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Importação e Exportação

Tembici isenção de imposto de importação para cassete de travamento e destravamento de bicicletas

Em um pleito junto ao Ministério da Economia, a Tembici conseguiu isenção do imposto de importação do sistema patenteado de travamento de bicicletas. A “alteração para zero por cento” da alíquota é sob a condição de Ex-tarifários.

A Câmara de Comércio Exterior recebe pedidos constante para isenção de tarifa de importação Ex-Tarifário. Trata-se de uma redução temporária da alíquota do imposto de importação de bens de capital. São componentes, sem equivalente no Brasil, necessários para a fabricação de determinados produtos nacionais.

Expansão e e eletrificação das bicicletas compartilhadas

Depois de uma recente rodada de investimentos, a Tembici irá expandir sua frota de bicicletas e implementar a operação de bicicletas elétricas. Para isso eles precisavam importar alguns bens de capital. Depois de conseguirem o ex-tarifário para as estações, faltava um componente para tornar viável a fabricação no Brasil. Trata-se justamente do sistema responsável pela comunicação, recarga e travamento das bicicletas com as estações. Em resumo, o cassete, mas a definição completa é a publicada no Diário Oficial:

Módulo eletrônico “Cassete” com central de gerenciamento de motor e dispositivo de carregamento de bateria de bicicletas elétricas, controlando autonomia do motor e status da bateria (vida útil) com finalidade de indisponibilizar bicicletas com carga de bateria inferior a 20% e carregar as referidas baterias; dispositivo de gestão de dados de viagem e travamento e destravamento exclusivo para bicicletas compartilhadas, suportando até 272kg de força, com tecnologia de segurança mecânica de pistões esféricos, por motor elétrico de baixa potência consumindo 16.28W (14.8V x 1.1A) e 2.26mWh (16.28W x 0.5 segundos x 1h/3600 segundos); sistema de segurança de liberação da bicicleta por senha através de teclado numérico, sistema de segurança adicional de liberação da bicicleta através de leitor de cartão magnético inteligente e/ou com tecnologia RFID; botão de emergência e manutenção para sinalização ao usuário com alarme sonoro

Dito de outra forma, o cassete em questão, utilizado nas bicicletas do sistema proprietário da empresa PBSC, apresenta características que estão relacionadas diretamente à funcionalidade do sistema, como o acionamento por senha, a transmissão de energia para bicicletas elétricas, botão de emergência, transmissão de dados, entre outros.

Fabricação nacional

Com a isenção do imposto de imposto de importação, que passa a valer a partir de agosto, o sistema já poderá chegar ao Brasil sem esse custo e ser incorporado nas estações e bicicletas fabricadas aqui. 

O benefício concedido a empresa, inicialmente negado, acabou sendo aceito após recurso. O “atestado de inexistência de produção nacional” emitido pela Aliança Bike certamente contribuiu para o resultado positivo do pleito.

Riscos para recompor estoques, segurança na reabertura das lojas e mais

Bicicleta na recuperação econômica européia

Entidades que promovem a bicicleta na Europa querem acelerar a aprovação de um pacote econômico pós-quarentena que inclua a bicicleta, um Green Deal Europeu. Trata-se de uma versão européia atualizada, e verde, do New Deal, programa de recuperação econômica dos EUA no pós crise de 1929. O momento atual na Europa só permite se pensar em uma retomada com sustentabilidade. Por hora ainda faltam aprovações oficiais, mas serão 20 bilhões de euros para a investimentos em mobilidade nos países membros. Pela primeira vez a bicicleta está incluída, desde o início, no planejamento financeiro ao lado dos outros meios de transporte.

França triplica investimento na bicicleta na saída da quarentena

O plano nacional francês de incentivo emergencial a bicicleta era de 20 milhões de euros e aumentou 60 milhões. A consolidação do incentivo para que a população francesa saia da quarentena pedalando. Dentre as medidas do governo, a de maior destaque é o “vale manutenção”. São 50 euros para serem gastos em oficinas devar bicicleta, benefício que até agora já foi utilizado por mais de 62 mil franceses.

Saúde mental é motivo para pedalar na quarentena

No Reino Unido, cerca de 87% dos ciclistas tem na bicicleta um grande apoio para manter a saúde mental. A mesma pesquisa aponta ainda que 35% dos entrevistados admitiram dificuldades em manterem um bom estado mental. Além disso, para manterem-se ativos, 46% dos ciclistas usam ou pretendem pedalar dentro de casa, no rolo ou na ergométrica. Ainda entre os destaques, 91% pretende incentivar o uso da bicicleta por amigos e familiares e 57% pretender fazer um pedal épico assim que a quarentena acabar.

O desafio de balancear segurança e reaberturamob

Com a flexibilização da quarentena em andamento no Brasil e no mundo, o caminho para a reabertura gradual certamente irá pedir adaptações. Lojistas precisam estar atentos aos decretos locais de segurança e ao distanciamento entre consumidores e funcionários. Trata-se de uma excelente oportunidade para um atendimento mais exclusivo, com a loja funcionando nos moldes de uma butique. O treinamento da equipe para o pós-confinamento é também fundamental, quem gerencia uma loja irá precisar investir nos talentos dos seus funcionários e garantir um espaço para que cada profissional possa atingir seu potencial máximo.

Mercado da bicicleta se engaja na luta antirracista

Os protestos antirracistas nos EUA incentivaram diversas empresas de bicicleta a se posicionarem em solidariedade. Mesmo com lojas no meio da convulsão social, teve lojista que criticou a preocupação maior com vitrines do que com as reivindicações de quem protestava. 

 

Pandemia pode, talvez, mudar a mobilidade no Brasil

Os planos começam a ganhar forma no papel para que cidades brasileiras se tornem melhores para quem pedala. Segue em discussão a regulamentação do Plano Bicicleta Brasil (PBB), capitaneada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) em parceria com a União de Ciclistas do Brasil (UCB). Enquanto isso, Curitiba é exemplo de cidade que faz planos, com restrições ao estacionamento de carros e ciclofaixas temporárias prometidas. Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro e a Câmara de Vereadores de São Paulo também buscam puxar a promoção ao uso da bicicleta. Por hora, nada de concreto, mas são planos factíveis e positivos para as cidades.

Bicicletas da Uber vão parar no ferro velho

Definida como “a melhor bicicleta elétrica compartilhada jamais produzida”, milhares de modelos da JUMP foram mandados para reciclagem. A destruição acontece depois que a empresa, divisão de bicicletas da Uber, foi repassada para a Lime. A justificativa para “reciclar responsavelmente” bicicletas em um momento de demanda aquecida, foi porque os modelos têm tantas tecnologias proprietárias que a recarga e manutenção não são possíveis para o consumidor final.

É possível jogar videogame e treinar ao mesmo tempo

Bicicleta e videogame estão definitivamente mais próximos durante a pandemia. Por pura curtição, um grupo de programadores desenvolveu uma modificação para que seja treinar dentro do jogo Grand Theft Auto (GTA). A força nos pedais impulsiona o personagem no jogo, maneiras inusitadas de tornar a pedalada em casa mais divertida.

Estoques podem ficar prejudicados no hemisfério sul

Com a demanda aquecida por conta da saída do confinamento e do verão no hemisfério, o mercado de bicicletas ao sul do Equador pode sofrer um pouco mais. A dificuldade está justamente em estabelecer a prioridade em quem vai poder repor seus estoques primeiro. Com muitos mercados ainda fechados e as dificuldades logísticas em alta, o desafio é grande. Um exemplo das disputas que podem estar a caminho é o crescimento do envio de bicicletas elétricas por frete aéreo para o Reino Unido, tudo para manter abastecido o mercado.

 

Shimano comenta resultados do primeiro trimestre

Os resultados globais da Shimano foram negativos no primeiro trimestre do ano, retração de 15,4% nas vendas no comparativo com 2019 e queda de 26,1% na receita operacional. O fechamento forçado das fábricas na Malásia e Singapura também foram um resultado negativo. Mesmo assim, a retomada das atividades econômicas e os incentivos para o uso da bicicleta na Europa são fonte de otimismo. Muitos pedidos a serem atendidos, em especial nos componentes para bicicletas de transporte urbano, elétricas e MTBs de baixo e médio preço.

 

9 de julho cancelada e L’Étape Brasil muda data

Tal como o Tour de France, o L’Étape Brasil teve de adequar seu calendário aos tempos de pandemia. A nova data passa a ser 29 de novembro de 2020. Menos sorte teve a tradicional prova 9 de julho, a antecipação do feriado estadual e as incertezas sobre a reabertura forçaramch o cancelamento da edição deste ano da prova. Na terra, a Brasil Ride mantém seu calendário e busca atrair mais inscritos isentando profissionais da saúde de qualquer taxa.

 

Isenção pra quem é do Simples Nacional, pequenos negócios vão salvar a economia e ciclofaixas temporárias em SP

Entidades se unem por ciclofaixas emergenciais em SP

A Organização Mundial da Saúde recomenda, grandes cidades ao redor do mundo já adotaram e ativistas em São Paulo querem que a prefeitura implemente. Trata-se da “solução bicicleta”, ciclofaixas temporárias para o fluxo seguro de ciclistas e que evitam as aglomerações sem gerar congestionamentos e poluição. A resposta do secretário municipal de transportes é de que tem “receio em implementar as ciclovias temporárias sem estudo”, mas disse que faria campanha de incentivo para uso da bicicleta como meio de transporte durante a pandemia. Os números, no entanto, mostram que só falta mais infraestrutura. Os contadores fixos nas ciclovias revelam aumento de 29% no fluxo de ciclistas na Vergueiro (com 132,7% de crescimento nos fins de semana). Já na Faria Lima, houve uma queda durante a semana, diante do fechamento dos escritórios no eixo cicloviário mais movimentado da cidade, mas um crescimento de 9,4% nos fins de semana. A população paulistana precisa apenas de mais infraestrutura segura para ser palco do “boom ciclístico” que se alastra pelo mundo.

A explosão no uso da bicicleta nos EUA durante a pandemia

Lojistas ao redor dos EUA têm visto uma explosão de demanda sem precedentes. Desde o começo da pandemia as vendas e o uso da bicicleta têm crescido para transporte e lazer. E as respostas do poder público são para acolher e promover o melhor meio de transporte individual. Nova Iorque é apenas um dos exemplos com aumento de 67% no uso das bicicletas compartilhadas durante a pandemia. Além disso, a bicicleta é também é a saída para que a cidade não viva um “apocalipse motorizado” com o já presente aumento no uso do carro. Um plano para a quarentena, na vida e nas cidades, é como aprender a pedalar. Lições para a vida. As soluções já circulam por aí, de Nova Iorque às compartilhadas de baixo custo em Queimados no Rio de Janeiro.

