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Tributação

Governo altera normas de produção de bicicletas em Manaus

O Governo Federal fez alterações no processo produtivo básico (PPB) de bicicletas na Zona Franca de Manaus. O novo texto foi publicado na Portaria Interministerial 35, de 16 de julho de 2020.

As mudanças giram em torno dos percentuais de processos que podem ser feitos em outras regiões do país. Mudam desde os limites para soldagem de quadros de alumínio, garfos e a inclusão da fabricação de peças plásticas por meio de impressão 3D. Confira o comparativo do que mudou:

  • O percentual de realização de soldagem de quadros de liga de alumínio que pode ser efetuada em outras regiões do país passou de 50% para 30%;
  • Foram alterados os percentuais de dispensa das etapas de (i) fabricação do garfo, guidão e aros das rodas e (ii) pintura completa do quadro e garfo, condicionada ao percentual de aplicação em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I), para os componentes abaixo:
    • Garfos com suspensão: de 90% para 100%; e
    • Garfos rígidos produzidos exclusivamente a partir de ligas de alumínio, fibra de carbono, titânio ou cromoli: de 6% para 20%;
  • Caso o percentual de dispensa para garfos rígidos produzidos exclusivamente a partir de ligas de alumínio, fibra de carbono, titânio ou cromoli fosse ultrapassado, a Empresa ficava obrigada a compensar a diferença residual em relação ao percentual máximo estabelecido, em unidades produzidas, até 31 de dezembro do ano subsequente. A Portaria anterior definia que a diferença residual não poderia exceder a 3% e a nova Portaria eliminou esse percentual;  
  • Já para aros das rodas produzidas exclusivamente a partir de ligas de alumínio ou de fibra de carbono, o percentual de não excedência da diferença residual, mencionada acima, passou de 1% para 3%;
  • Os investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I) continuam sendo aplicados mediante programa prioritário instituído pelo Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia ou formulação e execução de projetos que objetivem a geração de produtos, suas partes e peças ou processos inovadores, bem como o desenho industrial de novos produtos. Entretanto agora devem ser aplicados em conformidade ao disposto no art. 2º do Decreto nº 5.798, de 7 de junho de 2006 e não mais em conformidade ao disposto na Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004 e no Decreto nº 9.283, de 7 de fevereiro de 2018;
  • Foi incluído no conceito de fabricação qualquer outro processo de conformação (impressão 3D) de peças plásticas, no que tange a fabricação dos (i) componentes de bicicleta sem câmbio listados no art. 6º, I e dos (ii) garfos, guidões e aros.

Isenção pra quem é do Simples Nacional, pequenos negócios vão salvar a economia e ciclofaixas temporárias em SP

Entidades se unem por ciclofaixas emergenciais em SP

A Organização Mundial da Saúde recomenda, grandes cidades ao redor do mundo já adotaram e ativistas em São Paulo querem que a prefeitura implemente. Trata-se da “solução bicicleta”, ciclofaixas temporárias para o fluxo seguro de ciclistas e que evitam as aglomerações sem gerar congestionamentos e poluição. A resposta do secretário municipal de transportes é de que tem “receio em implementar as ciclovias temporárias sem estudo”, mas disse que faria campanha de incentivo para uso da bicicleta como meio de transporte durante a pandemia. Os números, no entanto, mostram que só falta mais infraestrutura. Os contadores fixos nas ciclovias revelam aumento de 29% no fluxo de ciclistas na Vergueiro (com 132,7% de crescimento nos fins de semana). Já na Faria Lima, houve uma queda durante a semana, diante do fechamento dos escritórios no eixo cicloviário mais movimentado da cidade, mas um crescimento de 9,4% nos fins de semana. A população paulistana precisa apenas de mais infraestrutura segura para ser palco do “boom ciclístico” que se alastra pelo mundo.

A explosão no uso da bicicleta nos EUA durante a pandemia

Lojistas ao redor dos EUA têm visto uma explosão de demanda sem precedentes. Desde o começo da pandemia as vendas e o uso da bicicleta têm crescido para transporte e lazer. E as respostas do poder público são para acolher e promover o melhor meio de transporte individual. Nova Iorque é apenas um dos exemplos com aumento de 67% no uso das bicicletas compartilhadas durante a pandemia. Além disso, a bicicleta é também é a saída para que a cidade não viva um “apocalipse motorizado” com o já presente aumento no uso do carro. Um plano para a quarentena, na vida e nas cidades, é como aprender a pedalar. Lições para a vida. As soluções já circulam por aí, de Nova Iorque às compartilhadas de baixo custo em Queimados no Rio de Janeiro.

Como está sendo a saída do confinamento na Europa

No Reino Unido um terço da população concorda que adotar a bicicleta e deixar o carro de lado é o melhor a se fazer. Na prática, a Europa sobe na bicicleta para sair do confinamento com uma lista cada vez mais longa de cidades que apoiam ciclistas com novas ciclovias. Em meio a diversas regras, Portugal é um exemplo do aumento nas vendas de bicicleta e na Espanha a realidade é de pressão para ruas para pessoas. Ao mesmo tempo, lojistas espanhóis só podem abrir lojas com até 400 metros quadrados o que força as grandes redes a se adaptar.

Estudo aponta baixo risco para atividades ao ar livre

Um estudo preliminar com 1.245 casos de contágio por coronavírus concluiu que somente em duas oportunidades a pessoa foi infectada realizando atividades ao ar livre. O levantamento é boa notícia para quem pedala e caminha, já que aponta um baixo grau de risco para quem se mantém ativo e ao ar livre. O estudo está ainda no estágio de revisão por pares e utilizou os dados de monitoramento de celulares.

 

Pequenos negócios  locais e a sobrevivência da economia

Uma cidade no interior do estado de Illinois nos EUA foi palco de um protesto inusitado pela reabertura do comércio. Depois de uma caminhada convocada pelo Facebook e onde foram proibidas suásticas e referências raciais, o grupo se dirigiu para a frente de uma loja de bicicletas. Como bicicletarias são serviço essencial, a loja, de propriedade do prefeito, estava aberta. A resposta do prefeito lojista foi um “desconto especial para pessoas no protesto”. Ninguém quis entrar para conferir. Por mais que o setor de bicicletas esteja em uma posição privilegiada, a pandemia tem trazido impactos sérios para o comércio local, em especial para os pequenos. Nos EUA, foram criados fundos específicos para aliviar os impactos econômicos negativos e construir um modelo mais igualitário e democrático no futuro.

Financiamento de bicicletas cresce no Reino Unido

Os pedidos de financiamento para compra de bicicletas no Reino Unido alcançaram um recorde de £60 milhões (R$ 420 milhões) e ao que tudo indica a tendência é que tal modalidade siga crescendo. As lojas ainda viram um aumento no fluxo de dinheiro vivo e boas vendas no segmento abaixo de £500 (R$ 3.500). Os impactos da pandemia no varejo de bicicletas no Brasil estão refletidos na recente pesquisa de mercado conduzida pela Aliança Bike.

Taipei Cycle Show abre suas portas com realidade virtual

Com o cancelamento oficial do evento, a Taipei Cycle Show, maior feira mundial do mercado de bicicleta, lançou sua edição digital. É possível encomendar peças de diversos fornecedores por um site exclusivo. Além disso, os ganhadores do prêmio de inovação em design contam com um pavilhão inteiro em 3D, com tour virtual e demonstração dos produtos em realidade virtual. 

Itália vai dar bônus para incentivar uso da bicicleta

Com bônus de até 500 euros (R$ 3.133) na aquisição de bicicletas, a Itália quer incentivar seu próprio boom de ciclistas. O valor pode representar até 60% do total da bicicleta ou qualquer veículo “não poluente”, bicicletas elétricas, patinetes e similares inclusos. A iniciativa nacional já tem um equivalente local antigo. Em Bari, capital da Apúlia, ciclistas recebem um bônus entre 100 e 200 euros na compra e mais 25 centavos por quilômetro pedalado ao trabalho, até o limite de 400 euros por mês. Programa similar já foi aprovado na cidade de São Paulo e agora espera regulamentação do prefeito

Pilotos de avião enciumados com prioridade da bicicleta

Entre especialistas já existe um consenso de que mudanças nas ruas são uma grande necessidade para a recuperação econômica de Londres. O chefe do serviço público de saúde do Reino Unido (o SUS de lá) é mais uma voz em favor das bicicletas. Mas existem também os que são contra. A associação britânica de pilotos, preocupada com os 23 mil empregos do setor aéreo, lançou uma nota o diz que “(…) os pilotos britânicos ficaram absolutamente horrorizados e francamente furiosos” com o plano do governo de investir  £2 bilhões (R$ 14 bilhões) na mobilidade a pé e em bicicleta, enquanto o setor aéreo “morre diante dos olhos de todos.” Já no Brasil, os bilhões estão indo para o setor aéreo, por hora R$ 4 bilhões através de um pacote de ajuda do BNDES.

Como Oslo zerou as mortes de pedestres e ciclistas no trânsito

A edição de maio da revista do Instituto de Engenheiros de Transporte (Institute of Transportation Engineers – ITE) foi inteiramente dedicada à segurança viária. O maior destaque está na reportagem sobre como Oslo, a capital da Noruega, conseguiu chegar a zero mortes de ciclistas e pedestres no trânsito e como é possível a outras cidades seguirem o modelo. Em resumo, desde 2015 o governo local tem encarado a preservação da vida como prioridade e adotado uma série de medidas para reduzir a velocidade (e o potencial de matar) dos veículos motorizados e ao mesmo tempo abrir espaços para pedestres e ciclistas.

 

Irlanda do Norte legaliza bicicletas elétricas

Uma legislação antiquada impunha uma série de dificuldades e custos para quem quisesse ter uma bicicleta elétrica na Irlanda do Norte. Até 13 de maio de 2020 elas eram equiparadas aos ciclomotores e deveriam ser registradas, emplacadas e pagar um seguro obrigatório, um custo extra de £290 (R$ 2.041) na comparação com uma bicicleta convencional. As regras atuais passam a ser idênticas às do resto do Reino Unido e da Europa, sem obrigação de licenciamento e seguro para bicicletas de pedal assistido e potência de 250w, com mais restrições para os veículos mais potentes. A regulação europeia, no entanto, segue bastante complexa e repleta de interseções desastrosas com motocicletas com motor a combustão.

Planos de transporte precisam incluir cargueiras elétricas

A recuperação econômica pós-pandemia irá necessariamente precisar do apoio da ciclologística e mudanças já estão em curso. Cidades e empresas no Reino Unido assumiram o compromisso de continuar a expandir o uso de bicicletas de carga para o último quilômetro. No continente europeu, a Giant fez um parceria com uma desenvolvedora holandesa de bicicletas elétricas para um modelo feito sob medida para entregar pizzas para a Domino’s. Já nos EUA, Portland abriu consulta pública para seu plano de transportes de carga. Ao mesmo tempo, em Miami a DHL testa entregas com cargueiras elétricas.

Holandesa VanMoof recebe investimento de €12,5 milhões

Fabricante de bicicletas elétricas de alto padrão, a holandesa VanMoof conseguiu fazer o sua maior captação de investimento até hoje. São €12,5 milhões (R$ 78,41 milhões) para financiar a expansão internacional da marca. O crescimento de 184% nas vendas no Reino Unido certamente são um fator de entusiasmo para investidores.

A elétrica urbana mais leve até agora

Os mais otimistas definem o novo lançamento da linha urbana da Specialized como o “Santo Graal das bicicletas elétricas”, um modelo leve e com autonomia de 130 quilômetros. A Turbo Vado SL pesa 14,9 kg, o que é cerca de 40% mais leve do uma “e-bike normal”, a combinação de boa autonomia e baixo peso. A concorrente Trek lançou também seu modelo urbano, com quadro rebaixado e um perfil mais focado no conforto e menos na performance.

Batalha entre apps e restaurantes

Para sobreviverem sem as vendas no salão, restaurantes tem ficado dependentes das entregas. A vitrine virtual torna-se valiosa e as taxas dos aplicativos aumentam, apertando mais os restaurantes. Essa é a realidade brasileira, que conta também com concorrentes que chegam ao mercado deixando de lados as taxas em favor de planos de assinatura. Já nos EUA algumas cidades impuseram limite de até 15% nas taxas dos aplicativos de entrega, já que chegam a cobrar 30% de comissão dos restaurantes. Outra iniciativa partiu dos indivíduos, que têm buscado deixar de lado a conveniência da compra por aplicativo e feito pedidos diretos. O mercado de entregas ainda irá passar por muitas revoluções.

Strava lança desafio para arrecadar doações

Manter-se ativo durante a pandemia já é um desafio. Para incentivar as pessoas a se movimentarem, o Strava convidou usuários a praticarem no mínimo 5 horas de atividades durante um mês, o esforço se transforma em doações para o Instituto Horas da Vida que oferece atendimento médico para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Quem quiser transformar suas pedaladas virtuais em caridade tem uma série de opções de como promover desafios ciclísticos dentro de casa e ajudar organizações sem fins lucrativos.

Trump quer pressionar empresas a saírem da China

A guerra tarifária dos EUA contra a China havia arrefecido por conta da pandemia, mas uma recente declaração do presidente Donald Trump fez ressurgir o conflito. Trump acenou com um possível aumento de impostos para quem não produzir dentro dos EUA. A medida é uma forma de pressionar as empresas a fecharem suas linhas de produção na China. Em tempos de recessão, novas barreiras comerciais são o oposto do que se recomenda como forma de sair da crise.

