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Mobilidade Urbana

Como o Reino Unido subsidia o conserto de bicicletas

O vale conserto de bicicletas no Reino Unido está finalmente disponível para o público, chamado de Fix your Bike Voucher, concede a população um subsídio de £ 50, referente ao custo de reparo de uma bicicleta.

Os recursos vêm do fundo de economia de energia (Energy Saving Trust), que é responsável tanto pelo cadastro das empresas de manutenção, quanto dos usuários beneficiados. Somente quem estiver cadastrado tem acesso ao benefício. 

Como funciona o Fix Your Bike Voucher

Os vouchers só podem ser usados em oficinas de bicicletas ou mecânicos registrados para o esquema na Inglaterra, e até dois vouchers podem ser solicitados por família.

  • Encontre um mecânico de bicicletas registrado através do mapa de lojas e mecânicos participantes no site de cadastro;
  • Solicite um voucher de £ 50 no site do Energy Saving Trust;
  • Leve a bicicleta até o local escolhido para consertar, usando o voucher para cobrir até 50 libras do custo total dos reparos necessários;
  • Desfrute o prazer de pedalar novamente.

Reino Unido tem mais de 16 milhões de bicicletas paradas

Colocar mais bicicletas nas ruas é o plano do governo do Reino Unido. São bilhões de libras para infraestrutura e o vale conserto compõe essa cifra. Para o lançamento do programa, foram disponibilizados 50.000 vales (ou 2,5 milhões de libras). Certamente não irá dar conta da demanda.

Estimatimativas apontam que o Reino Unido tem cerca de 16 milhões de bicicletas encostadas. São veículos que com uma manutenção básica poderiam voltar a circular nas ruas, desafogar o transporte público e ajudar a população a cumprir as regras de isolamento social e manter-se saudável.

Desde que foi aberto cadastro para que o público peça um dos vales conserto de bicicleta, o site está instável. Algo que deixa clara a demanda latente.

SP tem lojas abertas agora e ciclofaixa de volta em julho

Com a flexibilização do confinamento as bicicletarias já podem reabrir para vendas. É preciso, no entanto, atenção as restrições e protocolos. Nesse primeiro momento as lojas só podem funcionar entre as 11h e 15h.

A boa notícia é que após um longo período inativas, as ciclofaixas de lazer na cidade de São Paulo voltarão a ser ativadas. Os custos da operação pelos próximos 12 meses ficarão a cargo da Uber. Vale sempre lembrar o impacto positivo para o comércio trazido pelas ciclofaixas, mesmo que temporárias.

Temos mudanças importantes para anunciar, confira

A grande novidade da semana é que essa será a nossa última edição da BicicletaNews por e-mail. Mas o motivo é nobre, iremos ampliar a cobertura pelo Whatsapp no (+55 11 97114-0140), e teremos as edições semanais em vídeo. Então para ficar a par das informações mais importantes do mercado de bicicleta no mundo, se inscreva no canal da Aliança Bike no YouTube.

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Buscas por bicicleta aumentam durante a pandemia

O Google Trends, que monitora os assuntos e termos mais buscados, registrou um aumento geral de quase 100% no interesse de pesquisa por bicicleta desde o começo do período de quarentena no Brasil. Os números foram puxados por quem demonstrou interesse em rolos de treino (+550%), spinning (+300%), bicicleta ergométrica (+170%) e treinamento (+150%). Nas buscas específicas, vale destacar o crescimento no interesse por bicicletas infantis aro 16 (+150%). Em relação ao interesse por bicicletas elétricas, ele baixou abruptamente com o começo do confinamento e vem crescendo desde então. No Reino Unido, quem se antecipou ao interesse nas buscas por bicicletas elétricas e formou estoque hoje aproveita a demanda ultra aquecida. Tudo isso enquanto o mercado britânico contrata mecânicos para atender ao crescimento da clientela. 

Tembici capta R$ 239 milhões para expandir e eletrificar a frota

Startup brasileira de bicicletas compartilhadas captou US$ 47 milhões (R$ 239 milhões) em sua segunda rodada de investimentos. Os recursos serão utilizados para implementar o serviço de bicicletas elétricas, aumentar a frota das convencionais e promover melhorias tecnológicas. A rodada contou com os fundos Valor Capital Group (Buser, CargoX), Redpoint eventures (Letz, Rappi), IFC. Todos se somam a Joá Investimentos, que já compõe o quadro societário da empresa desde 2017.

Cabify faz planos de oferecer bicicletas elétricas na Espanha

O relaxamento da quarentena na Espanha se traduziu em demanda aquecida pelo uso da bicicleta. Para atender a demanda e ter mais gente pedalando, a prefeitura de Madrid abriu uma chamada para operação de 4.800 bicicletas elétricas compartilhadas. Para entrar no jogo, a Cabify, que já opera carros por aplicativo, patinetes e motos compartilhadas (estas sob a marca Movo), vazou um guia de design que já incorpora bicicletas elétricas. Vale lembrar que o movimento vem na sequência da saída da Uber do mercado de bicicletas com a venda da divisão Jump e destruição de milhares de elétricas.

Lisboa é mais um exemplo em favor da bicicleta

Até 2021, a capital de Portugal pretende chegar a 200 quilômetros de malha cicloviária, mais do que o dobro de seus acanhados 65 quilômetros atuais. A criação de uma rede estruturante vem acompanhada de um investimento em ruas de lazer e também no subsídio para a compra de bicicletas. Ao todo, a administração local de Lisboa irá investir 3 milhões de euros, ou quase 17 milhões de reais, para subsidiar até 50% do valor de compra de bicicletas. Um programa  feito em parceria com as lojas de bicicleta de Lisboa que quiserem aderir à iniciativa. Os planos em Portugal fazem parte da iniciativa europeia para a recuperação da pandemia. Com incentivos para a construção de mais ciclovias e para compra e manutenção de bicicletas por todo o continente.

Caminhos para a Europa abraçar a bicicleta

As recomendações da Federação Europeia de Ciclismo (ECF) são simples e bastante direta. É preciso apoiar os discursos em favor da bicicleta com verbas. A revolução em favor da bicicleta na Europa precisa cumprir cinco diretrizes. O primeiro envolve 95 mil quilômetros de pistas adaptadas para a bicicleta, um investimento de 8 bilhões de euros. Dentro das cidades, é preciso adotar velocidades de 30 quilômetros por hora em todas as vias. Outro ponto a ser trabalhado, são os subsídios para compra de bicicletas elétricas e cargueiras, investimento de cinco bilhões de euros. O plano se expande com metas para o aumento da importância da ciclologística nas cidades. Por fim, a ECF recomenda ainda um plano de incentivos econômicos ao cicloturismo. Medidas simples e capazes de transformar para sempre e para melhor as cidades européias e ainda contribuir na reconstrução econômica. 

Uso da bicicleta triplica no Reino Unido

Oficialmente fora do bloco econômico europeu, o Reino Unido não ficou para trás nos incentivos ao uso da bicicleta. Em Londres, por exemplo, o plano é garantir que as ruas que ficaram vazias durante o confinamento sejam devolvidas para as pessoas e não voltem mais a ficar lotadas de carros. A vontade da população de evitar o transporte público já tem números concretos, um aumento de 300% no uso da bicicleta. O poder público tem feito sua parte com a construção de ciclofaixas temporárias em grandes avenidas. A novidade é que a população londrina aprova que a rede permanente para as bicicletas se torne permanente.

Bicicleta elétrica é o novo álcool gel nos EUA

Com a população fugindo do transporte público e dos carros de aplicativo, a demanda por bicicletas elétricas já superou a oferta. Grandes varejistas (Walmart e Amazon) já estão com estoques zerados e até mesmo pequenas marcas têm fila de espera. A forma como as elétricas iriam mudar as cidades nos próximos 10 anos parece ter se concentrado no período de saída da quarentena. 

Fred promove bicicleta para quem gosta de futebol

O jogador Fred, com passagens na seleção e nos grandes clubes mineiros, vai voltar a jogar pelo Fluminense. O destaque está em como ele percorreu a distância entre Belo Horizonte e o Rio de Janeiro. Com o apoio da Sense Bikes e Strava, o jogador fez parte do pedal de 600 quilômetros pela Estrada Real em uma MTB elétrica. Houve quem criticasse a escolha por um modelo assistido, mas é preciso reconhecer que a parceria com um atleta do futebol ajudou a expandir o interesse pelas marcas apoiadoras para além do mundo do ciclismo. A campanha do jogador para arrecadar cestas básicas segue, mesmo após a chegada ao Rio.

Impactos da pandemia ainda muito negativos

Pesquisa da Federação Mundial de Produtos Esportivos mostrou que a bicicleta ainda é exceção no mercado. No geral, como é esperado, a indústria do esporte e lazer prevê impactos negativos sustentados. O sopro de esperança ficou por conta da recuperação parcial da cadeia de fornecedores na Europa e no sul da Ásia. São os indicadores de que o mercado caminha, aos poucos, para a recuperação.

Teste comprova maior eficiência de capacetes antirrotacionais

Uma seguradora sueca testou 27 modelos de capacete de ciclistas. Os resultados comprovam um teste anterior feito nos EUA. Modelos que protegem contra a rotação são os mais seguros. O melhor resultado ficou com o Hövding 3, o capacete invisível teve um resultado 76% melhor que a média. Os outros modelos mais bem avaliados se mostraram entre 37% e 23% melhores que o resultado médio em termos de absorção de impacto. No geral, parece haver uma correlação direta entre qualidade e preço, já que os mais caros geralmente são os que apresentam os melhores números.

Entidades se unem contra impunidade no trânsito

Circula no Congresso Nacional uma pauta bomba para quem promove a segurança nas ruas brasileiras. Apelidado de PL da Morte, o projeto de lei 3.267/2019 pode ser posto em votação a qualquer momento. O texto da lei traz embutido um enorme retrocesso na punição aos motoristas infratores, amplia dos atuais 20 pontos para 40 pontos o limite para suspensão da carteira de habilitação. Além disso, também está previsto o aumento da validade da CNH de 5 para dez anos e a realização de exames médicos por qualquer clínica médica, não apenas as que fazem parte do cadastro oficial do DENATRAN. Com pedestres e ciclistas como as grandes vítimas de motoristas infratores, relaxar a punição é certamente uma ameaça para quem anda a pé ou pedala no Brasil.

