústria europeia retoma lentamente a produção

A espanhola Orbea e a holandesa Gazelle são as pioneiras na retomada da produção na indústria de bicicletas. Com medidas de segurança contra o contágio implementadas, a produção vem para atender a demanda crescente. Destaque para o sistema de entrega da Gazelle, que conta com o apoio de lojistas locais para garantir a montagem. Outra saída adotada está na adequação da produção, trocando as roupas de ciclismo por vestimentas hospitalares.

Mudanças na Carf deve beneficiar grandes empresas

Uma mudança nas regras do julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) deve beneficiar grandes empresas. O Carf é o órgão do governo federal responsável pelo julgamento das multas aplicadas pela Receita. A partir de agora, acaba o voto de desempate e sempre que uma decisão colegiada terminar empatada a decisão irá beneficiar o contribuinte. A nova regra colocou em lados opostos servidores e advogados tributaristas. Enquanto quem trabalha na fiscalização acredita que as grandes empresas irão ficar virtualmente isentas do pagamento impostos, advogados acreditam que distorções nas multas serão corrigidas.

Imposto sobre doação em debate

A filantropia no Brasil representa cerca de R$ 4 bilhões em doações por ano, um mercado que sentiu o impacto da recessão entre 2014-16 e que volta agora com força para enfrentar a pandemia. Um dos impedimentos para que mais doações sejam feitas está na questão tributária. As regras no Brasil estabelecem que produtos e valores doados precisam pagar impostos. Uma saída provisória para o problema foi feita no Rio de Janeiro, por meio de um decreto que isenta as doações de impostos.

PL quer dólar de 2019 para imposto de importação

Com o dólar acima dos R$ 5, um novo projeto de lei visa beneficiar importadores. A proposta prevê que, para efeito de cálculo do imposto de importação, seja usada a cotação do dólar de 31 de dezembro de 2019. A medida visa diminuir os impactos da crise do covid-19 e terá prazo máximo de 12 meses. O custo estimado para o governo seria de cerca de R$ 12 bilhões em perdas com arrecadação.

MP que extinguiu DPVAT é extinta

A Medida Provisória (MP) publicada pelo governo federal que extinguiu o DPVAT (Danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre) perdeu validade. Na prática, o seguro volta a ser obrigatório e quem não pagou a taxa esse ano deve pagar. Como a extinção estava em debate na justiça, as indenizações continuaram a ser pagar normalmente.

Incidência política em meio a pandemia

O governo espanhol já tem trabalhado para promover a bicicleta para depois da quarentena. A visão é bem clara, pedalar é a maneira de se mover mais segura para manter o distanciamento de outras pessoas. Mas outros países enfrentam desafios distintos. Nos EUA, organizadores de eventos de triathlon e ciclismo pedem diretamente ao Congresso um pacote de apoio para o setor. Para além do suporte para lidar com a crise no presente, também é preciso pensar nos estímulos quando a situação melhorar e em rever as restrições de circulação impostas aos ciclistas em alguns estados durante a quarentena. Para um presente e um futuro urbano melhores, cresce o apoio para medidas de transformação urbana.

Mercado de elétricas deve seguir em crescimento

A dimensão dos impactos da pandemia no mercado mundial de bicicletas ainda não está clara. Mesmo assim, as últimas previsões específicas do mercado de elétricas seguem otimistas. Com números agregados para pedelecs, ciclomotores e motocicletas, um estudo recente prevê um valor de mercado estimado em US$ 36 bilhões (R$ 192 bi) até 2026. Trata-se de um crescimento relevante comparado aos US$ 16,88 bilhões (R$ 90,04 bi) de 2018.

Ativistas pedem que motoristas reduzam a velocidade

Com ruas livres, a velocidade se tornou um problema ainda maior. Para relembrar motoristas sobre a importância de ir devagar, entidades têm feito campanhas de conscientização. As iniciativas, por hora, são apenas pedidos, mas certamente mereceriam o status de políticas públicas. Para saber mais sobre a pandemia e a mobilidade em bicicleta, a União de Ciclistas do Brasil tem atualizado periodicamente seu observatório com notícias sobre o tema.

Mercado de software de logística deve dobrar até 2026

Com o crescimento do e-commerce e da demanda por entregas expressas, o mercado de software para o último quilômetro espera um crescimento expressivo para os próximos seis anos. A expansão maior deve se concentrar nos serviços em nuvem que possibilitem a gestão de entregas sem uma infraestrutura própria dentro da empresa de delivery. Em números, o mercado global desse tipo de serviço deve passar de US$ 5,382 milhões em 2018 para US$ 10,789 milhões até 2026.