PL quer isenção de impostos para empresas do simples

Projeto de lei em tramitação no Senado quer instituir o “Financiamento Simplificado Especial Temporário – FSET“. A medida visa dar alívio temporário de impostos para as micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. Outra linha de ação legislativa no Senado é o alívio para consumidores inadimplentes, medida pouco ortodoxa que pode acabar por favorecer maus pagadores. O “modelo chinês” de enfrentamento da crise tem como ponto em comum com o Brasil o alívio tributário e empréstimos subsidiados. Por hora o retrato brasileiro das medidas de apoio é de dificuldades para quem precisa de ajuda.

Derrotas na Justiça inibem novas ações na pandemia

Quem tem recorrido a justiça em busca de algum alívio de prazos no pagamento de impostos tem baixa taxa de sucesso. Tanto que o número de ações baixou com o avanço da pandemia. Por ora, batalhas contra o ICMS tem até mesmo o potencial de inviabilizar a arrecadação no estado de São Paulo. O caminho mais frutífero é contar com a boa vontade dos governos. A Prefeitura do Rio de Janeiro é mais um exemplo de ente federativo que buscou premiar com descontos os bons pagadores de impostos.

Produção de bicicletas em Manaus despenca em abril

Os números da produção de bicicletas na Zona Franca de Manaus mostram uma queda brusca no volume de produção. As 10.071 produzidas em abril representam uma queda de 81,4% no comparativo com março de 2020 (54.115 unidades), que representou ainda retração de 86,7% no comparativo com abril de 2019 (75.680 unidades). O esforço das empresas do pólo é de minimizar as dificuldades de caixa e dos parceiros no varejo.

Resultados positivos no exterior

A indústria de bicicleta no mundo tem apresentado resultados positivos. A Dorel Sports (controladora das marcas Cannondale e também da Caloi) enxerga um crescimento nos negócios com um aumento no número de ciclistas. A pequena inglesa Brompton viu suas vendas crescerem cinco vezes durante o lockdown. Outro exemplo é a Swytch, que fabrica kits de conversão para elétricas, a empresa tem uma lista de espera de 100.000 pessoas por conta do aumento de demanda.

Acesso a parques em bicicleta no Brasil e nos EUA

Como forma de ampliar o público dos parques nacionais, uma consulta pública nos EUA quer debater o acesso mais amplo para ciclistas em bicicletas elétricas. O debate está centrado na equivalência entre pedelecs e bicicletas convencionais. Já no Brasil, o Parque Nacional de Sete Cidades no Piauí abriu edital para locação de bicicletas aos frequentadores. Trata-se de uma área de 6.221,48 hectares e perímetro de 36 Km abertos para pesquisa e turismo ecológico.

Atualizações no MTB e na pontuação para Olimpíadas

Após o adiamento por conta da pandemia, a Copa do Mundo de MTB XCO tem um novo calendário que começa em setembro e se estende até novembro. Quatro etapas ficaram de fora por conta da pandemia  Losinj (Croácia), Fort William (Grã Bretanha), Vallnord Pal Arinsal (Andorra) e Mont-Sainte-Anne (Canadá). No Brasil, o CIMTB teve troca nas etapas, Taubaté (SP) passou para o lugar de Petrópolis (RJ). De volta para o calendário internacional, também foram anunciadas mudanças na pontuação olímpica. Nada muda no ciclismo de estrada e de pista, mas foram feitas adaptações no BMX e MTB, com provas realizadas até 2021 podendo contar pontos.

Vietnam terá primeira prova pós-pandemia

O Vietnam será palco da primeira prova de ciclismo pós-pandemia no mundo. As 18 etapas terão transmissão ao vivo através do Facebook e Youtube. O espanhol Javier Sardá será o defensor do título. A prova é acima de tudo um alento para quem ainda teme não poder competir este ano.

Astana e CCC são as grandes equipes na berlinda

Um novo time do WorldTour pode estar para nascer no Reino Unido, mas a realidade é dura com as equipes que tentam sobreviver no presente. O Ineos Group, que dá nome a equipe britânica multicampeã com Chris Froome está negociando um empréstimo bilionário. Já a CCC, empresa polonesa de calçados, já anunciou que não vai renovar o patrocínio com a equipe que leva seu nome. O drama se soma ao corte de salários na equipe. A Astana (que também é a capital do Cazaquistão) tem de lidar com a recessão no seu país sede, provas canceladas e baixa no preço do petróleo. Basta lembrar da dependência da commodity para a economia cazaque, cujo governo patrocina a equipe. Nem a vitória no Giro d’Italia virtual trouxe grande alento.

Lance Armstrong promete contar sua verdade 

Novo documentário com estreia prevista para 24 de maio de 2020 na ESPN abre espaço para que Lance Armstrong conte a sua verdade. O material promocional é direto, o multicampeão dos títulos cassados afirma com todas as letras: “não vou mentir para você”.

Cidades e a pandemia – Edição especial Bicicleta News

Mais bicicletas e ruas completas

De Ålborg na Dinamarca a York na Inglaterra, de Adelaide a Viena, cidades ao redor do mundo têm expandido os espaços para pedestres e ciclistas como resposta à pandemia de coronavírus. Um esforço colaborativo de mapeamento, coordenado pela Universidade da Carolina do Norte nos EUA, já catalogou mais de 370 cidades com alguma política em favor das pessoas. As iniciativas estão inseridas na mudança de hábito que já começa a surgir no “novo normal” que a pandemia trouxe consigo. Para evitar as contagiosas aglomerações, a resposta comum é agir de forma rápida e eficiente para ampliar o espaço público para as pessoas a pé ou em bicicleta. Calçadas mais largas e mais pistas seguras para ciclistas. A paisagem sonora das cidades já mudou e o momento agora é de garantir que um maior número de pessoas tenha infraestrutura adequada.

Cidades defendem novo modelo econômico

O grupo C40, que reúne as maiores cidades do mundo, lançou um manifesto sobre a recuperação econômica pós-pandemia. No documento, assinado por Curitiba, Salvador, São Paulo e diversas outras grandes cidades do mundo, os prefeitos firmam o compromisso de que não voltaremos agir como sempre agimos. Mais do que uma crise de saúde pública, a pandemia é também um crise econômica e social. Com uma população que chega a 750 milhões, as cidades signatárias estão unidas ao redor de alguns preceitos básicos. Ação climática, equidade e resiliência. Em resumo: “A recuperação, acima de tudo, deve ser orientada pela adesão à saúde pública e ao conhecimento científico, a fim de garantir a segurança de quem mora em nossas cidades”.

Nos EUA as ruas lentas e completas

Calçadas lotadas e carros parados na rua se tornaram parte da paisagem de Nova Iorque. As grandes e largas avenidas de Manhattan agora repleta de espaços livres em que bicicletas circulam livremente mostram que a maior cidade norte-americana já descobriu a fórmula para ser mais habitável. Tudo passa pela redistribuição do espaço público. Quando a cidade voltar a vida, caminhões de entrega irão circular em maior número, o desafio é sobre como redistribuir o espaço, abrindo as ruas para as pessoas onde antes ficavam apenas carros estacionados. Na Flórida, por exemplo, calçadas mais largas avançam sobre as ruas e garantem espaços abertos para restaurantes. Ao mesmo tempo, as reduções temporárias de velocidade nas vias se tornam definitivas. Resta ainda uma lição aprendida, o plano de recuperação da indústria automobilística de 2009 foi um erro que não pode se repetir. Outro desafio futuro é garantir que a expansão dos espaços públicos para as pessoas não se torne apenas uma iniciativa comercial e deixe de servir as comunidades mais vulneráveis.

Era de Ouro para a bicicleta no Reino Unido

Um plano de £2 bilhões (R$ 14,3 bi) é o tamanho do compromisso do governo do Reino Unido na promoção ao uso da bicicleta. A aposta do primeiro ministro Boris Johnson é que o futuro pós-pandemia será uma “Era de Ouro” para ciclistas. Ciclofaixas temporárias já estão sendo implementadas. Em Londres, por exemplo, a expectativa é que o uso da bicicleta aumente em dez vezes. Para os britânicos em geral a melhoria dos indicadores de qualidade de vida é prioridade em relação a recuperação econômica.

 

Varejo da bicicleta inova e cresce no mundo

Como comprovou a pesquisa da Aliança Bike, bicicletarias no Brasil não fizeram home-office e venderam muito rolo de treino durante isolamento. Mas além da adequação do portfólio de produtos, lojistas em outras partes também têm investido em outras estratégias. Para atrair a clientela, a rede britânica Halfords oferece check up gratuito em 32 itens, o alvo são cerca de 32 milhões de bicicletas encostadas e prontas para ganhar as ruas. Na América do Norte, os impactos nas lojas são variáveis, com vendas de produtos para manutenção em casa e até mesmo aumento de vendas de bicicletas. Na Espanha, os números são impressionantes: a Associação de Marcas de Bicicleta divulgou aumento de 400% nas buscas por bicicletas urbanas e um crescimento de 200% nas vendas.

A lenta reabertura do comércio na Europa

Com o enfraquecimento da pandemia, o comércio está sendo aos poucos reaberto na Europa. Desde o começo de maio, parte do comércio em Portugal vem reabrindo as portas. O uso de máscaras nos prédios e no transporte público será obrigatório e as restrições do que pode abrir irá se flexibilizar ao longo do mês de maio. Na Espanha o comércio está reabrindo também, mas com hora marcada e limite de clientes. Na Itália a abertura das lojas só vai acontecer a partir de 18 de maio.

Os patinetes elétricos vão sobreviver ao coronavírus?

Longe das ruas do mundo desde o começo da quarentena, os patinetes elétricos podem ser mais uma vítima da pandemia. A transferência do controle da JUMP, divisão de patinetes e bicicletas da Uber, para a concorrente Lime é apenas o indicador mais recente de que o modelo de negócio das startups parece longe de se consolidar. Mesmo com a crescente demanda por viagens individuais pós-confinamento, o horizonte para as empresas de patinetes não é dos melhores. A esperança está no verão do hemisfério norte, que traz um pico de usuários. Já no Reino Unido, os investimentos em infraestrutura cicloviária podem finalmente liberar o uso de patinetes elétricos no país.

Gravel elétrica faz sentido?

Situadas em algum lugar entre uma MTB e uma Speed, as gravel ficam nesse lugar fluido. Mas com o crescimento de mercado das elétricas e das gravel, uma e-gravel seria inevitável e elas vieram. Mas elas tem um grande ponto de atenção, são mais pesadas e capazes de ir mais rápido. Nesse cenário, o mais sensato a fazer é colocar os pneus mais largos que elas são capazes de ter.

Empresa une ciclologística e tecnologia

Bicicletas cargueiras são um símbolo de resiliência, capazes de levar grandes pesos e volumes por um custo muito baixo, prestam serviço essencial para comunidades menos assistidas. Os benefícios para as cidades também se traduzem em modelos de negócio inovadores. Prova disso é o crescimento da startup de carga e passageiros em bicicleta “Pedal me“. Operando em Londres, com uma frota de cargueiras, a empresa Pedal me diversificou seus serviços com uma plataforma exclusiva para compras de supermercado. Através de um app próprio, é possível unir consumidores e mercados de bairro. Um serviço especialmente útil, principalmente se levarmos em conta que tem gente no Brasil que faz a compra do mês e espera que um ciclista com uma mochila de isopor seja capaz de levar os produtos.

Ciclismo virtual, esporte e videogame

As plataformas digitais de ciclismo, além da melhor (ou única) alternativa para pedalar durante a quarentena, tem buscado também se consolidar como um esporte a ser assistido. O mais recente evento foi o Tour for All, reuniu atletas de elite pedalando de casa e buscando levantar recursos para a organização Médicos Sem Fronteiras. A vitória da Astana no Giro d’Italia Virtual foi o outro destaque no ciclismo que se compete sem sair de casa.

O risco de aumento de impostos para arcar com a pandemia

Em diagnóstico compartilhado com o mercado, economista chefe do banco Itaú afirmou que será necessário um aumento temporário de impostos para pagar a crise. No radar, diminuição de incentivos, mas a oportunidade também está posta para melhorias. A primeira delas é diminuir o peso dos impostos sobre o consumo e equacionar melhor o modelo de tributação e federalismo.

Incentivos fiscais em debate em estados e municípios 

Brasil afora, as políticas de impostos têm variado muito durante essa pandemia. No Rio de Janeiro, por exemplo, empresas têm sido obrigadas a repassar parte de incentivos fiscais para um fundo emergencial. Na esfera dos municípios, o debate está totalmente aberto. Enquanto um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional pode ajudar municípios no combate ao covid-19, prefeitos que concederem benefícios ou isenções podem ser punidos.

Ações de empresas de bicicleta sobem nas bolsas

O compromisso de investimentos em mobilidade ativa no Reino Unido gerou valorização das ações de empresas de bicicleta. De Londres a Tóquio, as bolsas foram testemunha do crescimento da bicicleta. A esperança geral é que o grande aumento de demanda durante a quarentena possa continuar a crescer com o relaxamento do isolamento. No entanto, de maneira geral, os resultados ainda não são consistentes ao redor do mercado, com o balanço das empresas divulgados até agora trazendo grandes variações de resultados.

Mavic em custódia judicial na França

Com mais de 100 anos de história, a Mavic, fabricante francesa de rodas e acessórios, foi colocada em custódia judicial. A medida veio como resposta ao imbróglio sobre quem afinal é dono da empresa depois de uma série de negociações e transferência de controle. A decisão do Tribunal Comercial definiu que a Salomon será responsável pela prestação de contas da Mavic ao longo dos próximos seis meses.

Pressão por mais transportes ativos na saída do confinamento

A Associação de Bicicletas do Reino Unido (BA), entidade que representa o mercado, divulgou um documento pedindo ações ousadas em favor da bicicleta. As medidas envolvem zerar impostos sobre bens e serviços para as bicicletas (VAT) e a construção de ciclovias para evitar os congestionamentos no pós-confinamento. Nos EUA, entidades se uniram para pressionar o Congresso a acelerar os investimentos em transportes ativos. O cenário norte-americano tem muito a melhorar, desde mais verbas até mesmo incluir a bicicleta nas auto-escolas.