Marcas se posicionam na luta antirracista

No Brasil e no mundo, a bicicleta está muito associada a uma elite de atletas brancos e ricos. E são justamente eles que mais transmitem a imagem das marcas para o público. Com os protestos nos EUA, a indústria da bicicleta deu um primeiro passo em reconhecer a importância da diversidade. Muitas marcas abraçaram os protestos antirracistas sob a bandeira de “vidas negras importam”. A Specialized foi uma das grandes que resumiu a questão com uma postagem simples em que dizia: “somos parte do problema”. A Trek também defendeu grandes mudanças. Outras marcas menores e de equipamentos esportivos também emprestaram sua visibilidade para o combate ao racismo. No Brasil o movimento ainda não ecoa, nem através das representações locais das duas grandes, nem tão pouco através da Caloi/Cannondale.

Indústria se une a ONU pelo transporte sustentável

A Associação Mundial da Indústria da Bicicleta (WIBA) irá participar da construção do documento a ser redigido pela Organização das Nações Unidas a ser apresentado em 2021. O esforço é feito em preparação para o High-level Meeting sobre Transporte, Saúde e Meio Ambiente, previsto para acontecer em Viena em 2021. O primeiro rascunho do documento será discutido em novembro deste ano e a redação final servirá de base para as políticas públicas de transporte no mundo todo. Incorporar a indústria da bicicleta nas discussões globais sobre transporte é um passo importante na construção de uma agenda global do transporte sustentável que envolva a bicicleta.

Morre a lenda do MTB Erivan de Lima

Depois de 2 anos lutando contra o câncer, Erivan de Lima morreu aos 55 anos, nesta quinta (4). Nascido em Natal, RN e radicado em Campos de Jordão, Erivan usou da sua experiência no ciclismo olímpico e competições internacionais para liderar a popularização e profissionalização do MTB brasileiro nos anos 1990.

CBC divulga calendário para o que resta de 2020

Ainda em caráter provisório, a Confederação Brasileira de Ciclismo divulgou uma nova atualização do seu calendário de provas. Por ora, as provas confirmadas começam pelo MTB a partir de agosto. Também com datas confirmadas, XCO, BMX e ciclismo de pista. As provas de estrada e downhill seguem aguardando confirmação ou apenas com datas previstas.

Riscos para recompor estoques, segurança na reabertura das lojas e mais

Bicicleta na recuperação econômica européia

Entidades que promovem a bicicleta na Europa querem acelerar a aprovação de um pacote econômico pós-quarentena que inclua a bicicleta, um Green Deal Europeu. Trata-se de uma versão européia atualizada, e verde, do New Deal, programa de recuperação econômica dos EUA no pós crise de 1929. O momento atual na Europa só permite se pensar em uma retomada com sustentabilidade. Por hora ainda faltam aprovações oficiais, mas serão 20 bilhões de euros para a investimentos em mobilidade nos países membros. Pela primeira vez a bicicleta está incluída, desde o início, no planejamento financeiro ao lado dos outros meios de transporte.

França triplica investimento na bicicleta na saída da quarentena

O plano nacional francês de incentivo emergencial a bicicleta era de 20 milhões de euros e aumentou 60 milhões. A consolidação do incentivo para que a população francesa saia da quarentena pedalando. Dentre as medidas do governo, a de maior destaque é o “vale manutenção”. São 50 euros para serem gastos em oficinas devar bicicleta, benefício que até agora já foi utilizado por mais de 62 mil franceses.

Saúde mental é motivo para pedalar na quarentena

No Reino Unido, cerca de 87% dos ciclistas tem na bicicleta um grande apoio para manter a saúde mental. A mesma pesquisa aponta ainda que 35% dos entrevistados admitiram dificuldades em manterem um bom estado mental. Além disso, para manterem-se ativos, 46% dos ciclistas usam ou pretendem pedalar dentro de casa, no rolo ou na ergométrica. Ainda entre os destaques, 91% pretende incentivar o uso da bicicleta por amigos e familiares e 57% pretender fazer um pedal épico assim que a quarentena acabar.

O desafio de balancear segurança e reaberturamob

Com a flexibilização da quarentena em andamento no Brasil e no mundo, o caminho para a reabertura gradual certamente irá pedir adaptações. Lojistas precisam estar atentos aos decretos locais de segurança e ao distanciamento entre consumidores e funcionários. Trata-se de uma excelente oportunidade para um atendimento mais exclusivo, com a loja funcionando nos moldes de uma butique. O treinamento da equipe para o pós-confinamento é também fundamental, quem gerencia uma loja irá precisar investir nos talentos dos seus funcionários e garantir um espaço para que cada profissional possa atingir seu potencial máximo.

Mercado da bicicleta se engaja na luta antirracista

Os protestos antirracistas nos EUA incentivaram diversas empresas de bicicleta a se posicionarem em solidariedade. Mesmo com lojas no meio da convulsão social, teve lojista que criticou a preocupação maior com vitrines do que com as reivindicações de quem protestava. 

 

Pandemia pode, talvez, mudar a mobilidade no Brasil

Os planos começam a ganhar forma no papel para que cidades brasileiras se tornem melhores para quem pedala. Segue em discussão a regulamentação do Plano Bicicleta Brasil (PBB), capitaneada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) em parceria com a União de Ciclistas do Brasil (UCB). Enquanto isso, Curitiba é exemplo de cidade que faz planos, com restrições ao estacionamento de carros e ciclofaixas temporárias prometidas. Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro e a Câmara de Vereadores de São Paulo também buscam puxar a promoção ao uso da bicicleta. Por hora, nada de concreto, mas são planos factíveis e positivos para as cidades.

Bicicletas da Uber vão parar no ferro velho

Definida como “a melhor bicicleta elétrica compartilhada jamais produzida”, milhares de modelos da JUMP foram mandados para reciclagem. A destruição acontece depois que a empresa, divisão de bicicletas da Uber, foi repassada para a Lime. A justificativa para “reciclar responsavelmente” bicicletas em um momento de demanda aquecida, foi porque os modelos têm tantas tecnologias proprietárias que a recarga e manutenção não são possíveis para o consumidor final.

É possível jogar videogame e treinar ao mesmo tempo

Bicicleta e videogame estão definitivamente mais próximos durante a pandemia. Por pura curtição, um grupo de programadores desenvolveu uma modificação para que seja treinar dentro do jogo Grand Theft Auto (GTA). A força nos pedais impulsiona o personagem no jogo, maneiras inusitadas de tornar a pedalada em casa mais divertida.

Estoques podem ficar prejudicados no hemisfério sul

Com a demanda aquecida por conta da saída do confinamento e do verão no hemisfério, o mercado de bicicletas ao sul do Equador pode sofrer um pouco mais. A dificuldade está justamente em estabelecer a prioridade em quem vai poder repor seus estoques primeiro. Com muitos mercados ainda fechados e as dificuldades logísticas em alta, o desafio é grande. Um exemplo das disputas que podem estar a caminho é o crescimento do envio de bicicletas elétricas por frete aéreo para o Reino Unido, tudo para manter abastecido o mercado.

 

Shimano comenta resultados do primeiro trimestre

Os resultados globais da Shimano foram negativos no primeiro trimestre do ano, retração de 15,4% nas vendas no comparativo com 2019 e queda de 26,1% na receita operacional. O fechamento forçado das fábricas na Malásia e Singapura também foram um resultado negativo. Mesmo assim, a retomada das atividades econômicas e os incentivos para o uso da bicicleta na Europa são fonte de otimismo. Muitos pedidos a serem atendidos, em especial nos componentes para bicicletas de transporte urbano, elétricas e MTBs de baixo e médio preço.

 

9 de julho cancelada e L’Étape Brasil muda data

Tal como o Tour de France, o L’Étape Brasil teve de adequar seu calendário aos tempos de pandemia. A nova data passa a ser 29 de novembro de 2020. Menos sorte teve a tradicional prova 9 de julho, a antecipação do feriado estadual e as incertezas sobre a reabertura forçaramch o cancelamento da edição deste ano da prova. Na terra, a Brasil Ride mantém seu calendário e busca atrair mais inscritos isentando profissionais da saúde de qualquer taxa.

 

Otimismo: bicicletas dominam as ruas nos países que saem da quarentena

Pandemia é oportunidade para se investir na bicicleta

Os exemplos e os números do exterior mostram que a bicicleta cumpre um papel fundamental durante o período de isolamento e na saída da quarentena. Vendas em alta já são realidade na Europa e nos EUA. Com o Brasil em compasso de espera e no centro do aumento de casos de covid-19, o momento ainda não é favorável. Enquanto o poder público reage a pandemia, quem precisa se deslocar, já usa mais a bicicleta e quem a promove já se manifesta por cidades mais pedaláveis. Mais ciclovias interessam até quem não pedala. Vale até fazer como em Nova Iorque e pedir ao prefeito que a cidade seja mais como Paris.

Os benefícios do ciclismo indoor

O ciclismo indoor e as endorfinas que o exercício produz são um rotina para muitos repleta de benefícios. A pandemia trouxe mais adeptos para a prática que, sem o vento no rosto, pedalam sem sair do lugar. Mas os pedais em rolo ou bicicletas estacionárias são também oportunidade para solidariedade

No Brasil lojistas se preparam para enfrentar a crise

A expectativa geral para o varejo é da pior queda de faturamento da história com uma desarticulação das cadeias de comércio. Nesse contexto, as vendas online são uma busca pela sobrevivência, com um aumento de 209% durante a pandemia. Para fortalecer o setor de bicicletas, que tem chances de aumentar muito seu faturamento pós-quarentena, a Aliança Bike preparou um curso em parceria com o Sebrae para que lojistas de bicicleta enfrentem a crise e possam sair dela.