Como está sendo a saída do confinamento na Europa

No Reino Unido um terço da população concorda que adotar a bicicleta e deixar o carro de lado é o melhor a se fazer. Na prática, a Europa sobe na bicicleta para sair do confinamento com uma lista cada vez mais longa de cidades que apoiam ciclistas com novas ciclovias. Em meio a diversas regras, Portugal é um exemplo do aumento nas vendas de bicicleta e na Espanha a realidade é de pressão para ruas para pessoas. Ao mesmo tempo, lojistas espanhóis só podem abrir lojas com até 400 metros quadrados o que força as grandes redes a se adaptar.

Estudo aponta baixo risco para atividades ao ar livre

Um estudo preliminar com 1.245 casos de contágio por coronavírus concluiu que somente em duas oportunidades a pessoa foi infectada realizando atividades ao ar livre. O levantamento é boa notícia para quem pedala e caminha, já que aponta um baixo grau de risco para quem se mantém ativo e ao ar livre. O estudo está ainda no estágio de revisão por pares e utilizou os dados de monitoramento de celulares.

 

Pequenos negócios  locais e a sobrevivência da economia

Uma cidade no interior do estado de Illinois nos EUA foi palco de um protesto inusitado pela reabertura do comércio. Depois de uma caminhada convocada pelo Facebook e onde foram proibidas suásticas e referências raciais, o grupo se dirigiu para a frente de uma loja de bicicletas. Como bicicletarias são serviço essencial, a loja, de propriedade do prefeito, estava aberta. A resposta do prefeito lojista foi um “desconto especial para pessoas no protesto”. Ninguém quis entrar para conferir. Por mais que o setor de bicicletas esteja em uma posição privilegiada, a pandemia tem trazido impactos sérios para o comércio local, em especial para os pequenos. Nos EUA, foram criados fundos específicos para aliviar os impactos econômicos negativos e construir um modelo mais igualitário e democrático no futuro.

Financiamento de bicicletas cresce no Reino Unido

Os pedidos de financiamento para compra de bicicletas no Reino Unido alcançaram um recorde de £60 milhões (R$ 420 milhões) e ao que tudo indica a tendência é que tal modalidade siga crescendo. As lojas ainda viram um aumento no fluxo de dinheiro vivo e boas vendas no segmento abaixo de £500 (R$ 3.500). Os impactos da pandemia no varejo de bicicletas no Brasil estão refletidos na recente pesquisa de mercado conduzida pela Aliança Bike.

Taipei Cycle Show abre suas portas com realidade virtual

Com o cancelamento oficial do evento, a Taipei Cycle Show, maior feira mundial do mercado de bicicleta, lançou sua edição digital. É possível encomendar peças de diversos fornecedores por um site exclusivo. Além disso, os ganhadores do prêmio de inovação em design contam com um pavilhão inteiro em 3D, com tour virtual e demonstração dos produtos em realidade virtual. 

Itália vai dar bônus para incentivar uso da bicicleta

Com bônus de até 500 euros (R$ 3.133) na aquisição de bicicletas, a Itália quer incentivar seu próprio boom de ciclistas. O valor pode representar até 60% do total da bicicleta ou qualquer veículo “não poluente”, bicicletas elétricas, patinetes e similares inclusos. A iniciativa nacional já tem um equivalente local antigo. Em Bari, capital da Apúlia, ciclistas recebem um bônus entre 100 e 200 euros na compra e mais 25 centavos por quilômetro pedalado ao trabalho, até o limite de 400 euros por mês. Programa similar já foi aprovado na cidade de São Paulo e agora espera regulamentação do prefeito

Pilotos de avião enciumados com prioridade da bicicleta

Entre especialistas já existe um consenso de que mudanças nas ruas são uma grande necessidade para a recuperação econômica de Londres. O chefe do serviço público de saúde do Reino Unido (o SUS de lá) é mais uma voz em favor das bicicletas. Mas existem também os que são contra. A associação britânica de pilotos, preocupada com os 23 mil empregos do setor aéreo, lançou uma nota o diz que “(…) os pilotos britânicos ficaram absolutamente horrorizados e francamente furiosos” com o plano do governo de investir  £2 bilhões (R$ 14 bilhões) na mobilidade a pé e em bicicleta, enquanto o setor aéreo “morre diante dos olhos de todos.” Já no Brasil, os bilhões estão indo para o setor aéreo, por hora R$ 4 bilhões através de um pacote de ajuda do BNDES.

Como Oslo zerou as mortes de pedestres e ciclistas no trânsito

A edição de maio da revista do Instituto de Engenheiros de Transporte (Institute of Transportation Engineers – ITE) foi inteiramente dedicada à segurança viária. O maior destaque está na reportagem sobre como Oslo, a capital da Noruega, conseguiu chegar a zero mortes de ciclistas e pedestres no trânsito e como é possível a outras cidades seguirem o modelo. Em resumo, desde 2015 o governo local tem encarado a preservação da vida como prioridade e adotado uma série de medidas para reduzir a velocidade (e o potencial de matar) dos veículos motorizados e ao mesmo tempo abrir espaços para pedestres e ciclistas.

 

Irlanda do Norte legaliza bicicletas elétricas

Uma legislação antiquada impunha uma série de dificuldades e custos para quem quisesse ter uma bicicleta elétrica na Irlanda do Norte. Até 13 de maio de 2020 elas eram equiparadas aos ciclomotores e deveriam ser registradas, emplacadas e pagar um seguro obrigatório, um custo extra de £290 (R$ 2.041) na comparação com uma bicicleta convencional. As regras atuais passam a ser idênticas às do resto do Reino Unido e da Europa, sem obrigação de licenciamento e seguro para bicicletas de pedal assistido e potência de 250w, com mais restrições para os veículos mais potentes. A regulação europeia, no entanto, segue bastante complexa e repleta de interseções desastrosas com motocicletas com motor a combustão.

Planos de transporte precisam incluir cargueiras elétricas

A recuperação econômica pós-pandemia irá necessariamente precisar do apoio da ciclologística e mudanças já estão em curso. Cidades e empresas no Reino Unido assumiram o compromisso de continuar a expandir o uso de bicicletas de carga para o último quilômetro. No continente europeu, a Giant fez um parceria com uma desenvolvedora holandesa de bicicletas elétricas para um modelo feito sob medida para entregar pizzas para a Domino’s. Já nos EUA, Portland abriu consulta pública para seu plano de transportes de carga. Ao mesmo tempo, em Miami a DHL testa entregas com cargueiras elétricas.

Holandesa VanMoof recebe investimento de €12,5 milhões

Fabricante de bicicletas elétricas de alto padrão, a holandesa VanMoof conseguiu fazer o sua maior captação de investimento até hoje. São €12,5 milhões (R$ 78,41 milhões) para financiar a expansão internacional da marca. O crescimento de 184% nas vendas no Reino Unido certamente são um fator de entusiasmo para investidores.

A elétrica urbana mais leve até agora

Os mais otimistas definem o novo lançamento da linha urbana da Specialized como o “Santo Graal das bicicletas elétricas”, um modelo leve e com autonomia de 130 quilômetros. A Turbo Vado SL pesa 14,9 kg, o que é cerca de 40% mais leve do uma “e-bike normal”, a combinação de boa autonomia e baixo peso. A concorrente Trek lançou também seu modelo urbano, com quadro rebaixado e um perfil mais focado no conforto e menos na performance.

Batalha entre apps e restaurantes

Para sobreviverem sem as vendas no salão, restaurantes tem ficado dependentes das entregas. A vitrine virtual torna-se valiosa e as taxas dos aplicativos aumentam, apertando mais os restaurantes. Essa é a realidade brasileira, que conta também com concorrentes que chegam ao mercado deixando de lados as taxas em favor de planos de assinatura. Já nos EUA algumas cidades impuseram limite de até 15% nas taxas dos aplicativos de entrega, já que chegam a cobrar 30% de comissão dos restaurantes. Outra iniciativa partiu dos indivíduos, que têm buscado deixar de lado a conveniência da compra por aplicativo e feito pedidos diretos. O mercado de entregas ainda irá passar por muitas revoluções.

Strava lança desafio para arrecadar doações

Manter-se ativo durante a pandemia já é um desafio. Para incentivar as pessoas a se movimentarem, o Strava convidou usuários a praticarem no mínimo 5 horas de atividades durante um mês, o esforço se transforma em doações para o Instituto Horas da Vida que oferece atendimento médico para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Quem quiser transformar suas pedaladas virtuais em caridade tem uma série de opções de como promover desafios ciclísticos dentro de casa e ajudar organizações sem fins lucrativos.

Trump quer pressionar empresas a saírem da China

A guerra tarifária dos EUA contra a China havia arrefecido por conta da pandemia, mas uma recente declaração do presidente Donald Trump fez ressurgir o conflito. Trump acenou com um possível aumento de impostos para quem não produzir dentro dos EUA. A medida é uma forma de pressionar as empresas a fecharem suas linhas de produção na China. Em tempos de recessão, novas barreiras comerciais são o oposto do que se recomenda como forma de sair da crise.

PL quer isenção de impostos para empresas do simples

Projeto de lei em tramitação no Senado quer instituir o “Financiamento Simplificado Especial Temporário – FSET“. A medida visa dar alívio temporário de impostos para as micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. Outra linha de ação legislativa no Senado é o alívio para consumidores inadimplentes, medida pouco ortodoxa que pode acabar por favorecer maus pagadores. O “modelo chinês” de enfrentamento da crise tem como ponto em comum com o Brasil o alívio tributário e empréstimos subsidiados. Por hora o retrato brasileiro das medidas de apoio é de dificuldades para quem precisa de ajuda.

Derrotas na Justiça inibem novas ações na pandemia

Quem tem recorrido a justiça em busca de algum alívio de prazos no pagamento de impostos tem baixa taxa de sucesso. Tanto que o número de ações baixou com o avanço da pandemia. Por ora, batalhas contra o ICMS tem até mesmo o potencial de inviabilizar a arrecadação no estado de São Paulo. O caminho mais frutífero é contar com a boa vontade dos governos. A Prefeitura do Rio de Janeiro é mais um exemplo de ente federativo que buscou premiar com descontos os bons pagadores de impostos.

Produção de bicicletas em Manaus despenca em abril

Os números da produção de bicicletas na Zona Franca de Manaus mostram uma queda brusca no volume de produção. As 10.071 produzidas em abril representam uma queda de 81,4% no comparativo com março de 2020 (54.115 unidades), que representou ainda retração de 86,7% no comparativo com abril de 2019 (75.680 unidades). O esforço das empresas do pólo é de minimizar as dificuldades de caixa e dos parceiros no varejo.