Plano de Mobilidade Ativa em consulta pública no DF

O governo do Distrito Federal (GDF) abriu consulta pública para que a população possa conhecer e contribuir com o Plano de Mobilidade Ativa do DF (PMA-DF). O documento irá orientar investimentos e atende a legislação federal e local que obriga sua construção conjunta com a sociedade. As contribuições ficam abertas para a população entre 11 de maio e 9 de junho.

UCI teme pela sobrevivência das equipes

O novo calendário da UCI é “super ambicioso” e “superlotado” e mesmo assim sem garantias de que não pode mudar novamente de acordo com os impactos da pandemia. A visão geral segue de que um eventual cancelamento do Tour de France seria um desastre, dada a dependência das grandes equipes da Volta da França. Mas a insegurança vai além do calendário, o temor geral é de que nem todos os times sobrevivam até o fim da temporada.

Orientações da OMS acerca de eventos esportivos

Para orientar o planejamento de entidades esportivas e empresas que organizam eventos em geral, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou uma série de recomendações sobre como agir antes e durante os eventos. O documento chama a atenção para os fatores a serem verificados para mitigação dos riscos de contágio. Um exemplo de esporte que está testando uma reabertura lenta e gradual está o BMX nos EUA, que tem liberado a prática e as competições em alguns estados.

Varejo, indústria e esporte se adaptam em um mundo que sai pedalando da quarentena

Lições do Recife com mais bicicletas e pessoas nas ruas

As análises do futuro das cidades apontam uma fuga do transporte público na saída da quarentena. Nesse cenário, se destaca a importância do melhor meio individual de transporte. De Berlim a Bogotá, cidades ao redor do mundo estão investindo na bicicleta como solução. Cali é outro exemplo colombiano do uso da bicicleta para a retomada pós-coronavírus. No Brasil, Recife tem aproveitado o momento de isolamento social para tirar rotas cicloviárias do papel. Serão três novos caminhos para ciclistas até o fim de maio. Já nos EUA, ruas mais calmas são um benefício duplamente positivo, restringem a circulação desnecessária de carros e abrem espaços para as pessoas respirarem. Portland, Oakland e Nova Iorque são apenas alguns dos exemplos.

É preciso garantir um legado para a bicicleta

Ciclofaixas provisórias são uma excelente solução para o enfrentamento da pandemia.  E os ciclistas em Curitiba pedem as suas. Os benefícios para a sociedade são claros e valem a pena para o poder público. O Reino Unido também é palco para esse tipo de ativismo. Na Escócia, por exemplo, o uso da bicicleta dobrou de maneira espontânea e o governo se comprometeu a investir £10 milhões (R$ 70 milhões) em infraestrutura para os transportes ativos, com alargamento de calçadas e ciclofaixas. O desafio é garantir que as políticas de curto prazo gerem benefícios para depois que a quarentena acabar.

A tandem do distanciamento social

Um fabricante de quadros personalizados resolveu propor a tandem do futuro. Trata-se de uma bicicleta de dois lugares com absurdos 4,3 metros de comprimento. Bastante anti-prática e com uma aparência quase assustadora, a bicicleta é a representação visual perfeita das regras de distanciamento entre as pessoas que precisará ser respeitada quando o confinamento for suspenso. Nas palavras de seu criador é um projeto que envolveu o uso preciso de uma esmerilhadeira angular, soldagem ao acaso e confiança na esperança e boas intenções como elementos estruturais.

Queda de faturamento e aumento em serviços

O retrato do varejo de bicicleta feito pela Aliança Bike apontou queda de mais de 50% no faturamento e grande aumento na procura por serviços de manutenção e venda de rolos para treino. Foram 161 entrevistas em 17 estados brasileiros. De forma geral, a classificação das oficinas de bicicleta como serviços essenciais garantiu que a maioria das participantes na pesquisa permanecessem abertas (86%). Houve quem viu aumento na demanda (57,7%) em alguns produtos ou serviços: a venda de rolos de treinamento cresceu 250%, assim como a procura por revisões de bicicleta (24%) e a venda de bicicletas inteiras (20%). Para sobreviver ao período de confinamento, com o qual a maioria concorda (64%), a quarentena foi utilizada para organização interna e férias coletivas. Um sentimento geral prevalece, 82% dos entrevistados acreditam que o comércio de bicicletas já pode voltar a funcionar.

Venda direta e outras adaptações do mercado

Lojistas no Reino Unido que investiram no apoio aos trabalhadores essenciais têm surfado bem o crescimento na demanda. Mas uma gama enorme de soluções têm sido pensadas e implementadas como um todo. Novas lojas online, como a Selle Italia na Espanha. Entregas grátis no B2B (Business-to-business) por parte da Magura, que também passou a fabricar visores para profissionais da saúde, o que também foi feito pela fabricante de óculos Tifosi. Mas a grande tendência está mesmo em novas formas de distribuição. A empresa de suplementos OTE Sports é mais uma a fazer a transição para a distribuição direta para lojistas. Uma estratégia mais ampla tem sido feita pela Specialized na Europa, com venda omnicanal de seus produtos, tudo com apoio dos revendedores da marca. O fundador da marca norte-americana está otimista com as possibilidades para o futuro, como mais consumidores procurando a bicicleta assim que as medidas de quarentena forem relaxadas ao redor do mundo.

Adiamentos de feiras na Europa

No Brasil, o Encontro de Negócios Cyclomagazine e Bike Brasil de 2020 aconteceu logo antes das medidas de quarentena. Já o Shimano Fest, realizado tradicionalmente em agosto, foi transferido para dezembro. Na Europa, o London Bike Show 2020 foi cancelado e a próxima edição será em março de 2021. Já a maior feira do setor, a Eurobike, está marcada para setembro com um tamanho bem menor sem teste de produtos e tão pouco um dia para o público em geral. Adaptações em tempos de pandemia.

A França vai sair do confinamento pedalando

Com o fim do confinamento anunciado para 11 de maio, a França está em uma corrida contra o tempo. O plano é garantir que a maior parte dos franceses possa voltar a trabalhar e que as oportunidade de contágio pelo novo coronavírus sejam as menores possíveis. Para conciliar as duas necessidades todas as esferas de governo estão empenhadas em incentivar o uso da bicicleta, o melhor meio de transporte urbano e que garante o necessário distanciamento entre seus usuários. O plano é amplo, com vale e €50 (R$ 302) para consertos de bicicletas, abertura de ruas para as pessoas e expansão da malha cicloviária. Só em Paris a meta são 650 quilômetros. Londres é outra metrópole que já se prepara para o pós-pandemia, o entendimento por lá e de que 8 milhões de viagens diárias a menos terão de ser feitas no transporte público, para diminuir a superlotação. A solução também irá passar pela bicicleta. Infelizmente a pressão de ciclistas no Brasil, em especial em São Paulo, ainda não mobilizou o poder público.

Mulheres contam a transformação ciclística de Bogotá

Bogotá, capital e maior cidade da Colômbia, é um exemplo de planejamento cicloviário. O mais recente resultado positivo são os 35 quilômetros de ciclofaixas temporárias para os deslocamentos essenciais durante a pandemia. Mas a cidade ainda está longe de ser o paraíso urbano para todas as pessoas interessadas em pedalar. A agressividade no trânsito, uma cultura machista de opressão às mulheres são problemas cotidianos para todas que pedalam. Felizmente uma prefeita com o entendimento claro do papel da bicicleta em favor da vida das pessoas tem feito a cidade melhor para ciclistas e por extensão, para toda a população.

Pandemia fará da bicicleta e do caminhar o novo normal

As cidades que começam a se reabrir para a vida pós-confinamento têm na bicicleta um traço em comum. Com a prevista fuga de passageiros do transporte público, governantes precisam ser criativos na elaboração de alternativas. Na China as bicicletas públicas já voltam a povoar a paisagem, um exemplo de como o futuro urbano demanda pedaladas rumo às necessárias mudanças. O momento é agora para que o mercado da bicicletas e ciclistas pressionem para garantir cidades mais cicláveis na saída da quarentena.

Crescimentos e perdas no primeiro trimestre

O primeiro trimestre para a indústria global de bicicletas já sentiu os primeiros efeitos da pandemia. Os impactos no setor foram, no entanto, variáveis. A Garmin teve resultados positivos, puxados pelas vendas de equipamentos de treino inteligentes. Já a Shimano apresentou queda de 15,4% nas vendas e de 26,1% nas receitas. Outra grande do setor, a Thule apresentou resultados sólidos e prevê crescimento sustentado.

Os impactos da pandemia no mercado esportivo mundial

A pandemia deixou até agora um grande rastro de interrupções na cadeia produtiva com a diminuição nos pedidos e falta de insumos e trabalhadores. É esse o retrato de uma pesquisa feita pela WFSGI (Federação Mundial da Indústria de Produtos Esportivos). Os impactos, no entanto, foram sentidos de maneira bem distintas ao redor do planeta. A maior parte das interrupções na cadeia de produção estão localizadas no extremo oriente, enquanto a América Latina como um todo viu uma redução na movimentação de apenas 10% até agora. Por aqui, a queda de pedidos foi menor do que em outras partes, 30%, contra até 90% de diminuição na Europa e América do Norte. Apesar dos impactos negativos no presente, quando se chega nas perspectivas para o futuro, a visão é bastante positiva. A esperança de 70% dos entrevistados na pesquisa é que os produtos amigos do meio ambiente sejam a grande tendência para depois da pandemia.

Indústria brasileira em geral mergulhada na incerteza

A indústria brasileira como um todo luta para sobreviver à pandemia. Em São Paulo, 63% delas só tem caixa para honrar seus compromissos por mais um mês. Já no Pólo Industrial de Manaus, que não chegou a ficar totalmente paralisado, cerca de 50 mil trabalhadores voltaram ao trabalho. A retomada das atividades acontece em meio ao colapso funerário e sanitário na capital do Amazonas.

Os riscos de falta de baterias pode atingir as bicicletas

Com a importância da China na cadeia de baterias para veículos elétricos, o mercado tem se preparado para uma queda de 10% na produção. O resultado negativo é previsto por conta do processo de recuperação econômica nas regiões produtoras chinesas, fortemente afetadas pela pandemia. A previsão de crescimento de vendas de bicicletas elétricas torna o cenário ainda incerto, some-se a isso o domínio chinês do mercado global de baterias. Até 2029, 88 das 115 superfábricas de baterias previstas para serem construídas estão em território chinês.

Cidades ajustam cobrança de impostos

Impostos federais tiveram seu pagamento postergado e alguns setores contaram com descontos. Mas na esfera municipal as regras ainda variam enormemente. Juiz de Fora, no interior de Minas Gerais, aprovou projeto de lei que suspende cobrança de juros e multas dos impostos municipais. Já Goiânia brigou na justiça, e obteve decisão favorável, para que uma empresa honrasse seus compromisso com o fisco da cidade.

Bancos estão avessos a empréstimos

O governo aliviou a tributação sobre os lucros de bancos em meio a pandemia, mas o horizonte não é nada favorável. Mesmo com resultados positivos e lucros, a situação atual é  prenúncio de um futuro sombrio. O movimento geral do setor é de se prepararem para o calote, foram R$ 21,7 bilhões separados para esse fim.

Áustria e Alemanha subsidiam cargueiras

Pensar local e de maneira sustentável é a grande lição que a pandemia nos ensina. Cidades ao redor do mundo têm buscado caminhos de promover soluções inteligentes. Na Alemanha e na Áustria, um levantamento apontou que já são mais de 60 governos locais que subsidiam a compra de bicicletas cargueiras para indivíduos e empresas. Com fundos que variam de alguns milhares, até quase 2 milhões de euros, cidades e estados arcam com o custo de aquisição de bicicletas cargueiras. Benefício para as pessoas, as cidades e fortalecimento de um mercado de ciclologística ainda em consolidação.

Ciclismo virtual até sem rolo inteligente

Com participação de equipes do WorldTour e amadores pedalando a distância de um Tour de France direto da sala de casa, o mundo virtual é o “ciclismo possível” dessa quarentena. Mas os rolos inteligentes, mesmo custando mais de R$ 5.000 no mercado nacional, estão com uma lista de espera de meses. Então quem quer dar umas pedaladas virtuais com amigos ou em competições precisa improvisar. É possível até fazer o próprio rolo de garrafa pet, mas não precisa tanto. A combinação de bicicleta ergométrica ou rolo simples e medidor de cadência já permite a qualquer ciclista entrar no mundo virtual.

Calendário de ciclismo brasileiro adiado novamente

O agravamento da pandemia de covid-19 no Brasil fez com que a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) determinasse um novo adiamento no calendário de provas. O calendário nacional, que estava suspenso até 30 de abril, agora ficará pausado até 01 de agosto.

UCI divulga atualização de datas

O novo calendário do WorldTour para 2020 começa com a Strade Bianche na Toscana. A largada feminina e masculina acontece em 01 de agosto. Uma grande novidade é uma edição feminina do Paris-Roubaix. Mesmo a divulgação de novas datas ainda não tirou o calendário das incertezas. O Tour de France segue “complicado“, com o risco de ser uma edição de “portas fechadas”, o que certamente não impediria multidões de ao menos tentar assistir. De concreto nas grandes voltas irão se concentrar em um espaço curto de tempo, com o Giro d’Italia e a Vuelta a España se sobrepondo. Além do calendário UCI ainda sem garantias, as Olimpíadas em 2021 também podem estar na berlinda se não houver uma vacina para o novo coronavírus antes da cerimônia de abertura.