França e Alemanha dão a volta por cima

A primavera no Hemisfério Norte é normalmente o período de aumento de vendas nas bicicletarias. Mas com todo o comércio fechado, o estoque ficou parado e a saída do confinamento marcou um boom de vendas na Alemanha. Mas não foi apenas o clima primaveril que despertou o desejo de compra, os efeitos da pandemia também se fizeram sentir. A população passou a procurar o melhor veículo para manter-se fisicamente ativa e escapar do confinamento no transporte público. Na França, o “vale manutenção do governo” já é responsável por tirar a poeira de uma frota parada que ganha já ganha as ruas.

Reino Unido tem explosão de vendas de bicicletas

Uma grande rede de varejo de bicicletas no Reino Unido divulgou números para encher de otimismo qualquer lojista. No comparativo com o abril do ano passado, as vendas de bicicletas de entrada (a partir de £500 ou R$ 3.300) cresceram 677% no último mês. Investimentos pesados do governo, com vale compras de £50 (R$ 330) certamente tem sua parcela nos resultados positivos do mercado. Mas o esforço de lojistas para se manterem abertos e o apoio da população aos pequenos também é um fator chave.

Nos EUA, lista de espera

O crescimento de vendas de bicicletas nos EUA chega a gerar lista de espera para compra. E o aquecimento do mercado vai além. Um exemplo é a Schwinn que resolveu lançar um novo modelo urbano, marcando os 125 anos da marca e que será vendido apenas através do site da Walmart. Outro destaque no mercado norte-americano são as infantis. Com 82% das famílias confiantes para colocar as crianças ao ar livre, as vendas desses modelos e acessórios para carregar crianças também estão em alta. O mercado já aposta na venda direta ao consumidor para aproveitar o impulso de compras.

Manter o ar limpo significa nos livrarmos dos carros

Os benefícios imediatos da redução de carros nas ruas já são sentidos com a queda nos poluentes no ar. A melhoria transitória já indica que sair da pandemia e voltar aos níveis de utilização de carros de antes é um caminho que não é nem saudável e muito menos sustentável. É preciso aproveitar o momento em que as cidades estão um pouco menos carro cêntricas e buscar novas políticas públicas. Estamos em uma encruzilhada e é preciso escolher a bicicleta, os índices de poluição em uma Londres cada vez mais pedalável são apenas um dos exemplos. Felizmente, ao menos no Reino Unido, um terço dos motoristas pode deixar seus carros de lado em favor das bicicletas. Uma população menos exposta a poluição seria apenas um dos benefícios.

Ciclistas de app nos EUA querem mais ciclovias

Uma extensa pesquisa conduzida em São Francisco nos EUA abordou as incertezas nas ruas e nos ganhos que esses profissionais sofrem. Tal como a maioria dos ciclistas, entregadores de aplicativo por lá tem de lidar com a agressividade no trânsito e defendem a expansão das ciclovias. Some-se a isso a relação de trabalho com os aplicativos, sem garantias. São em sua maioria homens, imigrantes e que dependem de alguma forma de auxílio do governo. A precariedade nos ganhos e o pedalar pelo sustento aproximam os ciclistas da Califórnia dos de São Paulo. Os exemplos de ações para o pós-pandemia é a melhor resposta para melhorar a condição de trabalho dos entregadores.

Correios testam novo modelo de bicicleta

Entregas em bicicleta pelos Correios são uma tradição de longa data. A agilidade dos carteiros ciclistas sempre foi um fator de aumento na produtividade nas entregas. Para os desafios de hoje, a empresa vem testando novas soluções em ciclologística. A mais recente é um modelo urbano com três marchas no cubo e suspensão dianteira. O novo modelo vai circular pelas ruas de Minas Gerais, mas outros centros de distribuição também devem receber novidades.

Como as elétricas podem resolver nossos problemas de mobilidade

As vendas já estão crescendo, com medidas de incentivo ao uso, as bicicletas elétricas podem ser também uma opção capaz de trazer grandes impactos na redução de emissões. Um estudo no Reino Unido apontou um potencial para reduzir a metade as emissões do setor de transportes com a adoção em larga escala das elétricas em substituição aos carros. Dentro das cidades elas são perfeitas para deslizar pelo trânsito. Mas uma surpresa no estudo é que muitas das oportunidades para fazer a troca estão nas zonas rurais e subúrbios, onde as distâncias são mais longas e um empurrão do motor ajuda o ciclista a ir mais longe. 

Strava quer mais assinantes para se manter

Maior rede social para para praticantes de atividades físicas a Strava tem 7,5 milhões de usuários cadastrados apenas no Brasil. Para garantir a sustentabilidade financeira do negócio, a plataforma volta seus esforços para aumentar sua base de assinantes pagos. A principal mudança está na cobrança para ter acesso a tabela de classificação de segmentos, os famosos KOMs, ficam restritos aos assinantes.

Empresas investem na sustentabilidade

A fabricante de componentes Chris King foi a primeira empresa do mercado de bicicletas a receber a certificação do Sistema B. O selo atesta a sustentabilidade social e ambiental da empresa. A fabricante não está sozinha na busca da construção de novos modelos econômicos. Outro exemplo é a VAAST que também busca a certificação com empresa B e para isso, retirou todo plástico em todas as suas embalagens. Já a canadense Bjorn Bikes, que nasceu focada na sustentabilidade, lançou manoplas feitas de borracha reciclada.

Ruas para pessoas são a chave para retomada econômica

Nos EUA, a NACTO, que reúne os técnicos de transporte do país, lançou um documento especial sobre como as cidades podem combater o covid-19. O manual traz uma abordagem prática de soluções para ampliar o espaço público para as pessoas e diminuir o contato e o contágio. A iniciativa está inserida no contexto de favorecimento do comércio local como componente da retomada econômica que precisará acontecer no pós-pandemia. Ciclovias que atraem mais pessoas para o comércio, mais espaços para restaurantes colocarem suas mesas ao ar livre e até mesmo permissão para comércio de rua.

Quando leis que obrigam capacete dão errado

O estado de Nova Gales do Sul, na Austrália, exige que ciclistas utilizem o capacete desde 1991. Mas uma mudança na legislação de trânsito em 2016 trouxe duas grandes mudanças. Motoristas deveriam respeitar uma distância mínima ao ultrapassar ciclistas e a multa para quem pedalar sem capacete aumentou em quase 350%. A multa hoje está em AUD 344 (R$ 1.220), um valor muito maior do que o que deve pagar um motorista que invade uma ciclovia (AUD 191 – R$ 677). Um estudo mapeou que entre 2016 e 2019 foram 17.560 multas emitidas contra ciclistas sem capacete e 95 contra motoristas que não respeitam a distância ao ultrapassar uma bicicleta. A disparidade dá a dimensão do quanto a lei não tem como foco a proteção a quem pedala.

Impactos da pandemia no esporte ainda incertos

Tendo o avanço da pandemia no Brasil como exemplo, o Comitê Olímpico Internacional cita o risco de que as Olimpíadas, adiadas para 2021, podem ser canceladas, mesmo com uma vacina. Por agora, as equipes de ciclismo tentam voltar aos treinos e competições, um pouco em segredo, mas também com redução de riscos. Um dos riscos não antecipados vem da Colômbia, com os grandes nomes do país podendo ficar de fora do Tour de France caso a proibição de vôos para a Europa siga em vigor. Enquanto isso no Brasil, times de futebol ainda esperaram a pandemia passar e já lutam para voltar aos treinos e retomar os campeonatos.

Isenção pra quem é do Simples Nacional, pequenos negócios vão salvar a economia e ciclofaixas temporárias em SP

Entidades se unem por ciclofaixas emergenciais em SP

A Organização Mundial da Saúde recomenda, grandes cidades ao redor do mundo já adotaram e ativistas em São Paulo querem que a prefeitura implemente. Trata-se da “solução bicicleta”, ciclofaixas temporárias para o fluxo seguro de ciclistas e que evitam as aglomerações sem gerar congestionamentos e poluição. A resposta do secretário municipal de transportes é de que tem “receio em implementar as ciclovias temporárias sem estudo”, mas disse que faria campanha de incentivo para uso da bicicleta como meio de transporte durante a pandemia. Os números, no entanto, mostram que só falta mais infraestrutura. Os contadores fixos nas ciclovias revelam aumento de 29% no fluxo de ciclistas na Vergueiro (com 132,7% de crescimento nos fins de semana). Já na Faria Lima, houve uma queda durante a semana, diante do fechamento dos escritórios no eixo cicloviário mais movimentado da cidade, mas um crescimento de 9,4% nos fins de semana. A população paulistana precisa apenas de mais infraestrutura segura para ser palco do “boom ciclístico” que se alastra pelo mundo.

A explosão no uso da bicicleta nos EUA durante a pandemia

Lojistas ao redor dos EUA têm visto uma explosão de demanda sem precedentes. Desde o começo da pandemia as vendas e o uso da bicicleta têm crescido para transporte e lazer. E as respostas do poder público são para acolher e promover o melhor meio de transporte individual. Nova Iorque é apenas um dos exemplos com aumento de 67% no uso das bicicletas compartilhadas durante a pandemia. Além disso, a bicicleta é também é a saída para que a cidade não viva um “apocalipse motorizado” com o já presente aumento no uso do carro. Um plano para a quarentena, na vida e nas cidades, é como aprender a pedalar. Lições para a vida. As soluções já circulam por aí, de Nova Iorque às compartilhadas de baixo custo em Queimados no Rio de Janeiro.

Como está sendo a saída do confinamento na Europa

No Reino Unido um terço da população concorda que adotar a bicicleta e deixar o carro de lado é o melhor a se fazer. Na prática, a Europa sobe na bicicleta para sair do confinamento com uma lista cada vez mais longa de cidades que apoiam ciclistas com novas ciclovias. Em meio a diversas regras, Portugal é um exemplo do aumento nas vendas de bicicleta e na Espanha a realidade é de pressão para ruas para pessoas. Ao mesmo tempo, lojistas espanhóis só podem abrir lojas com até 400 metros quadrados o que força as grandes redes a se adaptar.