Resultados positivos no exterior

A indústria de bicicleta no mundo tem apresentado resultados positivos. A Dorel Sports (controladora das marcas Cannondale e também da Caloi) enxerga um crescimento nos negócios com um aumento no número de ciclistas. A pequena inglesa Brompton viu suas vendas crescerem cinco vezes durante o lockdown. Outro exemplo é a Swytch, que fabrica kits de conversão para elétricas, a empresa tem uma lista de espera de 100.000 pessoas por conta do aumento de demanda.

Acesso a parques em bicicleta no Brasil e nos EUA

Como forma de ampliar o público dos parques nacionais, uma consulta pública nos EUA quer debater o acesso mais amplo para ciclistas em bicicletas elétricas. O debate está centrado na equivalência entre pedelecs e bicicletas convencionais. Já no Brasil, o Parque Nacional de Sete Cidades no Piauí abriu edital para locação de bicicletas aos frequentadores. Trata-se de uma área de 6.221,48 hectares e perímetro de 36 Km abertos para pesquisa e turismo ecológico.

Atualizações no MTB e na pontuação para Olimpíadas

Após o adiamento por conta da pandemia, a Copa do Mundo de MTB XCO tem um novo calendário que começa em setembro e se estende até novembro. Quatro etapas ficaram de fora por conta da pandemia  Losinj (Croácia), Fort William (Grã Bretanha), Vallnord Pal Arinsal (Andorra) e Mont-Sainte-Anne (Canadá). No Brasil, o CIMTB teve troca nas etapas, Taubaté (SP) passou para o lugar de Petrópolis (RJ). De volta para o calendário internacional, também foram anunciadas mudanças na pontuação olímpica. Nada muda no ciclismo de estrada e de pista, mas foram feitas adaptações no BMX e MTB, com provas realizadas até 2021 podendo contar pontos.

Vietnam terá primeira prova pós-pandemia

O Vietnam será palco da primeira prova de ciclismo pós-pandemia no mundo. As 18 etapas terão transmissão ao vivo através do Facebook e Youtube. O espanhol Javier Sardá será o defensor do título. A prova é acima de tudo um alento para quem ainda teme não poder competir este ano.

Astana e CCC são as grandes equipes na berlinda

Um novo time do WorldTour pode estar para nascer no Reino Unido, mas a realidade é dura com as equipes que tentam sobreviver no presente. O Ineos Group, que dá nome a equipe britânica multicampeã com Chris Froome está negociando um empréstimo bilionário. Já a CCC, empresa polonesa de calçados, já anunciou que não vai renovar o patrocínio com a equipe que leva seu nome. O drama se soma ao corte de salários na equipe. A Astana (que também é a capital do Cazaquistão) tem de lidar com a recessão no seu país sede, provas canceladas e baixa no preço do petróleo. Basta lembrar da dependência da commodity para a economia cazaque, cujo governo patrocina a equipe. Nem a vitória no Giro d’Italia virtual trouxe grande alento.

Lance Armstrong promete contar sua verdade 

Novo documentário com estreia prevista para 24 de maio de 2020 na ESPN abre espaço para que Lance Armstrong conte a sua verdade. O material promocional é direto, o multicampeão dos títulos cassados afirma com todas as letras: “não vou mentir para você”.

Ciclismo virtual se consolida, enquanto cidades mudam para melhor

Pesquisa mapeia impactos da pandemia

Um questionário curto irá mapear os impactos da pandemia do novo coronavírus no setor de bicicleta. Os dados irão contribuir para que a Aliança Bike possa fazer uma análise profunda do cenário e demandar ações concretas do poder público. Os formulários para respostas estarão abertos até o dia 24 de Abril (sexta-feira).

Pandemia transforma, para melhor, as ruas das cidades

Tem vereador no Mato Grosso do Sul que aproveitou o período da crise do coronavírus para pedir remoção de ciclofaixa, mas o contexto mundial é bem diferente. A cidade de Bruxelas, na Bélgica, implementou uma zona de prioridade para pedestres e ciclistas com limite de velocidade de 20 km/h. Milão já anunciou um plano ambicioso para reduzir o uso do carro particular depois da quarentena. O maior exemplo, no entanto, vem mesmo do Reino Unido. Por lá, Londres já deu mais espaço nas ruas para pedestres e ciclistas e ativistas têm pressionado por mais. O plano é que sejam abertas ciclofaixas temporárias para quem precisa se deslocar e garantir que as ruas se tornem cada vez mais das pessoas quando a crise passar.

Calçadas mais largas e ruas para brincar

O trânsito de veículos motorizados voltou no tempo, no Reino Unido ficou igual ao ano de 1955. O espaço livre foi a deixa para que pesquisadores começassem a defender que as ruas de bairro possam ser utilizadas pelas crianças para brincar. A medida encontra eco em outras partes. Nos EUA moradores têm alargado calçadas e o poder público também investe na abertura de ruas exclusivas para pedestres e ciclistas. São maneiras de garantir um melhor uso da cidade pelas pessoas, com acesso ao lazer e distanciamento físico. Uma oportunidade capaz de construir um futuro mais verde após a covid-19.

Alemanha já reabre bicicletarias

Com o pico da curva no passado, a Alemanha já ensaia uma volta a uma nova normalidade. Parte de um grande plano nacional, a reabertura gradual do comércio já começou e as bicicletarias estão na lista de estabelecimentos permitidos. De toda forma, a realidade européia ainda segue similar à brasileira, com apenas os serviços em bicicleta permitidos. No Brasil, regras mais brandas para o confinamento só devem começar em maio, de acordo com o plano do governo do estado de São Paulo.

Produção de bicicletas na Zona Franca recua em março

A crise sanitária no Amazonas por conta do coronavírus já é a mais grave no país. Nesse cenário, a primeira consequência para o mercado já foi sentida com o recuo da produção de bicicletas em março. Os impactos futuros ainda não foram estimados, mas a produção tem sido retomada aos poucos, inclusive com conversão de linhas para fabricação nacional de respiradores.

Indústria europeia retoma lentamente a produção

A espanhola Orbea e a holandesa Gazelle são as pioneiras na retomada da produção na indústria de bicicletas. Com medidas de segurança contra o contágio implementadas, a produção vem para atender a demanda crescente. Destaque para o sistema de entrega da Gazelle, que conta com o apoio de lojistas locais para garantir a montagem. Outra saída adotada está na adequação da produção, trocando as roupas de ciclismo por vestimentas hospitalares.

Mudanças na Carf deve beneficiar grandes empresas

Uma mudança nas regras do julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) deve beneficiar grandes empresas. O Carf é o órgão do governo federal responsável pelo julgamento das multas aplicadas pela Receita. A partir de agora, acaba o voto de desempate e sempre que uma decisão colegiada terminar empatada a decisão irá beneficiar o contribuinte. A nova regra colocou em lados opostos servidores e advogados tributaristas. Enquanto quem trabalha na fiscalização acredita que as grandes empresas irão ficar virtualmente isentas do pagamento impostos, advogados acreditam que distorções nas multas serão corrigidas.

Imposto sobre doação em debate

A filantropia no Brasil representa cerca de R$ 4 bilhões em doações por ano, um mercado que sentiu o impacto da recessão entre 2014-16 e que volta agora com força para enfrentar a pandemia. Um dos impedimentos para que mais doações sejam feitas está na questão tributária. As regras no Brasil estabelecem que produtos e valores doados precisam pagar impostos. Uma saída provisória para o problema foi feita no Rio de Janeiro, por meio de um decreto que isenta as doações de impostos.

PL quer dólar de 2019 para imposto de importação

Com o dólar acima dos R$ 5, um novo projeto de lei visa beneficiar importadores. A proposta prevê que, para efeito de cálculo do imposto de importação, seja usada a cotação do dólar de 31 de dezembro de 2019. A medida visa diminuir os impactos da crise do covid-19 e terá prazo máximo de 12 meses. O custo estimado para o governo seria de cerca de R$ 12 bilhões em perdas com arrecadação.

MP que extinguiu DPVAT é extinta

A Medida Provisória (MP) publicada pelo governo federal que extinguiu o DPVAT (Danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre) perdeu validade. Na prática, o seguro volta a ser obrigatório e quem não pagou a taxa esse ano deve pagar. Como a extinção estava em debate na justiça, as indenizações continuaram a ser pagar normalmente.

Incidência política em meio a pandemia

O governo espanhol já tem trabalhado para promover a bicicleta para depois da quarentena. A visão é bem clara, pedalar é a maneira de se mover mais segura para manter o distanciamento de outras pessoas. Mas outros países enfrentam desafios distintos. Nos EUA, organizadores de eventos de triathlon e ciclismo pedem diretamente ao Congresso um pacote de apoio para o setor. Para além do suporte para lidar com a crise no presente, também é preciso pensar nos estímulos quando a situação melhorar e em rever as restrições de circulação impostas aos ciclistas em alguns estados durante a quarentena. Para um presente e um futuro urbano melhores, cresce o apoio para medidas de transformação urbana.

Mercado de elétricas deve seguir em crescimento

A dimensão dos impactos da pandemia no mercado mundial de bicicletas ainda não está clara. Mesmo assim, as últimas previsões específicas do mercado de elétricas seguem otimistas. Com números agregados para pedelecs, ciclomotores e motocicletas, um estudo recente prevê um valor de mercado estimado em US$ 36 bilhões (R$ 192 bi) até 2026. Trata-se de um crescimento relevante comparado aos US$ 16,88 bilhões (R$ 90,04 bi) de 2018.

Ativistas pedem que motoristas reduzam a velocidade

Com ruas livres, a velocidade se tornou um problema ainda maior. Para relembrar motoristas sobre a importância de ir devagar, entidades têm feito campanhas de conscientização. As iniciativas, por hora, são apenas pedidos, mas certamente mereceriam o status de políticas públicas. Para saber mais sobre a pandemia e a mobilidade em bicicleta, a União de Ciclistas do Brasil tem atualizado periodicamente seu observatório com notícias sobre o tema.

Mercado de software de logística deve dobrar até 2026

Com o crescimento do e-commerce e da demanda por entregas expressas, o mercado de software para o último quilômetro espera um crescimento expressivo para os próximos seis anos. A expansão maior deve se concentrar nos serviços em nuvem que possibilitem a gestão de entregas sem uma infraestrutura própria dentro da empresa de delivery. Em números, o mercado global desse tipo de serviço deve passar de US$ 5,382 milhões em 2018 para US$ 10,789 milhões até 2026.