A luta de atletas pela sobrevivência das equipes

Enquanto as equipes lidam com o desafio de manter seus atletas competitivos, o próprio modelo de negócio do ciclismo começa a ser questionado. A dependência do Tour de France fez com que David Brailsford, chefe da equipe Ineos, levantasse a voz. Os cortes de salários e fuga de patrocinadores são certamente indicativo de crise. Mas isso não impediu John Lelangue, da Lotto-Soudal, de apostar que a maneira de funcionar das grandes equipes nos últimos 50 anos pode continuar a mesma. Enquanto isso, longe dos holofotes do WorldTour, a união caracteriza as categorias menos prestigiadas. Ciclistas paralímpicos da seleção espanhola se uniram para puxar uma campanha de arrecadação de fundos para compra de material para combater o coronavírus. Já as atletas da equipe feminina Bigla-Katusha investiram suas forças em uma campanha de financiamento coletivo para manter a equipe viva, já que os patrocinadores não irão seguir apoiando as atletas.

O desafio da quarentena para amadores e profissionais

Com um calendário incerto, a primeira consequência é uma quebra na rotina de treinos. Mas a verdade é que a preparação psicológica sempre foi um componente fundamental para atletas. Henrique Avancini, nosso grande nome no MTB, falou sobre os fatores psicológicos e  também lista documentários e séries para assistir. Nino Schurter, grande rival de Avancini, tem seu treino de força para buscar estar mais preparado, rápido e forte. Sejam profissionais ou amadores, o desafio dos atletas para se manterem ativos é grande.

Aumento de vendas de bicicletas e cidades melhores podem vir no pós-pandemia

OMS recomenda bicicletas durante a pandemia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) endossou a importância da bicicleta para quem precisa se deslocar pelas cidades em um busca de prevenir ou desacelerar o contágio pelo novo coronavírus. As orientações vêm de diversas fontes são mais um motivo para que as administrações municipais expandam a malha cicloviária, provisoriamente e de maneira definitiva quando a pandemia arrefecer.

Redução de velocidade nas ruas se espalha pela Europa

A atual pandemia de coronavírus está ajudando muitos países a aplicar o melhor tratamento para diminuir as mortes e ferimentos no trânsito. Por todo o continente europeu medidas de redução dos limites de velocidade têm sido adotadas. Desde uma redução geral em 10 km/h na Polônia até os 20 km/h nas ruas de Bruxelas. Velocidades menores significam menos mortes no trânsito, além de menos feridos que demandam leitos hospitalares.

Uma visão de futuro na mobilidade pós pandemia

A necessidade de distanciamento social deixou ainda mais claro que as cidades precisam serem repartidas de maneira mais justa e que privilegie as pessoas. O ambiente urbano sempre foi o mais afetado por epidemias anteriores e o atual contexto levanta com ainda mais clareza a necessidade de retomada das ruas por pedestres e bicicletas. Cidades ao redor do mundo já aprenderam a lição que o coronavírus nos deu e estão preparando um plano de choque para construir uma nova mobilidade. Nova Iorque é apenas um dos exemplos que ajudam a contar a história de que ruas mais seguras para pessoas são uma demanda atemporal.

Os impactos do coronavírus nas bicicletarias brasileiras

A convite da Aliança Bike, um grupo de lojistas se reuniu em uma live para contar suas experiências e expectativas para o futuro após um mês de lojas fechadas. Além do bate-papo, foram divulgados em primeira mão os resultados da pesquisa Impactos da crise do coronavírus para as lojas de bicicletas.

Bicicletas são o novo papel higiênico

Por ora a demanda é mesmo por consertos nas bicicletas, em especial para atender aos entregadores. Na Austrália, onde a pandemia já arrefeceu, o desejo das pessoas por exercícios físicos transformou a bicicleta no novo papel higiênico, com um grande aumento de vendas. São as compras corona de quem busca estar mais ativo. Mas estudos também têm mostrado que os britânicos têm feito compras locais enquanto ainda permanecem em quarentena.

Os destaques em inovação da Taipei Cycle Show

Mesmo sem uma edição presencial, a Taipei Cycle manteve sua premiação para os produtos mais inovadores. Destaque para as inovações em elétricas, freios, inclusive uma versão hidráulica a disco voltada para bicicletas cargueiras. Teve ainda um pneu ecológico a base de dente-de-leão e uma bicicleta ergométrica perfeita para as plataformas de treino e competição online.

IBGE cria nova classificação industrial para elétricas

Com auxílio da Aliança Bike, o IBGE irá mapear a produção de bicicletas elétricas em sua Pesquisa Industrial Anual. O levantamento será possível por conta da criação de um código PRODLIST próprio para as elétricas e que já vale a partir de 2020. A classificação terá equivalência com a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e Classificação Central de Produtos (CCP) das Nações Unidas. Trata-se de uma importante iniciativa na produção de dados para o setor e um reconhecimento de que as bicicletas elétricas merecem tratamento próprio, mais próximas das convencionais e cada vez mais distantes das motocicletas.

Qual o papel das super pedelecs?

As “speed pedelecs”, ou elétricas classe 3, são veículos com motores de até 750 w com uma assistência capaz de levar os ciclistas a velocidades de até 45 km/h. Com regras que variam de acordo com cada país, essas super pedelecs são vistas por muitos como inseguras para as ciclovias e trilhas compartilhadas com outras bicicletas e pedestres. Como regra geral, são veículos que fazem mais sucesso quanto mais flexível é a legislação local em relação ao seu uso. No Brasil, motores a partir de 351 watts já são classificadas como ciclomotores e precisam estar emplacadas e requerem habilitação especial dos condutores. Dentre as vantagens que seus defensores trazem é que as velocidades maiores fazem das pedelecs mais potentes concorrentes melhores do uso do automóvel, capazes de cumprir longas jornadas de maneira mais rápida e limpa.

Resumo das alterações no pagamento de impostos

Março de 2020 teve a pior arrecadação de impostos em 10 anos e a baixa na atividade econômica ainda deve forçar o governo a aliviar a cobrança das empresas. Ao que tudo indica, as batalhas direto na justiça não são um bom caminho, em SC desembargador negou pedido de uma empresa para postergar impostos. O que já está valendo é que todos os impostos pagos por meio de DAS foram postergados, tributos com vencimento em abril, maio e junho, foram adiados para outubro, novembro e dezembro. A medida na prática irá gerar dois boletos em um mesmo mês. Como a tributação brasileira está centrada no consumo, a perda de arrecadação do governo precisar ser compensada por outras fontes, aumentar impostos está fora de cogitação, restará ao governo se desfazer da poupança pública para ajudar os mais vulneráveis.

Europa lidera transformação urbana em favor da bicicleta

No pós-quarentena, Paris irá investir 300 milhões de euros em ciclovias e ciclofaixas. O novo plano de mobilidade da capital francesa irá começar com rotas cicloviárias temporárias em trajetos paralelos as maiores linhas de metrô da cidade, na superfície, naturalmente. O funcionamento dessas estruturas irá acontecer logo que as medidas de confinamento forem relaxadas a partir de 11 de maio. Em Milão as bicicletas também serão uma resposta para atender a necessidade de deslocamentos pós-quarentena. Na cidade italiana a ambição também é adotar a bicicleta como parte do plano audacioso de diminuir o uso do automóvel particular. No Brasil, a bicicleta como política pública durante e após a pandemia ainda não é realidade. Em um bom momento para expandir ciclofaixas temporárias, Ribeirão Pires, cidade na Região Metropolitana de São Paulo, suspendeu a ciclofaixa de lazer aos domingos e feriados, e segue sem oferecer qualquer alternativa para os deslocamentos essenciais durante a semana. Outro exemplo do que não fazer é a suspensão de cobrança de estacionamento nas ruas, que tem acontecido em diversas cidades do ABC paulista.

Ativistas pressionam por mais ciclovias

Quem promove a bicicleta segue firme no propósito de incentivar que mais pessoas pedalem. Uma das atitudes é pressionar por soluções rápidas e baratas, como foi feito em Portland nos EUA. Em São Paulo a pressão é para que a prefeitura mantenha os planos e expansão da malha cicloviária, promessa anterior a pandemia, mas que também ofereça respostas rápidas para quem ainda precisa circular.

Prêmio reconhece iniciativas em favor da bicicleta

Pelo sétimo ano consecutivo, a Associação Transporte Ativo premiou as melhores iniciativas na promoção ao uso da bicicleta no Brasil. Para a edição de 2020 foram 267 propostas inscritas que foram avaliadas por uma comissão julgadora composta por 16 pessoas. As categorias foram: ação educativa, levantamento de dados e empreendedorismo. Em todas foi escolhida uma iniciativa vencedora e duas menções honrosas. A pesquisa de Perfil dos ciclistas entregadores de aplicativo, conduzida pela Aliança Bike, foi a vencedora na categoria levantamento de dados.

Marcas se voltam para EPIs para profissionais de saúde

Os exemplos de adaptação de marcas aos novos tempos da pandemia continuam. A fabricante taiwanesa Tern fez uma parceria com uma fabricante de caixas acrílicas de proteção de médicos. Fabricantes de capacetes se uniram e formaram a Goggle for Docs (óculos para doutores), uma iniciativa de destinar óculos de proteção de ski para uso médico.

Cicloturismo representa sustentabilidade para o futuro

O mundo certamente será outro depois que a pandemia passar. Muito afetada pelas restrições de viagens, a indústria do turismo certamente é uma que terá de se reinventar. Desbravar o mundo pedalando é uma aventura que certamente irá se expandir no futuro em que o baixo custo financeiro e o baixo impacto ambiental precisarão seguir juntos. Resta adaptar nossas estradas para a bicicleta.

Governos estaduais e Senado buscam auxiliar empresas

Iniciativas estaduais têm buscado amparar as empresas durante a atual crise sanitária. No Rio de Janeiro foi sancionada lei que facilita concessão de crédito e incentivos fiscais a empresas fluminenses. Já em Mato Grosso, foram prorrogadas “obrigações acessórias”, como por exemplo o pagamento do IPVA 2020 e do ICMS das empresas optantes pelo Simples. Na esfera federal, foi posta em votação e aprovado texto do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) para o desenvolvimento e fortalecimento dos pequenos negócios. Na prática, serão concedidos R$ 10,9 bilhões de crédito a serem pagos sob juros de 3,75% ao ano.

Polícia nos EUA lança força tarefa antifurto de bicicletas

O registro de bicicletas é uma das soluções para ajudar a diminuir os furtos. Uma parceria entre um aplicativo de registro, uma fabricante de trancas em U e a polícia visa proteger as bicicletas de ladrões. O programa é simples, ciclistas se cadastram no aplicativo e se apresentam na delegacia. Os 50 primeiros ganham uma tranca de aço e ainda podem testar como é fácil cortar o cabo dos modelos mais simples de tranca.

A gameficação do ciclismo e o sucesso de amadores

Em tempos de pandemia, o ciclismo virtual se tornou realidade e trazem a bicicleta para o mundo dos videogames. Uma curiosidade é que, mesmo com todo o treinamento e preparo, atletas profissionais muitas vezes não tem o mesmo rendimento que amadores nas simulações. A conclusão parece bastante óbvia, a gameficação do ciclismo indoor criou um novo esporte. Abre-se assim uma novo horizonte de possibilidades, com treinamento remoto de atletas. Outra interseção possível entre as plataformas digitais e o mundo real é para ajudar a descobrir novos talentos, algo que já está sendo feito pela equipe British Cycling.


Contratos ameaçados e outras riscos para o ciclismo

Um orçamento mais enxuto em 2021 é uma certeza para as grandes equipes do ciclismo mundial. Mas a situação é ainda mais dramática com a iminente fuga de patrocinadores, são cerca de 200 atletas de elite com contratos que se encerram ao final de 2020 e sem perspectivas de renovação. O horizonte geral é de ameaça de quebradeira. Um exemplo é a CCC Team que irá perder o apoio do banco polonês que dá nome à equipe. Outro exemplo é a suíça Bigla-Katusha, o esquadrão feminino já ficou sem os repasses da Katusha (fabricante de vestuário) em março e a Bigla (fabricante de móveis) também pediu para retirar o apoio. A situação no Brasil está longe de ser animadora, o único alívio oficial por enquanto veio da aprovação no Congresso da inclusão de profissionais do esporte em auxílio emergencial de R$ 600.

Treinos vão ser liberados na Europa

Os atletas francesas primeiro avisaram que não iriam participar do Tour caso não pudessem treinar ao ar livre o quanto antes. O relaxamento da quarentena na França, Itália e Espanha foi uma primeira boa notícia. Mesmo liberados a ganharem as estradas francesas para treinos a partir de 11 de maio os ciclistas ainda têm muitas preocupações pela frente. A principal delas é que o ministro da saúde francês foi bem claro ao declarar que o cancelamento do Tour 2020 “não será o fim do mundo”. A afirmação vem na esteira da preocupação de especialistas com os grandes riscos à saúde pública de se realizar uma grande volta. Para os atletas o calendário apertado, com as grandes provas com duração normal não faz sentido, mas a realização das corridas é a única garantia de sobrevivência do esporte.

Fernando Alonso conta seu fracasso no ciclismo

Não foi fácil e não foi barato, assim o ex-piloto de F1, Fernando Alonso, resumiu sua tentativa de entrar no mundo do ciclismo. A aventura começou em 2013 com os planos de assumir a Euskatel, que acabou saindo do WorldTour. Alonso voltou mais uma vez a sonhar com sua própria equipe no ano seguinte, com o apoio dos Emirados Árabes Unidos no valor de um compromisso de 100 milhões de euros. Mais uma vez os planos fracassaram e os Emirados acabaram por apoiar uma equipe que já fazia parte do WorldTour. Atualmente a presença da Fórmula 1 no ciclismo de ponta está restrita a parcerias e patrocínios.