Estudo aponta baixo risco para atividades ao ar livre

Um estudo preliminar com 1.245 casos de contágio por coronavírus concluiu que somente em duas oportunidades a pessoa foi infectada realizando atividades ao ar livre. O levantamento é boa notícia para quem pedala e caminha, já que aponta um baixo grau de risco para quem se mantém ativo e ao ar livre. O estudo está ainda no estágio de revisão por pares e utilizou os dados de monitoramento de celulares.

 

Pequenos negócios  locais e a sobrevivência da economia

Uma cidade no interior do estado de Illinois nos EUA foi palco de um protesto inusitado pela reabertura do comércio. Depois de uma caminhada convocada pelo Facebook e onde foram proibidas suásticas e referências raciais, o grupo se dirigiu para a frente de uma loja de bicicletas. Como bicicletarias são serviço essencial, a loja, de propriedade do prefeito, estava aberta. A resposta do prefeito lojista foi um “desconto especial para pessoas no protesto”. Ninguém quis entrar para conferir. Por mais que o setor de bicicletas esteja em uma posição privilegiada, a pandemia tem trazido impactos sérios para o comércio local, em especial para os pequenos. Nos EUA, foram criados fundos específicos para aliviar os impactos econômicos negativos e construir um modelo mais igualitário e democrático no futuro.

Financiamento de bicicletas cresce no Reino Unido

Os pedidos de financiamento para compra de bicicletas no Reino Unido alcançaram um recorde de £60 milhões (R$ 420 milhões) e ao que tudo indica a tendência é que tal modalidade siga crescendo. As lojas ainda viram um aumento no fluxo de dinheiro vivo e boas vendas no segmento abaixo de £500 (R$ 3.500). Os impactos da pandemia no varejo de bicicletas no Brasil estão refletidos na recente pesquisa de mercado conduzida pela Aliança Bike.

Taipei Cycle Show abre suas portas com realidade virtual

Com o cancelamento oficial do evento, a Taipei Cycle Show, maior feira mundial do mercado de bicicleta, lançou sua edição digital. É possível encomendar peças de diversos fornecedores por um site exclusivo. Além disso, os ganhadores do prêmio de inovação em design contam com um pavilhão inteiro em 3D, com tour virtual e demonstração dos produtos em realidade virtual. 

Itália vai dar bônus para incentivar uso da bicicleta

Com bônus de até 500 euros (R$ 3.133) na aquisição de bicicletas, a Itália quer incentivar seu próprio boom de ciclistas. O valor pode representar até 60% do total da bicicleta ou qualquer veículo “não poluente”, bicicletas elétricas, patinetes e similares inclusos. A iniciativa nacional já tem um equivalente local antigo. Em Bari, capital da Apúlia, ciclistas recebem um bônus entre 100 e 200 euros na compra e mais 25 centavos por quilômetro pedalado ao trabalho, até o limite de 400 euros por mês. Programa similar já foi aprovado na cidade de São Paulo e agora espera regulamentação do prefeito

Pilotos de avião enciumados com prioridade da bicicleta

Entre especialistas já existe um consenso de que mudanças nas ruas são uma grande necessidade para a recuperação econômica de Londres. O chefe do serviço público de saúde do Reino Unido (o SUS de lá) é mais uma voz em favor das bicicletas. Mas existem também os que são contra. A associação britânica de pilotos, preocupada com os 23 mil empregos do setor aéreo, lançou uma nota o diz que “(…) os pilotos britânicos ficaram absolutamente horrorizados e francamente furiosos” com o plano do governo de investir  £2 bilhões (R$ 14 bilhões) na mobilidade a pé e em bicicleta, enquanto o setor aéreo “morre diante dos olhos de todos.” Já no Brasil, os bilhões estão indo para o setor aéreo, por hora R$ 4 bilhões através de um pacote de ajuda do BNDES.

Como Oslo zerou as mortes de pedestres e ciclistas no trânsito

A edição de maio da revista do Instituto de Engenheiros de Transporte (Institute of Transportation Engineers – ITE) foi inteiramente dedicada à segurança viária. O maior destaque está na reportagem sobre como Oslo, a capital da Noruega, conseguiu chegar a zero mortes de ciclistas e pedestres no trânsito e como é possível a outras cidades seguirem o modelo. Em resumo, desde 2015 o governo local tem encarado a preservação da vida como prioridade e adotado uma série de medidas para reduzir a velocidade (e o potencial de matar) dos veículos motorizados e ao mesmo tempo abrir espaços para pedestres e ciclistas.

 

Irlanda do Norte legaliza bicicletas elétricas

Uma legislação antiquada impunha uma série de dificuldades e custos para quem quisesse ter uma bicicleta elétrica na Irlanda do Norte. Até 13 de maio de 2020 elas eram equiparadas aos ciclomotores e deveriam ser registradas, emplacadas e pagar um seguro obrigatório, um custo extra de £290 (R$ 2.041) na comparação com uma bicicleta convencional. As regras atuais passam a ser idênticas às do resto do Reino Unido e da Europa, sem obrigação de licenciamento e seguro para bicicletas de pedal assistido e potência de 250w, com mais restrições para os veículos mais potentes. A regulação europeia, no entanto, segue bastante complexa e repleta de interseções desastrosas com motocicletas com motor a combustão.

Planos de transporte precisam incluir cargueiras elétricas

A recuperação econômica pós-pandemia irá necessariamente precisar do apoio da ciclologística e mudanças já estão em curso. Cidades e empresas no Reino Unido assumiram o compromisso de continuar a expandir o uso de bicicletas de carga para o último quilômetro. No continente europeu, a Giant fez um parceria com uma desenvolvedora holandesa de bicicletas elétricas para um modelo feito sob medida para entregar pizzas para a Domino’s. Já nos EUA, Portland abriu consulta pública para seu plano de transportes de carga. Ao mesmo tempo, em Miami a DHL testa entregas com cargueiras elétricas.

Holandesa VanMoof recebe investimento de €12,5 milhões

Fabricante de bicicletas elétricas de alto padrão, a holandesa VanMoof conseguiu fazer o sua maior captação de investimento até hoje. São €12,5 milhões (R$ 78,41 milhões) para financiar a expansão internacional da marca. O crescimento de 184% nas vendas no Reino Unido certamente são um fator de entusiasmo para investidores.

A elétrica urbana mais leve até agora

Os mais otimistas definem o novo lançamento da linha urbana da Specialized como o “Santo Graal das bicicletas elétricas”, um modelo leve e com autonomia de 130 quilômetros. A Turbo Vado SL pesa 14,9 kg, o que é cerca de 40% mais leve do uma “e-bike normal”, a combinação de boa autonomia e baixo peso. A concorrente Trek lançou também seu modelo urbano, com quadro rebaixado e um perfil mais focado no conforto e menos na performance.

Batalha entre apps e restaurantes

Para sobreviverem sem as vendas no salão, restaurantes tem ficado dependentes das entregas. A vitrine virtual torna-se valiosa e as taxas dos aplicativos aumentam, apertando mais os restaurantes. Essa é a realidade brasileira, que conta também com concorrentes que chegam ao mercado deixando de lados as taxas em favor de planos de assinatura. Já nos EUA algumas cidades impuseram limite de até 15% nas taxas dos aplicativos de entrega, já que chegam a cobrar 30% de comissão dos restaurantes. Outra iniciativa partiu dos indivíduos, que têm buscado deixar de lado a conveniência da compra por aplicativo e feito pedidos diretos. O mercado de entregas ainda irá passar por muitas revoluções.

Strava lança desafio para arrecadar doações

Manter-se ativo durante a pandemia já é um desafio. Para incentivar as pessoas a se movimentarem, o Strava convidou usuários a praticarem no mínimo 5 horas de atividades durante um mês, o esforço se transforma em doações para o Instituto Horas da Vida que oferece atendimento médico para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Quem quiser transformar suas pedaladas virtuais em caridade tem uma série de opções de como promover desafios ciclísticos dentro de casa e ajudar organizações sem fins lucrativos.

Trump quer pressionar empresas a saírem da China

A guerra tarifária dos EUA contra a China havia arrefecido por conta da pandemia, mas uma recente declaração do presidente Donald Trump fez ressurgir o conflito. Trump acenou com um possível aumento de impostos para quem não produzir dentro dos EUA. A medida é uma forma de pressionar as empresas a fecharem suas linhas de produção na China. Em tempos de recessão, novas barreiras comerciais são o oposto do que se recomenda como forma de sair da crise.

PL quer isenção de impostos para empresas do simples

Projeto de lei em tramitação no Senado quer instituir o “Financiamento Simplificado Especial Temporário – FSET“. A medida visa dar alívio temporário de impostos para as micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. Outra linha de ação legislativa no Senado é o alívio para consumidores inadimplentes, medida pouco ortodoxa que pode acabar por favorecer maus pagadores. O “modelo chinês” de enfrentamento da crise tem como ponto em comum com o Brasil o alívio tributário e empréstimos subsidiados. Por hora o retrato brasileiro das medidas de apoio é de dificuldades para quem precisa de ajuda.

Derrotas na Justiça inibem novas ações na pandemia

Quem tem recorrido a justiça em busca de algum alívio de prazos no pagamento de impostos tem baixa taxa de sucesso. Tanto que o número de ações baixou com o avanço da pandemia. Por ora, batalhas contra o ICMS tem até mesmo o potencial de inviabilizar a arrecadação no estado de São Paulo. O caminho mais frutífero é contar com a boa vontade dos governos. A Prefeitura do Rio de Janeiro é mais um exemplo de ente federativo que buscou premiar com descontos os bons pagadores de impostos.

Produção de bicicletas em Manaus despenca em abril

Os números da produção de bicicletas na Zona Franca de Manaus mostram uma queda brusca no volume de produção. As 10.071 produzidas em abril representam uma queda de 81,4% no comparativo com março de 2020 (54.115 unidades), que representou ainda retração de 86,7% no comparativo com abril de 2019 (75.680 unidades). O esforço das empresas do pólo é de minimizar as dificuldades de caixa e dos parceiros no varejo.