Mesmo com resistência, ciclismo virtual se consolida

Com a população mundial isolada em casa, os atletas têm se voltado para os rolos de treino. Peter Sagan é um dos profissionais que ainda resiste ao virtual e Rohan Dennis chegou a excluir postagens em redes sociais depois de fugir do confinamento. Mas o Giro d’Italia Virtual é mais um dos indicadores que o ciclismo e a tecnologia estão vivendo um momento de consolidação. Em parceria com a Zwift, líder na simulação de pedaladas, Geraint Thomas conseguiu arrecadar 360 mil euros para o combate ao coronavírus em uma pedalada de 1220 quilômetros.

Tour em agosto, Vuelta em setembro e Giro em outubro

A UCI prorrogou o prazo de suspensão de provas. Todos os eventos ficam suspensos até 1 de julho e o calendário do WorldTour até 1 de agosto. O calendário completo, com as provas femininas, só deve ser anunciado em maio. Nas Grandes Voltas, alguma insatisfação com um Giro mais curto em outubro e patrocínio da Bianchi. A Volta da Espanha também deve ser abreviada e ficou para setembro, com o risco de intercalar com o Giro. O maior objetivo sempre foi evitar a catástrofe de um cancelamento do Tour de France, prova maior do WorldTour. A visão geral era de colapso de todo o setor com a fuga de patrocinadores e quebra de equipes.

Calendário brasileiro adiado mais uma vez

Alinhada a UCI, a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) também prorrogou o adiamento de todo o calendário nacional de provas. A medida garante que as competições possam ser reagendadas ou canceladas sem prejuízos para os organizadores. Em relação ao triathlon, o Ironman 70.3 Rio de Janeiro foi cancelado.

Coronavírus e alta do dólar já impactam o mercado, eleições na CBC e ciclofaixa de lazer em SP

Encontro será termômetro do mercado brasileiro

Os efeitos da alta do dólar e os impactos do coronavírus no mercado da bicicleta brasileiro ainda são incertos. O “Encontro de Negócios Cyclomagazine & Bike Brasil” será a primeira oportunidade para o setor medir o aumento dos custos de importações e as oscilações da bolsa internacional. Voltada exclusivamente para lojistas, revendedores e distribuidores, a edição deste ano acontece nos dias 06 e 07 de março no Palácio das Convenções do Anhembi em São Paulo. A Aliança Bike é apoiadora do encontro e o credenciamento gratuito pode ser feito online.

Impactos das compras online para o futuro do varejo

Os aplicativos de comida prometem ser o futuro do consumo, com a facilidade de entregas de tudo na porta de casa. Enquanto as compras online são tendência, representam também uma ameaça e o mercado de bicicletas tem buscado se adaptar para manter lojas físicas abertas. A pressão de consumidores vai além da conveniência, passa também pelo compromisso com o meio ambiente e com os impactos negativos das compras pelo mundo virtual estão cada vez mais claros, o comércio offline mostra sua importância.

Processo eleitoral na CBC tem início com pré candidatos

Com eleições marcadas somente para 2021, o processo eleitoral já está em curso na Confederação Brasileira de Ciclismo. O atual presidente, José Luiz Vasconcellos, está apto a concorrer pela sua reeleição, mas outros nomes já manifestaram interesse: o administrador de empresas Fernando Blanco e o gestor de marketing da Sense, Marlen Ferreira. Fernando com um histórico ligado ao ciclismo e Marlen mais relacionado ao MTB.

Impactos do coronavírus no ciclismo esportivo

O coronavírus já trouxe impactos diretos para o ciclismo ao redor do mundo. No Oriente Médio, o tour dos Emirados Árabes Unidos (UAE Tour) foi interrompido e teve seu vencedor declarado após apenas duas etapas. A prova era uma importante oportunidade de integração da região, com a participação de Israel. Além disso, a UCI já definiu que algumas provas que foram adiadas podem não acontecer. Na Itália, diversas provas seguem confirmadas, ainda que com adaptações e atletas confinados nos hotéis. O risco maior é que Tóquio 2020 seja cancelada, algo que o próprio Comitê Olímpico Internacional já disse que não vai acontecer.

Novas regras da UCI vão revolucionar o ciclismo de pista

O ano de 2021 deve marcar uma revolução para o ciclismo de pista. O campeonato mundial passa a ter mais apelo televisivo. Serão três grandes competições no calendário da temporada 2021-22. A Taça das Nações entre março e setembro do ano que vem, seguida pelo campeonato mundial em outubro. Haverá ainda a Liga Mundial, com provas de novembro até fevereiro. As críticas ficam por conta de uma possível perda de importância das classificatórias para as Olimpíadas.

Suspensa licitação da ciclofaixa de lazer em SP

O Tribunal de Contas do Município (TCM) suspendeu a licitação que teve a Uber como única empresa interessada em custear a operação da ciclofaixa de lazer na capital paulista. Dentre as irregularidades apontadas, a falta de clareza de quando haverá operação. Ainda em São Paulo, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), responsável pela ciclovia do rio Pinheiros, divulgou o resultado do chamamento público para a manutenção da infraestrutura. A empresa Social Service Comunicação MKT de Responsabilidade Ltda se comprometeu a investir R$ 5,4 milhões ao longo dos próximos anos para gerir e manter a ciclovia. Trata-se de um importante espaço para treinamento, passeio e deslocamentos de ciclistas na cidade. Já em Porto Alegre, a novidade é que finalmente os ciclistas terão a conclusão de uma obra prometida por mais de oito anos e que estava em construção desde 2018. Os 9,4 quilômetros da ciclovia da Ipiranga estão concluídos e prestes a serem entregues.

Uma análise do barômetro da bicicleta na França

O Barômetro da Bicicleta na França é a maior pesquisa de seu tipo no mundo. Foram quase 185 mil respondentes do levantamento que busca mapear a percepção sobre a infraestrutura cicloviária por parte da população. Conduzida pela Federação Francesa de Usuários da Bicicleta (FUB), o Barômetro será um importante instrumento para as próximas eleições locais que acontecem em março. Uma maneira de colocar a bicicleta no debate eleitoral e exigir melhorias nas cidades ao redor do país.

Imposto de importação em debate

Uma consulta pública da Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério da Economia serviu como gancho para reacender o debate sobre os altos impostos de importação. A consulta é resposta ao pleito da fabricante Hasbro, que pede a redução de 35% para 20% do imposto de importação de brinquedos. A demanda abarca além de bonecos, jogos e outros produtos, triciclos e patinetes infantis. Dentre os motivos para o pedido de redução, a Hasbro aponta que o Brasil tem os brinquedos mais caros do mundo. Elenca ainda a injustificada proteção à indústria nacional que já teve tempo de se preparar para eventuais danos de concorrer com importados. O problema maior no entanto ficou com a crescente presença de produtos piratas e a concorrência desleal que representam. Este é um debate necessário também para o setor de bicicletas, pois a Aliança Bike esteve esta semana com a equipe da CAMEX, em Brasília, debatendo os impostos sobre o nosso setor.

Bafang retoma atividades após crise do coronavírus

Depois de uma paralisação estendida por conta do surto de coronavírus na China, a fabricante de motores para bicicletas elétricas Bafang retomou suas atividades. Instalada na cidade de Suzhou, a empresa chegou a doar equipamentos de proteção e direcionou sua equipe médica para ajudar no combate a epidemia em Hubel, região da fábrica, e na província vizinha de Hunan.

Segurança de elétricas em debate na Europa

O ciclista responsável pela primeira morte de um pedestre no Reino Unido, ocorrida em agosto de 2018 estava conduzindo sua bicicleta elétrica ao dobro da velocidade permitida. A lei no país estabelece 15,5 mph (25 km/h) como máxima e o ciclista estava a cerca de 30 mph (48 km/h). A corte responsável por julgar o caso entendeu que a bicicleta em questão deveria ser classificada como motocicleta, por ser capaz de ir muito além do limite máximo de velocidade. O debate segue nas cortes, mas a lição holandesa é o caminho a ser seguido, limitando a velocidade máxima das pedelecs aos mais seguros 25 km/h. O risco de ir mais rápido aumenta tanto que organizações do setor na Espanha emitiram uma nota condenando pessoas que adulterem seus veículos para superar os limites definidos por lei nas configurações originais de fábrica.

Novidades em rodas de carbono

As rodas aero ainda são tendência e há quem invista em um modelo de carbono revestido em ouro 24 quilates. São da austríaca Spengle e custam cerca de R$ 48 mil o par. Já a norte americana Revel, investiu em sustentabilidade com um tecnologia de fusão de fibras que torna suas rodas recicláveis. Apesar da garantia vitalícia, as rodas de ouro não estão claramente cobertas contra danos causados por acidente. Para oferecer cobertura completa e reparos para qualquer dano, a Bontrager nos EUA criou um programa de fidelidade que cobre qualquer dano nos primeiros dois anos após a aquisição, algo além de uma garantia e mais como comercialização do produto como serviço.

Celular pode ajudar a tornar as pedaladas um hábito

Um estudo feito nos EUA chegou a conclusão que rastrear atividades físicas no celular é mais eficiente do que usar um relógio ou pulseira inteligente para o mesmo fim. Com dados de mais de 500 pessoas, a pesquisa concluiu que quem usava o celular para mapear suas corridas e pedaladas estava mais propenso a tornar a atividade física um hábito. Ou seja, aquele empurrãozinho para incorporar a bicicleta no dia a dia já está no bolso da maioria das pessoas.

Novo estudo prova que quem pedala ao trabalho vive mais

Sempre bom (re)lembrar e espalhar a informação de como a bicicleta contribui para a saúde individual das pessoas e da população como um todo. Um novo estudo conduzido na Nova Zelândia conclui que as pessoas que pedalam regularmente tem 13% menos chances de ter uma morte prematura. O benefício vem principalmente da atividade física regular e teve como base uma análise de dados de 80% dos neozelandeses economicamente ativos.

Aplicativos de carona aumentam a poluição

O Uber quer ser a solução de mobilidade no bolso das pessoas. Para isso já testa a integração com transporte público e começou a testar em São Paulo seu serviço de patinetes elétricos sem estação. Mas por ora, estudos apontam que a facilidade de chamar um carro por aplicativo tem gerado impactos negativos para as cidades e o meio ambiente. Os automóveis com motorista sempre à disposição induzem as pessoas a deixarem de lado o transporte público, o caminhar e a bicicleta, o que piora a qualidade do ar e aumenta os congestionamentos.

