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A volta do ciclismo no Europa

Aos poucos as provas de ciclismo voltam a acontecer na Europa. Já aconteceu Mini Copa do mundo de MTB na Suíça, vencida justamente pelo suíço Nino Schurter, claro. Afinal o nosso Henrique Avancini tem de lidar com a extinção de calendário no Brasil e a impossibilidade de viajar para a Europa. 

Em 01 de agosto tem o World Tour com a clássica Strade Bianche na Itália e o Giro já definiu sua largada na Sicília. Tem ainda o Tour da Polônia que vai acontecer de “portas fechadas”, já que nem jornalistas poderão acompanhar.

A maior mudança no entanto é para os atletas, o protocolo agora envolve testes constantes para atletas e, claro, o medo de contágio. O documento de orientação oficial da UCI busca envolver os atletas numa “bolha”, com o pelotão sempre isolado de pessoas sem testes negativos confirmados.

Na Espanha as mudanças já foram postas a prova, e falharam. Três equipes ficaram de fora da corrida feminina Emakumeen Nafarroako Klasikoa 2020. O motivo foram os atrasos nos resultados de testes.

 

Tembici isenção de imposto de importação para cassete de travamento e destravamento de bicicletas

Em um pleito junto ao Ministério da Economia, a Tembici conseguiu isenção do imposto de importação do sistema patenteado de travamento de bicicletas. A “alteração para zero por cento” da alíquota é sob a condição de Ex-tarifários.

A Câmara de Comércio Exterior recebe pedidos constante para isenção de tarifa de importação Ex-Tarifário. Trata-se de uma redução temporária da alíquota do imposto de importação de bens de capital. São componentes, sem equivalente no Brasil, necessários para a fabricação de determinados produtos nacionais.

Expansão e e eletrificação das bicicletas compartilhadas

Depois de uma recente rodada de investimentos, a Tembici irá expandir sua frota de bicicletas e implementar a operação de bicicletas elétricas. Para isso eles precisavam importar alguns bens de capital. Depois de conseguirem o ex-tarifário para as estações, faltava um componente para tornar viável a fabricação no Brasil. Trata-se justamente do sistema responsável pela comunicação, recarga e travamento das bicicletas com as estações. Em resumo, o cassete, mas a definição completa é a publicada no Diário Oficial:

Módulo eletrônico “Cassete” com central de gerenciamento de motor e dispositivo de carregamento de bateria de bicicletas elétricas, controlando autonomia do motor e status da bateria (vida útil) com finalidade de indisponibilizar bicicletas com carga de bateria inferior a 20% e carregar as referidas baterias; dispositivo de gestão de dados de viagem e travamento e destravamento exclusivo para bicicletas compartilhadas, suportando até 272kg de força, com tecnologia de segurança mecânica de pistões esféricos, por motor elétrico de baixa potência consumindo 16.28W (14.8V x 1.1A) e 2.26mWh (16.28W x 0.5 segundos x 1h/3600 segundos); sistema de segurança de liberação da bicicleta por senha através de teclado numérico, sistema de segurança adicional de liberação da bicicleta através de leitor de cartão magnético inteligente e/ou com tecnologia RFID; botão de emergência e manutenção para sinalização ao usuário com alarme sonoro

Dito de outra forma, o cassete em questão, utilizado nas bicicletas do sistema proprietário da empresa PBSC, apresenta características que estão relacionadas diretamente à funcionalidade do sistema, como o acionamento por senha, a transmissão de energia para bicicletas elétricas, botão de emergência, transmissão de dados, entre outros.

Fabricação nacional

Com a isenção do imposto de imposto de importação, que passa a valer a partir de agosto, o sistema já poderá chegar ao Brasil sem esse custo e ser incorporado nas estações e bicicletas fabricadas aqui. 

O benefício concedido a empresa, inicialmente negado, acabou sendo aceito após recurso. O “atestado de inexistência de produção nacional” emitido pela Aliança Bike certamente contribuiu para o resultado positivo do pleito.