Resultados positivos no exterior

A indústria de bicicleta no mundo tem apresentado resultados positivos. A Dorel Sports (controladora das marcas Cannondale e também da Caloi) enxerga um crescimento nos negócios com um aumento no número de ciclistas. A pequena inglesa Brompton viu suas vendas crescerem cinco vezes durante o lockdown. Outro exemplo é a Swytch, que fabrica kits de conversão para elétricas, a empresa tem uma lista de espera de 100.000 pessoas por conta do aumento de demanda.

Acesso a parques em bicicleta no Brasil e nos EUA

Como forma de ampliar o público dos parques nacionais, uma consulta pública nos EUA quer debater o acesso mais amplo para ciclistas em bicicletas elétricas. O debate está centrado na equivalência entre pedelecs e bicicletas convencionais. Já no Brasil, o Parque Nacional de Sete Cidades no Piauí abriu edital para locação de bicicletas aos frequentadores. Trata-se de uma área de 6.221,48 hectares e perímetro de 36 Km abertos para pesquisa e turismo ecológico.

Atualizações no MTB e na pontuação para Olimpíadas

Após o adiamento por conta da pandemia, a Copa do Mundo de MTB XCO tem um novo calendário que começa em setembro e se estende até novembro. Quatro etapas ficaram de fora por conta da pandemia  Losinj (Croácia), Fort William (Grã Bretanha), Vallnord Pal Arinsal (Andorra) e Mont-Sainte-Anne (Canadá). No Brasil, o CIMTB teve troca nas etapas, Taubaté (SP) passou para o lugar de Petrópolis (RJ). De volta para o calendário internacional, também foram anunciadas mudanças na pontuação olímpica. Nada muda no ciclismo de estrada e de pista, mas foram feitas adaptações no BMX e MTB, com provas realizadas até 2021 podendo contar pontos.

Vietnam terá primeira prova pós-pandemia

O Vietnam será palco da primeira prova de ciclismo pós-pandemia no mundo. As 18 etapas terão transmissão ao vivo através do Facebook e Youtube. O espanhol Javier Sardá será o defensor do título. A prova é acima de tudo um alento para quem ainda teme não poder competir este ano.

Astana e CCC são as grandes equipes na berlinda

Um novo time do WorldTour pode estar para nascer no Reino Unido, mas a realidade é dura com as equipes que tentam sobreviver no presente. O Ineos Group, que dá nome a equipe britânica multicampeã com Chris Froome está negociando um empréstimo bilionário. Já a CCC, empresa polonesa de calçados, já anunciou que não vai renovar o patrocínio com a equipe que leva seu nome. O drama se soma ao corte de salários na equipe. A Astana (que também é a capital do Cazaquistão) tem de lidar com a recessão no seu país sede, provas canceladas e baixa no preço do petróleo. Basta lembrar da dependência da commodity para a economia cazaque, cujo governo patrocina a equipe. Nem a vitória no Giro d’Italia virtual trouxe grande alento.

Lance Armstrong promete contar sua verdade 

Novo documentário com estreia prevista para 24 de maio de 2020 na ESPN abre espaço para que Lance Armstrong conte a sua verdade. O material promocional é direto, o multicampeão dos títulos cassados afirma com todas as letras: “não vou mentir para você”.

Cidades e a pandemia – Edição especial Bicicleta News

Mais bicicletas e ruas completas

De Ålborg na Dinamarca a York na Inglaterra, de Adelaide a Viena, cidades ao redor do mundo têm expandido os espaços para pedestres e ciclistas como resposta à pandemia de coronavírus. Um esforço colaborativo de mapeamento, coordenado pela Universidade da Carolina do Norte nos EUA, já catalogou mais de 370 cidades com alguma política em favor das pessoas. As iniciativas estão inseridas na mudança de hábito que já começa a surgir no “novo normal” que a pandemia trouxe consigo. Para evitar as contagiosas aglomerações, a resposta comum é agir de forma rápida e eficiente para ampliar o espaço público para as pessoas a pé ou em bicicleta. Calçadas mais largas e mais pistas seguras para ciclistas. A paisagem sonora das cidades já mudou e o momento agora é de garantir que um maior número de pessoas tenha infraestrutura adequada.

Cidades defendem novo modelo econômico

O grupo C40, que reúne as maiores cidades do mundo, lançou um manifesto sobre a recuperação econômica pós-pandemia. No documento, assinado por Curitiba, Salvador, São Paulo e diversas outras grandes cidades do mundo, os prefeitos firmam o compromisso de que não voltaremos agir como sempre agimos. Mais do que uma crise de saúde pública, a pandemia é também um crise econômica e social. Com uma população que chega a 750 milhões, as cidades signatárias estão unidas ao redor de alguns preceitos básicos. Ação climática, equidade e resiliência. Em resumo: “A recuperação, acima de tudo, deve ser orientada pela adesão à saúde pública e ao conhecimento científico, a fim de garantir a segurança de quem mora em nossas cidades”.

Nos EUA as ruas lentas e completas

Calçadas lotadas e carros parados na rua se tornaram parte da paisagem de Nova Iorque. As grandes e largas avenidas de Manhattan agora repleta de espaços livres em que bicicletas circulam livremente mostram que a maior cidade norte-americana já descobriu a fórmula para ser mais habitável. Tudo passa pela redistribuição do espaço público. Quando a cidade voltar a vida, caminhões de entrega irão circular em maior número, o desafio é sobre como redistribuir o espaço, abrindo as ruas para as pessoas onde antes ficavam apenas carros estacionados. Na Flórida, por exemplo, calçadas mais largas avançam sobre as ruas e garantem espaços abertos para restaurantes. Ao mesmo tempo, as reduções temporárias de velocidade nas vias se tornam definitivas. Resta ainda uma lição aprendida, o plano de recuperação da indústria automobilística de 2009 foi um erro que não pode se repetir. Outro desafio futuro é garantir que a expansão dos espaços públicos para as pessoas não se torne apenas uma iniciativa comercial e deixe de servir as comunidades mais vulneráveis.

Era de Ouro para a bicicleta no Reino Unido

Um plano de £2 bilhões (R$ 14,3 bi) é o tamanho do compromisso do governo do Reino Unido na promoção ao uso da bicicleta. A aposta do primeiro ministro Boris Johnson é que o futuro pós-pandemia será uma “Era de Ouro” para ciclistas. Ciclofaixas temporárias já estão sendo implementadas. Em Londres, por exemplo, a expectativa é que o uso da bicicleta aumente em dez vezes. Para os britânicos em geral a melhoria dos indicadores de qualidade de vida é prioridade em relação a recuperação econômica.

 

Varejo da bicicleta inova e cresce no mundo

Como comprovou a pesquisa da Aliança Bike, bicicletarias no Brasil não fizeram home-office e venderam muito rolo de treino durante isolamento. Mas além da adequação do portfólio de produtos, lojistas em outras partes também têm investido em outras estratégias. Para atrair a clientela, a rede britânica Halfords oferece check up gratuito em 32 itens, o alvo são cerca de 32 milhões de bicicletas encostadas e prontas para ganhar as ruas. Na América do Norte, os impactos nas lojas são variáveis, com vendas de produtos para manutenção em casa e até mesmo aumento de vendas de bicicletas. Na Espanha, os números são impressionantes: a Associação de Marcas de Bicicleta divulgou aumento de 400% nas buscas por bicicletas urbanas e um crescimento de 200% nas vendas.

A lenta reabertura do comércio na Europa

Com o enfraquecimento da pandemia, o comércio está sendo aos poucos reaberto na Europa. Desde o começo de maio, parte do comércio em Portugal vem reabrindo as portas. O uso de máscaras nos prédios e no transporte público será obrigatório e as restrições do que pode abrir irá se flexibilizar ao longo do mês de maio. Na Espanha o comércio está reabrindo também, mas com hora marcada e limite de clientes. Na Itália a abertura das lojas só vai acontecer a partir de 18 de maio.

Os patinetes elétricos vão sobreviver ao coronavírus?

Longe das ruas do mundo desde o começo da quarentena, os patinetes elétricos podem ser mais uma vítima da pandemia. A transferência do controle da JUMP, divisão de patinetes e bicicletas da Uber, para a concorrente Lime é apenas o indicador mais recente de que o modelo de negócio das startups parece longe de se consolidar. Mesmo com a crescente demanda por viagens individuais pós-confinamento, o horizonte para as empresas de patinetes não é dos melhores. A esperança está no verão do hemisfério norte, que traz um pico de usuários. Já no Reino Unido, os investimentos em infraestrutura cicloviária podem finalmente liberar o uso de patinetes elétricos no país.

Gravel elétrica faz sentido?

Situadas em algum lugar entre uma MTB e uma Speed, as gravel ficam nesse lugar fluido. Mas com o crescimento de mercado das elétricas e das gravel, uma e-gravel seria inevitável e elas vieram. Mas elas tem um grande ponto de atenção, são mais pesadas e capazes de ir mais rápido. Nesse cenário, o mais sensato a fazer é colocar os pneus mais largos que elas são capazes de ter.

Empresa une ciclologística e tecnologia

Bicicletas cargueiras são um símbolo de resiliência, capazes de levar grandes pesos e volumes por um custo muito baixo, prestam serviço essencial para comunidades menos assistidas. Os benefícios para as cidades também se traduzem em modelos de negócio inovadores. Prova disso é o crescimento da startup de carga e passageiros em bicicleta “Pedal me“. Operando em Londres, com uma frota de cargueiras, a empresa Pedal me diversificou seus serviços com uma plataforma exclusiva para compras de supermercado. Através de um app próprio, é possível unir consumidores e mercados de bairro. Um serviço especialmente útil, principalmente se levarmos em conta que tem gente no Brasil que faz a compra do mês e espera que um ciclista com uma mochila de isopor seja capaz de levar os produtos.