Cidade inglesa paga para motoristas reciclarem carros

Desde a crise financeira de 2008, governos ao redor do mundo têm dado incentivos para que motoristas encaminhem seus carros para reciclagem e em troca recebam dinheiro para compra de um veículo novo. Programas assim visam renovar a frota e tirar das ruas carros velhos, mas um programa do governo inglês está buscando alternativas. Motoristas que mandarem seus carros para serem destruídos no ferro-velho receberão entre £1,500 e £3,000 (R$ 8.600 até R$ 17.200) em “créditos de mobilidade”. O dinheiro poderá ser usado para aquisição de bicicletas, passes de transporte público e créditos para uso de táxi ou carros de aplicativo. O programa está sendo testado na cidade de Coventry e tem recursos a distribuir no valor total de £1 milhão (R$ 5,7 milhões). É de se esperar entre 600 e 300 carros a menos nas ruas.

Novo comitê vai monitorar tarifas de importação, ascensão e queda dos patinetes e inovação de lojistas na Califórnia

Governo cria Comitê de Alterações Tarifárias da Camex

Por meio de um decreto presidencial, o Governo Federal  instituiu o Comitê de Alterações Tarifárias no âmbito da Câmara de Comércio Exterior (Camex). De acordo com o texto aprovado, o novo comitê terá, entre suas atribuições, manifestar-se sobre alterações à Tarifa Externa Comum (imposto de importação), sobre a LETEC (Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum) e às alterações temporárias do imposto de importação.

Reino Unido quer ensinar todas as suas crianças a pedalar

Por meio de um investimento de 50 milhões de libras (R$ 286 milhões), o governo do Reino Unido vai expandir o seu programa que ensina crianças a pedalar. Em 2020 a meta é que o Bikeability seja capaz de capacitar mais de 400 mil crianças a pedalarem com segurança nas ruas do país. O ambicioso programa está inserido no contexto de zerar as emissões futuras de CO2 e promover o uso da bicicleta para as novas gerações é parte da estratégia.

EUA fica de fora de compromisso pela segurança viária

Enquanto a Bloomberg Philanthropies renovou seu financiamento para ações de segurança viária, o que inclui também o Brasil, o governo dos EUA optou por ficar de fora da Declaração Global de Prevenção às mortes no Trânsito. Dos 140 países que participaram do evento que referendou a “Declaração de Estocolmo“, os EUA foram o único a emitir uma nota discordando do acordo.

Compartilhadas voltam às ruas de NYC

Meses depois de terem sido tiradas das ruas por conta de reclamações e usuários feridos, as bicicletas elétricas compartilhadas da Lyft estão de volta às ruas de Nova Iorque. O serviço foi suspenso pela empresa em abril de 2019 depois de usuários terem detectado problemas na frenagem das rodas dianteiras. Os veículos estarão disponíveis para locação nas 900 estações fixas do sistema Citibike e quem quiser o empurrão elétrico terá de pagar um adicional por minuto de uso, ao contrário das convencionais, que tem cobrança apenas da tarifa base.

Cargueira de bambu é usada contra poluição do ar

Inspirada no desenho tradicional das dinamarquesas Christiania, a Habre Eco Bike é um triciclo feito de bambu e que chega como alternativa de transporte para as ruas poluídas de Katmandu, capital do Nepal. O modelo é uma parceria entre diversas universidades e o talento local para trabalhar com o bambu. Depois da fase de protótipo, a Habre já está circulando pelas ruas e é capaz de levar carga e passageiros sem poluir o ar local ou gerar emissões de CO2.

Presidente demite toda diretoria do Inmetro

O presidente Jair Bolsonaro optou por “implodir” o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A demissão da diretoria foi feita por conta de mudanças nos tacógrafos dos táxis no Brasil, um “excesso de zelo” que traria impactos econômicos para taxistas. O Inmetro é vinculado ao Ministério da Economia e responsável por regular e monitorar o setor produtivo, suas atribuições mais conhecidas vão desde o selo nas geladeiras a testes de qualidade de produtos. As polêmicas envolvendo o Instituto não começaram agora e a autarquia vem passando por mudanças e cortes de verbas desde antes do governo Bolsonaro.

KHS sofre ataque hacker nos EUA

Ao que tudo indica, os sistemas da fabricante de bicicletas KHS foram “sequestrados” por meio de um ransomware. Trata-se de uma espécie de vírus que restringe o acesso a um computador ou sistema e exige pagamento para a liberação. O ataque impactou as vendas de distribuidores para lojistas e até mesmo o servidor de emails. As remessas para as lojas ainda estão sendo reestabelecidas. O problema é mais um alerta sobre a importância de se investir em segurança digital. Outro caso foi o golpe com criptomoedas envolvendo o ciclista Peter Sagan.

Lojistas na Califórnia investem em serviços móveis

Com cada vez mais relações de consumo intermediadas por aplicativos e com a conveniência da entrega em casa, o varejo da bicicleta tem se adaptado. Um bom exemplo vem da Califórnia, onde redes de loja de bicicleta têm investido em vans para fazer reparos, entregas e vendas direto ao consumidor. Uma solução que impulsiona a venda de elétricas, mais pesadas e difíceis de levar para manutenção e também serviços em geral. Ter uma van da loja com um mecânico é acima de tudo uma estratégia de pós-venda eficiente.

Ascensão e queda dos patinetes no Brasil

Quase tão rápido quanto chegaram, os patinetes elétricos praticamente sumiram das ruas brasileiras. As razões apresentadas variam, do alto custo com impostos, desafios logísticos, dificuldades regulatórias a depredação. Mas o fato é que ainda não existe consenso sobre os impactos futuros que serviços de aluguel de patinetes podem ter para a mobilidade urbana. Por hora, o que restou foi um aumento na venda deste tipo de veículo para usuários individuais.

UCI anuncia Copa do Mundo eMTB XC

O órgão máximo do ciclismo esportivo anunciou uma parceria com a empresa World E-Bike Series Management (WES) para a organização da primeira Copa do Mundo de Cross Country para eMTB. A prova terá cinco etapas, a primeira delas em Mônaco, país sede da WES.

A dura batalha por visibilidade no ciclismo feminino

Jornalistas responsáveis pela cobertura do ciclismo feminino no site “Cycling Tips” tiveram de interromper seu trabalho por falta de patrocínio. A falta de interesse das marcas em bancar a iniciativa, somada a eterna crise do jornalismo, acabaram fechando a editoria. Mas as jornalistas responsáveis resolveram pedalar atrás do prejuízo e garantir uma estratégia para manter uma boa cobertura do que acontece no mundo feminino do ciclismo. Nasceu assim a campanha #Whyitmatters? (por que é importante?). A meta é que 1.000 leitoras (e leitores) sejam os financiadores do trabalho de estar presente e mostrar o que acontece nas provas ao redor do mundo.

Ironman pode ser vendido por US$ 1 bi

Rumores apontam que Wanda Sports, responsável pela marca Ironman, tem planos para se desfazer do negócio. Os valores giram ao redor de US$ 1 bilhão e dentre os possíveis compradores estão fundos de gestão de ativos privados (private equity). Comprado pela Wanda em 2015, a série Ironman é responsável por mais de 170 eventos de triathlon ao redor do mundo. Uma oferta da Organização de Triatletas Profissional (PTO), feita em outubro de 2019, foi rejeitada pela Wanda, mas a PTO ainda mantém interesse na compra.

Brasil prorroga antidumping de pneus, ciclistas trans precisarão provar terem menos testosterona e sistema antifurto de bicicletas compartilhadas

Brasil prorroga antidumping de pneus asiáticos

Por mais cinco anos, as importações brasileiras de pneus de bicicleta feitos de borracha e vindos da China, Índia e Vietnã sofrerão uma sobretaxa em dólar. O valor a mais será pago por quilo e varia de acordo com o país e fábrica. Para os chineses, a cifra vai dos US$ 0,29/kg da chinesa Zhongce Rubber Group Co., Ltd. até US$ 3,85. Já na Índia ficam entre US$ 1,09 e 1,30 e no Vietnã são US$ 2,80/kg para a Kenda e todas as demais empresas. A disputa está centrada em quatro empresas Levorin e Neotec, que apresentaram as informações para a revisão do decreto e Isapa e Pirelli que foram as duas que responderam o questionário do importador dentro do prazo oferecido. Cabe lembrar que pneus de kevlar estão isentos da cobrança de sobretaxa.

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Uber é a única a apresentar proposta para ciclofaixas

A empresa de transporte por aplicativo foi a única a apresentar uma proposta para patrocinar a operação dos 117,7 km da ciclofaixa de lazer da cidade de São Paulo. Criado em 2009, o programa operava desde o início com patrocínio da Bradesco Seguros, que desistiu de custear a iniciativa em agosto de 2019. A Prefeitura vinha buscando alternativas desde então, sem sucesso. O apoio da Uber agora vai passar por avaliação técnica da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes e da CPPU (Comissão de Proteção à Paisagem Urbana). O custo por dia de operação será de R$ 360 mil e a previsão é que sejam feitas 62 ativações nos domingos e feriados de 2020.

Reino Unido deve investir £1 bi em mobilidade ativa

Os números comprovam, para cada £1 libra gasta em infraestrutura cicloviária, o retorno é de £5.50 libras. Mas mesmo assim, os investimentos são feitos de forma míope e sem a devida prioridade. Dos £5 bilhões de libras que o governo anunciou para o transporte público e a bicicleta, entre £350 milhões e £1 bi serão para pedestres e ciclistas. A se confirmarem os números mais modestos, seria um investimento capaz de construir apenas 250 km de novas ciclovias segregadas, uma gota no oceano. Mas é de se esperar pressão da frente parlamentar em favor dos transportes ativos.

UCI inclui novas regras sobre estradas não-pavimentadas

Com cada vez mais provas desenhadas para as bicicletas gravel, a UCI resolveu atualizar as suas regras para a inclusão de trechos não pavimentados em provas. Dentre os destaques está o fato de que os trechos em cascalho devem ter uma descrição detalhada, possíveis de serem trafegados pelos carros de apoio e transitáveis em quaisquer condições climáticas. Anterior a tendência das gravel, o Paris-Roubaix 2020 será dividido em 30 segmentos com 55 km de estradas de paralelepípedo. Para moer os ossos.

Ciclistas trans precisarão ter 50% menos testosterona

Já a partir de 1 de março, atletas transgêneros deverão provar que tem um nível de testosterona abaixo de 5nmol/l, número que deve ter sido mantido por ao menos doze meses antes de competir. A mudança de 10 para 5nmol/l foi feita após conversas com as partes interessadas. A solução encontrada busca garantir o desejo de as pessoas trans em competir e também garantir o equilíbrio na competitividade.