Mesmo com resistência, ciclismo virtual se consolida

Com a população mundial isolada em casa, os atletas têm se voltado para os rolos de treino. Peter Sagan é um dos profissionais que ainda resiste ao virtual e Rohan Dennis chegou a excluir postagens em redes sociais depois de fugir do confinamento. Mas o Giro d’Italia Virtual é mais um dos indicadores que o ciclismo e a tecnologia estão vivendo um momento de consolidação. Em parceria com a Zwift, líder na simulação de pedaladas, Geraint Thomas conseguiu arrecadar 360 mil euros para o combate ao coronavírus em uma pedalada de 1220 quilômetros.

Tour em agosto, Vuelta em setembro e Giro em outubro

A UCI prorrogou o prazo de suspensão de provas. Todos os eventos ficam suspensos até 1 de julho e o calendário do WorldTour até 1 de agosto. O calendário completo, com as provas femininas, só deve ser anunciado em maio. Nas Grandes Voltas, alguma insatisfação com um Giro mais curto em outubro e patrocínio da Bianchi. A Volta da Espanha também deve ser abreviada e ficou para setembro, com o risco de intercalar com o Giro. O maior objetivo sempre foi evitar a catástrofe de um cancelamento do Tour de France, prova maior do WorldTour. A visão geral era de colapso de todo o setor com a fuga de patrocinadores e quebra de equipes.

Calendário brasileiro adiado mais uma vez

Alinhada a UCI, a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) também prorrogou o adiamento de todo o calendário nacional de provas. A medida garante que as competições possam ser reagendadas ou canceladas sem prejuízos para os organizadores. Em relação ao triathlon, o Ironman 70.3 Rio de Janeiro foi cancelado.

Apesar dos desafios, o futuro é de otimismo

Os impactos hoje e saídas para o pós-pandemia

A previsão ainda é incerta, mas o Brasil não deve voltar ao normal ao menos até agosto, mas para que esse cenário se concretize, as restrições de circulação devem seguir por mais tempo. Em um cenário onde os impactos da pandemia no varejo brasileiro já foram significativos significativos em março, o futuro é preocupante. Levantamento da Cielo apontou queda no faturamento nominal em todas as categorias, com serviços e bem duráveis registrando perdas semanais de até 80%. A primeira saída da crise é sobreviver a ela, mas também é preciso planejamento para o futuro. No varejo como um todo, quem investiu no comércio online antes, está mais bem posicionado agora. De maneira prática, a cidade de Amsterdã busca construir uma nova visão de cidade que incorpore a sustentabilidade para superar a crise. A teoria da rosquinha pode entrar em prática por lá, uma teoria econômica focada na prosperidade e não no simples crescimento..

Pedalar e correr ao ar livre representa risco de contágio

Com comércios e escritórios fechados, a circulação de pessoas no estado de São Paulo diminuiu bastante. Os números no entanto estão aquém do necessário, a meta para frear o vírus é de 70% e a média estadual ficou em 59%. Um estudo belga pode ser mais um incentivo para que as pessoas fiquem em casa, e evitem até mesmo aquela pedalada ou corrida “para respirar”. Suspenso no ar, o vírus tem capacidade de contaminar o ar ao redor de corredores e ciclistas em uma distância muito maior do que se poderia esperar.

Pandemia faz mudar o perfil de consumo no mundo

O coronavírus já mudou o perfil de consumo no mundo. Destaque para um aumento de 91% nas vendas online nos EUA. Por lá, o setor de supermercados, com foco nos bens não-duráveis, registrou um pico em meados de março e entrou em declínio a partir de abril. As restrições de circulação fizeram com que todos os outros setores registrassem quedas significativas. Já na Espanha, as prioridades também mudaram e consertar equipamentos entrou na pauta do dia, destaque para o crescimento das buscas por exercícios online e dietas.

No Brasil, pico em março e previsão de perdas futuras

A terceira semana de março foi uma “Black Friday” fora de época, mas a tendência é mesmo a desaceleração. Alimentos, farmácias e brinquedos tiveram crescimento nas vendas online. Além disso. houve crescimento de 140% no e-commerce das pequenas e médias empresas. O cenário geral no entanto, é desolador. Diminuição de R$ 138 bi do varejo em 2020 de acordo com a FecomercioSP, já o Banco Mundial aponta retração do PIB brasileiro da ordem de 5%. O cenário global é da maior recessão desde 1929.