Ciclismo virtual se consolida, enquanto cidades mudam para melhor

Pesquisa mapeia impactos da pandemia

Um questionário curto irá mapear os impactos da pandemia do novo coronavírus no setor de bicicleta. Os dados irão contribuir para que a Aliança Bike possa fazer uma análise profunda do cenário e demandar ações concretas do poder público. Os formulários para respostas estarão abertos até o dia 24 de Abril (sexta-feira).

Pandemia transforma, para melhor, as ruas das cidades

Tem vereador no Mato Grosso do Sul que aproveitou o período da crise do coronavírus para pedir remoção de ciclofaixa, mas o contexto mundial é bem diferente. A cidade de Bruxelas, na Bélgica, implementou uma zona de prioridade para pedestres e ciclistas com limite de velocidade de 20 km/h. Milão já anunciou um plano ambicioso para reduzir o uso do carro particular depois da quarentena. O maior exemplo, no entanto, vem mesmo do Reino Unido. Por lá, Londres já deu mais espaço nas ruas para pedestres e ciclistas e ativistas têm pressionado por mais. O plano é que sejam abertas ciclofaixas temporárias para quem precisa se deslocar e garantir que as ruas se tornem cada vez mais das pessoas quando a crise passar.

Calçadas mais largas e ruas para brincar

O trânsito de veículos motorizados voltou no tempo, no Reino Unido ficou igual ao ano de 1955. O espaço livre foi a deixa para que pesquisadores começassem a defender que as ruas de bairro possam ser utilizadas pelas crianças para brincar. A medida encontra eco em outras partes. Nos EUA moradores têm alargado calçadas e o poder público também investe na abertura de ruas exclusivas para pedestres e ciclistas. São maneiras de garantir um melhor uso da cidade pelas pessoas, com acesso ao lazer e distanciamento físico. Uma oportunidade capaz de construir um futuro mais verde após a covid-19.

Alemanha já reabre bicicletarias

Com o pico da curva no passado, a Alemanha já ensaia uma volta a uma nova normalidade. Parte de um grande plano nacional, a reabertura gradual do comércio já começou e as bicicletarias estão na lista de estabelecimentos permitidos. De toda forma, a realidade européia ainda segue similar à brasileira, com apenas os serviços em bicicleta permitidos. No Brasil, regras mais brandas para o confinamento só devem começar em maio, de acordo com o plano do governo do estado de São Paulo.

Produção de bicicletas na Zona Franca recua em março

A crise sanitária no Amazonas por conta do coronavírus já é a mais grave no país. Nesse cenário, a primeira consequência para o mercado já foi sentida com o recuo da produção de bicicletas em março. Os impactos futuros ainda não foram estimados, mas a produção tem sido retomada aos poucos, inclusive com conversão de linhas para fabricação nacional de respiradores.

Indústria europeia retoma lentamente a produção

A espanhola Orbea e a holandesa Gazelle são as pioneiras na retomada da produção na indústria de bicicletas. Com medidas de segurança contra o contágio implementadas, a produção vem para atender a demanda crescente. Destaque para o sistema de entrega da Gazelle, que conta com o apoio de lojistas locais para garantir a montagem. Outra saída adotada está na adequação da produção, trocando as roupas de ciclismo por vestimentas hospitalares.

Mudanças na Carf deve beneficiar grandes empresas

Uma mudança nas regras do julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) deve beneficiar grandes empresas. O Carf é o órgão do governo federal responsável pelo julgamento das multas aplicadas pela Receita. A partir de agora, acaba o voto de desempate e sempre que uma decisão colegiada terminar empatada a decisão irá beneficiar o contribuinte. A nova regra colocou em lados opostos servidores e advogados tributaristas. Enquanto quem trabalha na fiscalização acredita que as grandes empresas irão ficar virtualmente isentas do pagamento impostos, advogados acreditam que distorções nas multas serão corrigidas.

Imposto sobre doação em debate

A filantropia no Brasil representa cerca de R$ 4 bilhões em doações por ano, um mercado que sentiu o impacto da recessão entre 2014-16 e que volta agora com força para enfrentar a pandemia. Um dos impedimentos para que mais doações sejam feitas está na questão tributária. As regras no Brasil estabelecem que produtos e valores doados precisam pagar impostos. Uma saída provisória para o problema foi feita no Rio de Janeiro, por meio de um decreto que isenta as doações de impostos.

PL quer dólar de 2019 para imposto de importação

Com o dólar acima dos R$ 5, um novo projeto de lei visa beneficiar importadores. A proposta prevê que, para efeito de cálculo do imposto de importação, seja usada a cotação do dólar de 31 de dezembro de 2019. A medida visa diminuir os impactos da crise do covid-19 e terá prazo máximo de 12 meses. O custo estimado para o governo seria de cerca de R$ 12 bilhões em perdas com arrecadação.

MP que extinguiu DPVAT é extinta

A Medida Provisória (MP) publicada pelo governo federal que extinguiu o DPVAT (Danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre) perdeu validade. Na prática, o seguro volta a ser obrigatório e quem não pagou a taxa esse ano deve pagar. Como a extinção estava em debate na justiça, as indenizações continuaram a ser pagar normalmente.

Incidência política em meio a pandemia

O governo espanhol já tem trabalhado para promover a bicicleta para depois da quarentena. A visão é bem clara, pedalar é a maneira de se mover mais segura para manter o distanciamento de outras pessoas. Mas outros países enfrentam desafios distintos. Nos EUA, organizadores de eventos de triathlon e ciclismo pedem diretamente ao Congresso um pacote de apoio para o setor. Para além do suporte para lidar com a crise no presente, também é preciso pensar nos estímulos quando a situação melhorar e em rever as restrições de circulação impostas aos ciclistas em alguns estados durante a quarentena. Para um presente e um futuro urbano melhores, cresce o apoio para medidas de transformação urbana.

Mercado de elétricas deve seguir em crescimento

A dimensão dos impactos da pandemia no mercado mundial de bicicletas ainda não está clara. Mesmo assim, as últimas previsões específicas do mercado de elétricas seguem otimistas. Com números agregados para pedelecs, ciclomotores e motocicletas, um estudo recente prevê um valor de mercado estimado em US$ 36 bilhões (R$ 192 bi) até 2026. Trata-se de um crescimento relevante comparado aos US$ 16,88 bilhões (R$ 90,04 bi) de 2018.

Ativistas pedem que motoristas reduzam a velocidade

Com ruas livres, a velocidade se tornou um problema ainda maior. Para relembrar motoristas sobre a importância de ir devagar, entidades têm feito campanhas de conscientização. As iniciativas, por hora, são apenas pedidos, mas certamente mereceriam o status de políticas públicas. Para saber mais sobre a pandemia e a mobilidade em bicicleta, a União de Ciclistas do Brasil tem atualizado periodicamente seu observatório com notícias sobre o tema.

Mercado de software de logística deve dobrar até 2026

Com o crescimento do e-commerce e da demanda por entregas expressas, o mercado de software para o último quilômetro espera um crescimento expressivo para os próximos seis anos. A expansão maior deve se concentrar nos serviços em nuvem que possibilitem a gestão de entregas sem uma infraestrutura própria dentro da empresa de delivery. Em números, o mercado global desse tipo de serviço deve passar de US$ 5,382 milhões em 2018 para US$ 10,789 milhões até 2026.

Mesmo com resistência, ciclismo virtual se consolida

Com a população mundial isolada em casa, os atletas têm se voltado para os rolos de treino. Peter Sagan é um dos profissionais que ainda resiste ao virtual e Rohan Dennis chegou a excluir postagens em redes sociais depois de fugir do confinamento. Mas o Giro d’Italia Virtual é mais um dos indicadores que o ciclismo e a tecnologia estão vivendo um momento de consolidação. Em parceria com a Zwift, líder na simulação de pedaladas, Geraint Thomas conseguiu arrecadar 360 mil euros para o combate ao coronavírus em uma pedalada de 1220 quilômetros.

Tour em agosto, Vuelta em setembro e Giro em outubro

A UCI prorrogou o prazo de suspensão de provas. Todos os eventos ficam suspensos até 1 de julho e o calendário do WorldTour até 1 de agosto. O calendário completo, com as provas femininas, só deve ser anunciado em maio. Nas Grandes Voltas, alguma insatisfação com um Giro mais curto em outubro e patrocínio da Bianchi. A Volta da Espanha também deve ser abreviada e ficou para setembro, com o risco de intercalar com o Giro. O maior objetivo sempre foi evitar a catástrofe de um cancelamento do Tour de France, prova maior do WorldTour. A visão geral era de colapso de todo o setor com a fuga de patrocinadores e quebra de equipes.

Calendário brasileiro adiado mais uma vez

Alinhada a UCI, a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) também prorrogou o adiamento de todo o calendário nacional de provas. A medida garante que as competições possam ser reagendadas ou canceladas sem prejuízos para os organizadores. Em relação ao triathlon, o Ironman 70.3 Rio de Janeiro foi cancelado.

Apesar dos desafios, o futuro é de otimismo

Os impactos hoje e saídas para o pós-pandemia

A previsão ainda é incerta, mas o Brasil não deve voltar ao normal ao menos até agosto, mas para que esse cenário se concretize, as restrições de circulação devem seguir por mais tempo. Em um cenário onde os impactos da pandemia no varejo brasileiro já foram significativos significativos em março, o futuro é preocupante. Levantamento da Cielo apontou queda no faturamento nominal em todas as categorias, com serviços e bem duráveis registrando perdas semanais de até 80%. A primeira saída da crise é sobreviver a ela, mas também é preciso planejamento para o futuro. No varejo como um todo, quem investiu no comércio online antes, está mais bem posicionado agora. De maneira prática, a cidade de Amsterdã busca construir uma nova visão de cidade que incorpore a sustentabilidade para superar a crise. A teoria da rosquinha pode entrar em prática por lá, uma teoria econômica focada na prosperidade e não no simples crescimento..

Pedalar e correr ao ar livre representa risco de contágio

Com comércios e escritórios fechados, a circulação de pessoas no estado de São Paulo diminuiu bastante. Os números no entanto estão aquém do necessário, a meta para frear o vírus é de 70% e a média estadual ficou em 59%. Um estudo belga pode ser mais um incentivo para que as pessoas fiquem em casa, e evitem até mesmo aquela pedalada ou corrida “para respirar”. Suspenso no ar, o vírus tem capacidade de contaminar o ar ao redor de corredores e ciclistas em uma distância muito maior do que se poderia esperar.

Pandemia faz mudar o perfil de consumo no mundo

O coronavírus já mudou o perfil de consumo no mundo. Destaque para um aumento de 91% nas vendas online nos EUA. Por lá, o setor de supermercados, com foco nos bens não-duráveis, registrou um pico em meados de março e entrou em declínio a partir de abril. As restrições de circulação fizeram com que todos os outros setores registrassem quedas significativas. Já na Espanha, as prioridades também mudaram e consertar equipamentos entrou na pauta do dia, destaque para o crescimento das buscas por exercícios online e dietas.

No Brasil, pico em março e previsão de perdas futuras

A terceira semana de março foi uma “Black Friday” fora de época, mas a tendência é mesmo a desaceleração. Alimentos, farmácias e brinquedos tiveram crescimento nas vendas online. Além disso. houve crescimento de 140% no e-commerce das pequenas e médias empresas. O cenário geral no entanto, é desolador. Diminuição de R$ 138 bi do varejo em 2020 de acordo com a FecomercioSP, já o Banco Mundial aponta retração do PIB brasileiro da ordem de 5%. O cenário global é da maior recessão desde 1929.

Ativistas destinam bicicletas para quem mais precisa

medo do contágio é a tônica de quem precisa continuar na rotina sofrida das ruas. Mas tem até vencedor de etapa do Tour de France que se tornou courrier para entregar compras para quem mais precisa. Fortalecer as pessoas é fundamental, justamente por isso, uma organização de ativistas nos EUA tem aproximado bicicletas paradas de trabalhadores essenciais. A iniciativa visa dar mobilidade a quem precisa se locomover em tempos de pandemia. No Brasil, a população mais vulnerável tem contado com um coletivo de ciclistas que pedala pelo centro de São Paulo dando apoio às pessoas em situação de rua.

Treinos e habilidades em bicicleta para pequenos espaços

Mesmo que algumas pessoas ainda insistam em pedalar ao ar livre para o lazer, a rotina de atividades físicas já ficou para trás. É preciso adaptação e principalmente buscar maneiras de manter-se ativo, as consequências para a saúde física e mental são claras. Muitas dicas de treino de ciclistas são um primeiro passo. Dá também para praticar novas habilidades em família, tudo para se manter em forma.

Como o coronavírus altera a rotina das oficinas

As oficinas de bicicleta que ainda conseguem funcionar durante a pandemia seguem um protocolo parecido. A higienização é feita na chegada e na saída das bicicletas, os serviços são sempre agendados e as coletas e entregas feitas em domicílio. Mudanças recentes nas regras de abertura do comércio em Santa Catarina já alteraram o funcionamento de bicicletarias naquele estado.

Otimismo com o pós-crise nos EUA

Grandes marcas dos EUA têm uma visão otimista do pós-crise. Mike Sinyard, fundador da Specialized, acredita que o pico de vendas veio para ficar. Mesmo em meio a crise mais séria que já viu, John Burke, presidente da Trek, aposta em um cenário de que os melhores dias para a bicicleta ainda estão por vir. Com restrições de funcionamento variando de acordo com a região, os resultados no varejo da bicicleta norte-americano é diverso e as dificuldades para recebimento de auxílio do governo são uma realidade.