O inusitado campeonato dos ciclistas contra o vento

Acontece em um dique a beira mar uma inusitada prova de ciclismo amador. Em tradicionais bicicletas holandesas, sem marcha e com freio contrapedal, atletas buscam vencer rajadas de vento de até 120 km/h. Foram cerca de 300 atletas inscritos em busca do menor tempo enfrentando o sopro constante e o bombardeio de pedriscos e muita areia. Nem todos conseguiram percorrer os 8,5 km de prova, já que a competição teve de ser cancelada por conta das condições climáticas desfavoráveis demais.

Europa analisa igualar motocicletas elétricas e pedelecs

Está em discussão na Comissão Europeia a imposição dos mesmos critérios de homologação imposto para todos os veículos elétricos leves, inclusive pedelecs com até 250w de potência. A medida seria uma resposta para as dificuldades de fiscalização dos kits de conversão capazes de transformar modelos convencionais em ciclomotores e também para as bicicletas assistidas com potência superior a 250w. Membros da Confederação Europeia da Indústria da Bicicleta estão monitorando as possíveis mudanças.

Santa Cruz lança sua eMTB

Depois de muito resistir e ser quase uma detratora das eMTBs, a fabricante californiana Santa Cruz entrou com seriedade no mercado de elétricas. Trata-se de uma releitura de sua linha clássica Heckler, mas agora com pedal assistido, um motor Shimano Steps no movimento central. Os primeiros modelos são topo de linha, somente com opções de quadro de carbono de primeira linha. O peso ficou abaixo dos 20 kg e a promessa é ser uma bicicleta full suspension ágil e de boa manobrabilidade.

Empresa lança sistema antifurto para compartilhadas

A empresa francesa de gestão de frota de bicicletas elétricas eBikeLabs lançou em um evento em Londres uma atualização de seu sistema antifurto especialmente para compartilhadas. O sistema deixa de lado as trancas externas e utiliza o próprio motor para travar as rodas. A única forma de burlar o sistema é destruir parte do sistema de transmissão, o que deixaria a bicicleta inoperante. Além disso, a bateria trabalha integrada com todo o sistema de controle, o que impossibilita o funcionamento dos dois em separado. A promessa é que a nova tecnologia seja a solução necessária para garantir o bom funcionamento de sistemas de compartilhamento de bicicletas.

Shimano Global apresenta crescimento de 4,9% em 2019

Com crescimento ainda lento no Brasil e na Argentina, a divisão de bicicletas da Shimano Global contou com o condições climáticas favoráveis na Europa para puxar para cima seus resultados. Na América do Norte as vendas ficaram estáveis e a desaceleração chinesa diminuiu. No total, as vendas ao redor do mundo foram de 290 bilhões de ienes (R$ 11,4 bi), crescimento de 4,6% no comparativo com 2018. Já as receitas operacionais aumentaram 1% no mesmo período.

Caloi lança bicicleta para apoiar causa LGBT

A marca brasileira lançou o modelo Rainbow para apoiar a Casa 1, um centro cultural e de acolhimento para pessoas LGBT expulsas de casa. Serão inicialmente produzidas 290 unidades com vendas exclusivas através do Mercado Livre e 100% dos lucros revertidos para a ONG.

Crie seu próprio parque de diversões do ciclismo indoor

As bicicletas ergométricas do passado são lembrança distante. Depois da febre do spinning, a próxima tendência são os simuladores virtuais. Já existem diversos campeonatos e planos para consolidar o esporte. Mas a tecnologia está também a disposição para quem quer simplesmente criar seu próprio parque de diversões na sala de casa. O investimento em bons rolos de treino inteligentes e um sistema de projeção de qualidade é o que basta para treinar nas estradas mais famosas do ciclismo sem sair de casa.

Decathlon global registra 9% de crescimento em 2019

Após um ano de 2018 “decepcionante”, a gigante francesa do varejo esportivo voltou a apresentar crescimento. O volume de negócios aumentou de 11,3 bilhões de euros (R$ 53,12 bi) em 2018 para 12,4 bilhões de euros (R$ 58,30 bi) no ano passado. O resultado positivo veio do mercado internacional e também da integração com o online após a compra do site especializado Alltricks. As marcas próprias também ajudaram nos resultados positivos, são no total 86 no mundo e 70 na França. Um dos destaques foi a linha de bicicletas premium Van Rysel, lançada em 2019.

Magazine Luiza registra lucro puxado pelo ecommerce

Os resultados de 2019 do Magazine Luiza foram bastante positivos, com crescimento de 54% do lucro, que alcançou os R$ 922 milhões. Desse total, o comércio online foi responsável por 48%, resposta positiva dos investimentos feitos para fazer frente a chegada da gigante Amazon. Um dos responsáveis pelo resultado positivo foi o aplicativo próprio Magalu que chegou a 19 milhões de usuários mensais. A compra da Estante Virtual, focada em livros usados, e da Netshoes, são exemplos de diversificação para aumentar a base de clientes.

Uso de carro deve cair 28% em SP na próxima década

Um estudo de uma empresa de consultoria de mercado apontou que São Paulo é a terceira cidade do mundo onde as pessoas mais querem parar de usar o carro. O levantamento da Kantar apontou que Manchester na Inglaterra e Moscou na Rússia lideram o ranking. Os números para o futuro da mobilidade paulistana são otimistas. A previsão é que até 2030, haja uma queda de 28% no uso do automóvel, aumento de 47% do uso da bicicleta, 10% mais passageiros no transporte público e 25% mais pessoas se deslocando a pé. A dificuldade, no entanto, está na confiança das pessoas em fazerem essa mudança. Para que o futuro de São Paulo seja realmente positivo, será preciso garantir a infraestrutura que atraia as pessoas para a bicicleta e o transporte público.

Helsinque zera morte de pedestres e ciclistas no trânsito

A capital da Finlândia foi a segunda capital escandinava a reduzir a zero o número de pessoas mortas no trânsito que estejam fora de um automóvel. Isso significa que, em uma população de 631.695, nenhum pedestre e nenhum ciclista perdeu a vida em um crime de trânsito. Algumas lições de planejamento urbano podem ser aplicadas em qualquer cidade do mundo. Reduzir o limite de velocidade é a primeira medida, tornar as ruas amigáveis para as pessoas e melhorar o transporte público são outras. Mas acima de tudo, é preciso tornar socialmente inaceitável a carnificina das ruas.

Espaço do Bike Anjo é furtado em São Paulo

Um container adaptado e que serve de apoio para as atividades do coletivo Bike Anjo na cidade de São Paulo foi arrombado no domingo, 16 de fevereiro. Foram levadas no total 19 bicicletas dobráveis e seis bicicletas aro 24/26 além das ferramentas e bombas de ar utilizadas na manutenção. O prejuízo foi calculado em cerca de R$ 30.000 e uma vaquinha virtual já está arrecadando fundos para que as mais de 200 pessoas atendidas regularmente possam ter a chance de aprender a pedalar.

UCB lança plataforma colaborativa

A União de Ciclistas do Brasil lançou o Observatório da Bicicleta, uma iniciativa que busca ser um centro de referência da mobilidade em bicicleta no país. Lá estão reunidos conteúdos informativos, livros e pesquisas centradas na cultura da bicicleta. A plataforma está em sua versão 1.0 e está aberta para contribuições.

Coronavírus atinge setor de bicicletas, regras para elétricas em NY e o e-commerce em 2019

Regulação de elétricas em NY é um “bom começo”

Pedalar legalmente uma bicicleta elétrica ao redor dos EUA ainda é um esforço para qualquer ciclista. As regras variam muito de estado para estado e é quase impossível manter-se a par de todas. A pequena novela no estado de Nova Iorque é parte dessa confusão. Após um veto do governador em dezembro passado, foi aprovada uma nova regra que é, em princípio, um “bom começo” na visão de quem promove a bicicleta. A polêmica está na obrigatoriedade do uso do capacete, uma medida que desagrada as operadoras de patinetes elétricos. Vale sempre lembrar que obrigar motoristas a proteger a cabeça salvaria muitas vidas.

Jeep faz anúncio com fat bike elétrica no Super Bowl

A final do campeonato de Futebol Americano é sempre um grande momento para a publicidade. Os anúncios mais bem produzidos são veiculados por preços exorbitantes. E quando se fala em comerciais da indústria automotiva, o clichê é a norma, tanto que uma ONG fez até um bingo para acompanhar a hora dos comerciais. Em uma refilmagem do Dia da Marmota, a Jeep chamou Bill Murray para se divertir dirigindo o novo modelo da marca. Os clichês estão lá, a maior novidade talvez seja a presença de uma bicicleta elétrica na neve, uma parceria com a fabricante QuietKat. O veículo merece pouco destaque, é mais um teaser do que será lançado a tempo para o verão do hemisfério norte.

O ano de 2019 foi bom para o e-commerce brasileiro

Dezembro de 2019 marcou uma queda de 28,5% nas vendas do comércio eletrônico, mas a explicação está justamente no sucesso da Black Friday, que fez crescer muito as vendas em novembro. No comparativo com o dezembro de 2018, houve um aumento de 40,93%. O acumulado de 2019 também é positivo, 54,16% de crescimento. Vale destacar a expansão das pequenas e médias empresas, que viram as vendas subirem de R$ 275 milhões (2018) para mais de 450 milhões (2019), aumento de 79,5%. O bom resultado veio com aumento de base de consumidores digitais (19%), consolidação das plataformas móveis (65,61% das transações) e do “social commerce”, com crescente domínio do Instagram e perda de espaço do Facebook.

Apps de entrega mudam as vendas no varejo

O comércio eletrônico e os aplicativos estão desenhando um novo cenário para o varejo, por hora o maior impacto está nos supermercados. As compras por conveniência estão em franca expansão e apontam para um novo caminho. As lojas físicas têm se tornado um ponto de distribuição de mercadorias ao consumidor final, com as entregas sendo substituídas pelas visitas às lojas.

Empresa holandesa investe em frota própria de cargueiras

A Coolblue é uma empresa especializada em eletrônico com sede na Holanda e que também atua na Bélgica. Depois de um programa piloto em duas cidades no ano passado, a empresa irá contratar 250 profissionais para expandir seu serviço de entregas em cargueiras. A medida não é exatamente uma novidade, mas vai na contramão da tendência em entrega por aplicativos. Outra solução foi a adotada pela Ikea, que optou pelo empréstimo de cargueiras elétricas e carretas para os clientes da loja de móveis na Alemanha.