Ativistas destinam bicicletas para quem mais precisa

medo do contágio é a tônica de quem precisa continuar na rotina sofrida das ruas. Mas tem até vencedor de etapa do Tour de France que se tornou courrier para entregar compras para quem mais precisa. Fortalecer as pessoas é fundamental, justamente por isso, uma organização de ativistas nos EUA tem aproximado bicicletas paradas de trabalhadores essenciais. A iniciativa visa dar mobilidade a quem precisa se locomover em tempos de pandemia. No Brasil, a população mais vulnerável tem contado com um coletivo de ciclistas que pedala pelo centro de São Paulo dando apoio às pessoas em situação de rua.

Treinos e habilidades em bicicleta para pequenos espaços

Mesmo que algumas pessoas ainda insistam em pedalar ao ar livre para o lazer, a rotina de atividades físicas já ficou para trás. É preciso adaptação e principalmente buscar maneiras de manter-se ativo, as consequências para a saúde física e mental são claras. Muitas dicas de treino de ciclistas são um primeiro passo. Dá também para praticar novas habilidades em família, tudo para se manter em forma.

Como o coronavírus altera a rotina das oficinas

As oficinas de bicicleta que ainda conseguem funcionar durante a pandemia seguem um protocolo parecido. A higienização é feita na chegada e na saída das bicicletas, os serviços são sempre agendados e as coletas e entregas feitas em domicílio. Mudanças recentes nas regras de abertura do comércio em Santa Catarina já alteraram o funcionamento de bicicletarias naquele estado.

Otimismo com o pós-crise nos EUA

Grandes marcas dos EUA têm uma visão otimista do pós-crise. Mike Sinyard, fundador da Specialized, acredita que o pico de vendas veio para ficar. Mesmo em meio a crise mais séria que já viu, John Burke, presidente da Trek, aposta em um cenário de que os melhores dias para a bicicleta ainda estão por vir. Com restrições de funcionamento variando de acordo com a região, os resultados no varejo da bicicleta norte-americano é diverso e as dificuldades para recebimento de auxílio do governo são uma realidade.

Marcas adaptam vendas diretas para ajudar lojistas

A pandemia mundial representa um enorme desafio de adaptação para fabricantes e lojistas em busca de novas soluções. A criatividade está nas lojas online. Com a impossibilidade de direcionar compras no site das marcas para coleta em uma loja, a Raleigh, por exemplo, optou pela entrega direta ao consumidor, mas a comissão aumentou e é paga aos lojistas. Uma marca de acessórios implementou um sistema diferente, assume a entrega direta no endereço do cliente, sem que a encomenda passe pela loja. A inglesa Brompton também seguiu nesse caminho, a bicicleta vai do fabricante para a casa de quem compra. Soluções comuns no Brasil também têm sido testadas, a Canyon optou pelo parcelamento sem juros, uma modalidade pouco comum no exterior. O importante é sobreviver e, sempre fazer uma reavaliação do negócio e até mesmo buscar por empréstimos se necessário.

Parktool aposta no EaD, Bicycling encerra atividades

A Escola Park Tool, que oferece treinamento para mecânicos e lojistas, lançou sua ferramenta de ensino a distância (EaD). Os cursos são divididos em módulos, do iniciante ao que foca na gestão do negócio, passado pelo treinamento em bicicletas elétricas. A iniciativa garante relevância e visibilidade para a escola em um momento tão difícil. Infelizmente a crise representou uma perda forte demais para a editora Rocky Mountain que irá descontinuar a  publicação das revistas Bicycling, Runner’s World e Women’s Health no Brasil. A única publicação sobrevivente e a Go Outside.

Organizações mapeiam bicicletarias no Reino Unido

Das 2.200 bicicletarias do Reino Unido, cerca de 200 estão total ou parcialmente abertas. A informação está na base de dados organizada por duas organizações que têm mapeado o funcionamento desse serviço essencial. O convite continua aberto para que lojistas do Reino Unido se cadastrem e potenciais clientes possam saber a quem procurar em uma emergência ciclística. A única outra alternativa, na terra da Rainha, seria chamar o “Bicycle Repair Man“, personagem clássico do grupo de humor Monty Phyton.