Marcas adaptam vendas diretas para ajudar lojistas

A pandemia mundial representa um enorme desafio de adaptação para fabricantes e lojistas em busca de novas soluções. A criatividade está nas lojas online. Com a impossibilidade de direcionar compras no site das marcas para coleta em uma loja, a Raleigh, por exemplo, optou pela entrega direta ao consumidor, mas a comissão aumentou e é paga aos lojistas. Uma marca de acessórios implementou um sistema diferente, assume a entrega direta no endereço do cliente, sem que a encomenda passe pela loja. A inglesa Brompton também seguiu nesse caminho, a bicicleta vai do fabricante para a casa de quem compra. Soluções comuns no Brasil também têm sido testadas, a Canyon optou pelo parcelamento sem juros, uma modalidade pouco comum no exterior. O importante é sobreviver e, sempre fazer uma reavaliação do negócio e até mesmo buscar por empréstimos se necessário.

Parktool aposta no EaD, Bicycling encerra atividades

A Escola Park Tool, que oferece treinamento para mecânicos e lojistas, lançou sua ferramenta de ensino a distância (EaD). Os cursos são divididos em módulos, do iniciante ao que foca na gestão do negócio, passado pelo treinamento em bicicletas elétricas. A iniciativa garante relevância e visibilidade para a escola em um momento tão difícil. Infelizmente a crise representou uma perda forte demais para a editora Rocky Mountain que irá descontinuar a  publicação das revistas Bicycling, Runner’s World e Women’s Health no Brasil. A única publicação sobrevivente e a Go Outside.

Organizações mapeiam bicicletarias no Reino Unido

Das 2.200 bicicletarias do Reino Unido, cerca de 200 estão total ou parcialmente abertas. A informação está na base de dados organizada por duas organizações que têm mapeado o funcionamento desse serviço essencial. O convite continua aberto para que lojistas do Reino Unido se cadastrem e potenciais clientes possam saber a quem procurar em uma emergência ciclística. A única outra alternativa, na terra da Rainha, seria chamar o “Bicycle Repair Man“, personagem clássico do grupo de humor Monty Phyton.

Vela Bikes investe na produção de máscaras

Comum em outros mercados, a conversão da linha de produção também já é realidade no Brasil. A Vela Bikes soube dos efeitos do coronavírus primeiro através de seus fornecedores na Ásia, mas foi só quando a pandemia chegou ao Brasil que os impactos foram sentidos na pele. Com a linha de produção parada e muitos funcionários de férias ou em home office, a empresa decidiu investir na fabricação de máscaras de proteção. Após um pequeno investimento em equipamentos e até na contratação de pessoas, a empresa vende os equipamentos de proteção a preço de custo e com entrega gratuita para todo o Brasil.

Alívio tributário em meio a pandemia

As medidas anunciadas até agora pelo governo para manter as empresas vivas ainda são insuficientes. Por ora, uma das principais dificuldades das empresas está na obtenção de financiamentos bancários com verba do BNDES. Alívio concreto mesmo vem pelo adiamento de impostos, um volume de R$ 82,2 bilhões que poderão ficar no caixa das empresas nos próximos meses. Impostos municipais e tributação de variações cambiais também estão na pauta. A alta volatilidade do dólar permita que empresas importadoras revejam o sistema de tributação. Já na cidade de São Paulo, a justiça negou pedido conjunto de oito empresas pedindo isenção de ISS e IPTU.

Plano de SC é declarado parcialmente inconstitucional

Decisão do Superior Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional dois artigos do plano cicloviário do estado de Santa Catarina. A decisão definiu que os artigos 4º e 11º  da lei “invadem o campo da competência privativa da União” ao conceituarem elementos do trânsito e especificarem formas de sinalização de infraestrutura cicloviária. Promulgada em 2010, a lei segue em vigor, apesar da ação direta de inconstitucionalidade que só se aplica aos dois artigos em questão.

Como a bicicleta pode ajudar durante a pandemia

Na Espanha, as restrições de combate ao coronavírus atingiram em cheio as bicicletas. As compartilhadas foram proibidas de funcionar em Madrid e Barcelona e pedalar nas ruas está proibido desde março. A associação de ciclistas espanhola ConBici tem defendido uma outra lógica, a bicicleta precisa ser incentivada como transporte seguro contra a transmissão do vírus. No Reino Unido, o Secretário de Saúde recebe pedido para continuar permitindo atividades físicas ao ar livre, uso da bicicleta inclusive. Ficar em casa é sempre mais seguro, mas é inegável que a bicicleta tem um papel fundamental agora e pode ser responsável por manter o ar limpo e salvar mais vidas no futuro.

Cidades no mundo investem em ciclofaixas temporárias

Cidades ao redor do mundo tem aberto ruas para pessoas e ciclistas em meio a pandemia. A idéia é garantir espaço ao ar livre para quem precisa de um respiro em meio ao confinamento e segurança aos que ainda devem se deslocar. O exemplo maior desse tipo de medida é Bogotá, capital da Colômbia, ciclofaixas temporárias já são realidade também na Alemanha. Já na Nova Zelândia o governo foi pioneiro no financiamento de mais ciclofaixas e alargamento de calçadas.

No Brasil ciclovias são interdidatas

O estado de São Paulo traz alguns exemplos de medidas bem intencionadas, mas que prejudicam a população. Na região metropolitana da capital, São Bernardo do Campo interditou ciclovias, praças e ruas. Já no litoral, Santos restringiu a ciclovia da orla só para quem usa a bicicleta para trabalhar. São Carlos, no interior, optou por interditar ruas e restringir apenas o estacionamento de automóveis no centro.

O papel das cidades durante e após a pandemia

Um novo artigo científico publicado na revista Nature fez um paralelo entre o padrão de contaminação de um vírus e os congestionamentos. Ambos se espalham e contaminam seus hospedeiros de maneira similar ao redor do mundo, sejam pessoas ou as ruas. Nesse contexto, a maneira com que as cidades têm lidado com o coronavírus é certamente uma lição futura e que se aplica a uma nova mobilidade. Um caminho para a ação já está desenhado. Desde o incentivo para mais gente usar a bicicleta, por conta dos riscos de contaminação no transporte público, até mesmo mudanças no planejamento urbano como um todo. A crise da pandemia, novamente, se mostra como uma oportunidade para que se faça diferente.

Team Ineos reune 15 mil em corrida virtual

Todos os 30 atletas do Team Ineos se reuniram para a primeira eRace da equipe. Divididos em seis times de cinco, sagrou-se vencedor o atleta Rohan Dennis. Mas o destaque maior foi a atenção do público, a iniciativa, em parceria com a plataforma Zwift, reuniu 15 mil fãs do ciclismo. A plataforma digital vinha em um bom momento de popularização e novas competições, com a humanidade em confinamento, o momento é ainda mais favorável. A equipe brasileira da Sense também organizou sua pedalada virtual por aqui. E vale de tudo para manter-se ativo, desde o desafio de 12 horas de Geraint Thomas para arrecadar fundos para o serviço público de saúde, até o ciclista santista que percorreu a distância entre São Paulo e Brasília sem sair de casa. Só não vale burlar o equipamento, como Thomas De Gendt pode ter feito. E fica proibido também que alguém tropece na tomada durante uma prova e desligue o equipamento, o que aconteceu com uma triatleta australiana que perdeu um Ironman virtual dessa forma.

Tour da Suíça virtual já recebe inscrição de equipes

Seguindo a tendência de provas virtuais, o Tour da Suiça já conta inscrições das melhores equipes do mundo. Serão 16 times do WorldTour na competição que acontecerá entre os dias 22 e 26 de abril. A prova vem na esteira do sucesso do Tour de Flandres virtual e além da transmissão em vídeo através de redes sociais, terá também a visualização ao vivo dos dados de potência e batimentos cardíacos dos atletas.

Ciclismo brasileiro pode ter mais uma chance Olímpica

O adiamento das Olimpíadas para 2021 reacendeu uma nova esperança para o ciclismo brasileiro. Os critérios de classificação serão revistos e é possível que os campeonatos pan-americanos de 2020 valham pontos para Tóquio.

A batalha das equipes para sobreviver à pandemia

A UCI completou exatos 120 anos de história em um dos momentos mais difíceis para o esporte. As paralisações de todas as competições de ciclismo só tem paralelos com o momento vivido durante as duas grandes guerras. O momento é de corte de custos e considerável perda de receita. Já paira sobre os atletas o risco de uma redução geral de salários, algo que a Associação de Ciclistas Profissionais (CPA) considera inaceitável. O fato é que reduções já estão acontecendo em um cenário de perdas milionárias. Lance Armstrong foi uma das vozes a surgir em defesa da categoria ao enxergar uma oportunidade para que os atletas retomem o controle do esporte em meio às incertezas atuais.

A novela do cancelamento do Tour e Giro d’Italia continua

Por enquanto o Tour de France está remarcado para 29 de agosto e a Volta da Itália para outubro, com o risco até de um cancelamento. A única certeza mesmo está na proibição de qualquer prova até 01 de junho. Ficou claro também que o esporte precisará se reinventar. A dependência de patrocinadores, alguns com risco de fecharem as portas, e um calendário muito apertado são questões em debate. Salvar o Tour de France nesse cenário é de certa forma uma luta pela sobrevivência do esporte na forma com que ele está organizado.

Ciclismo para assistir de casa

Com as provas suspensas, rever conteúdo sobre ciclismo é a única alternativa para os fãs do esporte. Vale assistir ao festival de filmes de montanha, mas também maratonar uma lista de 15 documentários sobre bicicleta selecionados pelo site Cycling Tips.

Serviços em bicicleta se firmam como essenciais, indústrias convertem suas plantas e os adiamentos esportivos

Mecânica de bicicleta cada vez mais essencial

Depois de a prefeitura da capital classificar serviços de mecânica em bicicleta como essenciais, foi a vez do governo do estado de São Paulo ir pelo mesmo caminho. A conquista fez parte do trabalho da Aliança Bike em defesa do setor em tempos de pandemia. Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina são, por enquanto, os outros membros da federação que seguem a mesma linha. Ainda setorizadas, as medidas de apoio do governo federal, em especial para as pequenas e médias empresas, deve vir por meio de crédito subsidiado para folha de pagamento. Para discutir a realidade brasileira em tempos de pandemia, a Aliança realiza nesta quarta (01/4) às 11h uma live com executivos do setor de bicicletas sobre os impactos presentes e perspectivas futuras.

Mercado da bicicleta se une pela sobrevivência

O site da Cycling Industry News compilou uma série de fontes de informações (em inglês) voltadas ao mercado que aborda as melhores práticas para lidar com a pandemia. O esforço informativo se soma ao movimento da indústria europeia na criação de uma “força tarefa” para unir o mercado e zelar pelos 650 mil empregos europeus que estão em jogo. O primeiro resultado será um webinar sobre os impactos do coronavírus na indústria até agora. Nos EUA, a estimativa é que os pequenos negócios, em especial lojistas, tenham fluxo de caixa de apenas 27 dias, o que irá demandar um grande pacote de estímulos por parte do governo.

Impactos da pandemia na vida cotidiana

Metade das empresas brasileiras de capital aberto tem recursos para três meses de paralisação, já a realidade longe das bolsas é bem diferente. Em São Paulo o trabalhador informal da periferia já sente a queda no movimento e a apreensão cresce entre entregadores que se expõe aos riscos para manter as cidades girando. Uma análise mais global no entanto, coloca as bicicletas e equipamentos de exercícios entre os itens mais procurados durante a pandemia. A demanda logística pelas compras online no entanto trazem consigo a previsão de sobrecarga para empresas de entrega e atrasos.

Atividades e desafios para fazer em casa

Em tempos de confinamento, é a hora de começar a testar pedaladas no jardim até mesmo dentro de apartamentos. Além dos óbvios rolos de treino, tem feito sucesso nas redes iniciativas de pedalar do jeito que dá dentro de casa. Aos ciclistas menos aventureiros, que quiserem assistir a bons filmes, a Trek lança o seu longa que traz um mergulho no ciclismo profissional. Já a edição global do festival “Filmed by Bike” no dia 4 de abril será totalmente online. O ingresso para a mostra custa US$ 12 e dá direito a toda a programação.

Como o varejo está lidando com o coronavírus no mundo

Lojas e oficinas de bicicleta no Reino Unido detectaram crescimento nos negócios com a quarentena. A permissão para funcionarem como serviços essenciais representou aumento do movimento. Como é esperado, quem optar por ficar aberto precisa sempre estar atento a uma série de medidas preventivas. Mas cresce também o entendimento de que os pequenos negócios irão precisar de apoio. Com sua sede no centro da pandemia na Itália, a Bianchi é um exemplo. A empresa anunciou uma mensagem de otimismo e de que não deixará de lado seus pontos de venda em Portugal e na Espanha. O mercado norte americano ainda sofre com indas e vindas das decisões dos estados em relação a classificação das bicicletarias como serviços essenciais. Algumas cidades já oficializaram normas para garantir que a população possa realizar serviços de manutenção, mas quem defende a bicicleta ainda tenta garantir que esse entendimento se amplie.

Olimpíadas e Tour de France são adiados para 2021

O Japão postergou o quanto pode o adiamento dos Jogos Olímpicos de 2020 em Tóquio, mas a verdade é que não fazia sentido uma competição de tamanha magnitude sem que a maioria das nações pudessem estar presentes. Aprovado o adiamento, a data escolhida foi julho de 2021 e aí entra um novo conflito. A UCI também se equilibrou para organizar o seu calendário enquanto o governo francês estudava opções para realização do Tour e empurrava a mudança de data para depois. A conclusão é que Jogos Olímpicos e a Volta da França tem conflito de datas, ambas em julho do ano que vem, com apenas dias de diferença entre as duas competições.

Ciclistas analisam impactos da pandemia

O espanhol Alberto Contador dá aulas de spinning pela internet como forma de incentivar as pessoas a ficarem em casa. Para ele, o papel dos atletas profissionais é tornar os dias de confinamento mais suportáveis para a população em geral. No MTB, Nino Schurter acredita na importância de manter-se positivo e ser capaz de se adaptar. Afinal, o calendário de provas futuro está basicamente em aberto para o restante do ano e ansiedade é uma reação natural.