PL no Senado retira imposto de equipamentos de proteção

Uma proposta de lei no Senado busca isentar de impostos equipamentos de proteção para motociclistas e ciclistas. A medida vale para capacetes, botas, luvas, jaquetas, coletes, tornozeleiras, cotoveleiras e joelheiras. O objetivo é promover o uso de tais equipamentos, já que de acordo com um levantamento na base de dados do SUS, apenas 17% dos motociclistas acidentados usavam botas, jaquetas e coletes. O benefício para ciclistas ficaria portanto concentrado em capecetes e sem os dados do SUS para comprovar os benefícios da medida. O PL está ainda em análise na Comissão de Assuntos Econômicos.

Desigualdade e reforma tributária na pauta

Em ano de eleições, a pauta de impostos e desigualdade também está nas cidades. Ainda que a responsabilidade sobre arrecadação seja mais uma questão federal, a discussão urbana também passa por IPTU progressivo e financiamento de habitação popular. No âmbito da reforma tributária que caminha no Congresso, a discussão pela redução da desigualdade tributária passa pela isenção ou redução de impostos para produtos consumidos pelos mais pobres. O exemplo do Chile que aprovou taxação para os mais ricos ainda não está no radar.

Coronavírus já impacta indústria da bicicleta

A epidemia do Coronavírus que atingiu a China já tem trazido impactos para a indústria da bicicleta. O mercado dos EUA depende em até 95% da China para fabricação de bicicletas. Apesar do centro da epidemia estar na região rural de Wuhan, muitos trabalhadores da indústria viajaram para suas cidades natais a agora podem ter dificuldades para voltar ao trabalho. A fábrica da Bafang foi inclusive fechada e a prova ciclística do Tour de Hainan, cancelada. Até mesmo a vizinha Taiwan teve de contornar os impactos do vírus, o Taipei Cycle Show será mantido, mas sem a participação chinesa.

EUA vs. China: mais produtos conseguem isenção

A pedido de algumas importadoras, mais alguns produtos terão isenção da sobretaxa de 25% aplicada a produtos saídos da China com destino aos EUA. A medida vale até 07 de agosto e os valores pagos serão reembolsados retroativamente por todas as empresas que tenham trazido produtos sob os códigos tarifários agora isentos. São basicamente carrinhos de carga e de passageiros, bicicletas com freios contra pedal e até três marchas.

Strava pode criar “tendências obsessivas”

Mais do que uma plataforma de trajetos, o Strava é também uma rede social e a seleção de belas imagens produzidas pelos usuários comprova isso. Mas um estudo recente da Universidade Nacional da Irlanda mostrou que a busca pela liderança em um segmento e o troféu de KOM pode se tornar uma obsessão e fonte de stress. Os aplicativos de acompanhamento de exercícios tem o potencial de ajudar na criação de uma rotina saudável, mas o fato é que os melhores caminhos podem simplesmente estar onde o seu telefone não funciona.

Campagnolo patenteia roda livre magnética sem atrito

O tradicional barulho da roda livre girando quando o ciclista para de pedalar é música para os ouvidos de alguns. Mas a Campagnolo quer acabar com essa perda de energia e aumento de arrasto. Para resolver o problema e economizar até 2 watts a cerca de 50 km/h, a marca italiana patenteou um mecanismo magnético que remove o atrito gerado pelo macaquinho.

Conheça mais sobre app que denuncia maus motoristas

A estratégia do aplicativo norte-americano que denuncia maus motoristas é trabalhar com organizações locais de ciclistas para expandir a abrangência da plataforma. Criado na capital Washington, o OurStreets se expandiu para Pittsburgh em parceria com ativistas locais. Por hora a internacionalização está nos planos e ciclistas revoltados com motorista infrator impune já temos muitos no Brasil.

Ciclismo mais emocionante sem medidor de potência?

A equipe Vini Zabù-KTM pode não ser a responsável pela próxima revolução nas competições de ciclismo de estrada, mas ela nos ajuda a sonhar com uma certa dose de saudosismo pelo que pode estar por vir. Ao proibirem o uso dos medidores de potência na prova, a equipe abriu caminho para que o esporte seja mais sobre atletas indo até o limite e até passando dele, do que sobre quantos watts são necessários na próxima escalada.

BMX do futuro pode parecer uma MTB

Imagine poder curtir trilhas e pistas de terra com uma BMX. Foi justamente isso que o ciclista espanhol Ruben Alcantara imaginou fazer com seus protótipos da marca Finger Crossed BMX. Ele montou o que pode ser algo entre uma bicicleta Frankenstein ou simplesmente uma BMX futurista. As imagens do vídeo teaser deixam claro que, seja como for, são máquinas divertidas.

Pesquisa investiga roubo de bicicletas no Reino Unido

Um estudo conduzido com ladrões de bicicleta presos buscou entender o que acontece com as magrelas depois que são levadas e como os legítimos donos podem se prevenir para não serem as próximas vítimas. O primeiro dado é que ⅔ das bicicletas são revendidas algumas horas depois de serem obtidas ilegalmente. Além disso, 78% dos ladrões admitiram terem feito o crime por encomenda. Câmeras de segurança e boas trancas são os maiores desincentivadores ao furto, já que a maioria dos casos aconteceu em casas, com as bicicletas soltas. Vale, portanto, a máxima de sempre deixar a magrela trancada. Dicas de segurança sobre como trancar sua bicicleta foram traduzidos para o português pela Transporte Ativo.

Caminho da Escola: municípios irão pagar por bicicletas

A divulgação do Registro de Preços Nacional para a compra de bicicletas para estudantes da rede pública feita pelo   Ministério da Educação dá a entender que o Governo Federal compraria as bicicletas. Na verdade, o anúncio é apenas de que agora os municípios interessados em comprar bicicletas para o programa Caminho da Escola poderão ter preços menores.

Investir em bicicletas pode economizar bilhões

Um estudo sobre os impactos na redução do consumo energético no Reino Unido concluiu que o sistema público de saúde pode economizar 3,4 bilhões de libras (R$ 18,77 bilhões) com o aumento no uso da bicicleta. O benefício financeiro foi estimado com base na redução no número de internações e mortes prematuras geradas pela poluição dos motores movidos a energia suja, os combustíveis fósseis. Dados levantados no Brasil apontam uma economia de R$ 34,4 milhões ao SUS somente na cidade de São Paulo com um aumento no uso da bicicleta.

Fim dos radares faz aumentar mortes em estradas federais

Após sete anos seguidos de diminuição das mortes nas rodovias federais, o Brasil viu crescer o número de vítimas fatais nas estradas. Foram 5.332 vidas perdidas, aumento de 1,2% no comparativo com 2018. O número negativo vem em meio ao desligamento de radares 2.811 radares fixos. Houve um aumento também no número de ocorrências graves, de 53.963 em 2018 para 55.756 em 2019. A flexibilização da fiscalização foi feita sem o amparo de qualquer estudo técnico e agora os números já mostraram as consequências da medida.

Estudo mapeia deslocamentos de ciclistas e pedestres

O comportamento de ciclistas e pedestres é historicamente pouco pesquisado. Um estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em parceria com a USP mergulhou fundo na dinâmica de como as pessoas viajam dentro do ambiente urbano. Foram usados dados de mais de 260 mil viagens a pé e 800 mil deslocamentos em bicicleta na cidade de Boston. Alguns padrões emergiram, o primeiro deles foi o triplo pico de viagens a pé: de manhã, na hora do almoço e no final do dia. Enquanto as pessoas em bicicleta fazem deslocamentos com uma distância maior e mais pendulares, com os picos no começo e no fim do dia. Outro fator analisado foi o impacto do clima nas escolhas, a influência do calor e do frio na escolha de como se deslocar. O projeto é aberto e colaborativo e utiliza os dados de deslocamento de sistemas de bicicletas públicas para mapear a realidade e ajudar no planejamento cicloviário.

Impactos da legalização de patinetes no Reino Unido

O governo do Reino Unido tem avançado na discussão sobre as regras que irão legalizar o uso de patinetes elétricos nas ruas em moldes parecidos com as bicicletas de pedaladas assistidas. Por hora, a expansão exponencial do número de usuários, particulares e de plataformas compartilhadas, está à margem da legislação de trânsito. Dentro de uma visão otimista, os pequenos veículos tem o potencial de pacificar o conflito entre pedestres e ciclistas. Patinetes e bicicletas elétricas podem ainda ser a força que faltava para que cada vez mais cidades implementem políticas de restrição aos carros. De maneira mais ponderada, a indefinição ainda paira sobre o futuro e a importância dos patinetes para o futuro das cidades.

Revista conta disputa judicial pelo espólio de Bruno Caloi

Foi publicada na edição de janeiro da revista Piauí e agora está disponível para leitura gratuita uma longa reportagem sobre Fabio Milantoni Caloi, filho reconhecido na justiça de Bruno Caloi. Fabio está imerso em uma disputa jurídica com seus meio-irmãos que resvala na dívida milionária da Caloi com o BNDES e na família Musa. Para ler com calma.

Quais os impactos do Brexit para a indústria de bicicletas?

O dia 31 de janeiro de 2020 ganhou o nome de “Brexit Day”, foi quando, depois de 3 anos e meio, o Reino Unido e a União Européia assinaram o termo de saída do país do bloco. Agora começa o período de transição até 31 de dezembro. Das consequências pro mercado de bicicletas, a maior foi a variação cambial, mas pode estar por vir questões alfandegárias, com um tempo maior de importação e a consequente necessidade de antecipar pedidos e aumentar o estoque de insumos. Em apenas 11 meses a UE e o UK terão de fazer um acordo comercial, há chance que se estabeleça o livre comércio de bens, com negociações sobre serviços sendo deixadas para depois. As conversas já começaram também com o resto do mundo, mas qualquer mudança só vai mesmo acontecer quando o Reino Unido efetivamente sair do bloco. Um eventual esvaziamento do país, por conta da diminuição de pessoas aptas a morarem na ilha, pode se refletir ainda em desvalorização imobiliária, com eventuais diminuições de custo para moradores e empresas.

Motoristas sonham com teletransporte, novo padrão para elétricas e novidades do ciclismo brasileiro

Teletransporte é coisa de motorista

Desde os primeiros flâneurs, caminhar é muito mais sobre a jornada do que sobre o destino. E a máxima vale também para a bicicleta. Um estudo recente comprovou essa visão de maneira inusitada, usou o desejo pelo teletransporte para medir o grau de desutilidade dos deslocamentos para diferentes meios de transporte. Os números são categóricos, 73% dos motoristas e 76% dos passageiros de automóveis prefeririam o teletransporte. Para mobilidade ativa, os números praticamente se invertem. Com cerca de 28% de pedestres e 35% de ciclistas preferindo sumir com a jornada e chegar logo ao destino.