Vela Bikes investe na produção de máscaras

Comum em outros mercados, a conversão da linha de produção também já é realidade no Brasil. A Vela Bikes soube dos efeitos do coronavírus primeiro através de seus fornecedores na Ásia, mas foi só quando a pandemia chegou ao Brasil que os impactos foram sentidos na pele. Com a linha de produção parada e muitos funcionários de férias ou em home office, a empresa decidiu investir na fabricação de máscaras de proteção. Após um pequeno investimento em equipamentos e até na contratação de pessoas, a empresa vende os equipamentos de proteção a preço de custo e com entrega gratuita para todo o Brasil.

Alívio tributário em meio a pandemia

As medidas anunciadas até agora pelo governo para manter as empresas vivas ainda são insuficientes. Por ora, uma das principais dificuldades das empresas está na obtenção de financiamentos bancários com verba do BNDES. Alívio concreto mesmo vem pelo adiamento de impostos, um volume de R$ 82,2 bilhões que poderão ficar no caixa das empresas nos próximos meses. Impostos municipais e tributação de variações cambiais também estão na pauta. A alta volatilidade do dólar permita que empresas importadoras revejam o sistema de tributação. Já na cidade de São Paulo, a justiça negou pedido conjunto de oito empresas pedindo isenção de ISS e IPTU.

Plano de SC é declarado parcialmente inconstitucional

Decisão do Superior Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional dois artigos do plano cicloviário do estado de Santa Catarina. A decisão definiu que os artigos 4º e 11º  da lei “invadem o campo da competência privativa da União” ao conceituarem elementos do trânsito e especificarem formas de sinalização de infraestrutura cicloviária. Promulgada em 2010, a lei segue em vigor, apesar da ação direta de inconstitucionalidade que só se aplica aos dois artigos em questão.

Como a bicicleta pode ajudar durante a pandemia

Na Espanha, as restrições de combate ao coronavírus atingiram em cheio as bicicletas. As compartilhadas foram proibidas de funcionar em Madrid e Barcelona e pedalar nas ruas está proibido desde março. A associação de ciclistas espanhola ConBici tem defendido uma outra lógica, a bicicleta precisa ser incentivada como transporte seguro contra a transmissão do vírus. No Reino Unido, o Secretário de Saúde recebe pedido para continuar permitindo atividades físicas ao ar livre, uso da bicicleta inclusive. Ficar em casa é sempre mais seguro, mas é inegável que a bicicleta tem um papel fundamental agora e pode ser responsável por manter o ar limpo e salvar mais vidas no futuro.

Cidades no mundo investem em ciclofaixas temporárias

Cidades ao redor do mundo tem aberto ruas para pessoas e ciclistas em meio a pandemia. A idéia é garantir espaço ao ar livre para quem precisa de um respiro em meio ao confinamento e segurança aos que ainda devem se deslocar. O exemplo maior desse tipo de medida é Bogotá, capital da Colômbia, ciclofaixas temporárias já são realidade também na Alemanha. Já na Nova Zelândia o governo foi pioneiro no financiamento de mais ciclofaixas e alargamento de calçadas.

No Brasil ciclovias são interdidatas

O estado de São Paulo traz alguns exemplos de medidas bem intencionadas, mas que prejudicam a população. Na região metropolitana da capital, São Bernardo do Campo interditou ciclovias, praças e ruas. Já no litoral, Santos restringiu a ciclovia da orla só para quem usa a bicicleta para trabalhar. São Carlos, no interior, optou por interditar ruas e restringir apenas o estacionamento de automóveis no centro.

O papel das cidades durante e após a pandemia

Um novo artigo científico publicado na revista Nature fez um paralelo entre o padrão de contaminação de um vírus e os congestionamentos. Ambos se espalham e contaminam seus hospedeiros de maneira similar ao redor do mundo, sejam pessoas ou as ruas. Nesse contexto, a maneira com que as cidades têm lidado com o coronavírus é certamente uma lição futura e que se aplica a uma nova mobilidade. Um caminho para a ação já está desenhado. Desde o incentivo para mais gente usar a bicicleta, por conta dos riscos de contaminação no transporte público, até mesmo mudanças no planejamento urbano como um todo. A crise da pandemia, novamente, se mostra como uma oportunidade para que se faça diferente.