Mais indústrias convertem suas linhas de montagem

Como forma de ajudar no esforço de combate à pandemia e manter sua produção e vendas, fábricas ao redor do mundo têm convertido suas linhas para novas especificações. Na Itália, a 3T Cycling deixou de lado os quadros de carbono e passou a fabricar respiradores. A alemã BMZ também fez adaptações, pausa na fabricação de baterias e mais respiradores para atender a crescente demanda. Nem patrocinadores ficaram de fora, a petroquímica Ineos, que apóia e equipe britânica de ciclismo, está construindo uma nova fábrica e irá fornecer gratuitamente álcool gel para Serviço Nacional de Saúde (NHS).

No mundo paralisações e apreensão ainda dão o tom

A conversão das unidades fabris para novos produtos nem sempre é uma opção e as indústrias de bicicleta lutam para sobreviver em meio à retração. Na Holanda, a Gazelle suspendeu a produção em suas fábricas por ao menos três semanas. Ainda nos Países Baixos, o grupo Accel dispensou temporários e deve cancelar o repasse de dividendos aos acionistas. Nos EUA, a Cane Creek também interrompeu o funcionamento de suas plantas domésticas, mas mantém a fabricação normalmente em Taiwan.

Cresce pressão para adiamento de todos os impostos

O horizonte da crise provocada pelo coronavírus no Brasil é de queda drástica na arrecadação de impostos, até 40%. A promessa do Governo Federal é que “ninguém será deixado para trás”, mas como os créditos para as empresas podem demorar até que sejam concedidos, a pressão é pelo adiamento na cobrança de impostos. Tanto que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já declarou que esse era o caminho óbvio que o governo já deveria ter tomado. O Congresso tenta ainda adiar prazo para declaração de imposto de renda, até o momento sem sucesso.

Reduzir velocidade nas ruas libera leitos em hospitais

Especialistas têm pressionado a Organização Mundial de Saúde (OMS) para que promova mais intensamente sua política de redução de velocidade nas ruas para liberar leitos hospitalares. A visão geral de quem promove cidades mais humanas é que a pandemia é um excelente momento para garantir que sejam feitas mudanças nas ruas (vazias) em prol da segurança viária. Temos em mãos o precedente e todos os guias de desenho urbano para subsidiar o trabalho. Até que a pandemia passe, é preciso também garantir que os motoristas que circulam em meio a quarentena também respeitem os limites de velocidade.

Trens em SP ampliam acesso às bicicletas

Em São Paulo, Metrô e CPTM reabriram bicicletários em estações e ampliaram o horário de permissão de bicicletas nos trens de suas redes de trilhos. Foi uma conquista dos movimentos em favor da bicicleta que se mobilizaram após a proibição de bicicletas no transporte público e fechamento dos bicicletários.

Ciclofaixas temporárias são oportunidade para o futuro

Para facilitar a circulação de pessoas que prestam serviços fundamentais, a prefeitura de Vitória tinha garantido o funcionamento das ciclofaixas de lazer na cidade aos domingos. A medida foi revertida no último domingo depois da constatação de que muitas pessoas utilizaram a via para o lazer. A pandemia, no entanto, é o momento ideal para garantir que as lições de mobilidade que aprendemos agora sejam colocadas em prática no futuro. A importância da bicicleta para as grandes cidades foi mais uma vez comprovada e as ciclofaixas temporárias, em dias de semana, em Bogotá, Nova Iorque e na Cidade do México mostram que infraestrutura permanente é o caminho a ser seguido quando a pandemia passar. Um ar mais limpo será apenas mais um dos benefícios.

Empresas de bicicleta apoiam profissionais de saúde

Profissionais do Serviço Nacional de Saúde (NHS) do Reino Unido ganharam acesso a bicicletas com o apoio de empresas e lojistas. A loja especializada em elétricas “Fully Charged” e a fabricante GoCycle ofereceram uma pequena frota de bicicletas elétricas para profissionais do NHS. A operadora de bicicletas compartilhadas Beryl também disponibilizou o uso gratuito por até uma hora de toda sua frota. Em Bogotá, capital da Colômbia, uma operadora de patinetes e bicicletas elétricas local disponibilizou toda a sua frota de 400 bicicletas para uso pessoal e exclusivo de profissionais de saúde.

Strava lança ferramenta de rotas

Com base nas pedaladas de seus mais de 50 milhões de usuários, a plataforma Strava lançou uma função de roteamento automático. O serviço oferece sempre três opções de trajeto com detalhamento das variações de altimetria e detalhamento do tempo de percurso com base na performance do usuário. O serviço é exclusivo dos assinantes do serviço pago Strava Summit e está disponível em qualquer parte do mundo por onde alguém já pedalou antes. E para todos os usuários, fica a recomendação de ficar em casa. Na França a polícia tem utilizado inclusive o próprio Strava para multar quem insiste em circular por lazer.

Oficinas são serviços essenciais, atletas sofrem com confinamento e como o mercado faz para se manter de pé

Oficinas de bicicletas são consideradas serviço essencial

Após solicitações formais feitas aos órgãos públicos e autoridades municipais, a Aliança Bike conseguiu que serviços de manutenção em bicicleta possam continuar funcionando na cidade de São Paulo. A medida vale apenas na capital e para a parte de serviços.  O decreto estadual que restringe o funcionamento do comércio e serviços segue em vigor. Considerar oficinas como serviço fundamental é uma medida em linha com o entendimento de que, em tempos de pandemia, o uso da bicicleta continua a ser a melhor forma de deslocamento para quem precisa sair de casa. São Francisco e outras cidades nos EUA também entenderam a manutenção de bicicletas como serviço fundamental, já em Nova Iorque o prefeito entendeu diferente e depois mudou de idéia. De toda forma, quem decidir por manter sua oficina aberta deve também seguir a risca as recomendações para reduzir o risco de contaminação pelo coronavírus.

Na Europa bicicletarias querem ser serviço essencial

A Confederação da Indústria Europeia da Bicicleta (CONEBI) e a Federação Europeia de Ciclistas (ECF) fizeram um pedido a todos os países membros da UE para que os serviços de manutenção em bicicletas possam continuar funcionando durante toda a crise do covid-19, desde que todas as medidas de prevenção sanitárias sejam tomadas. O pedido reforça a importância da bicicleta e sua capacidade de garantir deslocamentos seguros e com o devido distanciamento social.

Entregadores em bicicleta mantém comércio vivo

Com as ordens de fechamento do comércio, quem precisa comprar e os comerciantes que precisam vender para sobreviver têm buscado o apoio de serviços de entrega. O delivery é o meio para driblar o vírus em São PauloPortland e em diversas partes do mundo. Com portas fechadas e clientes do lado de fora, as lojas buscam garantir que haja algum faturamento. Ao mesmo tempo, o governo já definiu que internet, aplicativos de transporte e de entrega são serviços fundamentais. São os ciclistas que se arriscam para sustentar suas vidas e os aplicativos, é preciso garantir reconhecimento e garantias para esses profisionais.

Como varejo e distribuidores têm lidado com a pandemia

Os inúmeros desafios do mercado são um chamado para a união dos diferentes atores. Tudo começa por valorizar entidades como a Aliança Bike e os esforços de produzir informação de qualidade e defender os interesses do mercado. Muito movimentação tem sido feita para garantir que o mercado da bicicleta siga para além da pandemia com  movimentação em curso no setor de serviços, de informaçãofabricantesdistribuidores e associações de ciclistas ao redor do mundo.

Filmes e livros com bicicletas para a quarentena

O período de confinamento abre muitos espaços na rotina. Sem contato social, treinos, pedaladas, viagens e atividades ao ar livre em geral, o melhor a fazer é ter qualidade no lazer. O que não faltam são livros e filmes sobre ciclismo e bicicleta. Tem histórias do Tour de France e tem também muitos documentários e ficção. Somem-se os livros e vai ter muito tempo para ocupar a mente e enxergar a bicicleta de um jeito bem diferente.

Atletas brasileiros comentam a nova rotina

Mais do que da indústria, com milhares de profissionais que fazem as provas acontecerem, os circuitos de competição giram em torno dos atletas. Como profissionais do esporte, são eles e elas que mais sentem os impactos de um calendário cancelado, de uma rotina de treinamento completamente mudada. A dica é a mesma sempre, manter a cabeça no lugar e evitar as cobranças excessivas. É hora de manter a força interna e a roda girando.

Reino Unido quer o direito de continuar pedalando

Ficar em casa é zelar pela própria saúde e de toda a população, é a medida mais importante para evitar o contágio. Mas muita gente ainda precisa estar nas ruas para deslocamentos ou entregas. É justamente para garantir que as pessoas que pedalam continuem com sua liberdade de movimentação assegurada que entidades no Reino Unido tem feito o apelo ao governo para que não proíba completamente o uso da bicicleta. A iniciativa é diferente de incentivar o uso da bicicleta em tempos de quarenta. Mas de proteger o uso da bicicleta e as caminhadas, as alternativas mais seguras para quem precisa estar na rua.

Os impactos do covid-19 no ciclismo

O adiamento das Olímpiadas em Tóquio e o cancelamento de todas as provas, já anunciada pela UCI trazem abalos enormes para o esporte.  Ao que tudo indica, a temporada irá se prolongar para além das datas “normais”. Por hora Paris-Roubaix e até mesmo o Giro d’Italia já estão de fora. O receio agora é que mesmo o Tour de France deixe de acontecer, o que carrega consigo um risco de um colapso do modelo de ciclismo que temos hoje.

Como fabricantes ao redor do mundo estão reagindo

A primeira resposta pode em geral ser simplesmente o fechamento de fábricas e adiamento de novos lançamentos, escolha da fabricante francesa de pneus Hutchinson. Já no setor de vestimentas para ciclismo, marcas da Espanha e Itália estão convertendo sua produção para máscaras de proteção, necessidade urgente no momento. Já a inglesa Mango Bikes irá fazer a doação de dez bicicletas para trabalhadores do setor de saúde.

Governos estendem prazos para pagamentos de impostos

O horizonte ainda é de muita incerteza sobre os impactos da pandemia na economia e as diversas esferas de governo tem buscado medidas mitigadoras. Em Belo Horizonte,o prefeito já foi claro em relação a necessidade de se preservarem os empregos no setor de serviços. BH optou por adiar a cobrança de impostos para não sufocar as empresas. Medida idêntica foi adotada em Campo Grande,no Mato Grosso do Sul. Ao mesmo tempo, empresários se mobilizam para prorrogar suas obrigações com governo estadual. Santa Catarina prepara seu pacote econômico. No cenário nacional, a Confederação Nacional da Indústria já pediu que o adiamento por três meses no pagamento de impostos.

Lei regulamenta ciclologística em São Paulo

A cidade de São Paulo foi pioneira na regulação do serviço de entregas por bicicleta. As empresas que fornecem serviços ou transporte de bens agora devem oferecer estrutura gratuita de apoio para funcionários (banheiros, bebedouros, armários e tomadas para carregadores de celular). A Política Municipal de Ciclologística, cujo texto foi criado pelo GT Ciclologística da Aliança Bike em parceria com o vereador Caio Miranda e sua equipe, também garante o acesso de bicicletas e triciclos aos estacionamentos em edifícios privados durante serviços e cria também o selo “Logística Sustentável”.

Ruas abertas e ciclofaixas de lazer em meio a pandemia

No primeiro domingo de quarentena a prefeitura de Vitória, no Espírito Santo, optou pela liberação da ciclofaixa de lazer na cidade. A justificativa foi bem direta: a bicicleta também é meio de transporte para quem precisa se deslocar. Em João Pessoa, a administração local decidiu não ativar as pistas de lazer. Já Bogotá abriu mais faixas em grandes avenidas justamente como forma de promover o uso da bicicleta. As pedaladas podem ser grandes aliadas na pandemia, mas com os cuidados certos. Já as ruas de lazer, menores e em ruas de bairro também podem ser uma excelente opção para garantir o distanciamento social ao ar livre, pequenas, abertas e sem aglomeração de pessoas.

Reduzir a velocidade pode ajudar contra coronavírus

Quem precisa dirigir tem um papel muito importante na pandemia, reduzir a velocidade e assim garantir que menos pessoas precisem de acompanhamento hospitalar. Dados dos EUA mostram com clareza os números para cada pessoa que morre no trânsito, nove são hospitalizadas e 88 passam pela emergência de hospitais. É preciso reduzir as ocorrências de trânsito para que os profissionais e equipamentos que cuidam das vítimas possam estar livres para atender pacientes com o coronavírus ou outras enfermidades mais difíceis de serem prevenidas.

Reino Unido quer o direito de continuar pedalando

Ficar em casa é zelar pela própria saúde e de toda a população, é a medida mais importante para evitar o contágio. Mas muita gente ainda precisa estar nas ruas para deslocamentos ou entregas. É justamente para garantir que as pessoas que pedalam continuem com sua liberdade de movimentação assegurada que entidades no Reino Unido tem feito o apelo ao governo para que não proíba completamente o uso da bicicleta. A iniciativa é diferente de incentivar o uso da bicicleta em tempos de quarenta. Mas de proteger o uso da bicicleta e as caminhadas, as alternativas mais seguras para quem precisa estar na rua.

Coronavírus pode marcar novo boom no uso da bicicleta

A bicicleta já se consolidou como o melhor meio de transporte para quem precisa se locomover e também uma maneira minimamente segura para quem precisa pedalar para manter a sanidade mental. O horizonte pós pandemia é que as cidades e as pessoas valorizem ainda mais as bicicletas e ocorra um novo crescimento no seu uso. Nova Iorque vive boom de negócios, as restrições por conta do coronavírus certamente irão representar um momento de ajustes, mas também o vírus pode ser um momento para que as pessoas (re)descubram a bicicleta com transporte.