Patinetes e o desafio da lucratividade

Patinetes tomaram as ruas, ciclovias e principalmente as calçadas das grandes cidades de assalto. No geral as empresas de patinetes compartilhados se baseiam em um modelo de negócio centrado em vultosos investimentos para garantir crescimento em busca do lucro futuro. Esse caminho já se mostrou saturado e as fusões, aquisições e fim de operações de muitas operadoras demonstram com clareza que o futuro da mobilidade individual compartilhada será tão esburacado quanto as calçadas onde os veículos costumam ficar estacionados. A solução depende necessariamente de políticas públicas que atendam a necessidade da população.

Presos irão construir ciclovia em MT

A cidade Alto Araguaia, a 426 km de Cuiabá, irá utilizar mão de obra de presos para a construção de uma ciclovia de cerca de 3 quilômetros. As vantagens para o poder público passam pela economia de até 70% e pela ausência de necessidade de licitação. Os trabalhadores são detentos da Cadeia Pública do Município e o a iniciativa é uma parceria da Prefeitura com o Poder Judiciário e a Fundação Nova Chance (FUNAC), órgão vinculado à Secretaria de Justiça de Direitos Humanos (SEJUDH).

O futuro das entregas em NY

A cidade de Nova Iorque sofre desde sempre com ruas congestionadas e dificuldades para entregas. As primeiras regras para espaços para carga e descarga datam dos anos 1950 e evoluíram pouco desde então. As vendas pela internet aumentar enormemente a quantidade de volumes entregues diariamente. Os prédios estão tendo de se modificar, mas existem soluções necessárias vindas do poder público. Elas passam por centros de distribuição, novas regras para uso do meio fio além de parcerias das empresas de logística com lojistas.

Certificadora publica novo padrão para elétricas

A empresa certificadora norte-americana UL lançou um novo padrão para bicicletas elétricas com e sem acelerador. Como é o caso com a maioria de suas certificações, a norma UL 2849 deve se tornar padrão na indústria. As regras abarcam baterias, sistemas elétricos e dispositivos de carga. Ficaram de fora componentes estruturais.

Bélgica vendeu mais elétricas do que convencionais

O ano de 2019 marcou a primeira vez em que mais da metade das novas bicicletas vendidas na Bélgica foram elétricas. Elas foram mais de 51% do total, em um mercado estimado em 470 mil unidades, 238.102 foram elétricas. Os dados são relevantes diante de um mercado de bicicletas convencionais até certo ponto estagnado. A maior parte dos compradores de elétricas na Bélgica em 2019 tem entre 40 e 50 anos.

Barcelona vai duplicar número de elétricas compartilhadas

Até março de 2020 o sistema Bicing de bicicletas compartilhadas em Barcelona deve passar por uma grande expansão. Serão 97 novas estações, para um número total de 519. Já a frota chegará em 7.000, sendo 2.000 com pedal assistido. Antes, eram 1.000 unidades eletrificadas e que contavam com um uso intensivo. Os números impressionam, cada bicicleta elétrica percorreu em média 739 quilômetros por mês, contra 338 km das convencionais. E o número de viagens também impressiona, 9,67 por dia das assistidas, 6 das tradicionais.

Novidades no ciclismo brasileiro

Um giro pelo que foi destaque na semana no ciclismo brasileiro. Primeiro a participação da Seleção Brasileira na Vuelta a San Juan, a competição na Argentina tem sete etapas que começam no dia 26 de janeiro, com a chegada em 02 de fevereiro. O evento marca o início do ano na categoria ProSeries da UCI. Na falta de provas chanceladas pelo órgão máximo do ciclismo, resta comemorar algumas “provas de respeito” no Brasil. Destaque para a  Haute Route e a Biking Man. Mas cabe sempre lembrar que os treinos super longos dos atletas de elite na pré-temporada não devem servir de exemplo para o “longão do fim de semana” de atletas amadores.

Tour Down Under é o destaque inesperado da temporada

Primeira prova do ano no World Tour da UCI, o Tour Down Under parece uma prova como tantas outras, com a devida cobertura com apoio das marcas e declarações mornas de atletas. A grande diferença está mesmo nos fãs, que em pleno inverno australiano tem o prazer de acompanhar uma prova de perto, ver seus ídolos, curtir a atmosfera de uma grande prova da elite do ciclismo mundial. Nada de noites em claro seguindo pela TV o competições na Europa. Certamente por isso, os fãs do ciclismo na terra dos cangurus ficam entre os mais entusiasmados. Como forma de valorizar o público local e também para fazer sua parte na tragédia ambiental as marcas pensaram em ações voltadas a arrecadar fundos no combate aos incêndios na Austrália.

Federação de Ciclismo dos EUA está de olho nas gravel

Elas ainda geram dúvidas para os não iniciados, mas o fato é que as gravel tem se mostrado uma novidade que veio para ficar. Prova disso é que já começam a acontecer conversas entre quem organiza provas na modalidade e a federação norte-americana de ciclismo (USA Cycling) e ainda uma nova equipe da Wahoo com antigos atletas do World Tour.

Acordo China-EUA alivia sobretaxas

O governo Trump assinou a Fase 1 do acordo comercial com a China e se comprometeu a reduzir de 15% para 7,5% a sobretaxa em alguns produtos. Mas a maioria dos produtos ciclísticos ainda terão de pagar 25% de imposto ao chegarem nos EUA vindos da China. O argumento do governo norte-americano de manter as sobretaxas é para manter o poder de barganha em futuras negociações. Por hora a China se comprometeu a respeitar patentes dos EUA e a comprar mais US$ 200 bilhões em produtos e serviços dos EUA ao longo dos próximos dois anos.

Imposto sobre Bens e Serviços deverá ter alíquota de 27%

Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apontou que alíquota do novo imposto sobre bens e serviços deve ficar em 27%. A cifra colocaria o Brasil entre os países com o maior valor percentual para imposto de valor agregado, igual a Hungria (27%) e maior que Noruega, Dinamarca e Suécia (25%). A unificação tributária que o novo imposto significa ainda sofre de resistência do setor de serviços.Na visão do Ipea, uma redução do impacto de tarifa seria possível através do aumento na incidência no imposto de renda.

Milionários dos EUA querem pagar mais impostos

Dados de arrecadação tributária apontam que no Brasil os milionários pagam cerca de 2% de Imposto de Renda efetivo. Em menor medida, a distorção de cobrar menos de quem tem mais também realidade nos EUA, por lá, “milionários patrióticos” querem pagar mais impostos. O imposto sobre riqueza, ou a tributação de ativos e não apenas de rendimentos, serviria para equacionar a desigualdade norte-americana, que vê o aumento no número de milionários e ao mesmo tempo uma população de 40 milhões que dependem de ajuda do governo para comer.

Tendências em tecnologia e desenvolvimento para 2020

No futuro que começa hoje, a linha divisória entre as roads e gravel vai ficar cada vez fina com a onipresença dos freios a disco e a popularização dos pneus mais largos. Destaque também para pneus populares “para as massas” com preços e opções mais convidativas, além das gravels cada vez mais radicais com fabricantes de MTB entrando no mercado com evoluções na geometria e componentes.

DiamondBack vai focar lojistas independentes

Sob controle do fundo de investimento Regent, a marca DiamondBack vai deixar de lado seu posicionamento de vendas diretas ao consumidor final e focar em lojistas independentes. A estratégia é oferecer um “leque completo de benefícios”, que passam por margens competitivas, apoio nas lojas e no online, direcionamento de consumidores através do site da marca além de treinamentos e programas de engajamento.

As piores ações do mercado de bicicletas em 2019

Ano de vitórias para alguns, 2019 foi também um ano de dificuldades para algumas empresas de bicicletas com ações no mercado de capitais. As causas para baixa são, no entanto, as mais variadas. Desde impactos da guerra tarifária EUA-China para Dorel (desvalorização de 64%) e Vista Outdoor (queda de 34,7%), passando pelo Brexit para a inglesa Halfords (33,6% de baixa no ano) e dificuldades de internacionalização da indiana Atlas Cycles (queda de 39%). O quinto destaque é a taiwanesa Sun Race Sturmey-Archer que após a mega valorização de 2017, vem aterrisando seu valor de mercado com a segunda queda consecutiva.

Greg LeMond quer popularizar as bicicletas de carbono

Pioneiro no uso de quadros de carbono, Greg LeMond quer trazer a tecnologia que lhe ajudou a ser multicampeão no Tour de France para as massas. Em parceria com Deakin University, LeMond quer comercializar bicicletas que utilizam uma tecnologia capaz de economizar entre 70-75% de energia nos processos de fabricação. A ambição é entregar um produto de alta qualidade e baixo custo.

Mortes de ciclistas aumentam 64% em SP

Dados da plataforma Infosiga, do governo do estado de São Paulo, apontam uma queda no número geral de pessoas mortas no trânsito. Foram 5.433 vítimas fatais no estado e 874 na capital. O destaque negativo ficou para o grande aumento percentual de ciclistas mortos na cidade de São Paulo, 64% a mais, indo das 22 vidas perdidas em 2018 para 36 no ano passado. A demora na ampliação da malha cicloviária na cidade cobrou seu preço em vidas. Em números totais, pedestres paulistanos seguem como as maiores vítimas, foram 381 pessoas mortas a pé, 311 em motocicletas e 106 dentro de automóveis.

Renata Falzoni anuncia filiação ao PV na cidade de SP

Pioneira na promoção ao uso da bicicleta, a cicloativista e jornalista Renata Falzoni anunciou sua filiação ao Partido Verde. A parceria será firmada em evento da sede do partido na cidade de São Paulo. Os planos são para uma nova candidatura a vereadora. Renata já havia colocado seu nome nas urnas nas eleições municipais de 1996, quando obteve 8.793 votos.

Paris enfrenta desafios para ser cidade para ciclistas

Para enfrentar a emergência climática nos próximos anos, a plataforma para a reeleição da prefeita de Paris Anne Hidalgo é de priorizar a bicicleta. Apesar das diversas críticas internas, a política cicloviária dos últimos anos tem colocado Paris como exemplo a ser seguido.

Ativistas querem proteger pessoas dos carros autônomos

Muitos apostam que a chegada de carros autônomos vai transformar as cidades. Por hora, a discussão sobre regras de circulação destes veículos nos EUA segue em franco debate. Para garantir que a segurança das pessoas do lado de fora, ativistas se uniram para que congressistas incorporem na legislação princípios de proteção à vida.