Team Ineos reune 15 mil em corrida virtual

Todos os 30 atletas do Team Ineos se reuniram para a primeira eRace da equipe. Divididos em seis times de cinco, sagrou-se vencedor o atleta Rohan Dennis. Mas o destaque maior foi a atenção do público, a iniciativa, em parceria com a plataforma Zwift, reuniu 15 mil fãs do ciclismo. A plataforma digital vinha em um bom momento de popularização e novas competições, com a humanidade em confinamento, o momento é ainda mais favorável. A equipe brasileira da Sense também organizou sua pedalada virtual por aqui. E vale de tudo para manter-se ativo, desde o desafio de 12 horas de Geraint Thomas para arrecadar fundos para o serviço público de saúde, até o ciclista santista que percorreu a distância entre São Paulo e Brasília sem sair de casa. Só não vale burlar o equipamento, como Thomas De Gendt pode ter feito. E fica proibido também que alguém tropece na tomada durante uma prova e desligue o equipamento, o que aconteceu com uma triatleta australiana que perdeu um Ironman virtual dessa forma.

Tour da Suíça virtual já recebe inscrição de equipes

Seguindo a tendência de provas virtuais, o Tour da Suiça já conta inscrições das melhores equipes do mundo. Serão 16 times do WorldTour na competição que acontecerá entre os dias 22 e 26 de abril. A prova vem na esteira do sucesso do Tour de Flandres virtual e além da transmissão em vídeo através de redes sociais, terá também a visualização ao vivo dos dados de potência e batimentos cardíacos dos atletas.

Ciclismo brasileiro pode ter mais uma chance Olímpica

O adiamento das Olimpíadas para 2021 reacendeu uma nova esperança para o ciclismo brasileiro. Os critérios de classificação serão revistos e é possível que os campeonatos pan-americanos de 2020 valham pontos para Tóquio.

A batalha das equipes para sobreviver à pandemia

A UCI completou exatos 120 anos de história em um dos momentos mais difíceis para o esporte. As paralisações de todas as competições de ciclismo só tem paralelos com o momento vivido durante as duas grandes guerras. O momento é de corte de custos e considerável perda de receita. Já paira sobre os atletas o risco de uma redução geral de salários, algo que a Associação de Ciclistas Profissionais (CPA) considera inaceitável. O fato é que reduções já estão acontecendo em um cenário de perdas milionárias. Lance Armstrong foi uma das vozes a surgir em defesa da categoria ao enxergar uma oportunidade para que os atletas retomem o controle do esporte em meio às incertezas atuais.

A novela do cancelamento do Tour e Giro d’Italia continua

Por enquanto o Tour de France está remarcado para 29 de agosto e a Volta da Itália para outubro, com o risco até de um cancelamento. A única certeza mesmo está na proibição de qualquer prova até 01 de junho. Ficou claro também que o esporte precisará se reinventar. A dependência de patrocinadores, alguns com risco de fecharem as portas, e um calendário muito apertado são questões em debate. Salvar o Tour de France nesse cenário é de certa forma uma luta pela sobrevivência do esporte na forma com que ele está organizado.

Ciclismo para assistir de casa

Com as provas suspensas, rever conteúdo sobre ciclismo é a única alternativa para os fãs do esporte. Vale assistir ao festival de filmes de montanha, mas também maratonar uma lista de 15 documentários sobre bicicleta selecionados pelo site Cycling Tips.

Ajudas do governo, o apoio das grandes marcas aos servidores da saúde, como o mercado luta para sobreviver e muito mais

Bicicleta segue essencial na prorrogação da quarentena

O estado de São Paulo prorrogou a quarentena de isolamento. As diretrizes que estabelecem restrições de funcionamento de serviços e lojas seguem as mesmas e válidas até pelo menos o dia 22 de abril. A classificação das oficinas de bicicleta como serviço essencial também permanece. As regras sobre funcionamento de bicicletarias em outros estados seguem atualizadas no site da Aliança Bike.

Contratos de trabalho e aluguéis em renegociação

O Governo Federal institui por medida provisória (MP) o “Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda”. A MP define como podem ser feitas as negociações entre patrões e empregados para evitar demissões. Quando os acordos resultarem em diminuição salarial, o governo irá compensar os trabalhadores com o “Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda”, a ser pago por meio do Ministério do Trabalho e Emprego. Ao mesmo tempo, a liberação de financiamentos subsidiados para arcar com a folha de pagamento de pequenas empresas já está em andamento, com os bancos atendendo os correntistas virtualmente. Em paralelo, as empresas também têm pressionado por revisões em contratos de locação e também de compras e serviços. O risco jurídico é de um efeito dominó por toda a economia.