Shimano disponibiliza treinamento online gratuito

A S-TEC (Shimano Technology Education + Certification) abriu 60 módulos de cursos em português. A plataforma é usada para qualificar e aprimorar o conhecimento técnico de mecânicos, lojistas, vendedores e atletas profissionais de diversos países. Profissionais interessados precisam fazer um cadastro utilizando um CNPJ de qualquer tipo de empresa vinculada a bicicleta. Oportunidade para aprendizagem em tempos de quarentena.

Coronavírus atinge setor de bicicletas, regras para elétricas em NY e o e-commerce em 2019

Regulação de elétricas em NY é um “bom começo”

Pedalar legalmente uma bicicleta elétrica ao redor dos EUA ainda é um esforço para qualquer ciclista. As regras variam muito de estado para estado e é quase impossível manter-se a par de todas. A pequena novela no estado de Nova Iorque é parte dessa confusão. Após um veto do governador em dezembro passado, foi aprovada uma nova regra que é, em princípio, um “bom começo” na visão de quem promove a bicicleta. A polêmica está na obrigatoriedade do uso do capacete, uma medida que desagrada as operadoras de patinetes elétricos. Vale sempre lembrar que obrigar motoristas a proteger a cabeça salvaria muitas vidas.

Jeep faz anúncio com fat bike elétrica no Super Bowl

A final do campeonato de Futebol Americano é sempre um grande momento para a publicidade. Os anúncios mais bem produzidos são veiculados por preços exorbitantes. E quando se fala em comerciais da indústria automotiva, o clichê é a norma, tanto que uma ONG fez até um bingo para acompanhar a hora dos comerciais. Em uma refilmagem do Dia da Marmota, a Jeep chamou Bill Murray para se divertir dirigindo o novo modelo da marca. Os clichês estão lá, a maior novidade talvez seja a presença de uma bicicleta elétrica na neve, uma parceria com a fabricante QuietKat. O veículo merece pouco destaque, é mais um teaser do que será lançado a tempo para o verão do hemisfério norte.

O ano de 2019 foi bom para o e-commerce brasileiro

Dezembro de 2019 marcou uma queda de 28,5% nas vendas do comércio eletrônico, mas a explicação está justamente no sucesso da Black Friday, que fez crescer muito as vendas em novembro. No comparativo com o dezembro de 2018, houve um aumento de 40,93%. O acumulado de 2019 também é positivo, 54,16% de crescimento. Vale destacar a expansão das pequenas e médias empresas, que viram as vendas subirem de R$ 275 milhões (2018) para mais de 450 milhões (2019), aumento de 79,5%. O bom resultado veio com aumento de base de consumidores digitais (19%), consolidação das plataformas móveis (65,61% das transações) e do “social commerce”, com crescente domínio do Instagram e perda de espaço do Facebook.

Apps de entrega mudam as vendas no varejo

O comércio eletrônico e os aplicativos estão desenhando um novo cenário para o varejo, por hora o maior impacto está nos supermercados. As compras por conveniência estão em franca expansão e apontam para um novo caminho. As lojas físicas têm se tornado um ponto de distribuição de mercadorias ao consumidor final, com as entregas sendo substituídas pelas visitas às lojas.

Empresa holandesa investe em frota própria de cargueiras

A Coolblue é uma empresa especializada em eletrônico com sede na Holanda e que também atua na Bélgica. Depois de um programa piloto em duas cidades no ano passado, a empresa irá contratar 250 profissionais para expandir seu serviço de entregas em cargueiras. A medida não é exatamente uma novidade, mas vai na contramão da tendência em entrega por aplicativos. Outra solução foi a adotada pela Ikea, que optou pelo empréstimo de cargueiras elétricas e carretas para os clientes da loja de móveis na Alemanha.

PL no Senado retira imposto de equipamentos de proteção

Uma proposta de lei no Senado busca isentar de impostos equipamentos de proteção para motociclistas e ciclistas. A medida vale para capacetes, botas, luvas, jaquetas, coletes, tornozeleiras, cotoveleiras e joelheiras. O objetivo é promover o uso de tais equipamentos, já que de acordo com um levantamento na base de dados do SUS, apenas 17% dos motociclistas acidentados usavam botas, jaquetas e coletes. O benefício para ciclistas ficaria portanto concentrado em capecetes e sem os dados do SUS para comprovar os benefícios da medida. O PL está ainda em análise na Comissão de Assuntos Econômicos.

Desigualdade e reforma tributária na pauta

Em ano de eleições, a pauta de impostos e desigualdade também está nas cidades. Ainda que a responsabilidade sobre arrecadação seja mais uma questão federal, a discussão urbana também passa por IPTU progressivo e financiamento de habitação popular. No âmbito da reforma tributária que caminha no Congresso, a discussão pela redução da desigualdade tributária passa pela isenção ou redução de impostos para produtos consumidos pelos mais pobres. O exemplo do Chile que aprovou taxação para os mais ricos ainda não está no radar.

Coronavírus já impacta indústria da bicicleta

A epidemia do Coronavírus que atingiu a China já tem trazido impactos para a indústria da bicicleta. O mercado dos EUA depende em até 95% da China para fabricação de bicicletas. Apesar do centro da epidemia estar na região rural de Wuhan, muitos trabalhadores da indústria viajaram para suas cidades natais a agora podem ter dificuldades para voltar ao trabalho. A fábrica da Bafang foi inclusive fechada e a prova ciclística do Tour de Hainan, cancelada. Até mesmo a vizinha Taiwan teve de contornar os impactos do vírus, o Taipei Cycle Show será mantido, mas sem a participação chinesa.

EUA vs. China: mais produtos conseguem isenção

A pedido de algumas importadoras, mais alguns produtos terão isenção da sobretaxa de 25% aplicada a produtos saídos da China com destino aos EUA. A medida vale até 07 de agosto e os valores pagos serão reembolsados retroativamente por todas as empresas que tenham trazido produtos sob os códigos tarifários agora isentos. São basicamente carrinhos de carga e de passageiros, bicicletas com freios contra pedal e até três marchas.

Strava pode criar “tendências obsessivas”

Mais do que uma plataforma de trajetos, o Strava é também uma rede social e a seleção de belas imagens produzidas pelos usuários comprova isso. Mas um estudo recente da Universidade Nacional da Irlanda mostrou que a busca pela liderança em um segmento e o troféu de KOM pode se tornar uma obsessão e fonte de stress. Os aplicativos de acompanhamento de exercícios tem o potencial de ajudar na criação de uma rotina saudável, mas o fato é que os melhores caminhos podem simplesmente estar onde o seu telefone não funciona.

Campagnolo patenteia roda livre magnética sem atrito

O tradicional barulho da roda livre girando quando o ciclista para de pedalar é música para os ouvidos de alguns. Mas a Campagnolo quer acabar com essa perda de energia e aumento de arrasto. Para resolver o problema e economizar até 2 watts a cerca de 50 km/h, a marca italiana patenteou um mecanismo magnético que remove o atrito gerado pelo macaquinho.

Conheça mais sobre app que denuncia maus motoristas

A estratégia do aplicativo norte-americano que denuncia maus motoristas é trabalhar com organizações locais de ciclistas para expandir a abrangência da plataforma. Criado na capital Washington, o OurStreets se expandiu para Pittsburgh em parceria com ativistas locais. Por hora a internacionalização está nos planos e ciclistas revoltados com motorista infrator impune já temos muitos no Brasil.

Ciclismo mais emocionante sem medidor de potência?

A equipe Vini Zabù-KTM pode não ser a responsável pela próxima revolução nas competições de ciclismo de estrada, mas ela nos ajuda a sonhar com uma certa dose de saudosismo pelo que pode estar por vir. Ao proibirem o uso dos medidores de potência na prova, a equipe abriu caminho para que o esporte seja mais sobre atletas indo até o limite e até passando dele, do que sobre quantos watts são necessários na próxima escalada.

BMX do futuro pode parecer uma MTB

Imagine poder curtir trilhas e pistas de terra com uma BMX. Foi justamente isso que o ciclista espanhol Ruben Alcantara imaginou fazer com seus protótipos da marca Finger Crossed BMX. Ele montou o que pode ser algo entre uma bicicleta Frankenstein ou simplesmente uma BMX futurista. As imagens do vídeo teaser deixam claro que, seja como for, são máquinas divertidas.

Pesquisa investiga roubo de bicicletas no Reino Unido

Um estudo conduzido com ladrões de bicicleta presos buscou entender o que acontece com as magrelas depois que são levadas e como os legítimos donos podem se prevenir para não serem as próximas vítimas. O primeiro dado é que ⅔ das bicicletas são revendidas algumas horas depois de serem obtidas ilegalmente. Além disso, 78% dos ladrões admitiram terem feito o crime por encomenda. Câmeras de segurança e boas trancas são os maiores desincentivadores ao furto, já que a maioria dos casos aconteceu em casas, com as bicicletas soltas. Vale, portanto, a máxima de sempre deixar a magrela trancada. Dicas de segurança sobre como trancar sua bicicleta foram traduzidos para o português pela Transporte Ativo.

Caminho da Escola: municípios irão pagar por bicicletas

A divulgação do Registro de Preços Nacional para a compra de bicicletas para estudantes da rede pública feita pelo   Ministério da Educação dá a entender que o Governo Federal compraria as bicicletas. Na verdade, o anúncio é apenas de que agora os municípios interessados em comprar bicicletas para o programa Caminho da Escola poderão ter preços menores.

Investir em bicicletas pode economizar bilhões

Um estudo sobre os impactos na redução do consumo energético no Reino Unido concluiu que o sistema público de saúde pode economizar 3,4 bilhões de libras (R$ 18,77 bilhões) com o aumento no uso da bicicleta. O benefício financeiro foi estimado com base na redução no número de internações e mortes prematuras geradas pela poluição dos motores movidos a energia suja, os combustíveis fósseis. Dados levantados no Brasil apontam uma economia de R$ 34,4 milhões ao SUS somente na cidade de São Paulo com um aumento no uso da bicicleta.

Fim dos radares faz aumentar mortes em estradas federais

Após sete anos seguidos de diminuição das mortes nas rodovias federais, o Brasil viu crescer o número de vítimas fatais nas estradas. Foram 5.332 vidas perdidas, aumento de 1,2% no comparativo com 2018. O número negativo vem em meio ao desligamento de radares 2.811 radares fixos. Houve um aumento também no número de ocorrências graves, de 53.963 em 2018 para 55.756 em 2019. A flexibilização da fiscalização foi feita sem o amparo de qualquer estudo técnico e agora os números já mostraram as consequências da medida.

Estudo mapeia deslocamentos de ciclistas e pedestres

O comportamento de ciclistas e pedestres é historicamente pouco pesquisado. Um estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em parceria com a USP mergulhou fundo na dinâmica de como as pessoas viajam dentro do ambiente urbano. Foram usados dados de mais de 260 mil viagens a pé e 800 mil deslocamentos em bicicleta na cidade de Boston. Alguns padrões emergiram, o primeiro deles foi o triplo pico de viagens a pé: de manhã, na hora do almoço e no final do dia. Enquanto as pessoas em bicicleta fazem deslocamentos com uma distância maior e mais pendulares, com os picos no começo e no fim do dia. Outro fator analisado foi o impacto do clima nas escolhas, a influência do calor e do frio na escolha de como se deslocar. O projeto é aberto e colaborativo e utiliza os dados de deslocamento de sistemas de bicicletas públicas para mapear a realidade e ajudar no planejamento cicloviário.

Impactos da legalização de patinetes no Reino Unido

O governo do Reino Unido tem avançado na discussão sobre as regras que irão legalizar o uso de patinetes elétricos nas ruas em moldes parecidos com as bicicletas de pedaladas assistidas. Por hora, a expansão exponencial do número de usuários, particulares e de plataformas compartilhadas, está à margem da legislação de trânsito. Dentro de uma visão otimista, os pequenos veículos tem o potencial de pacificar o conflito entre pedestres e ciclistas. Patinetes e bicicletas elétricas podem ainda ser a força que faltava para que cada vez mais cidades implementem políticas de restrição aos carros. De maneira mais ponderada, a indefinição ainda paira sobre o futuro e a importância dos patinetes para o futuro das cidades.

Revista conta disputa judicial pelo espólio de Bruno Caloi

Foi publicada na edição de janeiro da revista Piauí e agora está disponível para leitura gratuita uma longa reportagem sobre Fabio Milantoni Caloi, filho reconhecido na justiça de Bruno Caloi. Fabio está imerso em uma disputa jurídica com seus meio-irmãos que resvala na dívida milionária da Caloi com o BNDES e na família Musa. Para ler com calma.

Quais os impactos do Brexit para a indústria de bicicletas?

O dia 31 de janeiro de 2020 ganhou o nome de “Brexit Day”, foi quando, depois de 3 anos e meio, o Reino Unido e a União Européia assinaram o termo de saída do país do bloco. Agora começa o período de transição até 31 de dezembro. Das consequências pro mercado de bicicletas, a maior foi a variação cambial, mas pode estar por vir questões alfandegárias, com um tempo maior de importação e a consequente necessidade de antecipar pedidos e aumentar o estoque de insumos. Em apenas 11 meses a UE e o UK terão de fazer um acordo comercial, há chance que se estabeleça o livre comércio de bens, com negociações sobre serviços sendo deixadas para depois. As conversas já começaram também com o resto do mundo, mas qualquer mudança só vai mesmo acontecer quando o Reino Unido efetivamente sair do bloco. Um eventual esvaziamento do país, por conta da diminuição de pessoas aptas a morarem na ilha, pode se refletir ainda em desvalorização imobiliária, com eventuais diminuições de custo para moradores e empresas.