Ciclismo virtual, esporte e videogame

As plataformas digitais de ciclismo, além da melhor (ou única) alternativa para pedalar durante a quarentena, tem buscado também se consolidar como um esporte a ser assistido. O mais recente evento foi o Tour for All, reuniu atletas de elite pedalando de casa e buscando levantar recursos para a organização Médicos Sem Fronteiras. A vitória da Astana no Giro d’Italia Virtual foi o outro destaque no ciclismo que se compete sem sair de casa.

O risco de aumento de impostos para arcar com a pandemia

Em diagnóstico compartilhado com o mercado, economista chefe do banco Itaú afirmou que será necessário um aumento temporário de impostos para pagar a crise. No radar, diminuição de incentivos, mas a oportunidade também está posta para melhorias. A primeira delas é diminuir o peso dos impostos sobre o consumo e equacionar melhor o modelo de tributação e federalismo.

Incentivos fiscais em debate em estados e municípios 

Brasil afora, as políticas de impostos têm variado muito durante essa pandemia. No Rio de Janeiro, por exemplo, empresas têm sido obrigadas a repassar parte de incentivos fiscais para um fundo emergencial. Na esfera dos municípios, o debate está totalmente aberto. Enquanto um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional pode ajudar municípios no combate ao covid-19, prefeitos que concederem benefícios ou isenções podem ser punidos.

Ações de empresas de bicicleta sobem nas bolsas

O compromisso de investimentos em mobilidade ativa no Reino Unido gerou valorização das ações de empresas de bicicleta. De Londres a Tóquio, as bolsas foram testemunha do crescimento da bicicleta. A esperança geral é que o grande aumento de demanda durante a quarentena possa continuar a crescer com o relaxamento do isolamento. No entanto, de maneira geral, os resultados ainda não são consistentes ao redor do mercado, com o balanço das empresas divulgados até agora trazendo grandes variações de resultados.

Mavic em custódia judicial na França

Com mais de 100 anos de história, a Mavic, fabricante francesa de rodas e acessórios, foi colocada em custódia judicial. A medida veio como resposta ao imbróglio sobre quem afinal é dono da empresa depois de uma série de negociações e transferência de controle. A decisão do Tribunal Comercial definiu que a Salomon será responsável pela prestação de contas da Mavic ao longo dos próximos seis meses.

Pressão por mais transportes ativos na saída do confinamento

A Associação de Bicicletas do Reino Unido (BA), entidade que representa o mercado, divulgou um documento pedindo ações ousadas em favor da bicicleta. As medidas envolvem zerar impostos sobre bens e serviços para as bicicletas (VAT) e a construção de ciclovias para evitar os congestionamentos no pós-confinamento. Nos EUA, entidades se uniram para pressionar o Congresso a acelerar os investimentos em transportes ativos. O cenário norte-americano tem muito a melhorar, desde mais verbas até mesmo incluir a bicicleta nas auto-escolas.

Plano de Mobilidade Ativa em consulta pública no DF

O governo do Distrito Federal (GDF) abriu consulta pública para que a população possa conhecer e contribuir com o Plano de Mobilidade Ativa do DF (PMA-DF). O documento irá orientar investimentos e atende a legislação federal e local que obriga sua construção conjunta com a sociedade. As contribuições ficam abertas para a população entre 11 de maio e 9 de junho.

UCI teme pela sobrevivência das equipes

O novo calendário da UCI é “super ambicioso” e “superlotado” e mesmo assim sem garantias de que não pode mudar novamente de acordo com os impactos da pandemia. A visão geral segue de que um eventual cancelamento do Tour de France seria um desastre, dada a dependência das grandes equipes da Volta da França. Mas a insegurança vai além do calendário, o temor geral é de que nem todos os times sobrevivam até o fim da temporada.

Orientações da OMS acerca de eventos esportivos

Para orientar o planejamento de entidades esportivas e empresas que organizam eventos em geral, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou uma série de recomendações sobre como agir antes e durante os eventos. O documento chama a atenção para os fatores a serem verificados para mitigação dos riscos de contágio. Um exemplo de esporte que está testando uma reabertura lenta e gradual está o BMX nos EUA, que tem liberado a prática e as competições em alguns estados.

Varejo, indústria e esporte se adaptam em um mundo que sai pedalando da quarentena

Lições do Recife com mais bicicletas e pessoas nas ruas

As análises do futuro das cidades apontam uma fuga do transporte público na saída da quarentena. Nesse cenário, se destaca a importância do melhor meio individual de transporte. De Berlim a Bogotá, cidades ao redor do mundo estão investindo na bicicleta como solução. Cali é outro exemplo colombiano do uso da bicicleta para a retomada pós-coronavírus. No Brasil, Recife tem aproveitado o momento de isolamento social para tirar rotas cicloviárias do papel. Serão três novos caminhos para ciclistas até o fim de maio. Já nos EUA, ruas mais calmas são um benefício duplamente positivo, restringem a circulação desnecessária de carros e abrem espaços para as pessoas respirarem. Portland, Oakland e Nova Iorque são apenas alguns dos exemplos.

É preciso garantir um legado para a bicicleta

Ciclofaixas provisórias são uma excelente solução para o enfrentamento da pandemia.  E os ciclistas em Curitiba pedem as suas. Os benefícios para a sociedade são claros e valem a pena para o poder público. O Reino Unido também é palco para esse tipo de ativismo. Na Escócia, por exemplo, o uso da bicicleta dobrou de maneira espontânea e o governo se comprometeu a investir £10 milhões (R$ 70 milhões) em infraestrutura para os transportes ativos, com alargamento de calçadas e ciclofaixas. O desafio é garantir que as políticas de curto prazo gerem benefícios para depois que a quarentena acabar.

A tandem do distanciamento social

Um fabricante de quadros personalizados resolveu propor a tandem do futuro. Trata-se de uma bicicleta de dois lugares com absurdos 4,3 metros de comprimento. Bastante anti-prática e com uma aparência quase assustadora, a bicicleta é a representação visual perfeita das regras de distanciamento entre as pessoas que precisará ser respeitada quando o confinamento for suspenso. Nas palavras de seu criador é um projeto que envolveu o uso preciso de uma esmerilhadeira angular, soldagem ao acaso e confiança na esperança e boas intenções como elementos estruturais.

Queda de faturamento e aumento em serviços

O retrato do varejo de bicicleta feito pela Aliança Bike apontou queda de mais de 50% no faturamento e grande aumento na procura por serviços de manutenção e venda de rolos para treino. Foram 161 entrevistas em 17 estados brasileiros. De forma geral, a classificação das oficinas de bicicleta como serviços essenciais garantiu que a maioria das participantes na pesquisa permanecessem abertas (86%). Houve quem viu aumento na demanda (57,7%) em alguns produtos ou serviços: a venda de rolos de treinamento cresceu 250%, assim como a procura por revisões de bicicleta (24%) e a venda de bicicletas inteiras (20%). Para sobreviver ao período de confinamento, com o qual a maioria concorda (64%), a quarentena foi utilizada para organização interna e férias coletivas. Um sentimento geral prevalece, 82% dos entrevistados acreditam que o comércio de bicicletas já pode voltar a funcionar.

Venda direta e outras adaptações do mercado

Lojistas no Reino Unido que investiram no apoio aos trabalhadores essenciais têm surfado bem o crescimento na demanda. Mas uma gama enorme de soluções têm sido pensadas e implementadas como um todo. Novas lojas online, como a Selle Italia na Espanha. Entregas grátis no B2B (Business-to-business) por parte da Magura, que também passou a fabricar visores para profissionais da saúde, o que também foi feito pela fabricante de óculos Tifosi. Mas a grande tendência está mesmo em novas formas de distribuição. A empresa de suplementos OTE Sports é mais uma a fazer a transição para a distribuição direta para lojistas. Uma estratégia mais ampla tem sido feita pela Specialized na Europa, com venda omnicanal de seus produtos, tudo com apoio dos revendedores da marca. O fundador da marca norte-americana está otimista com as possibilidades para o futuro, como mais consumidores procurando a bicicleta assim que as medidas de quarentena forem relaxadas ao redor do mundo.

Adiamentos de feiras na Europa

No Brasil, o Encontro de Negócios Cyclomagazine e Bike Brasil de 2020 aconteceu logo antes das medidas de quarentena. Já o Shimano Fest, realizado tradicionalmente em agosto, foi transferido para dezembro. Na Europa, o London Bike Show 2020 foi cancelado e a próxima edição será em março de 2021. Já a maior feira do setor, a Eurobike, está marcada para setembro com um tamanho bem menor sem teste de produtos e tão pouco um dia para o público em geral. Adaptações em tempos de pandemia.

A França vai sair do confinamento pedalando

Com o fim do confinamento anunciado para 11 de maio, a França está em uma corrida contra o tempo. O plano é garantir que a maior parte dos franceses possa voltar a trabalhar e que as oportunidade de contágio pelo novo coronavírus sejam as menores possíveis. Para conciliar as duas necessidades todas as esferas de governo estão empenhadas em incentivar o uso da bicicleta, o melhor meio de transporte urbano e que garante o necessário distanciamento entre seus usuários. O plano é amplo, com vale e €50 (R$ 302) para consertos de bicicletas, abertura de ruas para as pessoas e expansão da malha cicloviária. Só em Paris a meta são 650 quilômetros. Londres é outra metrópole que já se prepara para o pós-pandemia, o entendimento por lá e de que 8 milhões de viagens diárias a menos terão de ser feitas no transporte público, para diminuir a superlotação. A solução também irá passar pela bicicleta. Infelizmente a pressão de ciclistas no Brasil, em especial em São Paulo, ainda não mobilizou o poder público.

Mulheres contam a transformação ciclística de Bogotá

Bogotá, capital e maior cidade da Colômbia, é um exemplo de planejamento cicloviário. O mais recente resultado positivo são os 35 quilômetros de ciclofaixas temporárias para os deslocamentos essenciais durante a pandemia. Mas a cidade ainda está longe de ser o paraíso urbano para todas as pessoas interessadas em pedalar. A agressividade no trânsito, uma cultura machista de opressão às mulheres são problemas cotidianos para todas que pedalam. Felizmente uma prefeita com o entendimento claro do papel da bicicleta em favor da vida das pessoas tem feito a cidade melhor para ciclistas e por extensão, para toda a população.