Ciclistas e empresas apoiam os heróis da saúde

Vem principalmente da Europa e dos EUA os maiores exemplos de solidariedade e adaptação em meio a pandemia. Tem o atleta profissional que agora pedala para fazer entregas e ajudar sua comunidade na Itália e o outro que empresta seu apartamento para profissionais de saúde. Teve ainda doação de óculos de proteção, vindos da equipe Movistar de ciclismo. O apoio ao serviço de saúde pública é a tônica no continente europeu. No Reino Unido servidores da saúde recebem agradecimentos de atletas, doação de bicicletas dobráveis e até mesmo seguro e apoio jurídico gratuito. Já em relação ao seguro, um empresa especializada optou por mudar suas coberturas diante das restrições de viagens e competições.

Como as marcas têm apoiado lojistas

enfrentamento da pandemia pode ser dividido em sete etapas: descrença, preparação, ajuste, aclimatação, resistência, alívio e medo. É ao mesmo tempo um desafio pessoal e coletivo. A questão também está posta para o setor de bicicletas, lojistas e distribuidores estão diante da mesma tempestade e precisam garantir que todos sobrevivam a tormenta. Nessa equação, destaque para distribuidores que tem investido nas entregas diretas e, na melhor solução, com apoio de lojistas. Vale também destacar as grandes marcas que apoiam o comércio da África do Sul à Espanha.

Como lojistas estão lidando para sobreviver à pandemia

A crise já mostra seus resultados para o comércio brasileiro em geral. Perdas no Rio de JaneiroSão Paulo e Rio Grande do Sul são apenas alguns exemplos. Crescimento apenas nos equipamentos de ginástica e rolos de treino. Reagir é palavra de ordem, o momento exige flexibilidade e adaptação para que as lojas possam exercer a sua função social de manter as bicicletas girando e as necessidades da clientela. É preciso se comunicar muito com funcionários, fornecedores e clientes, aumentar a presença online é fundamental. Um olhar otimista permite notar que a população tem enxergado as lojas de bicicleta como parte vital de suas comunidades, o momento é de garantir a sobrevivência e chegar do outro lado com consumidores mais próximos e ciente da importância de ter sua oficina de bicicleta por perto e saudável.

Mapa interativo mostra bicicletarias abertas nos EUA

Classificadas como serviço essencial, mas nem sempre de portas abertas, as oficinas e bicicletarias nos EUA ganharam um mapa que dá visibilidade para quem está funcionando. Depois que um grupo de ativistas fez uma planilha colaborativa com informações das lojas, a marca de componentes Chris King entrou no jogo e contratou um estúdio de design para fazer um mapa online. O resultado chama a atenção e ganha status de serviço de utilidade pública.

Indústrias fazem cortes em meio a pandemia

Uma pesquisa indica que indústria européia acredita na própria sobrevivência pós-pandemia. Em todo o mundo a indústria trabalha para se segurar em meio a crise, mas o cenário atual é de retração total. A sueca Thule já fecha fábricas, demite e renegocia com fornecedores. O cenário é ainda mais complicado para a Trust Performance, fabricante de garfos, suspendeu suas operações e segue com o futuro ameaçado.

A luta pela suspensão de impostos estaduais em SP

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) entrou na justiça com um pedido de suspensão do pagamento de impostos as empresas paulistas. A justiça decidiu que não cabia ação coletiva, já que a pandemia afeta de maneira desigual os diferentes setores econômicos. Na decisão, o juiz alegou que as empresas afetadas negativamente pela crise poderiam entrar com ações individuais. Na esfera nacional, o governo publicou ato que prorroga pagamento de impostos federais por 3 meses. E para sair da crise, o imposto sobre fortuna e herança está de volta à pauta.

Manter bicicletarias abertas se torna um esforço global

A vitória da Aliança Bike em alguns estados do Brasil e no Reino Unido que definiu bicicletarias como serviço essencial agora é bandeira ao redor do mundo. A WBIA (The World Bicycle Industry Association – Associação Mundial da Indústria da Bicicleta) tem ajudado seus membros a garantir que a bicicleta possa seguir seu caminho como ferramenta no enfrentamento da crise global. Vários países, dentre eles Rússia, Índia, EUA, Dinamarca, Holanda e Japão são exemplos onde as organizações do mercado da bicicleta lutam para garantir a classificação das oficinas de bicicleta como serviço essencial.