Pandemia fará da bicicleta e do caminhar o novo normal

As cidades que começam a se reabrir para a vida pós-confinamento têm na bicicleta um traço em comum. Com a prevista fuga de passageiros do transporte público, governantes precisam ser criativos na elaboração de alternativas. Na China as bicicletas públicas já voltam a povoar a paisagem, um exemplo de como o futuro urbano demanda pedaladas rumo às necessárias mudanças. O momento é agora para que o mercado da bicicletas e ciclistas pressionem para garantir cidades mais cicláveis na saída da quarentena.

Crescimentos e perdas no primeiro trimestre

O primeiro trimestre para a indústria global de bicicletas já sentiu os primeiros efeitos da pandemia. Os impactos no setor foram, no entanto, variáveis. A Garmin teve resultados positivos, puxados pelas vendas de equipamentos de treino inteligentes. Já a Shimano apresentou queda de 15,4% nas vendas e de 26,1% nas receitas. Outra grande do setor, a Thule apresentou resultados sólidos e prevê crescimento sustentado.

Os impactos da pandemia no mercado esportivo mundial

A pandemia deixou até agora um grande rastro de interrupções na cadeia produtiva com a diminuição nos pedidos e falta de insumos e trabalhadores. É esse o retrato de uma pesquisa feita pela WFSGI (Federação Mundial da Indústria de Produtos Esportivos). Os impactos, no entanto, foram sentidos de maneira bem distintas ao redor do planeta. A maior parte das interrupções na cadeia de produção estão localizadas no extremo oriente, enquanto a América Latina como um todo viu uma redução na movimentação de apenas 10% até agora. Por aqui, a queda de pedidos foi menor do que em outras partes, 30%, contra até 90% de diminuição na Europa e América do Norte. Apesar dos impactos negativos no presente, quando se chega nas perspectivas para o futuro, a visão é bastante positiva. A esperança de 70% dos entrevistados na pesquisa é que os produtos amigos do meio ambiente sejam a grande tendência para depois da pandemia.

Indústria brasileira em geral mergulhada na incerteza

A indústria brasileira como um todo luta para sobreviver à pandemia. Em São Paulo, 63% delas só tem caixa para honrar seus compromissos por mais um mês. Já no Pólo Industrial de Manaus, que não chegou a ficar totalmente paralisado, cerca de 50 mil trabalhadores voltaram ao trabalho. A retomada das atividades acontece em meio ao colapso funerário e sanitário na capital do Amazonas.

Os riscos de falta de baterias pode atingir as bicicletas

Com a importância da China na cadeia de baterias para veículos elétricos, o mercado tem se preparado para uma queda de 10% na produção. O resultado negativo é previsto por conta do processo de recuperação econômica nas regiões produtoras chinesas, fortemente afetadas pela pandemia. A previsão de crescimento de vendas de bicicletas elétricas torna o cenário ainda incerto, some-se a isso o domínio chinês do mercado global de baterias. Até 2029, 88 das 115 superfábricas de baterias previstas para serem construídas estão em território chinês.

Cidades ajustam cobrança de impostos

Impostos federais tiveram seu pagamento postergado e alguns setores contaram com descontos. Mas na esfera municipal as regras ainda variam enormemente. Juiz de Fora, no interior de Minas Gerais, aprovou projeto de lei que suspende cobrança de juros e multas dos impostos municipais. Já Goiânia brigou na justiça, e obteve decisão favorável, para que uma empresa honrasse seus compromisso com o fisco da cidade.

Bancos estão avessos a empréstimos

O governo aliviou a tributação sobre os lucros de bancos em meio a pandemia, mas o horizonte não é nada favorável. Mesmo com resultados positivos e lucros, a situação atual é  prenúncio de um futuro sombrio. O movimento geral do setor é de se prepararem para o calote, foram R$ 21,7 bilhões separados para esse fim.

Áustria e Alemanha subsidiam cargueiras

Pensar local e de maneira sustentável é a grande lição que a pandemia nos ensina. Cidades ao redor do mundo têm buscado caminhos de promover soluções inteligentes. Na Alemanha e na Áustria, um levantamento apontou que já são mais de 60 governos locais que subsidiam a compra de bicicletas cargueiras para indivíduos e empresas. Com fundos que variam de alguns milhares, até quase 2 milhões de euros, cidades e estados arcam com o custo de aquisição de bicicletas cargueiras. Benefício para as pessoas, as cidades e fortalecimento de um mercado de ciclologística ainda em consolidação.

Ciclismo virtual até sem rolo inteligente

Com participação de equipes do WorldTour e amadores pedalando a distância de um Tour de France direto da sala de casa, o mundo virtual é o “ciclismo possível” dessa quarentena. Mas os rolos inteligentes, mesmo custando mais de R$ 5.000 no mercado nacional, estão com uma lista de espera de meses. Então quem quer dar umas pedaladas virtuais com amigos ou em competições precisa improvisar. É possível até fazer o próprio rolo de garrafa pet, mas não precisa tanto. A combinação de bicicleta ergométrica ou rolo simples e medidor de cadência já permite a qualquer ciclista entrar no mundo virtual.

Calendário de ciclismo brasileiro adiado novamente

O agravamento da pandemia de covid-19 no Brasil fez com que a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) determinasse um novo adiamento no calendário de provas. O calendário nacional, que estava suspenso até 30 de abril, agora ficará pausado até 01 de agosto.

UCI divulga atualização de datas

O novo calendário do WorldTour para 2020 começa com a Strade Bianche na Toscana. A largada feminina e masculina acontece em 01 de agosto. Uma grande novidade é uma edição feminina do Paris-Roubaix. Mesmo a divulgação de novas datas ainda não tirou o calendário das incertezas. O Tour de France segue “complicado“, com o risco de ser uma edição de “portas fechadas”, o que certamente não impediria multidões de ao menos tentar assistir. De concreto nas grandes voltas irão se concentrar em um espaço curto de tempo, com o Giro d’Italia e a Vuelta a España se sobrepondo. Além do calendário UCI ainda sem garantias, as Olimpíadas em 2021 também podem estar na berlinda se não houver uma vacina para o novo coronavírus antes da cerimônia de abertura.

A luta de atletas pela sobrevivência das equipes

Enquanto as equipes lidam com o desafio de manter seus atletas competitivos, o próprio modelo de negócio do ciclismo começa a ser questionado. A dependência do Tour de France fez com que David Brailsford, chefe da equipe Ineos, levantasse a voz. Os cortes de salários e fuga de patrocinadores são certamente indicativo de crise. Mas isso não impediu John Lelangue, da Lotto-Soudal, de apostar que a maneira de funcionar das grandes equipes nos últimos 50 anos pode continuar a mesma. Enquanto isso, longe dos holofotes do WorldTour, a união caracteriza as categorias menos prestigiadas. Ciclistas paralímpicos da seleção espanhola se uniram para puxar uma campanha de arrecadação de fundos para compra de material para combater o coronavírus. Já as atletas da equipe feminina Bigla-Katusha investiram suas forças em uma campanha de financiamento coletivo para manter a equipe viva, já que os patrocinadores não irão seguir apoiando as atletas.

O desafio da quarentena para amadores e profissionais

Com um calendário incerto, a primeira consequência é uma quebra na rotina de treinos. Mas a verdade é que a preparação psicológica sempre foi um componente fundamental para atletas. Henrique Avancini, nosso grande nome no MTB, falou sobre os fatores psicológicos e  também lista documentários e séries para assistir. Nino Schurter, grande rival de Avancini, tem seu treino de força para buscar estar mais preparado, rápido e forte. Sejam profissionais ou amadores, o desafio dos atletas para se manterem ativos é grande.

Aumento de vendas de bicicletas e cidades melhores podem vir no pós-pandemia

OMS recomenda bicicletas durante a pandemia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) endossou a importância da bicicleta para quem precisa se deslocar pelas cidades em um busca de prevenir ou desacelerar o contágio pelo novo coronavírus. As orientações vêm de diversas fontes são mais um motivo para que as administrações municipais expandam a malha cicloviária, provisoriamente e de maneira definitiva quando a pandemia arrefecer.

Redução de velocidade nas ruas se espalha pela Europa

A atual pandemia de coronavírus está ajudando muitos países a aplicar o melhor tratamento para diminuir as mortes e ferimentos no trânsito. Por todo o continente europeu medidas de redução dos limites de velocidade têm sido adotadas. Desde uma redução geral em 10 km/h na Polônia até os 20 km/h nas ruas de Bruxelas. Velocidades menores significam menos mortes no trânsito, além de menos feridos que demandam leitos hospitalares.

Uma visão de futuro na mobilidade pós pandemia

A necessidade de distanciamento social deixou ainda mais claro que as cidades precisam serem repartidas de maneira mais justa e que privilegie as pessoas. O ambiente urbano sempre foi o mais afetado por epidemias anteriores e o atual contexto levanta com ainda mais clareza a necessidade de retomada das ruas por pedestres e bicicletas. Cidades ao redor do mundo já aprenderam a lição que o coronavírus nos deu e estão preparando um plano de choque para construir uma nova mobilidade. Nova Iorque é apenas um dos exemplos que ajudam a contar a história de que ruas mais seguras para pessoas são uma demanda atemporal.

Os impactos do coronavírus nas bicicletarias brasileiras

A convite da Aliança Bike, um grupo de lojistas se reuniu em uma live para contar suas experiências e expectativas para o futuro após um mês de lojas fechadas. Além do bate-papo, foram divulgados em primeira mão os resultados da pesquisa Impactos da crise do coronavírus para as lojas de bicicletas.

Bicicletas são o novo papel higiênico

Por ora a demanda é mesmo por consertos nas bicicletas, em especial para atender aos entregadores. Na Austrália, onde a pandemia já arrefeceu, o desejo das pessoas por exercícios físicos transformou a bicicleta no novo papel higiênico, com um grande aumento de vendas. São as compras corona de quem busca estar mais ativo. Mas estudos também têm mostrado que os britânicos têm feito compras locais enquanto ainda permanecem em quarentena.