Covid-19 muda tramitação de MPs no Congresso

Para enfrentar o período de emergência em saúde pública e de calamidade provocados pela pandemia do novo coronavírus, o Congresso simplificou as regras de tramitação das Medidas Provisórias vindas do Executivo. Dois exemplos de MPs publicadas recentemente são as que regulam a operação dos portos brasileiros durante a pandemia e o programa de financiamento das folhas de pagamento.

Ar limpo pode se tornar uma conquista permanente

Moradores de grandes cidades ao redor do mundo já repararam, a poluição do ar diminuiu. E com estudos mostrando que o ar sujo é justamente um dos fatores que pode fazer aumentar o número de mortes causadas pelo novo coronavírus, surge a necessidade de discutir o futuro. Primeiro pensando em como garantir um futuro mais limpo nas cidades e também a necessária descarbonização dos transportes.

Restrições de circulação nas ciclovias de Santos

O aumento no número de pessoas passeando a lazer na orla da praia fez com que a prefeitura de Santos optasse por restringir o acesso ao calçadão junto ao mar. Pedestres serão impedidos de circular na calçada por meio de fitas zebradas e a circulação a passeio na ciclovia também será coibida.

Otimismo para a volta da ciclofaixa de lazer em SP

Na capital paulista as restrições ainda não estão tão severas e há luz no fim da quarentena para um equipamento de lazer há muito desativado. A Prefeitura de São Paulo finalmente fechou a parceria com a Uber para o patrocínio da ciclofaixa de lazer.

Coronavírus mostra a importância de cidades resilientes

As ruas estão mais vazias, os congestionamentos sumiram do mapa, mas nenhum ciclista gostaria das ruas livres de carros dessa forma. Seria um bom momento abrir as ruas residenciais para as pessoas poderem tomar sol e ar fresco, ou até mesmo alargar calçadas. A cidade já é outra e abrem-se espaços para que a bicicleta exerça seu papel fundamental, o aumento no uso das bicicletas públicas em São Paulo é apenas um exemplo. Até mesmo patinetes de aluguel tem uma nova chance. Enquanto aplaudimos os ciclistas entregadores que se mantém nas ruas, ou nos admiramos com o bom uso da bicicleta em Bogotá, o tempo é também de repensar a cidade do passado e trabalhar para as cidades pós-pandemia.

Ciclismo virtual se consolida como entretenimento

Depois da realização do Tour de Flanders com os atletas em casa (mais sobre o tema em esportes), a Race Across America também terá sua edição virtual. Mas para quem não se dispõe a encarar 4.800 km em um rolo de treino de última geração, rolos mais simples são sempre uma opção. O ciclismo dentro de casa já se aventura para além das corridas amadoras e até mesmo cicloturismo.

Cancelamento do Tour e o ciclismo pós-coronavírus

A UCI já estendeu a suspensão de todas as provas até pelo menos 1 de junho e o mundo do ciclismo segue em compasso de espera, com um risco de colapso financeiro se aproximando. Os organizadores do Tour de France ainda batalham por datas para garantir a edição de 2020 e sem público. A sobrevivência econômica das grandes equipes está vinculada a Volta da França, mas neste momento seguir com a prova conforme o planejado em 2019 é impossível. O cenário realista é esquecer o calendário deste ano e pensar no futuro que se espera do esporte.

Tour de Flandres virtual reúne atletas competindo de casa

Recheado de estrelas, a prova clássica do Tour de Flandres aconteceu no último domingo, 5 de abril. A grande diferença foi que todos os ciclistas estavam separados, cada um em suas casas, competindo usando uma plataforma virtual. Para quem já estava desesperado assistindo narração de ciclista passando na rua e até um Tour da Quarentena, a prova belga foi um alívio. As implicações para o esporte ainda estão por vir, mas por hora dá até pra ver a potência dos atletas em detalhes.

Entretenimento para quem sente falta das competições

O lançamento da série documental sobre a equipe espanhola Movistar chega em boa hora para os fãs do ciclismo. Sem provas para acompanhar, o documentário é uma grande oportunidade para mergulhar nos bastidores de um grande time. Para um ano sem grandes voltas, “Cada dia uma surpresa: Time Movistar¨ é uma boa dose de emoção de como foi 2019. Como sempre, a lista não para no lançamento, as plataformas de streaming estão repletas de filmes sobre bicicleta.