Os destaques em inovação da Taipei Cycle Show

Mesmo sem uma edição presencial, a Taipei Cycle manteve sua premiação para os produtos mais inovadores. Destaque para as inovações em elétricas, freios, inclusive uma versão hidráulica a disco voltada para bicicletas cargueiras. Teve ainda um pneu ecológico a base de dente-de-leão e uma bicicleta ergométrica perfeita para as plataformas de treino e competição online.

IBGE cria nova classificação industrial para elétricas

Com auxílio da Aliança Bike, o IBGE irá mapear a produção de bicicletas elétricas em sua Pesquisa Industrial Anual. O levantamento será possível por conta da criação de um código PRODLIST próprio para as elétricas e que já vale a partir de 2020. A classificação terá equivalência com a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e Classificação Central de Produtos (CCP) das Nações Unidas. Trata-se de uma importante iniciativa na produção de dados para o setor e um reconhecimento de que as bicicletas elétricas merecem tratamento próprio, mais próximas das convencionais e cada vez mais distantes das motocicletas.

Qual o papel das super pedelecs?

As “speed pedelecs”, ou elétricas classe 3, são veículos com motores de até 750 w com uma assistência capaz de levar os ciclistas a velocidades de até 45 km/h. Com regras que variam de acordo com cada país, essas super pedelecs são vistas por muitos como inseguras para as ciclovias e trilhas compartilhadas com outras bicicletas e pedestres. Como regra geral, são veículos que fazem mais sucesso quanto mais flexível é a legislação local em relação ao seu uso. No Brasil, motores a partir de 351 watts já são classificadas como ciclomotores e precisam estar emplacadas e requerem habilitação especial dos condutores. Dentre as vantagens que seus defensores trazem é que as velocidades maiores fazem das pedelecs mais potentes concorrentes melhores do uso do automóvel, capazes de cumprir longas jornadas de maneira mais rápida e limpa.

Resumo das alterações no pagamento de impostos

Março de 2020 teve a pior arrecadação de impostos em 10 anos e a baixa na atividade econômica ainda deve forçar o governo a aliviar a cobrança das empresas. Ao que tudo indica, as batalhas direto na justiça não são um bom caminho, em SC desembargador negou pedido de uma empresa para postergar impostos. O que já está valendo é que todos os impostos pagos por meio de DAS foram postergados, tributos com vencimento em abril, maio e junho, foram adiados para outubro, novembro e dezembro. A medida na prática irá gerar dois boletos em um mesmo mês. Como a tributação brasileira está centrada no consumo, a perda de arrecadação do governo precisar ser compensada por outras fontes, aumentar impostos está fora de cogitação, restará ao governo se desfazer da poupança pública para ajudar os mais vulneráveis.

Europa lidera transformação urbana em favor da bicicleta

No pós-quarentena, Paris irá investir 300 milhões de euros em ciclovias e ciclofaixas. O novo plano de mobilidade da capital francesa irá começar com rotas cicloviárias temporárias em trajetos paralelos as maiores linhas de metrô da cidade, na superfície, naturalmente. O funcionamento dessas estruturas irá acontecer logo que as medidas de confinamento forem relaxadas a partir de 11 de maio. Em Milão as bicicletas também serão uma resposta para atender a necessidade de deslocamentos pós-quarentena. Na cidade italiana a ambição também é adotar a bicicleta como parte do plano audacioso de diminuir o uso do automóvel particular. No Brasil, a bicicleta como política pública durante e após a pandemia ainda não é realidade. Em um bom momento para expandir ciclofaixas temporárias, Ribeirão Pires, cidade na Região Metropolitana de São Paulo, suspendeu a ciclofaixa de lazer aos domingos e feriados, e segue sem oferecer qualquer alternativa para os deslocamentos essenciais durante a semana. Outro exemplo do que não fazer é a suspensão de cobrança de estacionamento nas ruas, que tem acontecido em diversas cidades do ABC paulista.

Ativistas pressionam por mais ciclovias

Quem promove a bicicleta segue firme no propósito de incentivar que mais pessoas pedalem. Uma das atitudes é pressionar por soluções rápidas e baratas, como foi feito em Portland nos EUA. Em São Paulo a pressão é para que a prefeitura mantenha os planos e expansão da malha cicloviária, promessa anterior a pandemia, mas que também ofereça respostas rápidas para quem ainda precisa circular.

Prêmio reconhece iniciativas em favor da bicicleta

Pelo sétimo ano consecutivo, a Associação Transporte Ativo premiou as melhores iniciativas na promoção ao uso da bicicleta no Brasil. Para a edição de 2020 foram 267 propostas inscritas que foram avaliadas por uma comissão julgadora composta por 16 pessoas. As categorias foram: ação educativa, levantamento de dados e empreendedorismo. Em todas foi escolhida uma iniciativa vencedora e duas menções honrosas. A pesquisa de Perfil dos ciclistas entregadores de aplicativo, conduzida pela Aliança Bike, foi a vencedora na categoria levantamento de dados.

Marcas se voltam para EPIs para profissionais de saúde

Os exemplos de adaptação de marcas aos novos tempos da pandemia continuam. A fabricante taiwanesa Tern fez uma parceria com uma fabricante de caixas acrílicas de proteção de médicos. Fabricantes de capacetes se uniram e formaram a Goggle for Docs (óculos para doutores), uma iniciativa de destinar óculos de proteção de ski para uso médico.

Cicloturismo representa sustentabilidade para o futuro

O mundo certamente será outro depois que a pandemia passar. Muito afetada pelas restrições de viagens, a indústria do turismo certamente é uma que terá de se reinventar. Desbravar o mundo pedalando é uma aventura que certamente irá se expandir no futuro em que o baixo custo financeiro e o baixo impacto ambiental precisarão seguir juntos. Resta adaptar nossas estradas para a bicicleta.

Governos estaduais e Senado buscam auxiliar empresas

Iniciativas estaduais têm buscado amparar as empresas durante a atual crise sanitária. No Rio de Janeiro foi sancionada lei que facilita concessão de crédito e incentivos fiscais a empresas fluminenses. Já em Mato Grosso, foram prorrogadas “obrigações acessórias”, como por exemplo o pagamento do IPVA 2020 e do ICMS das empresas optantes pelo Simples. Na esfera federal, foi posta em votação e aprovado texto do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) para o desenvolvimento e fortalecimento dos pequenos negócios. Na prática, serão concedidos R$ 10,9 bilhões de crédito a serem pagos sob juros de 3,75% ao ano.

Polícia nos EUA lança força tarefa antifurto de bicicletas

O registro de bicicletas é uma das soluções para ajudar a diminuir os furtos. Uma parceria entre um aplicativo de registro, uma fabricante de trancas em U e a polícia visa proteger as bicicletas de ladrões. O programa é simples, ciclistas se cadastram no aplicativo e se apresentam na delegacia. Os 50 primeiros ganham uma tranca de aço e ainda podem testar como é fácil cortar o cabo dos modelos mais simples de tranca.

A gameficação do ciclismo e o sucesso de amadores

Em tempos de pandemia, o ciclismo virtual se tornou realidade e trazem a bicicleta para o mundo dos videogames. Uma curiosidade é que, mesmo com todo o treinamento e preparo, atletas profissionais muitas vezes não tem o mesmo rendimento que amadores nas simulações. A conclusão parece bastante óbvia, a gameficação do ciclismo indoor criou um novo esporte. Abre-se assim uma novo horizonte de possibilidades, com treinamento remoto de atletas. Outra interseção possível entre as plataformas digitais e o mundo real é para ajudar a descobrir novos talentos, algo que já está sendo feito pela equipe British Cycling.


Contratos ameaçados e outras riscos para o ciclismo

Um orçamento mais enxuto em 2021 é uma certeza para as grandes equipes do ciclismo mundial. Mas a situação é ainda mais dramática com a iminente fuga de patrocinadores, são cerca de 200 atletas de elite com contratos que se encerram ao final de 2020 e sem perspectivas de renovação. O horizonte geral é de ameaça de quebradeira. Um exemplo é a CCC Team que irá perder o apoio do banco polonês que dá nome à equipe. Outro exemplo é a suíça Bigla-Katusha, o esquadrão feminino já ficou sem os repasses da Katusha (fabricante de vestuário) em março e a Bigla (fabricante de móveis) também pediu para retirar o apoio. A situação no Brasil está longe de ser animadora, o único alívio oficial por enquanto veio da aprovação no Congresso da inclusão de profissionais do esporte em auxílio emergencial de R$ 600.

Treinos vão ser liberados na Europa

Os atletas francesas primeiro avisaram que não iriam participar do Tour caso não pudessem treinar ao ar livre o quanto antes. O relaxamento da quarentena na França, Itália e Espanha foi uma primeira boa notícia. Mesmo liberados a ganharem as estradas francesas para treinos a partir de 11 de maio os ciclistas ainda têm muitas preocupações pela frente. A principal delas é que o ministro da saúde francês foi bem claro ao declarar que o cancelamento do Tour 2020 “não será o fim do mundo”. A afirmação vem na esteira da preocupação de especialistas com os grandes riscos à saúde pública de se realizar uma grande volta. Para os atletas o calendário apertado, com as grandes provas com duração normal não faz sentido, mas a realização das corridas é a única garantia de sobrevivência do esporte.

Fernando Alonso conta seu fracasso no ciclismo

Não foi fácil e não foi barato, assim o ex-piloto de F1, Fernando Alonso, resumiu sua tentativa de entrar no mundo do ciclismo. A aventura começou em 2013 com os planos de assumir a Euskatel, que acabou saindo do WorldTour. Alonso voltou mais uma vez a sonhar com sua própria equipe no ano seguinte, com o apoio dos Emirados Árabes Unidos no valor de um compromisso de 100 milhões de euros. Mais uma vez os planos fracassaram e os Emirados acabaram por apoiar uma equipe que já fazia parte do WorldTour. Atualmente a presença da Fórmula 1 no ciclismo de ponta está restrita a parcerias e patrocínios.